Poemas Vazio

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Não preciso mais do reflexo distorcido,
do aplauso vazio,
nem do disfarce pintado
que tenta enganar a alma.


Minhas facetas agora são d’Ele,
lapidadas pelo fogo,
santificadas pela graça,
purificadas pela cruz.

⁠entre o ver e o encontrar vem a saudade
olhos emocionados, horizonte vazio.
A vida como desejo e o amor como saudade.

Eu não vou me perder na tua loucura,
nem me curvar diante do teu vazio vulgar.
Minha essência não se vende, não se dobra,
sou raiz que cresce em solo limpo,
sou chama que arde sem se apagar.


Habito um mundo que não conhece contaminação,
onde o silêncio é sagrado
e a verdade é meu único escudo.
Não me alcançam tuas sombras,
não me ferem tuas máscaras.


Eu caminho erguido,
com passos firmes sobre a terra da minha própria criação.
Sou dono da minha paz,
guardião da minha liberdade.
E nada — absolutamente nada
vai me arrastar para fora do meu horizonte.


Hum homem fraco, implora para sentar na mesa das aparências.
Hum homem forte não mendinga atenção.
Afinal o homem tem suas próprias decisões.

"Quando nossa cabeça
está cheia, é que, o nosso
coração está vazio"

Eu não me deixo tocar sem amor.
O prazer sem sentimento é vazio.
Quando há entrega verdadeira, tudo ganha sentido.
E eu não uso o sentimento de ninguém
para me sentir viva.

Ao devorar o mundo, com todos os seus tons sutis e amargos,
o vazio permanecia teimoso
no coração daquele que jamais soube beber a vida
como se fosse um vinho quente e doce que alegrara a alma...

⁠O vazio deixado por aqueles que amamos nesse mundo e partiram antes de nós, nos envolve em meio a um rio de tristeza, lembranças infinitas e saudades imortais...
Mesmo que passe o tempo, serão sempre bem lembrados pelo que deixaram de si...

Trapézio


No palco vazio da minha memória
um sopro acendeu teu nome no ar
era só ensaio, mas virou história
um tropeço da alma querendo cantar.


Te mandei um áudio, foi quase oração,
palavras nuas, sem máscaras, sem véu,
teu silêncio virou multidão
meu peito virou carrossel.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Tua resposta foi espelho quebrado,
metade verdade, metade invenção,
um truque barato de ator ensaiado
pra esconder do público a contradição.


Mas eu não sou plateia perdida,
nem boneca esperando aplauso.
Eu sou corda bamba erguida,
sou estrela cadente que risca o espaço.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Entre palhaços, luzes e cortinas,
aprendi que a solidão é camarim.
E quem não sabe ler suas próprias linhas
não pode escrever um final em mim.


Hoje desamarro as fitas do destino,
não carrego amarras, nem cordéis.
Se um dia tua alma buscar o caminho,
vai me encontrar voando em outros papéis.

Na vida encarei
caminho triste e vazio
Não virei amigo da solidão
não me espantei com o sombrio
Em dias interminaveis
Enfrentei chuva vento e frio
Parecia só sofrimento
Mas a fé me dava acalento
Inteligência e visão
pro momento
Da água da chuva
fiz asseio e alimento
Me sequei no assobio do vento
Que uma certa canção
me insistia lembrar
aquecendo minha alma
Me enchendo de amor
Acabando com o frio
arrancando a dor
Preenchendo meu peito
De coragem e vigor
Com o tempo aprendi
A domar tempestade
Tropecei não cai
Hoje sou majestade
Pra resolver problemas
E as dificuldades!

Ignorância


O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.


Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.


Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.


Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.


Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.


Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.


Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?


Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?


Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!


Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.


Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.


Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.

sinto só a metade de mim
um vazio me perturba
e me entristece minha alma
que chama por você
pelo teu cheiro
que me ascende
e eu, penetro na imensidão
do teu olhar que me completa
quando você me sorri
nos meus braços
e nos teus abraços
eu me completo
e sinto-me seguro
onde corpo e alma
se transforma na
mais pela expressão
da vida
o amor
que une
duas metades
em uma só

Cada um oferece o sentimento que tens... Uns amores outros ódio...
Em um caminho de espinho vazio sem nada importante nasce uma florzinha, na qual ofereça a beleza e esperança para quem passa ao local...
Por tanto não se exime, mas compreenda as suas dificuldades para que tu faças honrado pelo que és e não pelo que tens;

Nem todo espetáculo merece plateia.
Há quem precise de atenção para sustentar o próprio vazio.
A essas pessoas, o silêncio, a distância
e a ausência do nosso olhar
são a resposta mais poderosa.

O Banquete do Vazio - Vinicius Monteiro Tito

Garras de breu rasgam o tecido do nada,
Onde o éter sangra um silêncio corrosivo;

Não são aves que circundam a mente estraçalhada,
Mas o próprio tempo, esse verme faminto e vivo.

O céu não escarnece — ele é um olho cego e oco,
Refletindo o vácuo que a alma insiste em parir.

A alegria morta é um espectro que quebra o pescoço,
Forçando o olhar para o horror que está por vir.

Demônios não esperam; eles já habitam a medula,
Costurando o luto no que ainda nem nasceu.

A loucura não é nuvem, é o oceano que anula,
Onde o "eu" se afoga no que Deus esqueceu.

Lá embaixo, onde a luz é um mito sepultado,
O espírito é o banquete, a fome e o altar.

Condenado a ser, em um eterno agora gelado,
A própria ruína que não cansa de desabar.

Dizem “dar tempo” como se fosse remédio,
mas tempo vazio só deixa o tédio.
Não cura ferida, não cola pedaço,
só cria distância, só aumenta o espaço.


Amor não espera sentado na esquina,
precisa de gesto, de voz que ilumina.
Quem dá só o tempo,
sem se entregar,
vai ver que a vida levou sem voltar.

🎤
Cansei das histórias que inventam do tempo,
fuga disfarçada, vazio por dentro.
Diz que é remédio, que tudo se ajeita,
mas no fim só deixa a ferida perfeita.
Eu vi em pessoas que você testou,
o tal “tempo ao tempo” que nunca curou.
Não falo por eles, só falo por mim,
talvez eu não caiba no teu próprio fim.
Difícil aceitar, mas levo comigo:
pra você eu jamais fui mais do que um desejo.

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.

O tempo, cruel, passou em vão.
Viu a estação mudar, o ponteiro avançar.
Mas o vazio aqui, no meu coração,
recusa-se a sair, a se findar.
​Somos dois mundos, sem a ponte.
Distantes, sim, e o drama é meu.
Vejo o futuro lá no horizonte,
mas ele é igual ao dia que você partiu.
​Nada mudou.
​Na quietude fria da sala,
onde só o silêncio me acompanha,
escutei, em uma onda, uma farra,
o murmúrio da sua voz, tão estranha.
​É o toque final desta melancolia:
saber que a dor tem seu nome, sua morada.
O amor se foi, mas a saudade é magia
que te traz de volta, em cada madrugada.

​A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
​Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
​Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.