Poemas sobre Ruas

Cerca de 1691 poemas sobre Ruas

Deus nos livre a todos das esposas que são anjos nas ruas, santas na igreja e demônios em casa.

Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?

O MUNDO TA PARECENDO FILME DE BANG BANG
AS RUAS NÃO TEM PAZ ESTAO CHEIRANDO A SANGUE
A VIOLENCIA TOMOU CONTA ISSO É CONSTANTE
O CRIME CONSOME VIDA INOCENTE A TODO INSTANTE

POR CAUSA DO CRACK UM VEM E MATA UM MONTE
POR CAUSA DESSE VICIO MALDITO MUITOS PASSAM FOME
QUERENDO ALIMENTAR SEU PENSAMENTO INCORRETO
CARIMBANDO SEU PASSAPORTE PARA O CEMITERIO
(ServoBOB - VITIMAS DAS RUAS)

Inserida por servobobby

À noite, chovia em meu sonho.
Estava eu andando pelas ruas.
Aquelas ruas... muito frio, escuro, estranho...
tudo em preto e branco; já não havia colorido.
Estavam extintas a fauna e a flora.
Ninguém parava para se cuidar.
Todos corriam de um lugar à outro...
Pessoas tristes; preocupadas... Já não existia felicidade.
Fumaça;
mortes;
estupradores e bandidos
por todos os lados.
Não havia mais música, dança, olhares.
Não havia pessoas cantando ou conversando.
Ninguém se cumprimentava.
De repente eu era Deus. E toda aquela chuva era, na verdade,
minhas lágrimas...

Inserida por giovannacontador

Se não houvesse mais estrelas no céu, se não houvesse pessoas nas ruas, se não houvesse beleza nos campos e nem houvesse onde eu recostar minha cabeça, ainda assim eu te amaria - e isto já seria motivo mais do que suficiente para viver!

Nos meses seguintes, não havia nenhum sinal dele pelas ruas, os hospitais, paradas de ônibus, estações de metrô, uma por uma, tarde da noite, amanhecendo nas padarias. Por vezes, na rua, alguém de costas parecia com ele.

Inserida por IngridG

É necessário permitir o vento, bagunçar os cabelos, girar o corpo até ficar tonto e ilustrar com gargalhadas os muros das ruas...
Virar-se do avesso faz bem quando tudo parece ir mal!

Dias nublados de inverno...

O coração parece ficar vazio...

As ruas ficam desertas...


Sem alma por elas...

A vida fica singela...

De poucas cores a aquarela...

Parece que tudo está quieto...

Tudo dormindo...

Sol cochilando...

As nuvens cinzentas completam...

O tempo vagaroso...

Passando...


Dias nublados tem a cor da minha saudade...

E navego em minhas lembranças...

No silêncio que se faz...

As canções dos pássaros não se calam...

Poucos trinados que duelam...


Nem todo silêncio é eterno...

Acredito que ainda tudo possa ser belo...

Dia nublado que parece não ter fim...

A nuvem vai passar...

A Noite vai chegar...

Nova aurora a surgir...

Sol resplandecer...

Tudo voltará a brilhar...

A saudade, em meu peito...

Terminará...

Deus continuará a sussurrar...

Nunca deixou de fazer...

Hoje o dia chora...

Amanhã será sorriso...




Sandro Paschoal Nogueira

Voltando das luzes negras
Andando por ruas desertas
Suavemente molhadas,
Refletindo as luzes no asfalto.
As quatro da madrugada,
Quando nem mesmo meus medos
Estão mais acordados.

Sou louco

Dizem que sou louco, que aos poucos me transformo.
Ando pelas ruas, rindo atoa,
rindo de tudo e todos;
O tudo e o todo, são aqueles que com uma
realidade maquiada;
Escondida,
bem escondida.
Os que eles dizem loucos, enxergam um mundo real;
Os loucos não se importam que os chamem de louco;
Os loucos são os mais normais,
os mais sensatos que existem.
Amam o que é real, vivendo num mundo irreal...

Quando a noite cai as ruas da cidade são tomadas pelo medo, desejo, desespero e solidão humana.
Aqueles que se escondem durante o dia, agora andam livres pelas calçadas enquanto aquela maioria se esconde em suas casas.
Estas ruas escondem segredos, mistérios do que o ser humano se tornou sem o amor.
Olho para o lado e vejo que em meio a algumas cobertas sujas e rasgadas alguém faz da fria calçada sua cama, dorme porque o corpo pede, talvez sem querer pensar como será o seu amanhecer. Continuo a caminhar e vejo que são tantos que fazem da solidão da noite sua companhia e daquela que para grande maioria não passa de um caminho, sua parada.
Pessoas caminham com presa mesmo tendo passado das duas da manhã. Me olham com um olhar perdido, parece como se procurando um sorriso.
Nas esquinas o corpo é a mercadoria mais ofertada e procura. A fumaça no ar é dos cigarros que entorpecem as mentes. As ruas mais escuras são refugio daqueles que não sabem mais o que viver, querem apenas sobreviver.
Tudo tão diferente das noites da pequena cidade que venho, aqui as estrelas parece que se escondem para não serem testemunhas das histórias que estas calçadas vivem até o dia chegar. Que falta faz aquela calmaria, aquelas ruas vazias e cheia de vida, aquele céu que convida a sonhar vendo as estrelas e a lua brilhar.
As horas vão passando e com ela as ruas voltando a receber aqueles que até sabem o que elas vivem enquanto se dorme, mesmo assim, seguem pois para eles continua sendo apenas um caminho.

Inserida por Roger_Stankevicz

Dizem que o #seresteiro chora...

Por um tempo que passou...

Sem pedir nada...

Ele canta histórias de amor....


Seus acordes atravessam madrugadas frias...

Vagueia pelas ruas e em todas esquinas...

Sobe aos céus em suaves melodias...

E convida aos anjos...

Para nos fazer companhia...


A escuridão então acaba...

Eis que surge a senhora da noite prateada...

Estrelas brilham muito mais...

E no frio da noite que se faz...

Nossos corações se aquecem em sorrisos...

Lembrando de tudo que vivemos...

E do que já quase foi esquecido...


Viajamos no tempo...

E até choramos....

Mais forte bate o coração...

Seguindo o toque do violão...


Eis que sobre as pedras azuis...

O nosso caminhar não é em vão...

Viver...

Sonhar...

Amar...

Isso é verdadeiro...


Cante então para nós #seresteiro...


Sandro Paschoal Nogueira

Caminhei pelas ruas e calçadas...

Entre dias e madrugadas...


Lua em companhia...

Noites quentes...

Noites enluaradas...

Estradas prateadas...

Conheci salões cinzentos...

De muitos risos...

Poucos alentos...

Muitas loucuras...

Tantas tolas fantasias...

E no espanto do menino...

Em que tudo descortinava ...

Pude ver algumas monstruosidades...

De mentes inacabadas...

Almas vazias...

Grandes gargalhadas...

Bocas úmidas...

Que taças e copos tudo absorvia...

Perdi querendo encontrar...

O que nunca esteve por lá...

Nada contava nem tinha nome...

Eras de breu...

E o réu era eu...

Era tão fácil ser feliz ...

Mentirosas propostas ouvi...

E no sabor do vinho me corrompi ...

Hoje ainda não sei como caminhar nas ruas...

Sem estar...

Em ruas que ficaram para trás no tempo...

Sem estar ...

Esperança que aprendi com as ruínas...

Triste e lamentável fado...

Hoje...

Paz cultuo...

Na lembrança desse banco...

Aqui sentado...



Sandro Paschoal Nogueira

#Cada #começo #é #só #uma #continuação...

Ao mesmo tempo...

No espaço pronto...

Para eternidade...

Falta pouco...

Para conseguir o que quer...

Em águas rasas...

Ou profundas...

Ao mergulhar...

É bom conhecer...

Também é bom ser visto em diversos lugares...

Em casa ou nas ruas...

Até caminhos se encontrarem...

Nesse mundo, afinal, dá para viver?

Quem me colocou aqui?

Por ordem e vontade de quem este lugar e este tempo foram destinados a mim?

Silêncio eterno...

Me apavora....

Quando penso sobre a curta duração de minha vida...

Sempre me pergunto:

Valeu ser vivida?

Valeu sim...

Sempre vale...

Assim é...



Sandro Paschoal Nogueira

Aprendendo a te perder!

A noite é triste!
Chove, venta e não te tenho aqui comigo,
a saudade dói!
Saio pelas ruas com passos perdidos.

Minha mente já inconsciente!
Nada mais faz sentido,
sento-me neste velho banco desta velha praça onde o tempo não passa, e bebo!

Brindo com a solidão,
rindo das minhas desgraças
de olhos fitos ao chão!

Ontem, sonhei, amei, tentei viver,
hoje estou sofrendo,
aprendendo a te perder!

Inserida por mateus_dahmer

Ruas vazias

Apenas há passos
Compassos e ecos
Do pisantes vacuo escutar
Sentir angustia meu ver
Mas preciso inteiramente
Abraçar o que existe
O que resta, dessas ruas vazias.

Kaike Machado

Inserida por kaike_machado_1

Eu ando pelas ruas te procurando
Mesmo sem te encontrar, te vejo em todo canto
Eu canto pra espantar a tua falta
Me libertar daquilo que me arrasta

Inserida por pensador

POR AÍ

Hoje saí pelas ruas da cidade
Vi edifícios com mil janelinhas
Cada qual com uma história para contar
Vi gente apressada mesmo sem ter onde ir
Vi a moça fazendo bala de coco no tacho
O coco queimado no açúcar tinha cheiro de infância
Por alguns minutos fui criança outra vez

Senti cheiro de terra molhada ao passar por um jardim regado
Senti respingar na pele águas de um chafariz
Senti alegria ao ver o abraço entre duas crianças
Senti uma vontade danada de sentar numa calçada
E sentei

Hoje saí pelas ruas da cidade
Achei tantos tesouros
Que jamais poderia pagar.

Inserida por elis_barroso

ELA

O forte verão
O sábio outono
E até o mais rigoroso dos invernos
Conhecem a força dela
E sabem que a primavera não se pode deter.

Inserida por elis_barroso

DUREZAS

Quando uma flor nasce na rua
Brota em uma fresta de muro
Ou germina entre o vão de uma telha

Acho que a natureza tem algo a dizer.

Inserida por elis_barroso