Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
POESIA NO AR
Solto no ar agora minha voz
Em sons ritimados de solfejados versos
Que em altos brados viajaram
E nos quebrantados silêncios, os tornem cálidos
Aquecendo as almas tristes, nos sussuros
Dos acordes ao pé do ouvido
Nas frias tardes de outono onde
No cair das folhas levadas pelos ventos
Cheguem a ti, onde estiver
onde possam rodear-te
formando véu emoldurado de palavras
Divinamente inspiradas pela emoção
E revelem os sentimentos encobertos
Deste esquecido e dolente coração
DELÍRIOS DE AMOR
Sirvo agora minh´alma em tua taça
Para que me sorva de todo gosto
Esvaindo minha imagem em fumaça
Aparecendo a intenção do antes posto
Delira em sons gemidos aos meus braços
E em tuas entranhas como vinho nobre
Entorpeço teu pensar de razões deixo em pedaços
Alimantas minha fantasia, enriqueçe este pobre
Ah, que penso agora em toques e arrepios
Absorvo com avidez o perfume do teu desejo
Deixo-me saltar e meus olhos em ti despejo
Não há visão mais bela que tire a atenção
E paraliso o momento daquele abraço
Paro a mente num instante e disparo o coração
TRECHO: EM MINHA DEFESA...
Pra mim, ser ferido uma vez já é doloroso demais pra que eu permita que se repita, se torne um ciclo vicioso . Não posso deixar que alguém que um dia me causou dor volte a fazer o mesmo e reaja como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu não consigo deixar. Não, eu não consigo mesmo! Eu não gosto de deixar que as pessoas pensem que podem brincar comigo e com meus pensamentos; que pensem que sou um objeto, um passatempo ou um brinquedo qualquer que elas possam se divertir quando bem quiserem.
TRECHO: DO QUE EU PRECISO
Houve um tempo em que minha felicidade vivia acorrentada à pessoas inconstantes e estava na depedência de coisas que sempre tinham um fim. E um fim trágico e doloroso, pelo menos para mim! Houve um tempo em que eu me importava e pensava demais nos comentários e opiniõe alheias, me privando de viver uma vida cheia de riscos, que eu sempre quis correr, dá a cara à tapa. Nunca gostei de uma vida comum mesmo! Por diversas vezes o zumbido das fofocas e a inveja das pessoas me afetaram e eu cheguei a ficar doente com tudo isso. Cheguei a pensar que de tanto veneno destilado em minhas veias, eu iria morrer. Morrer de desgosto, de nojo e de pena. E... eu morri! Na verdade, eu MATEI esta pessoa e fiz ressurgir um novo alguém dentro de mim.
Talvez eu só devesse te dizer
que minha vida tem mais sentido com você,
mas meu coração também pede
pra dizer que eu te amo
e que eu já não existo sem você.
É loucura o toque,o cheiro,
e o arrepiar da pele.
É loucura a mistura minha e tua,
é água em terra seca que inunda,
que corre e escorre,feitos leito de rio.
Vera Queiroz
A música da minha alma,
rufa nos acordes do teu coração.
É a cadência das palavras
rasgando a poesia,
entre a fantasia e a razão.
Vera Queiroz
O Esvair dos Versos
Eu era palavra
Tu eras minha rima
Nós éramos estrofe
Juntos éramos frase
Juntos éramos rima
Juntos formávamos poesia
A poesia se desfez
A rima se foi
A frase acabou
Só a palavra restou...
Amor Musical
Instrumento,
Que tenho em minha alma
Que vivo e sinto enquanto dedilho
As notas com precisão
Paixão,
Que ressoa em meus ouvidos
O som do piano
Suave a cada batida
Ritmado com meu coração
O instrumento mais sublime
Composto do branco e preto
Das teclas feitas com maestria
O toque que traz a vida
Uma simples canção
Pelo mais humilde músico
Executada com o coração
Decidi por janeiro
Esta água está limpa,
Só não tão limpa quanto minha mente.
Seja lá o que você sinta...
Meu coração será teu pra sempre.
Poetas sofrem mas amam também.
Amar não é sofrer,
Quem irá me compreender?
A minha vida é um tormento
Estou farta deste sofrimento
Esta dor não quer parar
E isto está me a matar
Não sei para onde fugir
Não sequer fingir
Não sei onde me esconder
Só me apetece morrer
Perdida na escuridão
Afundada na solidão
Esta dor vai acabar ?
Ou está só a começar?
Na Tela Dos Meus Desejos
Enquanto
preparo os meus sonhos.
Para lhe receber.
Pinto a minha alma…
Deixo-a florescer.
Dou o tom ideal,
para que possa sentir
a minha presença.
O meu inesquecível perfume.
Ajeito o quadro da minha vida!
Na tela dos meus desejos.
Só para me eternizar em você!
A Lua;
Cheia de encanto e iluminada, é tu minha amada...
Com suas fases me faz lembrar, da real conquista de amar...
E assim vou admirando suas beleza...
Quando "Cheia", ilumina minha noite com o seu brilho,
Me deixando flutuar em pensamentos, que me fazem amar...
Lua minha grande Lua, sempre que saio a rua fico a te procurar,
E se não a vejo, me ponho a chorar...
(Lua) A lua que nos faz pensar, que nos faz admirar,
Que nos leva a sonhar e que nos faz realizar...
A Lua e sua eterna beleza...
E com meus cotovelos sobre a mesa, me ponho a admirar,
E assim crio este poema para te encantar,
Aproveito para te agradecer,
Lua cheia que me encanta de prazer, de tanto AMAR...
Minha "Gatinha" preste bem a atenção!!!
Umas me chamam de "Poeta",
Outras de "bonitão",
Já ouvi até um "Ai que gatinho",
Ou então, "queridão"...
Mas o que mais me chama a atenção!!!
És a humildade do teu coração...
Com palavras, eu te encanto,
Com atitudes. eu te conquisto...
Com minha boca, eu a faço enlouquecer,
E com carinhos, eu te dou prazer...
Ao meu lado, és que vai permanecer,
Pois ao meu lado é que terás o carinho,
De que precisas, até o nosso envelhecer...
A Morte
Ó Morte! Feriste,
E eu estava confiante,
Tinha posto minha esperança nas alegrias a vir...
Tu, ó ceifadora, fere ainda,
Tu que cortas do tempo os ramos ressecados
Enquanto reverdece a fresca Eternidade!
Sobre o galho do Tempo cresciam as folhas claras,
E sua seiva se alimentava de um branco orvalho.
Aí os pássaros procuravam um asilo noturno
E a abelha selvagem, apaixonada pelo dia,
Voava circulando acima de suas flores.
Porém, de passagem, a desgraça feneceu o ouro florescido
Depois a maldade pilhou o esplendor da folhagem.
Mas nos flancos generosos que lhe tinham dado nascimento,
Sem fim a Vida lançava uma vaga reparadora.
Derramei algumas lágrimas pela alegria desaparecida,
Sobre o ninho morto entoei a canção do silêncio.
Todavia a esperança que velava
Acabou por expulsar a tristeza com o seu riso.
Baixinho ela murmurava:
"Dentro em pouco o inverno itinerante deverá retirar-se!"
E eis aí!
A primavera multiplicou os seus favores,
Enquanto o ramo vergava de enorme beleza;
Os ventos, a chuva, o fervor do sol,
Para saudar este ouro Maio,
Prodigavam sem descanso suas carícias gloriosas.
Ele se elevou muito alto.
Mesmo assim, a desgraça alada ainda não o podia tocar.
O Mal não podia vencer o brilho de seus raios.
O amor, a vida secreta de seu ser,
Teriam sabido preservá-lo deste golpe ultrajante,
Do estigma,
Se tu não tivesses vindo.
Ó Morte cruel!
A folha ainda inclina sua mocidade languescente.
Talvez ainda... espere um pouco na doçura da noite...
Não!
O sol da manhã zomba das minhas angústias.
Ai de nós, para mim o Tempo acabou de florescer!
Apressa-te a ferir:
Outros ramos poderão desabrochar,
E compensar a morte deste pobre embrião.
Ao menos este corpo alimentará com sua poeira
O princípio eterno que lhe deu a luz!
Sem querer
Sem querer você entrou na minha vida,
Sem querer você saiu.
Mesmo se eu quisesse,não quereria!
nenhum minuto querendo, mesmo sem-querer.
Seria você apenas um sonho!
Pra se perder em meio aos planos.
Planos de viver sem sonhos,
Apenas alimentando o coração...
Com realidade e um pouco de razão.
Livros
Quem que na minha solidão me ilumina
Com idéias, frases, estórias que são a sina
De pensar, meditar, e a conclusão
Que leva sempre a uma grande iluminação?
Algumas vezes o meu ser atina
Em abrir a caixa de pandora que há em cada esquina.
É um livro essa maravilhosa invenção
Que a todos incomoda, agrada e leva a divagação!
Esses foram na minha infância os amigos que tinha
Hoje são a razão e o porquê da vida que me ensina,
Por isso escrevo página com dizeres acima
Sou amigo do Tito, do José e do João,
Aos homens nunca faço distinção,
Basta me abrir e páginas lerão!
