Poemas sobre Ruas
Onde está a força?
Será que nas esquinas das ruas do conhecimento?
Ou nos braços dos esforçados?
Ou simplesmente ela está nas últimas esperanças dos machucados?
Ela permanece no mesmo local em que a deixou.
Sombra que segue os desejos...
Alma que tanto procura...
Sem encontrar...
Em ruas, conversas vazias...
Fundo de copos se aventura...
Doidos passos incontidos...
Império dos sentidos...
Enfim o copo vazio...
- "Enche outra vez vizinho"...
Vinhas de vinhos de oiro não bebidos…
Ócios e sossegos…
Desejados e outros sentidos...
Noite sucedendo noite...
Vertigem em qualquer leito...
Tanto faz...
Tudo tem jeito...
Amores, esperanças e desejos...
Quase os mal diz...
Eis que entrega seu coração...
De nada serve e vale...
Tudo é ilusão...
Dias mal gastados...
Noites mal dormidas...
Desejos de coisas esquecidas...
Lembranças de velhas feridas...
Incansável a tudo retorna...
Rotina a que se entrega...
Fraqueza que vira resistência...
Quando qualquer hora e hora...
Mas pois por vosso mal seus males vistos...
E todos os dias finjes te-los esquecidos...
Já nem vives...
Nunca aprendeste...
Vem de sua saudade, o que presume...
A ânsia de realmente viver...
Dizes que ficas tonto…
Hás de então ficar louco...
Tonto, o feio fica bonito...
O corpo só arde em desvario...
No entanto, o imaginário
desejo de alcançar...
Já nada mais importa...
Nem mesmo se terá outro amanhã...
Ou se terá...
No dia seguinte se arrependido...
Sandro Paschoal Nogueira
Memórias da vida passada.
Fortaleza, Ceará, cidade do pôr do sol
Me recordo brincando nas ruas, uma flor de girassol
Me afoguei na tempestade que o teu amor criou
Não lembro de mais nada, só do tempo que esfriou
De repente estava nublado, sem festança ou alegria
De repente estava sozinha, triste sem harmonia
O cheiro de perfume barato invadiu o que eu sentia
Aqueles olhos encantados, era tudo que queria
Abriu-se uma cratera, que foi até o fundo do mar
Me vi no meio das estrelas, o universo a me observar
Uma paz descomunal me disse que tudo acaba
Nasci em outra vida, com os teu olhos de jabuticaba
Você não gosta disso, então você conhece pra onde você pode ir
Porque as ruas são meus palcos, e terror é o meu show
Psico-análise tentou me diagnosticar sábio
Foi uma brincadeira, o irmão brutalmente morto
Veja as guerras das gangues de ruas, sempre vão chegar até mim
Mas eu não quero estar pra baixo com essa situação cara
Mas eu estou aqui, se eu tivesse alguma coisa melhor pra fazer o faria
Se não fosse pela minha música
me diga onde eu estaria provavelmente
estaria nas ruas vendendo pedras de crack
correndo na rua deles, correndo na rua deles
Ainda que o mundo em dissesse meu fim
eu andaria pelas ruas mesmas
de todos os dias, a esmo e entre
ruas e calçadas, tão suas
me diz o porquê tudo converge em você,
e meus pensamentos se moldam em tua face
roldando o mundo nesse turbilhão de frases
confusas, — no fim o difuso, eu tropeço obtuso
nós pés de um homem sentado na calçada
me olhando feio, sujo, ele sujo, feio
eu sujo, feio; feio e sujo — eu fujo
DOMINGOS
Ruas deitadas sobre o chão dos domingos
descançam do pisotear das multidões
que no atravessar corrido das esquinas
são indiferentes aos seus sentimentos
Nas ruas de Jaraguá, em uma noite especial,
Na casa de show, encontrei um menino alto e charmoso.
Seus cabelos ao vento, seu olhar tão cativante,
Ficamos pela primeira vez, um momento tão amoroso.
Trocar mensagens por WhatsApp foi o próximo passo,
E não teve jeito, o coração se entregou à emoção.
Ambos mergulharam nesse sentimento profundo,
E bastou um sorriso para acertar meu coração.
Ele me olhou e acertou em cheio meu ser,
Com aquele sorriso que me fez sonhar.
Contando as horas para tê-lo por perto,
Me pego emocionado, sem conseguir disfarçar.
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
O Rei de Outro Planeta
Num mundo cinza de ruas sem cor,
Vivia um homem sem brilho, sem flor.
Sem ouro, sem trono, sem lar, sem pão,
Vagava sozinho na escuridão.
Mas eis que um dia, no céu a brilhar,
Uma luz estranha veio o buscar.
Um portal se abriu no véu do além,
E sugou seu corpo por entre o além.
Acordou perdido em terra estranha,
Sob um céu de fogo e lua castanha.
Criaturas de pele azul e olhar sagaz
O cercaram, atentos, sem gesto voraz.
"Quem és tu, forasteiro sem nome?"
Perguntaram com vozes de eco e fome.
"Sou apenas um homem sem sorte,
Que outrora vagava à mercê da morte."
Deram-lhe abrigo, deram-lhe voz,
Ouviram suas lutas, sentiram-lhe a foz.
Mas um mal sombrio assolava a terra,
Um tirano cruel, senhor da guerra.
Com astúcia e força, ergueu-se o pobre,
Ensinou estratagemas aos guerreiros nobres.
Lutou com coragem, sem medo ou recuo,
Até ver o déspota cair ao seu júbilo.
Eis que o povo, com olhos brilhantes,
Ergueu-lhe um trono de pedra radiante.
O homem sem nada, sem lar e sem sorte,
Tornou-se o rei de um mundo mais forte.
Assim, num planeta distante e altivo,
Um pobre terrestre tornou-se cativo
Não mais da dor, da fome e da perda,
Mas de um destino de glória e lenda.
Há um engarrafamento em minha cabeça.
Não de carros — desses já me cansei nas ruas —
mas de pensamentos.
Ideias que bateram uma na outra como caminhões desgovernados.
Palavras estilhaçadas. Conceitos esmagados.
E eu, no meio,
como um pedestre distraído que atravessou fora da faixa da lógica.
Meu psicológico está acidentado.
Não é figura de linguagem, não!
É um fato clínico — e ninguém sinalizou o caos.
E tudo continua fluindo lá fora —
gente indo, vindo, vivendo!
E eu? Eu estou aqui, preso entre as ferragens,
num cruzamento sem sinal,
onde todos os caminhos levam ao mesmo lugar:
nenhum.
A solidão de Jesus, a minha solidão
Jesus adentra as ruas de Jerusalem, sente-se mergulhado na dor, mas ainda tem importante missão, naquela noite, repartir o pão e depois vem a prisão, sensação de abandono e solidão.
Mas há uma grande certeza, a Ressurreição
Eu mergulho dentro de mim, buscando explicação, só encontro uma noite de escuridão, mas a Luz de Cristo me move para enfrentar esse deserto, onde tudo é incerto, hesitação, imprecisão, mas tambem a esperança, a Ressurreição
12/04/2025
Eu te vejo nas ruas,
mas te trato como um estranho
O que é que nos separou,
se o nosso amor era tamanho?
Será que foi o orgulho ou só a dor que nos calou?
Eu ainda guardo as lembranças, mas você já se foi...
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Olhares
Chove... e chove torrencialmente.
As ruas estão atravancadas de carros
As calçadas, de pessoas...
Guarda-chuvas coloridos
colorem tudo em todo e qualquer sentido.
Ouço uma sirene
Coração acelera.
Na boca um gosto de fel.
O barulho da cidade grande é ensurdecedor.
Ainda sinto dor...
Olho atentamente para os rostos que passam por mim...
Ninguém fixa os olhos em mim.
Zumbis?
Busquei por olhares que demonstrassem compreensão, comprometimento... compaixão.
Não vi nenhum...
Sussurro teu nome... como um lamento.
No teu olhar eu encontraria
Tudo o de que precisasse... lá com certeza estaria.
" Pelas calçadas impregnar poesias
nas ruas, vielas e mansões
gritar ao povo o que sabe do amar
sabendo do que nos acompanhava
haveríamos de ser dois
mas choveu tanto naquela noite
que as marquises não deram teto
ao amor que despertou em um só...
" Na calçada,
o leito de jornal velho ainda dá a noticia
tem gente morando nas ruas!!
tem sim! inclusive eu
deixado de lado pela poesia
compus versos em carreira solo,
duras madrugadas
hoje durmo bem,
o coração não doí mais
os sonhos fogem
mas durmo o sono dos justos
o luar é somente meu
quem entende?
talvez ela,
o motivo de tamanho abandono...
“” Em uma cidade de papel
Nossa história
Ainda é página em branco
Nas ruas delimitadas por linhas
Tortas ou não, rabiscam.
Ditadas pelo destino
Poemas serão
Quem sabe a dor sufoque a alma
Até conhecer o amor
No desenho do nosso coração...””
