Poemas sobre Ruas
Saí já a noite tinha chegado
E nela procuro um amigo que me acolha
Onde mais ninguém me acolheu.
Percorro as ruas sozinho ainda a pensar em ti.
Como estás? Estarás bem?
Quem me dera saber responder
Mas a distância não permite ter
As respostas nos meus próprios olhos.
Mas já vi que estás bem… Porém
O mundo já não é nosso,
O beijo já não é nosso,
E as ruas já não são nossas.
Só eu é que ainda percorro as ruas sozinho a pensar em ti
À espera que algum dia te possa ver
A caminhar outra na vez na minha direcção.
http://ensaiosdescrita.blogspot.pt/2013/02/acabou.html
Perdidos em ruas vazias tantos corpos sem luz
Muros pichados mostram que palavras hoje são meras ilusões
a rua está cheia, mas ao mesmo tempo vazia, que vazio é esse que vejo?
Gente querendo ser gente, perdida em tantos descasos, feridas e fardos.
O vento me alçava pelas ruas da cidade.
Lentas as rodas do carrinho giravam
e viravam ao bel prazer do meu olhar.
Aqui-e-ali algumas ilhas de música, bebida,
carnes, gentes...
Carteados nas calçadas...
Dentro um jazz baixinho roendo meus tímpanos.
Fora: os meus olhos perscrutando novidades.
O natal é dia morto.
Cada um com os seus.
Botecos fechados, círculos fechados.
Fui-e-voltei-num-risco.
Um pequeno giro pra digerir a leitoa.
O que me resta agora
é preencher a boca-da-noite
voltando ao ritual
de abrir freezers e cervejas
e sorrisos.
Amanhã será outra coisa.
Pensamentos loucos
Falas de amor...
E eu a me perguntar: como falar o que sinto?
Sinto tua falta do amanhecer ao anoitecer.
Procuro-te pelas ruas da cidade.
Não te encontro.
Pergunto-me: onde estarás?
Estás em mim a pensar?
Lembras de nossos beijos?
De nossa troca de carinho.
Das milhares de vezes que dissemos te amo?
É amor?
Ou apenas um indicativo de amor.
Somos apenas uma falta que completa a falta do outro?
Eu sei...
Tenho pensamentos loucos...
Escondendo a lua...
Assim se movem as nuvens nesse anoitecer...
Como se o frio fosse o maior aconchego...
As árvores tornam-se luminosas...
A chuva se derramando por praças, vielas e ruas...
E as almas mais calorosas...
Ouvindo com encanto alguém que não conheço...
Mas a mim, hoje, a mim...
Ignoro o tempo...
A felicidade jorra do meu grito...
Não há sossego de pensar nos destinos que não desvendo...
A meia-noite com vagar soa...
Sob os vaivéns da sorte...
Vozes...
Gemidos...
Também ouço lamentos...
O vento geme...
O mocho pia...
A noite...
Ah essa noite...
Tão fria...
As horas vão escorrendo lentas...
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo...
E as histórias contadas no passado...
Retornam...
Não é serenidade o que se bebe pelas ruas...
Em cada rosto, em cada olhar,
um não-sei-quê...
Representando alegrias...
Máscaras...
Alegorias...
Sob o frio incenssante...
Enquanto o mocho pia...
Sandro Paschoal Nogueira
então é isso,enquanto a gente caminha pelas ruas da vida
a gente vai encontrando pedaços de sonhos espalhados,
pisando em cacos e achando peças perdidas que a gente nem lembra de onde veio.
Mãe, você consegue ouvir a minha voz?
Chamando, através do denso ruído branco.
Eu tenho perseguido sonhos e estrelas,
Em um longo caminho pra não perder meu coração.
Se eu me sentar sozinha,
Ainda às vezes, eu posso sentir você aqui
Onde as ruas me levam de volta para onde estou presa;
– Na saudade tua.
#MELANCOLIA
Anjo que sem asa...
Em ruas escuras e desertas vaga...
Úmido vento que lhe floreia...
Pesadas nuvens ocultam a lua cheia...
Orvalho na face...
Teu pé tropeçou....
Num longo soluço tremeu e parou...
Que tens?
Por que tremes assim?
Disseste-me que antes sonhou...
E que agora chora...
Pelo que o tempo varreu...
Apagou...
Compreendi...
E aceitei seu pesar...
Ao anjo me juntei...
Quem me quiser...
Que me chame...
Ou que me toque com a mão...
O tempo para mim...
Também se foi...
E é o que mais me dói...
Há tal melancolia...
Despertando um desejo absurdo de sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Beleza ao olhos e conforto ao coração, andar nos teus bosques e ruas,
sempre será grata emoção.
(Sobre o caminhar em Curitiba/PR).
Andando pelas ruas
Vi as flores da vizinha
Flores esbanjam a beleza
A beleza que poucas vezes paramos para ver
Conexão com natureza é essência desse caos moderno
Não deixe a beleza do detalhes morrer em você.
#ESQUINAS
São tantas as esquinas...
Mas vai ser é só isso...
Bater a porta e sair por aí...
Se perder querendo encontrar-se...
Deixar-se possuir...
Um coração a ser entregue...
Para quem não quer...
Um sorriso...
Parar de enganar-me...
Quantas esquinas eu ainda vou precisar dobrar?
A noite está fria...
Esquinas e cantos de minha alma...vazia...
Miserável vida a quem devo meus tormentos...
E em sonhos...
Esperança ainda vive...
Deixando meus rastros de solidão...
Fechei os olhos, diante do medo...
Fui me deixando, sombra...
Meu coração teima em dizer: te amo...
Sigo no proibido...
O ridículo também deve ser vivido...
Abro um sorriso para o tempo...
Insistente em passar...
Só eu sei...
Imagino o que será...
Sigo...
Nas esquinas, nos bares... nas ruas...
Tendo a lua a me acompanhar...
Sandro Nogueira
Caminhos de um poeta
Pelas ruas da cidade
Lentamente continuo
Me buscando bar em bar
Se há momentos que é difícil suportar
Continuo navegando
Me buscando bar em bar
Nas mesmas ruas, eu ando; e antes, eu andava tão apressada, andando rumo a rota certa. Ah orla tão extensa, ventos que ressoam, falam .... Oh mar, ora calmo, ora tão bravio,nunca tenho coragem de mergulhar nos seus insondáveis deleites, atrativos...
As ruas são ponto de encontro, de quem sabe pra onde vai, mas caminho pra quem se perde, desvio ou perdição pra quem planta ódio, inveja ou luxúria no coração.
As ruas são o que fazemos delas.
"Porque parar de sorrir se Jesus Cristo me deu a salvação, e se tenho a convicção de que futuramente serei promovido e andarei em ruas de ouro?"
Anderson Silva
Ruas Caminhadas.
Dez anos se passaram desde que deixei a cidade,
Recentemente, voltei pra lá, meio por saudade.
Poucas mudanças, quase nada alterado,
É até engraçado, parece que o tempo ali foi parado.
Em uma década, só o mato foi aparado.
Andando por ruas onde, quando criança, corria,
De bicicleta, subia e descia sem ter medo do dia,
Percebi que cresci, mais alto fiquei,
O que era gigante, agora, miniatura enxerguei.
Por cada esquina e praça, um eu antigo eu via,
Uma fagulha do que fui, que hoje em mim renascia.
O filósofo, o questionador, o inventor esquecido,
O artista enterrado, que eu mesmo tinha reprimido.
É triste e feliz ao mesmo tempo esse reencontro,
Essa dualidade que me deixa viver sem confronto,
Revisitando o passado e o que nele deixei,
Descobrindo, de novo, os pedaços de quem sou e serei.
Eles andam depressa porque tanto quem envia quanto quem recebe, querem que eles corram...
Os mesmos que os xingam nas ruas por andarem depressa, são os mesmos que fazem um pedido e querem pressa para receber...
Há entre eles o joio assim como o trigo como em tudo na vida ..
Parabéns motoboys
Há sempre um Pai, um amigo, um irmão, um filho, um parente atrás daquele capacete.
Dia do motoboy
27/07/2024
Parabéns a todos!
Somos um país violento. Violentos ao dirigir, violentos nas ruas, violentos nós comentários e fofocas, violentos ao torcer por nosso time, violentos ao votar. // Livro: Todos contra todos
Ando pelas ruas e vejo tanta felicidade nas pessoas... gostaria que em casa também fosse assim, mas ninguém consegue fingir o tempo todo.
