Poesia

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Poesia é divindade; coisa de força extranatural.
Ninguém a explica e tanta gente se identifica.
É mágico. Talvez poeta tenha muito de anjo.

Poetizar é o percurso da alma ao coração, com coragem e doçura.
Cada poesia em mim transcorre como um rio de águas límpidas e serenas, rumo ao destino revolto de uma tempestade que chega sem avisar.
As palavras vêm e vão… e lançá-las ao ar é meu maior desassossego.

⁠SE

Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.

O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.

Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.

Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)

POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.


(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)

Seus pares de olhos
Gritam a poesia
Que tanto tento escrever.
Rasgo e amasso papéis
Com a esperança de que
Meus dedos dancem até a
Reposta.


A cor de sua poesia é
Indecifrável;
Nem o arco íris a possui.
Direta e única,
Picasso correria atrás
Da suavidade de sua íris.

Poesia: Medo de Crescer 01


Olhar de Criança


Quando pequeno pensava
Nas coisas que vó dizia.
Nos bichos que existia
E que no terreiro rodava


No vicente finim ela falava
Neu até medo botava
Com aquelas prosas boas.
Eu como o minino que era
Com tanto medo que o coro pela
Num duvidava de coisa atoa


Daí o tempo foi passando
E eu o acompanhava de perto,
Ligeiro, garoto esperto
Crescendo e já fui notando.


Dá conversa desconfiando,
O medo já me deixando,
E eu já difícil de crer.
Histórias que outras horas,
Como do saci ou da caipora,
Agora não tinha mais paricê.


Cresci e também percebi
Que o tempo foi o meu pecado.
O que me deixava assombrado
Não é nada do que vivi.


O mundo me calou aqui
E mesmo tentando insistir
Nada me assusta tanto
Que me faça esmurecer
Mais do que pude perder
Com o tempo que me tirou em prantos.


Hoje a bassora caída
No assusta mais ninguém
E até o grito de alguém
Passando nalguma avenida


Num soa mais forte que a vida
Quando bate despercebida
Vindo deixar algum recado.
Os bichos foram tudo embora,
Acabou-se os medos das histórias.
Ficaram os contos no passado.


Tsharllez Foucallt.


terreiro: quintal.
Vicente finim: busca no google.
Caipora: Mãe da mata.
Paricê: parecer.
Esmurecer: enfraquecer.
Bassora: vassoura.
Nalguma: Em alguma.

Poesia sobre maternidade


Dentre tantos sonhos que podemos sonhar


O mais lindo eu pude realizar


Mãe eu me tornar


E descobri que a cada dia que passar


Meu coração se põe e dilatar


E o maior amor a me transformar.

Quando eras poesia..


Te conheci poesia.
Hoje, não lhe reconheço
nem em verso,
nem em prosa.

Te conheci poesia,
Hoje, lhe vejo em versos
Desgarrados, desalinhados,
Grandes garranchos
Entre as finas linhas do
Caderno da vida.

Todo Poesia
A poesia se esconde nos impronunciáveis momentos provados pela alma.
A tentativa objetiva de expressar a subjetividade dos mistérios.
Poesia é fantasia, é mágica é maestria.
O contorno do corpo sob a luz da lua, envolto num cobertor para fugir do frio.
O sono gostoso enquanto espera pelo jantar.
Poesia é o segredo das noites em fuga, o esconderijo nas manhãs de sol. (Júlio Raizer)

Poesia Voluntários da Pátria I
Até quando esperar?
Até quando esperar se nada mudou,
se nada te importa?
Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa?
Até quando esperar se já se perdeu,
se ficou pra trás?
Mas não é nossa culpa,
não é desculpa.
Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor,
desse amor que só acontece quando realmente se quer,
é grande,
é como se fosse um “eu te amo” na primeira semana.
Ouvir um “eu te amo” na primeira semana
faz disparar seu coração,
despeja na corrente sanguínea adrenalina suficiente pra você nunca ter que pular de paraquedas na vida,
te faz sentir vivo.
E mesmo sabendo
que toda a riqueza que anda por aí tá nas mãos erradas,
que existe corrupção,
que existe injustiça,
a força de um “eu te amo” na primeira semana
nos dá a certeza de que
juntos
nós vamos ganhar o mundo.
Ainda que hoje seja um dia comum.

Poesia Cantada — Corrupção do Gênero Humano


Desde o nomadismo até o sedentarismo //
O homem foi escravo do seu próprio fetichismo //
Mudou de paisagem, mas não de abismo //
Saiu da caverna, mas levou consigo o cinismo //
Criou o pauperismo, progressismo, vários ismos //
Cada nova doutrina só mudou o mecanismo //
Mudaram os nomes, não mudou o organismo //
Toda civilização foi só cadáver com verniz fino //
Mais tarde as “cracias” dominaram o expansionismo //
E cada império chamou saque de heroísmo //
Cada rei chamou massacre de patriotismo //
Cada Estado chamou medo de civismo //
Ergueu governos frágeis sob despotismo //
Povos ajoelhados sob autoritarismo //
Veio a monarquia, pariu o imperialismo //
E o trono foi apenas a cadeira do egoísmo //
Surgiram preconceitos, conceberam tribalismo //
Estereótipos raciais deram forma ao racismo //
O Holocausto só mostrou com requinte e formalismo //
Que o homem é laboratório do próprio sadismo //


— Miguel Chiyo Tomás

⁠O divórcio da música e da poesia
Fui privilegiada
passei minha adolescência
nos anos oitenta e fui contagiada
Tive como meus pais
a música e a poesia
o casal mais perfeito que já conheci
e por anos me tocou os sentidos
principalmente os ouvidos
embalou meus momentos
fez parte da minha história
e conquistou meu coração
mas infelizmente de uns anos pra cá
não estavam mais em harmonia
e a falta de cultura detonou esse casamento
e também a falta de respeito
mas eu tenho comigo seus filhos; meus irmãos
os músicos e poetas
e o álbum de casamento
ficou-nos de herança
e eu levo com carinho
ensinando aos meus filhos e sobrinhos
as boas lembranças que sobraram
desse intenso casamento.

“No mundo da poesia
Posso ser o que eu quiser:
Ser a força de um homem,
Ternura de uma mulher ,
Um raio de esperança,
Uma suave lembrança,
Ou pétalas de malmequer.”

(Maria do Socorro Domingos)

Utopia de vida

Pôr do sol.
Laranja no céu.
O mar repete.

Clichê.

É alma na poesia.
Na mesa de café, não.
Estou apaixonado.

E isso falha.

Elegância ao rejeitado.
É o que se espera.

O sol some.
Caminho sem direção.

Arcaico.

A noite cobre.
Nenhum direito ao belo.
Nem estrelas.

Incertezas não rondam.
Atacam.

Frio.
Estranho.
Um riso curto.
Deboche.
Enterro da alegria.

Passos lentos.
Sem destino.

Mais um dia igual.
Eu igual.
Arcaico.

Quis um amor.
Recebi linguagem.
e só.

Poesia


um balé de palavras
para dar voz a alma.
Dançar por cima de letras
entre a compreensão
de si mesma
e a vontade de desabafar.


Coreografia de línguas
para acasalar
numa dança de hiatos e rimas
tentando rimar emoções.


tipo isso
passando a língua em você
e nem percebe,usando verbos
numa linguagem que só eu entendo.
É tudo mais intenso,
os sentimentos mais exacerbados.
A carência mais presente e violenta.
Numa poesia que movimenta emoções
num latejo que se alastra nesta avalanche,do que vive a me consumir.
Até expulsar o coração numa gramática.
Mil sentimentos em folhas de amor.
que deixo ir…


andréa

Arranquem-me toda pele
as vísceras,olhos,a carne sofrida.
Deixem-me apenas a poesia
no coração.
Toquem-me apenas em cada pedaço
que ainda sobram de vida e emoção .
E seguirei minha estrada feito aço.
Derretida,mas feliz ...Cicatriz
em cada traço
num derrame de inspiração.




Na imaginação
mora a fantasia
do impossível.


Andréa

A poesia tem o poder
de tocar corações,despertar
dentro do peito, sensações
e te atingir ao ponto de sentir
...o que quero te dizer .


A poesia é um desaguar
molhando a imaginação
com o encanto das emoções.


Quantas vezes abracei
a inspiração quando perdi
o rumo e o chão?nem sei.
⁠

Escrever é esvaziar o peito encharcando o papel com os sentimentos mais profundo da alma.
A poesia torna -se um berço para os corações cansados.


PauloRockCesar

Essa foi a primeira que eu escrevi...




Eu amo poesia, porém nem sempre sei o que dizer... eu amo a filosofia, porém odeio o prazer...eu amo o fato de estar com você, mas odeio a possibilidade de te perder...nem sempre vou saber o que dizer, então preste atenção em cada detalhes que vou demonstrar pra você... ao acordar em uma manhã não se espante se não me vê, eu apenas fui buscar flores pra você...não se assuste se na hora eu não te responder, é que me fogem as palavras quando o assunto é você... por isso é tão difícil de dizer o quanto eu gosto de você... então nem sempre vou saber me expressar, então presta atenção no meu olhar