Poesia Agua de Mario Quintana
Está chovendo. Leio um livro na sacada, de onde posso sentir gotículas de água que são carregadas pelo vento. O livro é apenas uma janela para os meus pensamentos fugirem da minha cabeça, na verdade, não fogem, ficam girando,girando e girando.
olho para os prédios, vejo pessoas mostrando seus rostos pelas janelas. O que será que estão olhando? será que gostam apenas de contemplar a chuva? Duvido. Vão para pensar em coisas da vida, para fugir de uma discussão, para descarregar suas emoções, fazendo as lagrimas se misturarem com a chuva.
Avisto num apartamento não muito alto uma criança brincando na varanda, deve ter uns 7,8 anos. Mas essa criança é especial, não tem cabelos, provavelmente devido à quimioterapia que crianças com câncer tem que fazer. É uma garotinha. Brinca com sua boneca, que é quase de seu tamanho. Acaricia os cabelos de sua amiga inanimada com as mãos. Um olhar triste, e uma lágrima escorre dos pequenos olhos azuis da pobre menina. Ela abraça a boneca, como se esta fosse consolá-la. E de fato consola, pois fica lá, inerte, apenas presenciando o sofrimento da pequena, em silêncio. E é isso o que a conforta, o silêncio.
Mergulho ainda mais em meus pensamentos, chegando à conclusão que para algumas pessoas, o silêncio é o melhor ouvinte. E eu sou uma pessoa dessas. O silêncio nos permite mergulhar em nós mesmos e ver o que há de errado, sendo possível até encontrarmos alguma solução. Quando não, temos a liberdade de chorar, de gritar, de sofrer, de sofrer em silêncio.
olho novamente para a menina com sua boneca, e vejo que está sorrindo, conversando animadamente com a boneca, que está sem os cabelos agora.
Sinto no andar tranquilo a areia entre meus dedos.
A água, que por vezes, fria, toca meus pés, não me incomoda.
Seu som, ritmado e sereno acalma e encanta,
Por vezes olho no distante e a imensidão do azul me apresenta sua grandeza.
E me revela a insignificância do que somos.
A brisa que toca minha face me liberta todas as minhas aflições
E a cada vez que respiro, sinto-me inebriado pela paz que reina neste recanto do divino
Ninguém pode me alcançar aqui
Este lugar é meu refúgio secreto
Ninguém me trouxe até aqui, eu vim sozinho
E nesta serenidade imensa não há uma chave para a porta que só se abre para mim
As maravilhas que aqui contemplo, ninguém consegue senti-las e isso eu lamento
Aqui sou onipotente, eterno, etéreo...
Aqui não há doença, mal ou ameaça que possa me alcançar
Aqui sou compreendido, aceito e bem recebido, embora não haja ninguém além de mim mesmo
Não há dia ou noite, nem sol nem chuva, nem frio nem calor sem que meu desejo possa permitir
Não há dor que me acompanhe ou fome que me atormente
Minha existência é o alimento para todo a vida e todo o verde que aqui floresce
E a cada olhar deslumbrado sinto minha pele se arrepiar
E minha alma deitar em nuvens
Este é meu verdadeiro lar
E onde quer que eu vá ele estará sempre comigo
Basta fechar os olhos e entrar
— O que acontece quando jogamos uma pedra na água?
— A pedra afunda. Certo?!
— Errado. Surgem ondulações. E elas acabam se dissipando, até se dissiparem por completo.
O mesmo acontece quando um homem agride uma mulher (física ou verbalmente).
A pedra, é a agressão.
As ondulações, são como uma mulher em seu sofrimento contido se dissipando, até se dissiparem por completo.
"Os sonhos são como a água
Estão sempre a passar
A.corrente e mais forte que tu
Mas se tu acreditas em ti
Podem se tornar realidade "
EU quero aprender a nadar
fico olhando pra lagoa com medo de pular
mesmo sabendo que a água nunca ira me machucar
mais é triste ser dessa crosta
onde o medo toma a frente
na decisão das prposta
Não aposta,de frente pra parede
e pro mundo vira as costa
nessa vida suposta, suporta o fardo de ter
e não ser, sem saber quem se é
Esta imagem remete ao famoso ditado popular sobre: “Fazer tempestade em copo d’agua.”
Como o desenho mostra, são copos iguais, cheios com a mesma quantidade de água, mas com duas reações diferentes.
Enquanto uma pessoa se afoga, outra flutua. Sabe por que isso?
Porque não são as situações que roubam a nossa paz, mas a nossa forma de reagir a elas…
Na vida é sempre assim:
Enquanto um reclama do que acontece, o outro agradece; Enquanto um se apavora, outro ora; Enquanto um fala mais do que devia, o outro silencia.
Situações parecidas, reações diferentes…
Aprenda que: Você não pode controlar o que acontece com você, mas pode treinar a forma de reagir diante do que lhe acontece.
As vezes precisamos parar, tomar um café SOZINHA, ou uma água. Respirar, observar, refletir para poder seguir em frente.
Isso é sinal de AUTO RESPEITO!
Pense nisso.
Sinto a lágrima escorrer em meu rosto
Vejo a aguá correr pelo chão
Enchergo o meu reflexo nessa água
que vai e vem sem parar nesse chão
Encontrando seu fim ela volta pro meu copo
Que eu a bebo quando tenho sede
Quando me dá vontade novamente
Eu a liberto pelos meus olhos tristes
Sinto a lágrima escorrer em meu rosto.
Não exatamente como gotas de água, conquanto esta, na verdade, seja capaz de cavar buracos no granito mais duro; mas, antes, como gotas de lacre derretido, gotas que aderem e se incorporam àquilo sobre o que caem, até que, finalmente, a rocha não seja mais que uma só massa escarlate.
Até que, finalmente, o espírito da criança seja essas coisas sugeridas, e que a soma dessas sugestões seja o espírito da criança. E não somente o espírito da criança. Mas também o adulto, para toda a vida. O espírito que julga, e deseja, e decide, constituído por essas coisas sugeridas.
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia
Fazem prece noite e dia
Os pastores desta aldeia
Fazem prece noite e dia
Por me verem assim chorando
Por me verem assim chorando
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
8ITENTA POEMAS PRA LUA
não trouxe os fones de ouvido
só enchi cinco dedos d'água a garrafa
carrego mudas de jibóia no colo
y uma tela de várias polegadas
no fundo do ônibus
transmite a Lua Cheia em Câncer
enquanto minha saudade-praxe
some na escuridão marítima
aparece numa poesia desconexo
contente ao
ermo
Líquida
Sou de amor perdida
Louca de água
Bela-acordada
Sem margens do Ipiranga
Declaro minha independência ou sorte!
Gotas da paz
Rio que a água tece,
que na correnteza desce
deságua sobre nós
bênçãos e louvores!
Derramas, derramas
gotas cristalinas,
que no sol se espalha
em gotas consagradas
e nos carregas para Deus.
Em águas serenas vamos
em gostas nos transformamos
e seremos na vida gotas de paz,
neste rio imenso que é a sociedade.
Nela somente Deus de bondade
é a água pura que todo bem nos faz!
A arvore não come seus frutos
O rio não bebe sua água
A fragrância das flores...
A luz do sol... e nós?
"Alguns corações
são como água do mar,
são como ondas,
que vêm e se vão,
ou como a sensação boa
de uma canção"
Faça você mesmo.
Tem olhos, tem mão.
Tem perna e coração.
Pulmão, e limão.
Água e fogão
Panela e latão.
Talento e dom
Faça então a sua porção
De amor e paixão.
E até de perdão.
Sim, seu mingau
De carinho,
De pão, de feijão,
De quinoa, alfarroba, kefir.
De aveia de fubá.
De melão.
Mesmo você, faça.
Depois diga-nos,
como foi bom.
(Paulo Feliciano).
Sou
Sou a palavra cacimba
pra sede de todo mundo
e tenho assim minha alma:
água limpa e céu no fundo.
Já fui remo, fui enxada
e pedra de construção;
trilho de estrada-de-ferro,
lavoura, semente, grão.
Já fui a palavra canga,
sou hoje a palavra basta.
E vou refugando a manga
num atropelo de aspa.
Meu canto é faca de charque
voltada contra o feitor,
dizendo que minha carne
não é de nenhum senhor.
Sou o samba das escolas
em todos os carnavais.
Sou o samba da cidade
e lá dos confins rurais.
Sou quicumbi e Moçambique
no compasso do tambor.
Sou um toque de batuque
em casa gege-nagô.
Sou a bombacha de santo,
sou o churrasco de Ogum.
Entre os filhos desta terra
naturalmente sou um.
Sou o trabalho e a luta,
suor e sangue de quem
nas entranhas desta terra
nutre raízes também.
O sistema em colapso
Corpos debatem-se nas estações...
como peixes sem água
Transpiram suas frustrações e magoas...
Derretem como fios de ouro
de uma placa mãe ao sol...
Os soberanos?
Condicionam seus ares e prazeres,
em suas atuais maquinas velozes...
Em suas fortalezas
Não falta agua nem luz...
E os bolsos sempre cheios,
de ganancia, luxo e...
...cidadãos!
"Água salgada"
Na batalha ela percorre o meu corpo
Na emoção ela escorre em meu rosto
Na fé ela limpa minha alma
Ela purifica
Ela acalma
Ela fortifica
Suor, Lágrima e Mar
NÃO TROQUE SEU VOTO
Não troque seu voto
Por conta de luz,
Por conta de água,
Por gás ou cuscuz!
Não troque seu voto
Por exame de vista,
Por óculos doado
Por oportunista.
Não troque seu voto
Por roupa, sapato,
Por peças de moto
Ou pagar sindicato.
Não troque seu voto
Por pneu que fura,
Por emplacamento
Ou por dentadura.
Não troque seu voto
Por uma carrada
De telha, tijolo,
Madeira cerrada.
Não troque seu voto
Por nada na vida,
Pra não eleger
Bandido ou bandida!
Quem troca seu voto
Não tem mais direito,
Não pode exigir
Nada mais do prefeito!
Quem faz o seu preço
Recebe o seu troco,
Depois o político
Se faz é de moco!
Político que compra
O voto de alguém,
Se sente quitado,
Não deve a ninguém!
Ao pobre eleitor
Não dá atenção,
Fechando-lhe a porta
Durante a gestão.
Andando empinado,
Mangando do povo,
Dizendo que compra
Seu voto de novo!
Por isso eleitor
Analise e aprenda,
Sua arma é seu voto,
Não troque, não venda!
— Antonio Costta
