Poemas Vinicius de Moraes de Mar
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
(...) Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
O fim
Indo e vindo, desgastando e abandonando displicentemente mas sem querer abandonar por completo,
coração vadio, carente das sombras, mesmo sem ser notado na rotação certa buscava o consolo insignificante naquele amor vazio,
na história contada do irrelevante, o invisível é a estrela protagonista,
coração doente, soberba em exposição, correria da razão, fuga dos sentimentos,
morre mais um amor inocente.
Sentimento inverso
E meu sentimento ligado diz novamente,acho que ele anda lendo "Vinicius de Morais"!" "Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.Porque nada te poderei dar,eu não te quero ter,pois em meu ser tudo estaria terminado,quero só que surjas em mim como a fé dos desesperados". Tem hora que se inverte.Porque me sinto assim como "Vinicius" e você como a esposa retratada no poema."Eu deixarei...tu iras e encostaras a tua face em outa face, teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada" porem em meu soneto; eu sei que embora não sinta em minha genitália, quem colheu-me foi você.Colhestes minha mais pura essência e me deixastes "a misteriosa essência do teu abandono desordenado." Porque só você foi o grande intimo da noite,só você ouviu palavras amorosas da minha boca" e do meu coração que jamais pensei em dizer nem mesmo por mensagens virtuais. Aliás essa é a outra diferença entre mim e Vinicius. A dele era musical pra estabelecer o marco do fim do seu amor, eis ai nossa semelhança, a minha é virtual para também estabelecer o fim do nosso "quase amor". Pensando bem,acho que amor é amor, Não importa em que era se encontra no ciclo de vida do mundo.E mesmo não querendo lembrar de mim, nunca poderá esquecer que passei por ti e me deixaste parti. "Eu não te quero ter", mesmo assim tu morreras em mim.Como dizia o poeta" o que a memoria ama fica eterno"
O meu universo é finitamente infinito ou, parafraseado Vinicius, que o meu universo seja infinito enquanto finito ou dure como um paradoxo que cresce apenas para dentro.
Como dizia Vinícius (aquele de Morais), “paixão é fogo”, assim como o fogo não se sustenta sem a combinação de certos compostos com oxigênio, a paixão não se sustenta sem sintonia. Paixão passa. Não faz bem alimentar sentimentos e lamentações onde não há reciprocidade.
O Vinícius e o Tom criaram o samba do asfalto, leve e sentimental sem ser brega, aliás o único que tomou o mundo.
Se as feias perdoaram Vinicius, assim espero que os amargos me perdoem, pois eu acho que doçura é fundamental.
Vinicius que me perdoe, mas fundamental é a inteligência. Não há nada pior que um (a) parceiro (a) lindo (a) e burro (a).
a verdade falada com impulsão é o que credibilita com segurança o foco da razão...
(Vinicius M BASTOS)
Demasiado conflito; sou personagem de um filme fictício, sou mais do que o Vinicius; ouço o trovão da angústia se dissipando em fragmento; desdobro realidades onde minha mente interage procurando sentimento; sou ridicularizado ao expor o que sinto, me permito colaborar com a existência: faz parte da minha essência. Tenho permissão de quem vive no infinito; me arrisco longe do abrigo, sou meu melhor amigo e inimigo íntimo; da música o refrão, do casamento a união; sou quem cruza os caminhos pelas veias que pulsam o coração.
Não eram as borboletas multicoloridas do Vinícius de Morais que me impressionavam o sentido da visão. Eram as luzes azuis das árvores de Natal, que brilhavam em um espetáculo indescritível, e as fascinantes bolas de gude, azuladas como o anil e em meia lua branca, que rolavam na terra das ruas sem asfalto no Recife dos anos 70.
“Deus nunca fica em silêncio; somos nós que devemos silenciar para ouvir Sua voz.”
- Vinicius Monteiro Tito
..onde quer que eu vá...
que eu sempre possa te ofertar o melhor de mim;
o meu presente mais simples;
como o meu sorriso por exemplo que chega marcante como o perfume das flores na primavera.
E como quem não quer nada;chega pra ficar
se esticando até o verão
e ainda assim, ilumina e brilha tal como o sol, tal como a lua...
Kalinda Barbosa Moraes.Poetisa/jornalista web e escritora independente.

Segurança no Rio de Janeiro.
"O perigo no próximo sinal"
Uma sucessão de arrastões realizados por bandidos nas ruas, avenidas, túneis e vias expressas da cidade tem apavorado os cariocas. Enquanto as vítimas se defrontam com histórias de horror, as autoridades não conseguem montar uma estratégia para resolver mais esse desafio na área de segurança pública".
