Poemas sobre Saudade de grandes Poetas
Assíduo ao Prenome
Eu não preciso gritar,
Eu não preciso explanar
Você pode me ouvir
Você pode escutar
Consegue sentir?
O meu calor a te cercar.
Sem me apagar ou me perder
Eu vim aqui, nesse breve momento
Apenas te dizer, que, por esse advento
A noite escura tende ascender
Enquanto rogo as estrelas
O seu sorriso, para eu poder ver.
Dentre as coisas mais lindas do mundo, o seu sorriso se destaca, nessa tarde ainda inacabada, ainda consigo enxerga-lo em minha mente.
Você tem cheiro e lírios frescos, sua presença ainda distante enche de euforia e vontade de te encontrar.
A minha saudade é cada dia maior, eu queria te ver de novo, tocar suas mãos abraçar seu corpo ao meu.
Lembrança boa que não volta mais, uma saudade sem fim ainda assim te sinto vibrante e legítimo ardendo dentro de mim.
As memórias mais intensas estão guardadas aqui dentro e o sorriso bobo e repentino revela ao mundo um pedacinho delas.
Não há barreiras, fronteiras, distância nem cronômetro que sejam capazes de nos separar.
E se for isso mesmo,
Um dia
Te encontro no fim do mundo, ou
Em uma fila da padaria talvez.
Amor de verdade não se apaga,
Marcas permanecem para sempre.
O universo vai dar um jeitinho de te trazer de volta pra mim.
Você me tinha em seus braços e me deixou quando mais precisei de você.
Fico me perguntando se quando eu estou sorrindo você esta chorando , ou quando eu estou chorando você está sorrindo. É que estamos vivendo de uma forma tão diferente agora, que chego a imaginar que tudo aquilo que eu achava igual entre nós era apenas uma coincidência.
Tento acreditar que você não vive mais em meus pensamentos, só que quando vou escrever você é a minha única inspiração.
É como se ainda estivéssemos ligados de alguma maneira , mais uma maneira tão forte que faz eu te sentir no meio do nada e te ouvir em pleno o silêncio.
Ao meu redor quase tudo me lembra você, e isso me afeta e me faz querer fechar os olhos e não mais abri-los. Mas quando os fecho você continua aqui.
a melhor parte de ti ausente
é poder sentir-te
é ter-te como te sinto iminente
a um passo de mim respirar-te
é como num trilho seguir-te
em suaves tons tocar-te
da boca ao ventre inventar-te
na exuberância das cores possuir-te
como lubrica a noite é de repente
a um suspiro que ai se evapora
sinto este corpo gemido e dormente
sem tempo sem culpa ou demora
ter-te assim tão iminente
nesta ausência que me devora
Ela não se diz, Ela foi
não é alegria, que esvoaça e poisa
Ela engasga, suspende e cala
no tempo de um susto
no tempo de um espanto. e vai
não falou, não disse que ia
Felicidade, é a coisa
não se diz, sobrou
no travo a saudade
na sensação tardia.
e quando eu morrer, um dia
que se guardem, meus olhos
junto ao encontro do encanto.
Ali, antes da saudade
entre o susto e o espanto.
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
Andei mais de mil léguas
Lugares foi mais de cem
Conheci muitas pessoas
No Brasil e mais além
Gente de toda idade
Só não sei se deixei saudade
No coração de alguém
Quarentena
Como é uma criança
Sem poder brincar?
Como é um cachorro
Sem poder latir?
Como é um gato
Sem poder miar?
Como é um herói
Sem poder salvar?
Como é um homem
Sem poder amar?
Como eu vivo
Sem poder te beijar?
OS LOBOS NA ALMA
Os lobos que me rondam
A alma de um novo sentir
De negro luto me sinto
Estando eu já de partida
Depois de mim ninguém chega
Sou uma estrada que não acaba
A vida deu-me um pouco de tudo
Ou talvez um pouco de nada
Abro as portas de mim que me pertence
Numa solidão que me imposta
Deixo metade do corpo que resgato
Nesta estrada em que me assalto
Nas emoções em silêncio das letras
Que vou escrevendo escondida
Do resto do mundo entre os lobos
Como se fossem paisagem inacabada.
Eu decidi viver, e não agradar.
Se encarar no espelho é pra quem sabe amar.
O ontem não vai voltar
É impossível não errar
Tenho que admitir
Você faz falta aqui.
Oque posso fazer?
Me acostumei com você.
!Dias!
Estou pensando nos dias que já passei
Procurando um momento de lucidez
Garimpando um sentimento para compor
Uma linda canção de amor
Este não é o primeiro verso
E você pode procurar
Todas as vezes que falei dela
Nesse meu jeito de cantar
Com o amor me encontrei
me despedi e disse adeus (mas mentiiii)
até uma proxima não consegui
e sim um silencioso te espero aqui!
INSÔNIA
O vento frio da madrugada é testemunha certa do fim. De um lado para o outro me encontro inquieto, pensando sobre a existência. Olhos cansados de toda essa humanidade insolente. E sorriso falso de fingir estar sempre contente com a vida.
A cada linha, uma pausa para reflexão. Escrever poemas sobre a vida que levo, sem dúvidas parece ser tudo em vão.
Eu tento não pensar mas a chuva caindo me lembra você
E você tenta dormir só que passa a madrugada pensando em nós
Nosso tempo não para e parece que eu nunca parei pra perceber
Que meu dia era lindo se quando eu acordasse eu ouvisse sua voz
Perdi-me no espaço
que teu silêncio abriu
no buraco negro que se fez
por tua mudez
na omissão do verbo
que me salvaria...
Mário Corredor
Existe uma música que começa assim: "Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu (...)" - Roda Viva, do Chico Buarque.
Hoje me sinto assim, com aquele sentimento de quem partiu e não volta mais.
Não partiu para outro plano, partiu para longe, dilacerando a alma e o coração.
A saudade é imensa de algo que não se pode ter, mas se pode olhar.
Não se pode tocar mas pode sentir.
O sentimento forte que invade sua alma, bastando apenas a lembrança de algo vivo que a cada dia permanece no mais profundo de sua alma.
Não há um dia, sequer, que não pense nisso.
Provalmente, não será nessa vida que se terá.
Mas certamente, um dia ou outro, germinará.
Tento dormir.
Tento sumir.
E ao me despir, sinto me coberto.
A dor que vem do âmago de meu ser.
Tens um propósito certo.
Crescer.
E tudo se acabou.
Mas a promessa de amor
Acalenta um pouco a dor.
E naquela viagem, onde os corpos se tocaram.
Os olhos se cruzaram e as mentes se abriram.
Foi apoteótico.
Único.
E desde então, perdido estou.
Aguardando ansiosamente
Nossa apoteose novamente.
Não sei como você conseguiu deixar passar
todos os nossos momentos que você dizia amar.
já que isso não passou de uma mentira
também era mentira quando dizia me amar?
por incrível que parece eu ainda sinto falta de você
pois é difícil de me desprender
O que aconteceu com a gente?
nós éramos o melhor casal
um casal feito para as telas
um casal de dar inveja.
O que você fez comigo?
Não aguento mais esse amor não correspondido
você me disse que era apenas uma(um) simples surfista
porém, em meu coração você ainda fica.
Estações que Mudam
Apaixonei-me pelo sopro do vento,
Sobrevivo nas tormentas deste elemento.
E como num pé-de-vento espalho meus segredos
Na mudança das estações.
Vivo sem contestadores,
Preso pela delação dos hipócritas
Escondido nos cantos das paredes,
Como uma estante de porta-retratos,
Como pilhas de livros na cama, na estante e sobre a mesa...
É hora de acordar de minhas memórias,
Fotografias de um tempo grudado em meu suor,
Heróis de brinquedos que eu criei e que se quebraram,
Amores, rumores, primores, flores, pudores,
Palavras que jurei esquecer...
Desejo somente uma coisa,
Mas tenho outras que deixo perder.
Vivo como se pudesse decidir o que vai me levar,
Se a lucidez ou a insensatez,
Não sei, só resta a tarde pra compreender,
Ou então, me transcender, me entender,
Me surpreender, me conceder... Me perder,
Grito,
Não me escute,
Apenas me ame, me aclame, me reclame, me esparrame,
Queria uma estação pra refrescar, para suar,
Para amar e para tomar chá,
Uma paixão, não, uma paixão não,
Um vislumbre, talvez, de um flerte sem maldade,
Que me fizesse em trapos, com sopapos, de gato e sapato,
Que deixasse remendos em mim,
Queria teus braços, teus laços, teus traços e teus pedaços,
Que me sustentam enquanto digo que não,
Enquanto o vento me leva embora daqui...
Dependência
Vida que escapa pelos dedos
Memória que peregrinam na cabeça dos que permaneceram
Lágrimas que antecedem a saudade
Que vem sempre como o lenço natural
Para enxugar os olhos
E aquecer o coração com a promessa do mundo dos mortos
Que há de ser real
hoje me lembrei de você e fiquei me perguntando se você ainda se lembra de mim...
Hoje lembrei de como eu ficava esperando ansiosa para que chegasse logo aquela data que representava o começo da nossa amizade para que eu tivesse enfim uma desculpa para dizer o quanto eu gostava de você.
Hoje me lembrei dos planos que fazíamos juntos e de como eu ficava empolgada somente em pensar na possibilidade de realiza-los contigo.
Hoje me lembrei de você... do seu sorriso, do seu olhar, do seu cabelo levemente bagunçado, da sua voz e desejei ter você comigo outra vez.
Hoje eu me lembrei daquelas promessas que você me fez, especialmente aquela em que você dizia que jamais me abandonaria e de como eu acreditava nessas suas palavras.
Hoje me lembrei daquele sentimento tão intenso, chamado amor, que eu senti por você... me lembrei de como eu me preocupava e te procurava quando você se ausentava... me lembrei de como era bom te ter e amar você.
Hoje me lembrei de você... me lembrei porque quando você partiu foi nisso que você se transformou: uma LEMBRANÇA...
