Poemas sobre Ruas
Ruas
Caminhos por onde passei
Lugares
Tristes e alegres lugares
Onde eu vivi
Momentos iguais
Ruas por onde passei
Locais
Onde sei que não sei voltar
Mas sei
Sei que não verei nunca mais
Aquelas ruas
Não me lembro de todas
Alguma esqueci
Uma ou duas, quem sabe
Não me cabe
Sentir tamanha saudade
Nem sei por quê choro
Melhor seria voltar pra casa
Anoitece, talvez esse Céu desabe
E então eu me lembro
Que já faz alguns dezembros
Que moro na rua.
Edson Ricardo Paiva
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
✍️Nas ruas, olho os rostos, nem imagino os dramas, cada um com o seu em particular.
Todos são seres humanos ímpares.
🌹✔️☸️♾️🕉️👁️👁️💓
Noite
Nas ruas abafadas de uma cidade esquecida, um garoto carrega no silêncio sua dor e solidão. Ele caminha apressado, envolto pela escuridão, tentando resistir, mas sente que está afundando em algo que não pode controlar.
A escuridão parece viva, abraça as vielas sem nome, onde ele se torna o rei de uma noite sangrenta, o princípio de uma história que ninguém ousa contar.
Seu nome é um mistério, como as ruas onde ninguém pertence. Mas seus olhos verdes revelam um segredo: uma tristeza que nenhum outro olhar consegue esconder. A vida para ele é uma batalha solitária, uma jornada interminável, uma dança cruel onde apenas os solitários sobrevivem.
Todos fogem da chuva— mas ele caminha em meio à tempestade, rezando por um fim que nunca chega. Pois a noite não é amiga; ela é impiedosa, pronta para devorar. Cruel, ela joga você em um abismo sem volta, em um caminho que você nunca quis trilhar.
Entre quatro paredes, há histórias que nunca deveriam ser contadas. Histórias sobre mentiras, dinheiro e fama. Esse é o preço que você paga pelos sonhos e pelos pesadelos que escolheu.
A noite impõe sua escolha: viver para enfrentá-la ou se perder em seu toque mortal. Sobreviva. Fique vivo. Ou fique em casa, protegido do caos que a escuridão traz consigo.
Cicatrizes
Vivo de um passado que me deixou vagando sozinho pelas ruas, sem nenhum rumo a seguir, nenhum morro para descer ou ladeira a subir .
Feito um cachorro, que corre atrás do próprio rabo a fim de encontrar alguma coisa, assim me encontro.
- Sinto me cansado, doente e vazio.
Minhas cicatrizes, não contam mais histórias, apenas trazem dor.
Sinto muito, por não ter vivido melhor os meus momentos bons .
Sinto muito por não ter caminhado, por novos caminhos .
Penso todos os dias , porque não cultivei flores sem espinhos.
Porque não fui mais ao cinema, Não comi mais pipoca.
Não dividi mais lençóis ou beijei mais bocas .
Porque nunca fui a uma das festas loucas da faculdade,
Porque enviei flores a ela, quando na verdade, o que ela realmente desejava eram apenas as sementes.
Devia ter chorado mais, andado muito mais descalço, sentido a terra.
Devia falar mais com Deus, lamentar menos as perdas e festejar todas as vitorias, ate as pequenas.
Me sinto só, em um mundo cheio de pessoas.
O mais engraçado é reclamar de se sentir só, em meio a tanta gente,
- E do fundo do meu coração, tudo que eu desejo hoje,
- É poder estar sozinho.
Vagando por minhas memórias, relendo algum livro.
Recordando das namoradas que nunca tive.
- Uma taça de vinho, um vinil antigo ,os pés para cima .
E com os olhos fechados, fingindo estar dormindo, ouvir meu neto, fechar a porta devagarinho, dizendo baixinho, O vovô ..Dormiu de novo!
O meu maior medo é um dia de perder a memória,
Esquecer dos momentos vividos, das batalhas travadas, das mais importantes lembranças e do que é mais fascinante na memoria.
Poder voltar a lugares jamais visitados, ser um velho, no corpo de menino ou ser menino já não podendo deixar de ser velho!
Somos feito de matéria, porem movido a sonhos e apenas continuamos vivos devido as belas lembranças guardadas pela memoria.
Ricardo Beloni.
Venceslau
Com o carrinho cheio de frutas,
nas ruas, nas portas das casas das freiras
ele sonha em vender tudo o que colheu de manhã
Passam-se as horas e o carrinho "inda" cheio
o faz pensar que o meio é entregar tudo
na barraca do hortelã
Ele acha que o hortelã não é muito certo
mas não sabe que dele perto, muito perto
também impera uma certa insanidade
É que ele nunca viu seu corpo ao chão estendido
numa convulsão que o faz perder o sentido
e até esquecer , anular sua identidade.
Mas sua mãe lhe espera
na janela daquela tapera que não abriga sonhos , somente realidade
Thereza, louca, chamada por muitos
ama, sente que o filho se esforça e seu intuito
é provar que ele sim é capaz de ser homem de verdade
Venceslau sentiu medo do hortelã
por isso andou muito, perdeu as sandálias logo de manhã
ao correr com seu carrinho pelas ruas e calçadas
Venceslau só não sabe
que o dinheiro das frutas entregue na volta às casas das freiras
é bem menos, muito menos do que pagariam as pessoas desvairadas.
20/04/2014 W. Lira Franca
Senhoras e senhores vocês estão rimando com o mc big ben
Nas ruas de são paulo as pobres ruas de são paulo nunca viram nada igual
Não tenho dinheiro pra sair, eu acho que não tenho escolha
Eu tentei fugir, mas eu não podia chegar muito longe
Porque o homem do caminhão de reboque recuperou meu carro
Não me empurre, porque eu estou perto da borda
MENINA DO BLOG.
Eu tô saindo com uma menina comportada, que trabalhar em um blog. Mas nas ruas as pessoas tá chamando de garota do job.
Ver se pode, não sei se deixo desse jeito, já não sei o que faço para me defender. Tô com medo da mulher descobrir, que não se trata da prima Gabi.
Não sei qual é a boa da vez, não sei o que antes de ficar comigo ela fez, mas não vou pagar promessas dessa vez vou ficar calado deixar os problemas de lado.
É que sou pobre por isso que escolhi a menina do blog, aquela que as pessoas chamam mulher do job.
Se me ver passando aí tentar não descobrir quem sou, não tentar descobrir quem ela é. Nada menina do job. Porque lá do blog nas horas que ela foge, será que foi da acesso no job.
E quando procuro ela no job ela volta acessar o blog. Para os outros jovens como pode eu tá saindo com a mulher do blog.
Isso tá confundindo, minha mente, sera que ela mente.
Viajo pelas ruas do meu sonho
Lá me perco e te encontro
Vejo-te, mas tu ainda não!
Descubro que também me buscas
Chamo por ti
Não me escutas!
Ouço a voz de um Anjo, que me diz:
Espera
Ainda não chegou a hora.
Andando pelas ruas do Éden te encontrei.
Sorriso largo no rosto eu registrei
No esboço satisfeito sussurrei
Bermuda branca anunciando a paz
Seu semblante tranquilo se faz
Ah! Você está bem.
Entre murmúrios hem
E conversas do bem
Nos despedimos meu bem
Lá no lar do Éden eu te vi
Saudade de você meu bem-te-vi.
POÇO ESCURO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Dou notícias do mundo ao teu canto sombrio;
lá nas ruas há sonhos novinhos em folha;
muita gente sorri, também chora, tem brio,
sabe quando precisa escapulir da bolha...
Tua triste visão fatalista e caolha
é do caos; do dilúvio; da treva; o vazio;
desconheces a pinga e condenas a rolha,
falas tanto em amor e teu conceito é frio...
Trago muitos recados da vida lá fora;
tem um povo que segue, desenvolve, aflora,
cai do galho no tempo de ficar maduro...
Vê a barra do céu que te nina com farsa,
pelas lendas do inferno, do fogo e da sarça
e da luz que te prende nesse poço escuro...
LIÇÃO DAS RUAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprendi muito cedo, que aprender,
ver o mundo com olhos de procura,
tem a fórmula simples do poder
que não têm os que perdem a ternura...
Foi a rua que disse; a vida é dura;
quem só ganha dinheiro há de perder;
não há bem que valha mais que a cultura
para quem não corrompe o seu saber...
Aprendi com a rua esta verdade;
aprender não combina com vaidade;
ser quem sou é maior que o que se tem...
Nem é crime ou pecado ter conforto,
só não faça das posses o seu porto;
seja quem, onde o caso é que ou quem...
CÉU
Demétrio Sena, Magé - RJ.
É bonito pensar que o céu existe;
não com ruas de ouro e de cristal;
com muralhas, mansões, ostentação
nem coral de louvores incessantes...
Tenho paz ao sonhar com céu de rios,
águas claras, florestas intocadas,
onde cios de flores me seduzam
e a brisa me sopre com perfumes...
A magia se faz num céu sem capa,
sem o mapa da fome de poderes
ou patentes; nenhuma hierarquia...
Meu adeus louvaria esse destino;
eu seria um menino puro e livre,
se minh'alma encontrasse um céu sem Deus...
O LIXO DO NATAL
Demétrio Sena - Magé
Está nas ruas chuvosas e precárias de minha cidade, Magé, o lixo de Natal. Houve comemoração no mundo inteiro, mesmo com essa festa macabra e longa do Coronavírus. Umas mais modestas e respeitosas, outras bem mais extravagantes e "nem aí" para o sofrimento alheio.
Nos guetos, becos e vielas, houve os olhos de quem assistiu às festas na expectativa de revirar o lixo do Natal, no dia seguinte, para roer os ossos da ostentação, do barulho e do "nem aí". Pessoas sombrias e silenciosas, entre os restos de luzes multicoloridas fabricadas para estampar, com requintes especiais de crueldade, as diferenças sociais.
E para contribuir com o cenário, a vingança pós-ano eleitoral, dos prefeitos não reeleitos ou mal sucedidos em suas apostas: A não coleta do lixo de Natal, porque as prefeituras não honraram seus compromissos com as empresas contratadas e, os coletores, que ficaram sem seus proventos finais ou o décimo terceiro, não saíram para realizar a coleta.
Eis a performance do Natal: contrastes de ostentação e miséria, expectativas trabalhistas frustradas e vinganças políticas que penalizam, proporcionalmente, as classes cotidianamente mais sacrificadas. O lixo do Natal vai muito além do que os olhos veem.
O mundo parou
Ruas desertas, incertas
Desnudas de proteção
Ameaçou e desestabilizou
A luz apagou
A música calou e a sombra se fez
Desfez sonhos
Encontros
Abraços
O vírus chegou
Se instalou e vidas levou
E agora?
O que tudo isso nos ensinou?
Que a mãe terra chorava devastação
Era preciso renovar as relações
A compaixão para com o irmão
O perdão e a partilha do pão
A solidão de Jesus, a minha solidão
Jesus adentra as ruas de Jerusalem, sente-se mergulhado na dor, mas ainda tem importante missão, naquela noite, repartir o pão e depois vem a prisão, sensação de abandono e solidão.
Mas há uma grande certeza, a Ressurreição
Eu mergulho dentro de mim, buscando explicação, só encontro uma noite de escuridão, mas a Luz de Cristo me move para enfrentar esse deserto, onde tudo é incerto, hesitação, imprecisão, mas tambem a esperança, a Ressurreição
12/04/2025
Hoje amanheci com medo! Medo de você, medo de mim, medo da vida.
Andei pelas ruas e mesmo assim estou com medo. Medo da morte, medo da sorte, e até do velhinho do polo norte, medo da luz do dia,da escuridão da noite, e da solidão e silencio da madrugada, medo do perdão, medo do pecado, estou com medo do céu e medo do inferno. Enfim com medo de tudo, medo até do meu medo...
(Mario Valen - Patife))
É estranho como os homens tratam vulgarmente as mulheres nas ruas, chamando-as, muitas vezes, por nomes pejorativos, mas basta, por exemplo, se tornarem pais que não se podem sequer olhar para as suas filhas, que já se exaltam.
Por trás de toda menina, de toda mulher existe uma família que a ama infinitamente, que a respeita e que cuida dela como a flor que ela é, pois toda menina, toda mulher é uma flor no jardim da vida.
Será que é necessário termos uma mãe, uma irmã, uma esposa ou uma filha, para que possamos compreender o valor, a graça de termos as mulheres em nossas vidas?
Nós, homens, deveríamos reverenciar as mulheres nas ruas:
- POR SUA GRACIOSIDADE E BELEZA; são as flores que dão vida e beleza ao jardim da nossa existência.
- POR SUA IMPORTÂNCIA; são as geradoras, guardiãs e cuidadoras das nossas vidas, isto é, são as “flores da vida”.
- POR SUA DUALIDADE; a sua sensualidade e poder de sedução beiram o sobrenatural, mas seus corpos são sagrados enquanto mães.
- POR SUA FORÇA, CORAGEM E COMPETÊNCIA; são mulheres, mães e excelentes profissionais.
Costumamos chama-las de “o sexo frágil”, mas a palavra “frágil” jamais definiria alguém que suporta a piores dores do mundo, sangra frequentemente e tem uma carga horária de trabalho ininterrupta. Delicadas, talvez,frágeis jamais.
Às vezes, tentam imitá-las, mas como elas, lindas, perfeitas, completas e complexas, somente elas conseguem ser, as mais lindas criaturas da criação divina.
Este mundo não teria GRAÇA sem a GRAÇA feminina.
Réquiem à lei roubanet:
A Cultura está nas ruas,
A Cultura está nos becos,
A Cultura está no Campo,
A Cultura está na Vida Vívida.
A Cultura não está nos guetos
de pretensos "iluminados escolhidos",
para serem supridos pelos homens das Ruas,
pelos homens dos Becos,
pelos homens do Campo.
Os "iluminados escolhidos" não passam de
homens vendidos,
aos mercadores de almas,
aos marqueteiros de lulas.
Todos, caetanamente,
clamam em alto brado,
queremos o brasil de quatro.
lázaros, thaises, fernandas e amandas,
são o retrato da decadência,
do parasitismo e da dependência,
de um sistema podre,
que sustenta a subserviência.
