Poemas Sombrios
No crepúsculo em que a noite desperta,
Onde as sombras sussurram segredos do além,
Vejo-te, bela dama, em tua essência incerta,
Com olhos de abismo e alma de éden.
Tua pele, de mármore pálido e frio,
Reflete a lua com um brilho sutil,
E em teu semblante, um mistério sombrio,
Desvenda a beleza do eterno, do irreal.
Caminhas entre rosas de espinhos ocultos,
Com vestes escuras, um véu de mistério,
E teus passos ecoam em mundos sepultos,
Onde florescem desejos, onde mora o etéreo.
Entrego-te, então, um buquê de flores,
Orquídeas negras, lírios sombrios,
Cada pétala guarda segredos e dores,
Dos amantes que viveram em silêncios vazios.
Aceita estas flores, musa do crepúsculo,
Como símbolo de um amor eterno e profundo,
Pois mesmo na escuridão, teu brilho é único,
És a estrela que ilumina meu mundo.
Em teus olhos, vejo o universo,
Tuas lágrimas, chuva de prata,
E ao te dar essas flores, confesso,
És meu sonho, minha dama inata.
Assim, que entre espinhos e rosas,
Nos encontremos em um abraço mortal,
Pois até na mais sombria das horas,
Nosso amor floresce, eterno e imortal.
Vivemos tempos de sombras densas, onde o silêncio se faz refúgio e a palavra, um risco. A polarização ergue muros invisíveis, transformando o espaço comum num campo minado, onde cada sílaba pode desencadear tempestades. A liberdade de dizer torna-se miragem, ofuscada pela luz cortante da ofensa fácil.
Já não se pode abrir a boca sem que o ar se torne pesado, sem que as palavras sejam distorcidas, mal entendidas, censuradas. O diálogo, esse fio frágil que nos liga, estica-se até quase romper, ameaçado pela intolerância travestida de zelo. A palavra "tolerância" soa como uma piada amarga, dissipada no vento.
Onde antes floresciam debates, agora restam trincheiras. Cada opinião, uma bandeira; cada silêncio, uma suspeita. O medo de falar cala, sufoca, e a liberdade de expressão definha, encurralada pela vigilância implacável da hipersensibilidade. Escolhem-se as vias do ódio e da vitimização, em vez do entendimento.
A revolução necessária não brotará dos campos férteis; precisa de um terreno mais árido, onde as mentalidades sejam forçadas a mudar. Promessas de liberdade, por vezes, tornam-se prisões de benevolência, incapazes de curar as feridas que se agravam nas sombras do ressentimento.
No entanto, é preciso lembrar: a verdadeira mudança exige sacrifícios além das escolhas fáceis. É preciso confrontar a feiura que evitamos, a dureza das verdades que recusamos. Precisamos de uma revolução de mentalidades, um despertar que não virá sem dor, sem ruptura.
Nas fissuras da polarização, o ódio e a vitimização germinam, sufocando a esperança. Mas talvez, nas ruínas do diálogo, possamos encontrar a semente de uma nova compreensão, forjada no fogo da necessidade.
A liberdade, essa ave ferida, não alçará voo sem luta. E nós, perdidos entre sombras, devemos decidir: permanecer na escuridão confortável ou enfrentar a revolução que os tempos exigem.
JUVENTUDE TRISTONHA
Nas sombras da juventude, o drama floresce,
Em corações jovens, o peso do fardo.
Palavras poéticas, um grito na escuridão,
Expressões vívidas de dor e paixão.
Em versos carregados, ecoa a aflição,
Reflexos das lutas, da busca da redenção.
Um encontro com a alma, em cada linha traçada,
Um convite ao entendimento, numa jornada marcada.
Os dramas da vida, em cada estrofe se entrelaçam,
As lágrimas derramadas, em rimas se disfarçam.
Na poesia, um refúgio, um lugar de compreensão,
Onde a dor encontra voz, e se transforma em canção.
O Pastor Pianista
Soltaram os pianos na planície deserta
Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
Eu sou o pastor pianista,
Vejo ao longe com alegria meus pianos
Recortarem os vultos monumentais
Contra a lua.
Acompanhado pelas rosas migradoras
Apascento os pianos que gritam
E transmitem o antigo clamor do homem
Que reclamando a contemplação
Sonha e provoca a harmonia,
Trabalha mesmo à força
E pelo vento nas folhagens,
Pelo planeta, pelo andar das mulheres,
Pelo amor e seus contrastes,
Comunica-se com os deuses.
“Acima das sombras que compõem o ápice da escuridão, brilha vivamente a lua soberana”
“Rainha da madrugada, em vossa companhia nossa alteza o Sol”
“Uma vez súdito dessa monarquia dos astros reis, em minha caminhada não haverá brechas para as trevas”
“Assim expondo a imponência e predominância da claridade sobre o breu, seja no dia ou na noite.”
Neste opaco e desalumiado cubículo da mente
sombras do passado perpassam incansavelmente
Assombram dizendo coisas que recuso acreditar
Assolam gritando alto sobre aquilo que faz chorar
Seguir o caminho da escuridão pode levar a lugares difíceis de compreender
Penetrar nesse pequeno e infinito espaço é um mergulho no gélido e vasto sofrer
Sofrimento de lembranças borradas de como poderia ser
Sobras dos erros inacreditáveis do qual cansei de cometer.
Meus sonhos rasgam meus sentimentos...
Sonhos obscuros...
Nas sombras as trevas...
Desenhos da devastação provocada pelo teu amor.
Na insanidade a vaidade que nutri meus sentimentos..
Na morte... O melhor dos sonhos.
O amor floresce em tais facetas...
Julgas o espírito que ilumina nossas vidas ceifadas.
Amo muito você como o último suspiro de minha vida apenas desejos...
Que aconteceu se o amor é infinito...
Estamos numa ponte para eternidade.
agonia que perdemos o senso tecnológico.
Nas sombras aprendemos logo com erros.
Mais perceber que o erro continua inspirar a viagem espacial...
Com a persistência a desvantagem repouso num mundo eterno.
Os danos morais são maiores grandezas fundamentais.
Mesmo assim continuamos com a fé na humanidade.
Violeiro afoito.
Entre os acordes da minha viola,
Sombras de um poema insistem a me dizer,
Acreditar em tudo que se faz uma canção,
Até posso aceitar,
Mas entre um refrão e outro,
Ja se torna repetitivo,
E isso pra mim é totalmente fora da questão,
E faz eu cada vez mais,
Desse mundo afastar,
Estrelinhas ja me disseram,
Que alguém tramou contra mim,
Entenda de uma vez moça teimosa,
Esse mundo não é mole não,
Cabe olhar de fato o verbo do amor,
O que se fala nesse poema,
Nem todo querer nesse mundo é permitido,
Uma coisa é você chorar,
Outra coisa é saber o porquê,
Esse violeiro que faz essa viola tinir,
Ja sofreu e não é por você que ele vai parar de cantar,
São dez cordas que me esperam,
E um pedaço de pinho que ja está poluido de tanto me esperar,
E esse instrumento eu preciso repicar,
Vou entrar agora no palco,
Caso queira ouvir uma de minhas modas,
Faça o favor,
Compre o ingresso do camarote,
Pois os da arquibancada já estão pra se esgotar,
Autor:Ricardo Melo,
O Poeta que Voa.
Tons de azul colorem o céu, enfeitam as sombras onde a paz reina, para que o mundo interior se aperfeiçoe no amor. Novas descobertas traduzem a luz de viver momentos extraordinários. O experimentar de brisas renovadoras significa aceitar e viver novos voos rumo aos desígnios do destino. No mundo das cores a serenidade é o brilho que reluz. Que através de um detalhe não se recorde apenas o céu, mas a purificação das nuvens em harmonia com tudo que há no universo.
Reflexão que encoraja a resiliência
“Paz, tranquilidade, refúgio, concentração, percepção, clareza".
o amar por amar é o veneno da alma...
nas sombras as sobras do amor...
derradeiro sonho de amar...
por amar o amor que é vivido por um momento...
sob presente ausente obras do destino.
Teatro de sombras
Tarde angustiante
Vento sorrateiro,
Quarto fechado
Espelhos iluminados.
Frio.
Vestiu-se com apuro.
Preto e prata.
Amoras colorindo a boca.
Amores secretos.
Silêncio
Brincos aprumados,
Nos dedos anéis engessados.
Gritos no estômago,
Alarde de afetos famintos.
Palavras alteradas,
Olhares esvaídos
Pulseiras.
Encanto nos aros,
Apegos secretos aprisionando o calo.
No pulso
Compasso
O sufoco de um bandorion afogado.
Passos acre.
A calúnia dos dias.
Edificação de inverdades
Aperfeiçoamento embebedado de ternura.
Marcha e ditado.
Guerra.
Mortos.
Feridos.
Fuga
Escoamento.
No luto,
A rua,
O mundo,
A diversidade,
O conceito,
A lâmina da integridade.
Palco.
Episódio
Enfeitado de sombras.
Marionetes e palavras.
Malabaristas equilibrando sonhos.
Frases perfumadas com cardamomo.
Formato e bastidores.
Escrita
Lacrimejado em letras
Literatura,
Teatro do amar
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Das Sombras à Graça Divina
Nas sombras da alma, a solidão se instalou,
A ansiedade teceu uma teia de agonia,
Mas no horizonte da fé uma luz brilhou,
Cristo, a esperança, trazendo melodia.
A dor insuportável da alma ferida,
A ansiedade como tempestade a assolar,
Mas Cristo, com amor, a dor desvanecida,
E da escuridão, uma nova aurora a despertar.
Do abismo da solidão, surgiu a mão divina,
A graça de Deus, como bálsamo a curar,
A ansiedade, enfim, perdeu sua sina,
Na fé em Cristo, a alma se pôs a caminhar.
Nasci nas sombras da sociedade...
Sempre sigo meu caminho na minha solidão...
Presto atenção na educação da pessoas...
Ter estudo não quer dizer nada... Se não ter senso de educação.
E ter estudo não quer dizer que mudará seu caráter... Ou mesmo a dignidade...
Mundo vive no domínio financeiro...
Tudo que você é definido pela sua presença...
Suas vestimentas adequadas te fazem rei por alguns momentos...
Seus amigos são definidos pelo dinheiro que tem no bolso...
Nos bastidores se a a fome te limita nós seus sentimentos e alguém abandonou a certeza que felicidade é uma conta bancária cheia de arrogância... O mundo te mudará.
Seu corpo será sexy até que a bebida acabe...
Nada melhor que acordar cedo e ninguém para te cobrar porque chegou tarde de porre...
Mesmo assim olhar para o espelho te dá noção que ainda não bebeu o suficiente....
As ilusões te fazem ser humilde.
As sensações seriam farpas na alma...
No ar que desnorteia nas sombras profundezas...
Sorrateira alma que afronta o desejo...
Sendo assim o mesmo valor que o momento é época que é mais amado.
Sem sombras para que acompanha minha vida até no meu túmulo.
Desde que cheguei neste mundo não tenho nada que posso dizer que é meu, e isso entristecem qualquer pessoa, fazendo a vida não ser empolgante.
Mas eu encontrei o que posso dizer que vou levar para vida toda, que é a solidão.
Só ela pode ser real e acostume com sua presença, a sua existência faz suporta a minha existência miserável.
O que é a noite
A noite é um festival de sombras
que se erguem rumo a lua,
à imensidão das torres ,
onde o mal urra no jardim
semeante das flores
Vim colher vocês,
uma pessoa por vez ,
para colher e semear
as sementes do êstase crestado
com prazer ardente e paladar refinado
Deixe-me espalhar a semente perdida
necessidade avassaladora
e soltar a angústia em ti contida
Quando a noite desceu lentamente, trazendo para o coração da terra o manto triste de sombras, veio a saudade me falar de você . Veio de muito longe, trazida lá do fundo, do passado, como se fosse um milagre de ressurreição e amor, veio como se fosse o luar, esmaecendo suas cores suaves.
Essa doce saudade me veio falar de você, veio me dizer novamente de vezes, mas foram sempre renovadas através de um sentimento que jamais se desgastou. Compreendi, meu amor, que a ausência de um ser amado acende dentro da alma a maravilha de um sonho, quando não temos ao alcance das mãos aquilo que nossa alma deseja ardentemente, nosso espírito volta se introspectivamente para construir na solidão e no silêncio um universo imenso de ternura e afeto.
Assim estou agora: Longe de você, longe do contato das suas mãos, do som da sua voz, do calor do seu corpo, longe de você, mas meus pensamentos, parte célebre através da distância e do tempo, em busca dos seus, dentro de minha solidão, de minha saudade. você está sempre presente.
Das sombras
de tua terna presença
me fiz ausente...
Deixei minh'alma
de orgulho
transbordar-se toda.
Venci medos
Galguei alturas.
Perdi no tempo
meus melhores dias
em egos e soberbas!
Aqui jaz
meu coração!
