Poemas Tristes
SONETO TRISTE
Criei um soneto tão triste
Que meu soneto chorava
Saiu triste porta afora
Entristecendo a aurora
Calou mamíferos e aves
Calou os bichos das águas
Silenciou toda tarde
Choramingando suas mágoas
Nem a noite estrelada
Do meu poema tristonho
Que triste e desconsolado
Sonhava com a namorada
Que um dia saiu sem rumo
Levando todos os sonhos
FANTASMAS
meu pai chegava do trabalho
sempre com algum alimento nas mãos
minha mãe alegre fazia uma oração
havia muita harmonia e poucos deslizes
era uma época que eu não sabia que éramos felizes
agora desbota o passado em fotos amareladas
meus fantasmas vão perdendo seus sorrisos suas faces
mas um ou outro olhar vai além de fotografias
se aconchega às reminiscencias do dia à dia
um dia meu pai chegou com um cara muito alto,
era um amigo do trabalho,
aquele cara seria o marido da minha irmã
e foram felizes para sempre,
sempre que foi possível
minhas últimas lembranças de meu pai
mostram ele num canto
com dificuldades pra respirar e muito pigarro
foram sequelas deixadas pelo cigarro
então numa tarde, na editora, enquanto eu empacotava a vida
um telefonema de minha mãe avisara que meu pai tinha partido...
jamais consegui empacotar aquele momento...
Pelos contos que eu não conto
Dá um desconto ao meu silencio
Não conto dos versos tristes
Não conto da estrela cadente,
Dos girassóis reluzentes
Que reluzem nos meus contos,
Não conto do meu silencio
Pois assim não o seria,
Não conto da minha alegria,
Que não valem nem um conto,
Pelos contos que eu não conto,
Conto pelos e apelos
Só não conto meus segredos
Pelos contos que eu não conto
TEMPORAL
Mais triste que uma tarde chuvosa
Ela respingava suas tristezas
Nas incertezas dos pingos da chuva
Mas se chovia ela se alegrava
E cantava Ben Jor: "chove chuva..."
E, se alagava, ela secava
Mas o que encharcava o seu ser
Nem era chuva de chover
Agora tente entender: neblina era querer
Chuvarada era fantasia
Mas relampejava e trovejava
Um temporal com ventania...
Na adolescência eu era um anjo triste
Desses que perambulam,
que caem, que existem
melancólicos, sonhadores,cinzentos
Como os finais de tardes dos dias invernosos
A minha solidão respingava nas vidraças
Como a neblina fria jogada pelo vento
Que doía fundo na minha carapaça
E a minha angústia,
a dor daquele sentimento
A solidão de me sentir sozinho
Não era solitária, era uma multidão
E como cada um faz seu rumo, seu destino
De fazer da multidão, a sua poesia
Aquele garoto triste um dia teve o tino
Eu fiz um samba tão triste
que quando saiu minha escola
desabou um temporal
chuva, vento e trovoada
e a minha batucada
parecia um berimbau
a letra do samba enredo
citava mistérios e segredos
de um sobrenatural
sob o frio tive medo
tremi voz, pernas e dedos
suei frio e passei mal
FILOSOFANDO A POESIA
Aqui pra nós, compartilho com alegria
Mas não espalhe, isso deve ser segredo
Borboletas e rinocerontes na poesia
Têm forças semelhantes e o mesmo peso
as vezes penso que sou triste,
as vezes não penso em nada,
as vezes tenho saudade do que nunca tive,
mas era tudo o que eu tinha
quando eu não tinha nada...
agora nem tenho essa ilusão...
Sou triste, sou tão triste, tão triste, tão triste...
Sabe esses dias chuvosos...
esses dias cinzentos, esses dias escuros
quando a natureza derrama todas as dores
e as vidraças choram as lágrimas de todas as angústias
sabe esta saudade que dói, de uma lembrança de um grande amor, de algo inesquecível...
sabe a infância de manhãs ensolaradas em jardins floridos por borboletas, pássaros e libélulas...
eu não sei...
eu sou triste, triste, tão triste...
um deserto povoa os dias, esfria as noites
nessa imensidão onde olhares não se alcançam
nem mãos se tocam, nem se ouvem as palavras
que eu diria, que eu escreveria se eu pudesse escrever
toda emoção, todo prazer, todo desejo de ser assim
de escrever esses dias chuvosos, esse deserto, essas lembranças de grandes amores e coisas inesquecíveis
que eu não vivi...
eu nem sou triste assim, eu só sou triste, e nem sou tão sozinho
eu só sou só...
e as vezes, só as vezes, as vezes olho pelas venezianas procurando... ainda não sei o quê
as paredes do condomínio me impedem o horizonte e os pirilampos que brincavam nas copas das árvores de corpos celestes e me inspiravam agora é só uma lembrança das boas recordações que eu ainda tenho...
acho que gostaria de dizer isso pra alguém, mas não sei pra quem... quem entenderia um olhar pela veneziana buscando vagalumes, quem ainda entende de horizontes? O condomínio não me permite estrelas como as madrugadas do sertão, mas acho que não posso falar isso, acho que não posso falar muito; é melhor escrever...
Não fique tão triste
Não se desespere
A vida é tão bela.
Lembre-se do sol,
Pense no luar,
Numa lágrima a rolar
De felicidade.
Você é tão linda,
Uma vida pela frente.
Se o passado é triste,
Faça um futuro diferente.
Tudo só depende somente de você.
Caro amigo!
Sabemos do falecimento do seu pai. Foi sem dúvida uma notícia triste e enviamos os nossos pêsames para você e para a sua família.
A vida não é justa!
Devemos aprender que é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível!
Nossos mais sinceros sentimentos!
Seu pai partiu, mas vai descansar em paz no reino de Deus!
Ele apenas seguiu caminho mais cedo, e um dia vocês voltarão a encontrar-se na eternidade!
Que Deus alivie sua dor e conforte seu coração e o de sua família!
Não há sofrimento na Terra que o céu não possa curar.
O tempo acabará ensinando-os a aceitar essa separação, embora o amor e a saudade nunca se esgotem.
Não desanimem! Tenham forças para continuar.
Um abraço a todos vocês.
No vasto mundo digital, você (@eumarcospako) é uma estrela guia, com um toque humilde e uma alegria contagiante.
Mostrando onde ir, o que comer, cada dia, transformando simples momentos em algo fascinante.
Sua cabeça brilhante, sem um fio de cabelo, reflete uma luz que nos inspira e cativa.
Seu sorriso é um farol que ilumina o caminho, inspirando-nos a viver a vida com paixão e muito bom bom bom diaaa.
Amanhã e sempre, seguir você é um carinho, que nos leva hoje a explorar Sergipe, o Brasil e um dia o mundo através de suas lentes e com bastante emoção.
A vida só tem sentido
Vivida com alegria
Por isto tenho vivido
Sorrindo no dia a dia.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Alegria é uma coisa
Que chega a contagiar,
Portanto sempre a espalhe
Por onde você passar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/12/2024
Era doze de dezembro
O sol das nuvens surgia
Quando vi a claridade
Me enchi de alegria
Eu tentei me levantar
Na hora que fui chorar
Não chorei, disse Poesia.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
03/07/2025
AMOR
“Pois de amor andamos todos precisados! Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir em frente...” – Carlos Drummond de Andrade.
RESPOSTA A DRUMMOND
Ah Drummond como foi certa,
Sua afirmação sobre o amor,
Andamos todos precisados,
Pena que não vemos esse alerta,
E sofremos com muita dor,
Realmente estamos necessitados.
Mas hoje a dose deve ser,
Em muito multiplicada,
Pois a falta de amor é de doer,
A situação está muito complicada.
Hoje é efêmera a alegria,
Desumanizados cada vez mais,
E mais desobedientes a cada dia,
Paciência e esperança,
Que eram principais,
Hoje se tornaram banais,
Força é só para agressão,
Capacidade de entender é incompreensão,
Perdoar cedeu lugar á vingança,
Ir para frente ficou à beira do caminho,
Mas não se desesperem,
Ninguém está sozinho,
Os profetas se referem,
A alguém que vem ajudar,
Basta nEle confiar,
E Ele virá nos salvar,
Pois pagou o preço na cruz,
Por ti e por mim,
Nosso salvador Jesus,
Nos dará um novo começo sem fim.
Autor: Agnaldo Borges
14/10/2014 - 14:19
ELE
Maduro homem.
Tão maduro,
tão triste,
tão belo... e não vive.
Maduro em corpo de homem,
homem que despertou em mim desejos
e tantos questionamentos.
Quando o vi, senti um fogo,
um calor que logo se desfez.
Tomou conta de mim um sentimento estranho:
era meio ternura, meio compaixão.
Era como se eu habitasse aquele corpo
e compartilhasse aquele sofrimento.
Como nos contos de fadas,
quis, naquele instante, ser a princesa
que, contrariando todas as histórias,
despertaria o príncipe de seu pesadelo.
Como um anjo,
quis alcançar aquele coração
e devolver àqueles lábios sem cor um sorriso.
Percorrer aqueles tristes olhos castanhos,
colher-lhes as lágrimas,
uma a uma,
até que lavassem sua linda alma
e lhe devolvessem a esperança.
Quis abraçá-lo sem pedir nada em troca,
como quem acolhe uma dor antiga
que ninguém mais percebe.
E, se pudesse,
ficaria ao seu lado em silêncio,
até que voltasse a acreditar
que a vida ainda é capaz
de florescer dentro de um coração ferido.
Porque, às vezes,
o mais profundo amor
não nasce do desejo,
mas da vontade serena
de ver o outro voltar a viver.
Aqui, pequenas alegrias, pequenos acontecimentos, um silêncio de observação, a certeza ao alcance das mãos... Somos o sal da terra.Grãos de areia, como pombos na praça pedem comida, estamos aqui pedindo paz... E temos a presença certa do criador.
Cleide Regina scarmelotto
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