Poesia Amanda
quantos oceanos, mares,
lagos, e todo tipo de coisas
que contêm grandes
quantidades de água que
tu já derrubaste
por causa de pessoas que
sonhavam com montanhas,
vales e desertos?
– queríamos ecossistemas
diferentes.
quando tu sentires vontade
de rever aquela pessoa que
desrespeitou a sua existência
e que você, mesmo assim,
continuou amando-a,
saia correndo.
- endorfina alivia a dor.
você soa como a mais bela música que toca repetidamente na minha cabeça, eu sei que vou querer ouvi-la diversas vezes, sem nunca enjoar. Te amar foi como me livrar de toda a dor que sempre fui refém por tanto tempo, tive muita sorte com você, e espero que essa "canção" nunca pare de tocar
- sempre fui apaixonada pelo brilho das estrelas, até conhecer o brilho de suas palavras
“O silêncio
as vezes assustador
as vezes acalentador.
Silêncios frios.
Silêncios quentes.
Possível ouvir o silêncio?
Possível o silêncio gritar?
Ah, vai saber.
Nos intervalos cálidos que se seguem
faz-se notar os seus gritos.
Gritos que só ele entende.
Só ele.
O silêncio.”
Segure as minhas mãos e deixe eu te levar.
Não desvie o olhar, nem tente explicar.
O amor não é feito pra se escrever.
E eu sou o teu melhor futuro, basta me querer...
No final não precisa de brigas, intrigas, humilhações e palavras da boca pra fora.
Basta um abraço apertado e algumas palavras de adeus.
Afinal, o que querem as mulheres?
Nós mulheres queremos amor. Isso mesmo, AMOR, simples não?
Mas nós não queremos o teu falso, o teu quase, o teu meio amor. Nós mulheres, queremos amor verdadeiro, inteiro, intenso. Queremos amor 24 horas por dia, amor para sempre. É claro que isso não lhes dão o direito de serem grudentos e melosos, quando eu digo amor 24 horas por dia, eu quero dizer que queremos nos sentir amadas, mesmo que a distância, mesmo que não se vendo todos os dias. Nós queremos ter a certeza de que somos amadas. Queremos amor de um cara corajoso, trabalhador, maduro, que nos passe segurança. Um cara animado, engraçado que nos faça rir, mas não precisa ser um palhaço. Tem que ter um ar de mistério, uma dose de romantismo e uma pitada de ciúmes, mas tudo na medida certa. Além de amada, nós queremos nos sentir protegidas, respeitadas e até um pouco mimadas. Queremos ser entendidas, queremos ser tratadas com carinho. Queremos carinho antes, durante e depois. Queremos ser conquistadas aos poucos, dia após dia, durante todos os dias. Queremos surpresas, palavras bonitas, não precisa declamar uma poesia, ás vezes um simples 'eu te amo' baixinho, inesperado já é o bastante. Queremos no meio de uma briga, seja nós certas ou erradas, que vocês nos cale com um beijo, seguido de um sorriso. Queremos beijo no rosto, beijo na testa. Nós mulheres, queremos fidelidade, queremos ser únicas, queremos felicidade. É claro que existe aquelas que querem dinheiro, carro, jóias e afins, mas da mesma forma que existem muitos canalhas, exitem muitas interesseiras, que não merecem ser chamadas de mulher. Então não julgue nós mulheres de verdade, não nos rotule, da mesma forma que vocês não são todos iguais, nós mulheres também não somos. Nós somos guerreiras, fortes, corajosas, somos mães. Nós mulheres somos feitas de sentimentos, somos motivadas pelo amor, não é atoa que é só isso o que queremos.
As amigas chamam pra sair, dizem pra cultivar amor próprio.
Mas o que amor próprio come?
Ele se alimenta do seu (AMOR)...
Mas o seu é de plástico.
Talvez por isso ainda esteja com fome!
Algumas repartições públicas tem um ar solene — paredes brancas, burocracia arrastada, filas para atendimento e, claro, o retrato do prefeito. Sempre ali, emoldurado, sorrindo com um ar de “eu administro isso tudo”.
Não sei vocês, mas toda vez que cruzo o olhar com aquela foto, sinto uma mistura estranha de constrangimento e vergonha alheia. Ele me encara como quem diz: “lembre-se, funcionário, esse município tem dono”. E eu, do outro lado, tento fingir naturalidade enquanto penso que nenhum símbolo do poder público deveria parecer um lembrete de hierarquia.
Talvez o retrato esteja ali pra humanizar. Mas, sinceramente, o efeito é o contrário: é como se a parede me dissesse que o Município tem rosto, sobrenome e campanha eleitoral.
Enfim, nada contra o prefeito — só contra o hábito de transformar repartições em pequenos santuários da vaidade política. Porque, no fim, a gente não precisa de mais um rosto na parede. Precisa é de servidores valorizados e um atendimento eficiente. Na sua Cidade, tem foto do "patrão" também? 🫠
✨ Hoje pedi pra minha mãe retocar minha raiz.
Confesso: fui meio contrariada. Agora preciso fazer isso todo mês, e ainda estou me adaptando a essa nova fase, às mudanças, à perimenopausa — e a tudo que vem junto com ela.
Fiquei em silêncio, pensando na passagem do tempo, no corpo que muda, na vida que corre… quando, do nada, minha mãe solta uma daquelas frases que atravessam a alma:
“Nossa… nunca imaginei que teria a alegria de ver meus filhos com cabelos brancos. Fico tão feliz de poder pintar seus cabelinhos brancos. Ontem você era meu bebê.”
Silêncio. Nó na garganta.
De repente, o peso da rotina se transformou em gratidão.
Aquela cena banal — uma mãe pintando o cabelo da filha — virou um retrato de amor, de tempo, de continuidade.
Às vezes, a vida muda tudo com uma frase simples.
E hoje, minha mãe me ensinou mais uma vez que envelhecer também é um privilégio. 💛
Sempre passo em frente a essa pequena barbearia improvisada no caminho para casa. O barbeiro nunca fica sem clientes, e é fácil perceber por quê: trabalho bem feito, preço justo e atenção aos detalhes. Cada canto revela cuidado — capa estilosa, quadrinhos decorativos, organização impecável, iluminação perfeita.
Fico imaginando que, um dia, tudo isso foi apenas um sonho. Grandes redes de barbearias possivelmente também começaram de algum lugar, de forma humilde. E eu, simples espectadora, torço para que, um dia, eu veja uma plaquinha discreta anunciando: “Inauguração da nossa barbearia, dia tal, endereço tal.”
O pequeno empreendedor merece Grandes conquistas! Já apoiou um hoje?
Raízes invisíveis
Aprendi a caminhar
com um céu nublado por dentro,
sem pedir que o sol explicasse
por que não ficava.
Há encontros que não acontecem,
mas ensinam o corpo
a reconhecer profundidades.
Guardei o que não pôde ser dito
no mesmo lugar onde o vento guarda
o nome das coisas que toca
e nunca possui.
Não carrego ausência,
carrego espaço.
E nele crescem forças silenciosas,
raízes invisíveis
que me mantêm em pé
mesmo quando tudo parece distante.
Sigo.
Não porque esqueci,
mas porque viver
também é uma forma de amor.
O que fica por dizer
A cidade acordou sem notar
qualquer mudança.
O rio manteve sua largura exata,
as pontes não rangiam mais que o costume,
e os sinos tocaram
no mesmo tom de sempre.
Havia, no entanto,
uma leve alteração no ar,
como se o mundo tivesse esquecido
uma palavra importante
e decidido continuar mesmo assim.
Nada faltava.
Nada sobrava.
O dia cumpriu suas horas,
a noite fez seu trabalho,
e o tempo seguiu
como se tudo estivesse exatamente no lugar,e ainda assim,
alguma coisa pairava
no silêncio.
Presságio
O ar anda diferente.
Como antes de uma tempestade
que ninguém vê,
mas todos sentem nos ossos.
As notícias repetem palavras antigas
com vozes novas:
fronteiras, poder, ameaça.
Mapas voltam a ser feridas abertas.
O futuro é anunciado
em tom de alerta meteorológico.
Há países que aprendem
a viver sob nuvens permanentes.
Outros fingem céu azul
enquanto o horizonte se fecha.
O mundo inteiro parece
prender a respiração
ao mesmo tempo.
Eu sigo intacta por fora.
Cumpro horários,
respondo com educação,
rio quando esperam que eu ria.
Nada em mim denuncia
o leve desalinhamento das coisas.
Mas há algo invisível
que atravessa esta época,
uma frequência baixa,
um murmúrio entre continentes.
Não é medo apenas.
Não é esperança.
É uma vigília.
Enquanto líderes brincam
com fósforos históricos
e negam o calor crescente do planeta,
as florestas continuam ardendo em silêncio, os mares sobem sem alarde,
e a ciência fala como quem reza
num templo esvaziado.
Ainda assim,
há uma ordem secreta sustentando tudo.
Algo que não se nomeia.
Não se expõe.
Não se vive.
Como certas estrelas
que já morreram,
mas cuja luz
ainda nos alcança.
Talvez seja isso
que mantém o mundo girando
mesmo à beira do abismo:
as forças que não entram nos discursos,
os vínculos que não pedem existência,
as histórias que nunca aconteceram
e, ainda assim,
alteraram a matéria do tempo.
Se a guerra vier,
dirão que foi inevitável.
Se não vier,
dirão que foi sorte.
Mas ninguém saberá
das pequenas contenções invisíveis
que impediram o colapso completo.
Eu observo.
Espero.
Continuo acreditando
no que não deixa rastros.
Porque em épocas assim,
quando tudo ameaça ruir,
o verdadeiro ato de resistência
é permanecer humana
sem anunciar por quê.
A Receita
Tome uma colher de chá
de rotina matinal.
Adicione o ruído
de uma torneira pingando
no exato ritmo
do relógio da cozinha.
Deixe repousar
até que o tempo
pareça normal
outra vez.
Não mexa com colher.
Use só o silêncio
entre dois passos
no corredor vazio.
Se sentir gosto de ausência,
não descarte.
É sinal de que está funcionando.
Sirva frio,
sem nome,
sem data,
sem destinatário.
Consuma aos poucos,
durante anos,
até que o vazio
não precise mais
ser preenchido,
só atravessado.
A travessia
Ela foi ensinada a seguir pela estrada.
Linha clara, batida,
limpa de desvios,
onde todos passam
e ninguém pergunta por quê.
Disseram:
não saia do caminho.
Não escute o que chama da mata.
Não confie no que cresce fora da luz.
Mas a floresta
sempre soube o nome dela.
Entre troncos tortos
e sombras que respiram,
há vozes que não ameaçam —
apenas revelam.
Cada passo fora da trilha
não é erro,
é iniciação.
O perigo não mora na escuridão,
mora no que foi proibido de ser visto.
O medo não é o lobo,
é o silêncio que ensinaram a obedecer.
Ela caminha
com o coração exposto,
porque só assim
se aprende a diferença
entre perda e passagem.
Há coisas que só se encontram
quando se aceita o risco:
o espelho quebrado,
o desejo sem nome,
a dor que não quer cura,
quer escuta.
A floresta não pune.
Ela devolve.
Cada sombra tocada
retira um véu.
Cada encontro estranho
revela um pedaço esquecido de si.
No fim,
não há chegada triunfal,
nem moral da história.
Há compreensão.
A estrada era segura,
mas nunca foi viva.
E crescer
não é vencer o medo,
é aprender a caminhar com ele
sem pedir permissão.
Porque toda menina
que ousa sair do caminho
descobre, cedo ou tarde,
que o verdadeiro lar
não estava no destino,
mas na travessia.
Chama que não se apaga
Fogo Yin, nascida sob o signo do Galo de Metal, uma chama que aprendeu a brilhar dentro da forja, não apesar dela.
Seu coração é oceano escondido em rocha,
sua voz, rugido afinado pelo silêncio.
O Tigre te deu coragem para avançar;
o Macaco, astúcia para ver além da ilusão;
os dois Galos, espelhos que exigem verdade absoluta.
E no centro, sempre:
Ding,
a pequena chama que não se apaga, porque sabe que transformar é seu destino, não sua punição.
Água e o fogo
O mundo pode temer o encontro do fogo e da água, mas você nasceu da floresta que dança com a chama.
Enquanto o Rato foge do Cavalo,
você cavalga com ele,não para fugir da sombra,mas para iluminar os caminhos que só os bravos atravessam.
Seu Tigre sabe:
o verdadeiro fogo não consome, ele
transforma o que já está morto em semente.
A roda está aberta
Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.
As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.
Eu acreditava.
E isso bastava.
Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.
Por isso brincam.
Para lembrar.
Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.
Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.
Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.
Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.
As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.
Dentro de mim,
todas as idades conversam.
A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.
E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.
Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.
Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.
Geometria sagrada
Antes da contagem,
antes do número aprender a se chamar número,
o universo já resolvia equações com luz.
A matemática não foi inventada -
foi lembrada.
Ela dormia nas conchas,
nos favos de mel,
no ritmo secreto das folhas
que nunca se sobrepõem por engano.
π sussurra o infinito
toda vez que um círculo se fecha
sem jamais se concluir.
A proporção dourada escorre
pelas espirais do girassol,
pelo exoesqueleto do náutilo,
pelas galáxias que giram
como se soubessem dançar.
A vida escolheu a repetição elegante.
Células se dividem obedecendo padrões,
ossos se arqueiam segundo cálculos silenciosos,
artérias desenham mapas
que imitam rios vistos do céu.
O torus respira em tudo:
no campo do coração,
no magnetismo da Terra,
no jeito que o ar entra e sai
sem nunca se perder.
Fluxo contínuo.
Energia que retorna a si mesma.
Na árvore da vida,
cada esfera é um estado de consciência,
cada caminho, uma travessia possível.
Não há cima nem baixo -
há experiência.
Estrelas nascem segundo fórmulas antigas,
colapsam seguindo simetrias precisas,
e mesmo na explosão
obedecem à beleza.
Nada cresce ao acaso.
Nada se organiza sem sentido.
O que chamamos de natureza
é apenas geometria em estado selvagem.
O que chamamos de ciência
é o esforço humano para decifrar o sagrado
sem precisar ajoelhar.
E nós, feitos de água, carbono e pulso,
somos equações emocionais,
fractais conscientes,
padrões que sentem saudade da origem.
Cada pensamento altera a forma.
Cada escolha redesenha a malha.
Existir é participar do cálculo divino
não para resolvê-lo,
mas para habitá-lo.
Porque no fundo,
o universo não quer ser explicado.
Quer ser reconhecido
no desenho de tudo.
