Poemas Vinicius de Moraes de Mar

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Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.

Sedenta de sede..
Assim que eu me sinto..
Quero o mar dos teus beijos..
Quero o mel da tua boca..
Quero me afogar na tua alma..
Ser tua.. seja meu..
Que teu prazer.. invada meu corpo..
Me tome.. me transborde..
Eu quero o êxtase. .
Que emana de vc..

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

Assim com golpes suaves
praticamente diários,
muitos foram mortos
em terra e em alto-mar,
Viramos sem pensar
um continente de desacordados,
três navios petroleiros roubados,
e o que fizemos foi nos calar.


(Um preço ainda mais caro,
sei que vamos pagar,
se nada por aqui mudar).

Algo de mim é feito
do mar que não foi devolvido,
Levo no meu destino,
o signo de Condor que voa
porque não encontrou o par,
para ser o perene amor,
Condor só voa com Condor.

Conheço todos
os seus sinais,
No mar de rosas
os teus lábios
hão de ser o cais,
Para unir-nos
como uma orquestra,
nos leve onde
o céu encontra a terra,
e o amor seja a linha mestra.

Mangue-botão


Algo em mim faz a transição,


o ponto onde o mar desiste,


Insistindo em ser a imensidão


tendo tudo a ver quando


a terra começa a vencer:






Do jeito exato do Mangue-botão


onde reinam cada um


dos três mangues que crescem,


abrigam e a vida nutrem.






Sem sequer tocar na lama,


os mangues roçam na contemplação


profunda d'alma humana


que possui asas guarás,


e se reserva do que não liberta.






[Sem deixar de lado o coração


enraizado na própria terra].

Noites de verão
sob a Via Láctea,
nos aproximarão.


As ondas do mar
os pés acariciarão,
e as palmeiras
nos reverenciarão.


Nas tuas mãos
macias e solares,
estarei nos teus
paradisíacos lugares,
e você nos meus,
nós em encaixes.


Com água de coco
e nossos beijos:
as sedes cessarão.


O amor e a paixão
as apostas dobrarão.

Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.


Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.


Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.

Nutrir a ânsia com delícia
de vestir-me com os teus olhos,
absolutos, cor de mar.
Tornar-me a maruja deles
e rotas nunca determinar.


Saciar nos teus lábios,
a sede e o ímpeto
daquilo que não quero domar.
Deixar nas tuas mãos,
tudo o que não quero guiar.


Onde por ti fui colocada,
o tempo não me fez apagada.
Sair deste lugar só depende
da tua iniciativa pacificada
para ajustarmos a caminhada.


Crescente é a vontade que não
cessa de ser incendiada,
com poesia que é chama imparável
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher
na beira do rio da vida
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

Leva-me contigo do mesmo
jeito que o Rio Colonarie
segue em direção ao mar,
sem parar para questionar.


​Coloca-me entre os teus
abraços e no teu colo,
para contar e recontar
quando deixamos
o amor nos encontrar.


​Prenda-me inteira em ti,
igual aos cachos de flores
da árvore de Soufrière,
e viveremos de amores.


​Toque-me quando o peito
estiver em ritmo de Big Drum,
para a gente pegar a intenção
e ir na primeira embarcação
ao esbanjamento da sedução.

"Eu amo você, da mesma forma que o sol ama a lua; da mesma forma que o céu amar o mar e da mesma forma que os meus pulmões precisam de ar para respirar."


Ass: Mannu Viana Rios

Se você quiser...

Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.

Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.

Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.

Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.

Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Onde o Mar Aprendeu o Seu Nome


Há um segredo que o vento jamais revelou,
guardado onde a maré o silêncio encontrou.
Nem a lua, tão antiga, ousou desvendar
o instante em que o oceano aprendeu a amar.


Dizem que foi numa tarde sem fim, sem cor,
quando a brisa vestia perfume de flor.
Uma voz, tão serena, cruzou o horizonte,
e o mar se curvou como quem acha uma fonte.


Desde então, cada onda que vem e que vai
leva um nome escondido que ninguém mais trai.
Só as conchas conhecem o doce refrão,
que o azul guarda vivo no fundo do chão.


O sol, ao morrer, beija o espelho do mar,
como quem tenta em vão esse nome alcançar.
Mas a noite o recolhe em seu manto de breu,
pois nem toda beleza nasceu para o céu.


Há mistérios que o tempo não pode romper,
há silêncios que apenas o amor faz nascer.
E se um dia escutares o mar a cantar,
não perguntes por quê...


Ele apenas repete,
em segredo perfeito,
o nome que aprendeu
e jamais deixou de guardar.

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

Soneto do Mar.


O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.


Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.


O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.


Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

É fácil olhar de fora e fantasiar que a vida é um mar de rosas, que o dinheiro flui sem esforço e que a vitória veio de graça.


O que ninguém vê são as batalhas diárias contra os próprios demônios internos, as noites em claro e a pressão interna que exige contar até dez a cada segundo para não explodir.


Nessa selva de pedra, a pior armadilha não é o inimigo declarado, mas a inveja disfarçada de amizade, aquela que abraça sorrindo, mas torce secretamente pelo seu tropeço.


Quando o chão sumiu e a escuridão apertou, ninguém apareceu com uma lanterna. Foi na solidão que aprendi a buscar minha própria coragem e a me apegar a Deus.


Não confunda minha postura firme com arrogância é apenas a armadura de quem precisou virar gigante para sobreviver e hoje caminha blindado, focado unicamente no propósito divino.


21 agosto de 2026 by Evans Araújo

Criador e criatura ...
Como a esponja do mar, agarra-se à pedra
e nela fixa sua morada,
assim, acontece com o avarento
Ele se prende ao seu tesouro.
amontoa tudo que conquistou
e não consegue partilhar o que recebeu .
Mesmo sendo o fruto da sua inteligência,
não reconhece que foi por
dádiva do Seu Criador.

EU E O MAR...


Sol , mar , praia
Tudo é silêncio
Espaço vazio
areia quente ,
mar a me chamar
Prefiro ficar
debaixo do guarda sol
a sós com minha água de coco
Saboreando aquele momento
toque do vento
murmúrio do mar...
Deus a me espreitar
Eu a louvar ..

edite lima , Novembro/2019.