Poemas Vinicius de Moraes de Mar
Mudez
Mudo, mas não mudo muito
Na esquina da cortina ao alto mar
Me vejo
Desejo de ser e tocar de vidro frio
Do horizonte cheio de montes baixos
Desembrulhar-me e ser eu
E raspar a tinta
Como os que me pintaram os sentidos
Nas grandes cidades
A vida é mais pequena
Na cidade, as grandes casas fecham
A vista e à chave
E as flores são cor da sombra
E tornam-nos pobres,
Porquê a nossa única riqueza
É ver.
Conjugação Cotidiana
A vida como
Um seio exausto
Assim tão reluzente
Sobre a noite e do mar,
Lhe veio a voz
E só então, foi totalmente a sós
Sentiu-se pobre
E triste como Jó
Da carne nos rasgos
Da febre mais quente
Que
Jamais queimasse
Mas nunca como antes
Nem paixão tão alta
Nem febre tão pura
Em noites de insônia
A mar
Rápido estado
Ancestral de um indivíduo
Que vem do vento
Um sossego, uma unção
Estado leve anuncio seu lugar
Leve estarei parado aqui
No seu lugar
E eu te espio da varanda
Indo embora
Mas você vem
Hoje a janela
Me ofereceu a paisagem
Ressuscitando formas
Era um sujeito
Realmente distraído
Na hora de dormir
Beijou o relógio, deu corda no gato
E
Enxotou o olhar pela varanda
Venha pra cá deixe de ser
Bem acanhado
Do seu ditado
Agitado
Cabelo ao vento
Do saculejo
Dessas roupas
No varal
A mar
De onde
Que tu tiras tantas ondas
De onde
Que tu tiras vai e vem
De onde
Que tu vens tão descolado
Prá onde vai só do seu jeito
Descansado
Volte amanhã bem de manhã
Aqui estarei
Prá ver de perto
Seu molejo
Arretado
Agitando o ar
No
Seu espaço confinado
Tomando a fresca
Tomo o ar
Quarando o corpo
Em alguns lugares estratégicos
Já foi mar
Voou por sobre as montanhas e cabeças
Fez dali seu Espinhaço
Passou por cima
Do seu mundo
Seu lugar
Busca
Bem de lá
De onde vem seu infinito
Se esperar
Possa estar marcado em horas
Rochas
E no nascer
De
Espectativas fulminantes
Lá vem o mar
Trazendo a fonte e o defronte
Cavalga ventos
E a voz do sussurrado
Ginetes pronto aparado
A cavalgar
Alados ventos
Sobe e desce das areias
Ao espairecer espalha
Espuma em seu olhar
Já sinto aqui
O seu perfume estrangeiro
Bebendo em tua boca
O perfume dos sorrisos
Que o vento forte acaba aqui
De me entregar
MAR
Muito se fala na imensidão e profundidade de um lugar onde nem mesmo a luz do sol pode alcançar. Temido por muitos e admirado por todos, nossas vidas, assim como o mar, são ondas constantes, maremotos inundados de problemas, mas que, por diversas vezes, nos trazem calmaria.
Acredito que o maior medo do mar seja sua profundidade, mas é incrível como, muitas vezes, nos afogamos no raso. Assim como a profundidade de nossos problemas, por vezes, os mais simples são os que mais nos deixam afogados.
Saber flutuar é o mais importante: tentar sempre manter a cabeça fora da água, respirar e admirar o que temos de mais bonito, o azul infinito.
Existem contos antigos de um amor impossível: o mar e a lua, atormentados por uma maldição, onde a lua conseguia tocar o mar todas as noites, mas nunca podia encontrá-lo de verdade. Muitas vezes, o mar se irrita e cria tempestades e enormes mares como efeito de sentir a lua e não poder tê-la.
É normal, em nossas vidas, desejarmos algo que nunca conseguiremos alcançar, mas acredito que o importante é fazermos por onde e chegarmos o mais próximo de nossos objetivos, cruzar oceanos, desbravar correntezas e encontrar a calmaria.
Parte do nosso navegar nos pede paciência, mas, acima de tudo, humildade: em reconhecermos nossos limites, fraquezas. Nem mesmo o que um dia já foi o maior navio do mundo resistiu às reviravoltas de um mar tempestuoso, frio e congelante. Como na vida, sempre precisamos saber que, às vezes, naufrágios fazem parte. Tudo o importante é não ficar à deriva.
O vai e vem das ondas é o ciclo do mar, da vida e, como um rio, é impossível entrar no mesmo mar duas vezes. Só vivemos uma vez, e o que nos torna mais fortes é sabermos navegar. No final, sabemos flutuar, viver de forma leve, manter sempre a cabeça fora d'água. Lembrar que, depois da tempestade, vem a calmaria. Amar a vida, amar o MAR.
Pensei que o amor era um mar de Rosa então mergulhei de corpo e alma e me esqueci que toda Rosa têm espinhos
Ass
CICERO LYRA
Falta
Enquanto é noite, o mar se esconde,
alguns passos reaprendem, trilham
os mesmos caminhos... levando a lugar
nenhum um desejo,e vai... com atenção
nos tantos esquecidos detalhes... seus.
Uma falta que falta.
Falta o riso, o olhar, a graça,
o pronunciar o amor com alegria.
Presa à alma, restos de poesia.
Ainda,algumas palavras habitam
lá dentro...
outras se perdem sem eco, a doçura
aos poucos vai amargando, noites
e noites, nada bem vindas, torturando
os pensamentos.
Tristonhavem outra madrugada,
sonhos solitáriosvão sumindo, descendo feito chuva
banhada em lágrimas pelas calçadas.
O mar noturno queria ser, para assim ficar
invisível, ao menos nas noitesque já não posso
sequer sonhar com você.
Pessoas enfrentam sérias dificuldades na vida por não saberem onde estão.
Do livro: Quando o mar não está para peixe
Quando as ondas do mar tocarem tua alma,
Entenda que é preciso ter calma.
E se o sol não vier amanhã, mesmo assim,
Quero ter você bem perto de mim.
Marcas
E ela parou diante do espelho e se permitiu observar as marcas esculpidas em sua face, marcas que o tempo não foi capaz de suavizar e tão pouco amenizar.
Marcas de alguém que caiu, sofreu, mas que sobreviveu!!
Marcas de muitas lutas e algumas derrotas, mas também marcas de grandes vitórias e conquistas.
Marcas que contam histórias, que marcam o tempo vivido e não foiesquecido, e que marcam o tempo que você esperou para os seus sonhos alcançar.
Marcas que te fazem ser forte, quando você pensa que não pode mais continuar. Marcas que te impulsionam a continuar e não desistir.
Mas tem algumas marcas que são tão queridas, que são tão únicas, que você faria tudo novamente só para viver a emoção daquele momento tão especial.
Marcas que te devolveramo prazer de viver, e que colocaram um brilho novo no seu olhar.
Marcas que te deram forças para continuar a lutar!!
E lembre-se, ninguém passa pela vida sem ter suas próprias marcas, sem ter suas próprias lutas ou suas próprias batalhas.
Mas o bom é que a cada vitória alcançada, nossas forças são renovadas e novos objetivos são traçados.
Algumas vezes ficamos tão cansados que a melhor opção é desistir, mas isso não significa que vamos esquecer dos nossos projetos, é só uma pausa para renovar a nossa fé e continuar a jornada de onde paramos.
Não desista se a luta estiver muito pesada, não desista se seus ombros não mais aguentarem e se o cansaço tentar te dominar.
Não desista se você não tiver mais forças para continuar, se você não encontrar mais razão para novos caminhos trilhar.
Olhe para tudo que você conquistou e tudo que ainda deseja conquistar.
Coloque os motivos que fazem seus olhos brilharem sempre diante de você e continue sua caminhada.
Tudo tem dia certo para terminar, tudo tem hora certa para acontecer.
Seja forte, seja persistente e siga sempre em frente.
Não desista, acredite, ainda é tempo de realizar!
Imagine a loucura que seria
achar que nada é real energia
sendo que tudo um diapassa em algum marco inicial
com marca passo individual
em cada um animal
louco pelo malem si mesmo
por achar que só existem os seus próprios desejos.
FROST: A VOZ QUE VEM DO MAR
O céu lançou uma tempestade.
A família orca atravessava o oceano para chegar ao Àrtico, onde a comida era farta e o clima agradável.
A vovó orca dava as coordenadas e pedia para que ficassem firmes.
O mar ficou intenso.
A orca mais nova, chamada Frost, não conseguiu acompanhar sua família e se perdeu.
Depois de longas horas, a água já estava calma, mas ele não viu mais ninguém.
Continuou nadando por um bom tempo e se sentia cada vez mais sozinho.
O silêncio ecoava e ele tinha medo.
Semanas se passaram e Frost conseguiu comer apenas alguns salmões.
Estava desanimado e tentava lembrar do que a vovó orca dizia:
- Se um dia vierem a se perder, lembrem-se do nosso chamado, pois ele será a voz do seu coração e o levará de volta para casa.
Frost cresceu, e parecia que a voz ficava cada vez mais distante.
Ele fez amigos.
Conheceu uma tartaruga. Ela nadava em uma corrente rumo ao verão, mas Frost não queria viver no calor.
Conheceu também um tubarão, mas muitos animais do mar acreditavam que orcas eram má companhia.
Sentindo-se infeliz, Frost chorou.
Quando chorou, ele emitiu um som alto e desconhecido.
E de repente, o mar se movimentou em grandes ondas circulares.
Os peixes foram todos embora, enquanto várias orcas se aproximavam e o encaravam.
A vovó orca assobiou.
E ele se lembrou.
Agora, Frost andava junto com sua família, fazia amigos e brincava.
Ele finalmente pertencia a algum lugar.
Frost continuou sendo uma orca corajosa e gentil, e viveu feliz por muitos anos.
Um dia me sentei bem na beira da praia E me perguntei por que a vida parece tanto com o mar...?!
Uma hora tudo tão calmo e Brando outra hora tudo tão tempestade
Tenho certeza que Deus sabia o que fazia quando criava o mar...
O mar e as suas ondas os ventos
A onda é a sua dor ...ela vai...volta..some..sobe..desce...
sempre...
Você precisa ser o mar que fica.
Ela era um mundo em um só coração...
Amava o mar...o sol, a música... Amava Ivete ...
Amava tanto o amor, que não teve coragem de deixa -lo partir quando era tempo ...
E não deixando esse amor partir, se partiu seu coração...
E viveu na imensidão sem novamente encher seu coração...
Paixão Oceânica
O azul mais belo,
Mistério a desbravar,
Como um grande pirata, no mar,
Minha liberdade, vou encontrar.
Vento na proa,
Azimute definido,
Indo até a popa,
Contra as ondas, destemido.
"O mar levou toda a tristeza,
Todo sentimento ruim,
Isso que me deixa"
Navegar os sete mares
E é o que me deixa feliz,
Yo ho ho hou!
O que faz eu enfrentar,
Até gigantes, sem cair,
Yo ho ho hou!
A liberdade dessa jornada,
O sal das ondas no casco,
O balanço do nosso barco,
De bonbordo a estebordo é a minha casa.
O maior tesouro viver,
Viver e sentir o fogo arder,
Arder e não doer,
Simplesmente apenas viver...
Admirável ser
Nos seus olhos tem o brilho da lua
No seu sorriso as maravilhas do mar
Na sua voz, o sussurro do vento
No seu ser, tem a natureza bela
Admirável é você, como é possível não te amar.
Teu coração instável é um mar profundo, onde poucos têm acesso, por ser um mundo incomparável que usa o amor como oxigênio e muitos não conseguem respirá-lo, não suportam nem as fortes ondas de emoções sinceras, consequentemente, chegam no máximo até a superfície por não te amarem verdadeimente.
Já a tua graça tão evidente é uma flor desabrochada com detalhes delicados e amáveis, uma amostra inegável das tuas águas que fazem florescer os olhares e sorrisos daqueles que sabem amar, um brilho espontâneo de felicidade por estarem contigo, mulher simples e amável, cujo viver é significativo e muito abençoado.
Portanto, és feita de profundidade, alguém que se entrega por inteiro, que não ama pela metade, tanto que chega a estranhar quem não faz o mesmo e por fora também és bela com uma essência vívida e amorosa, um reflexo de quem és por dentro,
logo, uma profundez que aflora.
Embarcando agora em um devaneio da minha mente, estou sobrevoando as águas de um mar fortemente expressivo, parte de um cenário fascinante, quiçá, saído de um livro, que faz cada momento ser emocionante e consequentemente inesquecível.
Um vôo muito entusiasmante com uma emoção gradativa, impulsionado pela liberdade, sentindo pouco a pouco um fôlego de vida de muita singularidade, logo, sem dúvida, traz uma sensação maravilhosa que rejeita a banalidade e viver intensamente é o que importa.
Por conseguinte, poder voar neste exato instante sobre este lugar incrível, ainda que seja em pensamentos, permite alcançar um ânimo cativante, um alívio muito verdadeiro que rapidamente acende-me o semblante, causando-me assim, um grato sentimento.
O Mar é Pura Emoção,
o Vaivém de suas Ondas
são os Batimentos do seu Coração,
Sentimento Revolto, Sentimento Pacífico,
Um Onceano de Persistência,
sua Vida, um Fluxo Contínuo
Entre a Calmaria e a Tormenta
num Volátil Equilíbrio.
Conhecer a si,
É saber mergulhar calmamente
Nas Profundezas
do seu Mar
de Imperfeições,
de Incertezas,
seus Limites enxergar
e logo voltar
para a superfície
para não se afogar.
Tamanha Felicidade por estar
neste belo cenário de liberdade,
o vaivém das ondas do mar,
os Passos na areia da praia
e os Pássaros livres pra voar.
