Poemas Vinicius de Moraes de Mar
"A chuva deslisa pela telha.. Cai no chão e escorre pela areia.
Este mar tão caumo e ao mesmo tempo, sombrio.. Nada vejo, se não meu interior.. e também nada sinto alem deste triste rancor.. as lagrimas caem.. junto a chuva.. que deslisa pelo rosto e escorre pela areia..
Teu corpo, junto e distante, nao me aquece nem encendeia.. nada tenho pra me acalmar além do pingar da chuva que deslisa pela telha..
TENHO SENSIBILIDADE DE DESENVOLVER O QUE ÉS BELO, GOSTO DE APRECIAR O POR DO SOL, SOBRE O MAR, CONTEMPLAR A CHUVA MOLHANDO A CIDADE, MAS FICO FRIA E ATÉ MEIO ÁCIDA COM IDÉIAS MELOSAS, NÁO TENHO A PACIÊNCIA COM GENTES QUE ENFEITAM A DURA REALIDADE COM PEDAÇOS DE SONHOS,O QUE HÁ DE SONHAR?
IDEIAS
Maraesmo
Cada soluço do mar é um movimento com-passado de fôlegos tomados de assalto.
Cada salto da onda é um quebra-mar no seu meio.
Cada meio se faz de um dos três: mar e terra.
Cada vez tem 2 1/2: um vai e um vem incessantes.
Nem tanto ao mar, nem tanto ao céu.
Nem tanto como as ondas, nem tanto como as nuvens.
Mude para acompanhar o movimento da Terra e das pessoas.
A gente procura resposta para todas as perguntas e todos os dias a vida muda as perguntas e as propostas, fazendo com que as respostas certas de ontem não sejam tão certas hoje.
As prioridades mudam, as pessoas que nos cercam mudam e se não formos ágeis, o suficiente para acompanhar as mudanças, corremos sérios riscos de tropeçar com esses movimentos naturais.
Não tenha tanta certeza de nada.
Não busque a única certeza da vida porque ela vai acabar com você...
O Homem que Conhecemos
O mundo nas mãos, terra, céu, mar,
Tudo para o seu bem,
todos os sonhos poderia realizar.
Não se conteve em ser solidário,
Em conviver em harmonia,
Quis tudo para si,
E se tornou uma "agonia".
Satisfaz-se com luxúria, avareza,
Enquanto muitos,
Vivem na pobreza.
Busca a fama, a exaltação, quer aparecer,
Faz de tudo,
Em busca de poder.
Se vende ao dinheiro,
Não se dá valor,
Descartou os bons costumes,
A paz, a felicidade e o amor.
Não reconhece mais irmãos, amigos, família,
Prefere vaidade, ganância, hipocrisia.
Não age com o coração,
Prefere fazer o outro, passar por humilhação.
Não existe mais o respeito, a compaixão,
Quer a todo custo, atingir aquele que é bom.
Mesmo vendo o bem sendo feito,
Prefere estar na oposição,
Isto porque, não satisfez sua má intenção.
Os princípios estão se perdendo,
E assim, o homem cada vez mais sofrendo.
Ainda há aquele, que detém o poder,
Que luta pelo bem, e quer ver seu país crescer.
Aquele que acredita, que podemos ir mais além,
Além deste universo de gente pequena,
Que ao invés de problematizar,
Ajude a resolver o problema.
Ainda há de ter fé, há de ter esperança,
Ainda existem bons pais, boas crianças.
# 23/04/12 - 12:05
Homens são ilhas,
Fora da mente existe o mar,
e as linguagens: são cartas fugitivas
de nossas praias monótonas particulares,
fugindo a deriva torcendo os dedos pra
encontrar alguém que entenda o código
linguístico escrito, como esse poema.
Mar de calmaria
O mar em mim
Se faz calmo e sereno
Em ondas que veem e vão
Em regressos e partidas
Em ganhos e perdas
Saindo...ficando...
O sol e o céu azul
Me invadem e me aquecem
Me faz ver poesia
No colorido de mais um dia
Que nasce no alvorecer
E morre no crepúsculo
Trazendo o pratear da lua...
O mar em mim está assim
Transbordando calmaria
No umedecer da areia
Com espumas de sal
Num doce despejar
De sonhos e fantasias...
Que se faça do meu mar
Eterna mansidão
Trazendo na maré
Flores em botão
E que dessa calmaria
Se faça poesia
No meu mar de todo dia...
Quero poder amar,
ver a beleza do mar,
andar, nadar, clamar...
Seu nome chamar,
delirar,
no clarear....
Aprofundar do seu paladar,
criar,
inventar....
Amar, Amar e Amar...
Amargo abandono
Meu amor me esqueceu! Estou sozinha
envolta num imenso mar de lama...
Procuro-o, em vão, na minha cama.
Reclamo: Quão vida enganosa e mesquinha!
É alta a madrugada e nem consigo
fechar os olhos e pegar no sono...
tudo dele ficou comigo
e está comigo neste amargo abandono.
Estou como a roseira desarmada
que ficou solitária, sem aroma,
sem dar brilho a ninguém e abandonada.
A saudade cresce em forma abrupta
e começa então a minha luta
para enfrentar o mundo sem meu amor.
No céu existe as estrelas
no mar existe os peixinhos
nas florestas existem os passarinhos
aqui em Renascenca existe eu
que nao vivo sem seus carinhos .
Radiante como o brilho da lua;
Fascinante como as ondas do mar;
Beleza inigualável a sua;
Impossível não se apaixonar;
Sonho com o dia em que serei o motivo da tua alegria;
Ter teu amor da maneira mais profunda;
Te abraçar numa noite fria;
Beijar você na chuva;
Me dá tua mão;
Abre teu coração sem medo;
Te amar vai ser minha missão;
Toda felicidade do mundo te prometo.
Para mim.
Teu olhar é como o horizonte do mar, sem fim...
Teu sorriso me trás esperança, ilumina meu caminho...
Teu abraço me faz eu me sentir mais forte...
Teu beijo é único para mim, é como se fosse todas essas coisas juntas dentro de mim...
Como é bom te amar...Moça...
O amor é urgente para as pessoas, assim como o navio precisa urgente do mar.
É urgente destruir certas palavras, como a solidão, o ódio e a crueldade.
São muitas lutas traçadas, infelizmente para poucas e boas espadas.
É urgente inventar a alegria, gostar, amar e multiplicar nossa sabedoria.
Mas o silêncio cai na terra dos homens e luz impura não alivia.
E novamente o amor se torna urgente e urgente se faz sua nova estadia.
"Mar, sol, céu azul, cinza...
Como a vida é maravilhosa!
Devemos agradecer a Deus pela
honra que é fazer parte de uma
criação assim... Grandiosa!"
Na boa, se eu gostasse de mistérios, moraria no fundo do mar.
(Pessoas que querem falar comigo e não se identificam, a próposito, não me deixam curiosa, me deixam com antipatia)
Para que o sol,
Se posso ver teus olhos bem de perto,
Para que a brisa do mar,
Se posso sentir teu rosto a cada vez de mim mais perto,
E para que o mar,
Se toda a água que preciso está em tua boca?
” Não tenho horizontes, eu navego nesse mar
Não existe procura sem algo pra encontrar
Não vai ser como antes, eu me nego a fracassar
Sou doente sem cura, sem casa pra voltar.”
É tanto amor
É tanto mar,
Sobre nossas cabeças...
É tanta lagrima
A se confundir com o salgado
De tanto mar
E tanto amar
Quem nem se importa.
É tanta coisa,
Coisando em nossas cabeças.
Tantos gestos
De amor, obscenos.
Sou tão puro
E é tanto gelo dentro de mim.
Perdendo a qualidade, disse o amigo.
É tanta dor
Que nem sinto mais...
Sinto falta da areia entre os dedos,
do mar molhando o cabelo,
de te ver caminhando em direção ao mar,
cor de marrom queimado do sol,
Menino na areia.
