Poesia
O Quanto Eu Amo Você
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Amo-te no silêncio da noite e no barulho do dia.
Amo-te no calor do sol e no encanto da lua.
Amo-te no sorriso da chegada e na saudade da partida.
Amo-te nas letras da poesia e no som da melodia.
Amo-te no chão árido da terra e na beleza dos jardins.
Amo-te na firmeza da raiz e na delicadeza da flor.
Amo-te na dor da ausência e na alegria da presença.
Amo-te na paz dos amantes e na paixão que agita.
Amo-te na busca do querer e no encontro do ter.
Amo-te como uma oração e no prazer do sentir.
Amo-te no medo que sufoca e na coragem guardada.
Amo-te na ousadia de nada dizer e, ainda assim,
Poder revelar o quanto eu amo você.
A porta
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
da importância de encarar a si mesma
escolha seus melhores discos
e tire suas melhores dores
pra dançar
Você tem me descrito em poemas
Me transformado em metáfora
Pra que eu seja mas sutil aos teus ouvidos
Mas você precisa se libertar
Da ideia de que pode me ter em poema
Eu sou o livro de 600 páginas que você nunca conseguiu ler
Por preguiça ou falta de concentração
eu sou mais que 8 versos, do que você costuma escrever
Eu sou um livro com literatura complexa
Sou uma saga
E não me resumo á metáforasi
não lute contra as reações do seu
corpo após alguma situação difícil
é natural se sentir desamparado
vazio, com medo e até mesmo
com uma imensa vontade de desistir
mas não lute contra isso
é um processo natural do teu corpo
é necessário aceitar para se curar
Você apoiada na janela era quase um quadro.
Seu cabelo cacheado armado,
assim como o seu sorriso.
Fazendo meu coração acelerar querendo se entregar.
Você me tem nas mãos
E talvez nem desconfie,
Estou te entregando meu coração,
Por favor, o priorize.
- Ela não veio?
- Ah, a gente terminou.
- É? E aquele amor todo?
- Acabou.
- E amor acaba?
- Não sei, esse acabou.
- Talvez não tenha acabado.
- Talvez não fosse amor.
O amor é brega
viola uivando pra lua
vela pro santo
nome na macumba
beijo doce
de moça de quermesse
andar de cio
brincando um flerte
beliscão safado
no trem lotado
desejo invadindo
a próxima estação
rima pobre rica de malícia
verso infiltrado na lição
o amor é isso
uma canção do Roberto
um soneto do Vinícius
Sabe, eu preciso de alguém especial como você
E não é brincadeira.
Desde o primeiro momento que te conheci, me encantei.
Meus olhos se alegraram e minha alma se encheu de vida.
Seu sorriso passou a me fazer feliz
Sua voz tornou-se doce aos meus ouvidos
Não sei, mas é algo especial.
Toda manhã espero ansioso o momento de te encontrar
Acordo com você no pensamento
E uma vontade louca de te olhar
O que é isso?
Não sei, mas se for um sonho.
Não quero acordar.
mais tarde naquela noite
eu pus um atlas no colo
passei os dedos ao longo do mundo
e perguntei
onde dói?
ele respondeu
por toda parte
por toda parte
por toda parte
TBT
Dizem que na quinta-feira
é dia de TBT:
hora de lembrança ter,
saudade pra ser certeira!
Mas eu acho isso besteira,
sempre penso no passado,
um lugar já visitado,
um alguém além do tempo,
um dia, um bom momento
no meu peito registrado.
O tempo me enganou,
Minha pele enrugou.
Chegar aos 40,
Será que minha sorte aguenta?
Quando percebi,
Já não via isso ou aquilo ali.
Não era surdez,
Mas só ouvia da segunda vez.
A barriga cresceu,
O fôlego desobedeceu,
Minha mente não percebeu,
O que virou eu?
Dizem que é meia vida,
Então, que tamanho vai ficar minha barriga?
Dizem que é a melhor idade,
Deve ser porque vamos perdendo a sobriedade!
Dizem para tudo "que o melhor tá pra chegar",
Será que para idade isso vai se aplicar?
Acho que deixei de ser calouro!
Tá! Será que já colhi todos os louros?
40, para alguns uma tormenta,
Para outros uma simples fase depois da placenta!
Beleza rara
A sua beleza é rara,
única e exclusiva.
A sua formosura
está nos seus olhos,
na sua face
e até no seu corpo,
mas também na sua voz,
no teu coração
e na tua alma.
A sua perfeição
está em não precisar
se parecer com ninguém,
nem em seguir
qualquer padrão.
Você é exclusiva
e possui características
que a tornam
incomparável.
Você é a mais especial,
e será sempre reconhecida
pelo seu nome
e seu modo de agir,
e não pelas suas roupas
ou cor dos cabelos.
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites tranparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Para quê pensar? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Memória da Casa (Fernando de Oliveira e Walmir Palma)
Não está no portão
a memória da casa,
nem está no porão,
onde tudo se guarda.
Se talvez no jardim
mora alguma lembrança,
erram doces ausências:
borboletas, crianças.
A memória da casa
jaz além da estrutura,
das paredes caiadas,
assoalho, nervuras.
Vejo outrora na alcova
afogada em cortinas
o rubor de uma rosa
e uma linda menina.
Onde foi essa alcova,
em que tempo se deu,
como entrou nessa história,
em que vão se perdeu?
Essa casa são muitas,
uma só todas elas;
o morar é a casa
com varandas, janelas.
As memórias são tantas,
tantos são os lugares
onde pousam lembranças
nesse lar, nesses lares...
Política encardida.
O mau político não vê pessoas e suas necessidades.
O mau político enxerga eleitores e seus votos.
“” O silêncio parece refúgio,
Quando a alma teima em gritar
E mesmo calado
O grito é apenas um eco do desejar
É só uma esperança que tudo dê certo...””
Era uma vez uma voz.
Um fiozinho à-toa. Fiapo de voz.
Voz de mulher. Doce e mansa.
De rezar, ninar criança, muitas histórias contar.
De palavras de carinho e frases de consolar.
Por toda e qualquer andança, voz de sempre concordar.
Voz fraca e pequenina. Voz de quem vive em surdina.
Um fiapo de voz que tinha todo o jeito de não ser ouvido.
Não chegava muito longe. Ficava só ali mesmo, perto de onde ela vivia.
Um pontinho no mapa.
