Poemas sobre rios para refletir e deixar fluir
Meio ambiente
As árvores choram,
Os rios sentem,
Os animais observam,
Os ventos pedem ,
Os humanos vão chorar.
Rio Doce das Terras gerais...
Os rios Piranga e Carmo se unem ...
Fazem o seu encontrodessa maneira !
Pelas águas cristalinas e com pureza
Junto as bençãos na sua correnteza
Recebe no batismo o novo Nome,...
Doce,Filho da Serra da Mantiqueira
..
Soluçam-me aves no peito.
Pranteia, Venezuela, pranteia!
Que até os rios aprenderam
a transportar o pranto
sem o devolver ao mar.
Há em ti raízes
que ninguém vê,
mas que fazem sangrar gerações.
Há em ti dias
em que a esperança
esquece o caminho do voo.
Soluçam-me aves no peito,
o mundo passa ao largo,
e a paz,
sem casa,
chora dentro das próprias asas.
Grita, Venezuela, grita,
porque só o grito —
esse órfão antigo —
acompanha quem ficou
sem chão de Mãe.
Célia Moura, Julho de 2026
Segredos da Natureza
Bolhas viajam por rios de areia...
As mesmas areias que carregam rochas,
aquelas que parecem caminhar solitárias.
Longe dali, pedras flutuam em nuvens,
erguidas pelo vento que esculpe o céu.
Até nas imagens de Marte,
onde a pareidolia desenha rostos alienígenas,
a matéria se move.
Rochas andam, vivas,
como as árvores ancestrais da Amazônia.
São os segredos da natureza.
Os mesmos que ecoam no mar profundo,
onde, na escuridão do abismo,
encontramos o sentido da vida —
e o reflexo das profundezas da nossa alma.
À margem de tudo, redemoinhos de fogo se erguem.
Parecem criaturas famintas, distintas, ferozes.
O que serão elas?
Não sabemos,
pois a vida é feita de surpresas.
Volta à Lua e aos seus mistérios. Penso na garrafa de vidro e no quanto ela viajou para chegar até ali. Esse vislumbre eleva os meus pensamentos, pois a reciclagem se tornou algo necessário e urgente.
Há plástico no artificial. E me pego imaginando se o espaço sideral, um dia, será igual ao Rio Tietê de hoje em dia — que nasce já poluído e corre sufocado até o mar.
Imagino florestas enormes em bolhas para alimentar a Lua e Marte, cultivadas por robôs e drones que desenham rios artificiais no vazio. Criamos tecnologia para semear a vida no deserto do cosmos, enquanto aqui, na nossa própria casa, ainda jogamos lixo nos rios e nos mares.
A pangeia da natureza,
(Bio pirataria)
Faz carvão da floresta
Degradação do rios em nascentes,
seu algoz o garimpo ilegal.
Voz são silenciadas os animais morrem.
Animais são o lucro.
Animais são vendidos como contrabando a mercadoria não precisa de respeito.
Cadeias ambientais inteiramente devastada no lugar vira pasto de gado...
Índios sao exterminados sua cultura devastada os moldes da alienação religiosa e cultura tomam forma...
A caça substituida pela venda e cadernos de dívida...
A floresta morre e deserto se torna a natureza abre porta dos garimpo a terra sangrar com doido de alumínio e o venenos para descobrir ouro e outros minerais.
Impacto pela fauna e flora são devastação do bioma mundial.
Os animais em outros biomas causam desastres ambientais. Uma espécie sem predadores se torna dominantes e destrói a teia ambiental.
NATUREZA
Natureza é alma viva !
De belas paisagens ...
Penhascos , florestas , rios , cascatas ...
Montanhas e planícies
Mares refletindo luares
E no sol a brilhar
Cada canto onde passaros a cantar
Melodias que voam no ar
Nas maravilhas a despertar
Natureza tem forças invisíveis
Que pairam além dos horizontes
Onde nas linhas infinitas
Vertem as marcas do tempo
Como se o próprio não existisse
Mas o homem em sua mesmice
Não enxerga o clarão de energia
Que num flash de fantasia
Foge se não for percebido
O encanto num canto feliz
Onde Deus preparou a pincel
Cada tom e cada traço com mel
Dessa imensa beleza
Que chamamos de natureza !
Poesia
João Batista Barbosa.
Os únicos muros
a serem construídos
são as barragens
dos rios da ignorância...
Que se rompam
as correntes do medo
que se desfaçam
os grilhões da mentira...
A verdadeira fortaleza
é feita de livros
de olhos
que ousam ver
e de vozes
que não se calam...
Pois
só floresce o futuro
quando a mente
se abre
como terra fértil
depois da chuva...
✍©️@MiriamDaCosta
Demora
E de tanto que demora
Tem vezes que os rios secam
São coisas que não se explica
A gente apenas as aniquila
Enquanto isso
O Sol no Céu
Ele só desfila
Tem horas que ele faz isso
No mais, as flores se vão
Cada uma disse o que pensa
Em suma: tranqüila tonalidade
Seu credo, seu medo ou crença
A gente não sabe o que sente o Sol
É hora, tem horas que eu sei
Que a frase bonita passou
Vai chegar dezembro, conforme os planos
Mas a diferença é de tantos anos
Cá no meu canto
Planto prantos e poesias
Quem sabe um dia
Por tanto plantá-las
As uso
Num triste dialeto
de tantas falas
Mas não traduzo
Hoje eu já sei
Que nunca vai ser agora
Demora!
Edson Ricardo Paiva.
Guardiões da terra. Em um mundo que se desfaz,
Onde rios secam e florestas jaz,
Onde cidades sufocam e paisagens morrem,
É hora de sonhar, de respirar, de renascer.
Escute o grito da terra, o chamado do vento,
Plantemos a semente da esperança.
Fiquemos atentos ao cântico dos rios, que ainda fluem.
Escute a voz do universo que nos chama,
A cuidar da terra, a respeitar o tempo,
A mão que planta, que cultiva, que colhe,
O olhar que vê, que sente, que sonha.
Nós somos os guardiões da terra,
Os cuidadores do futuro,
Nós somos os sonhadores,
Que podem mudar o curso.
Vamos semear uma nova sociedade,
Em harmonia com a terra,
Vamos criar um mundo,
Onde todos possam viver.
Com poesia, vamos nutrir,
Novos caminhos, novas possibilidades,
Vamos erguer-nos, respirar,
E olhar para o horizonte.
O futuro se desdobra,
Com cada verso, cada linha,
Um novo mundo se cria.
Que seja este o nosso legado,
Um mundo vivo, um mundo sagrado,
Onde a humanidade possa florescer,
Em harmonia com a terra.
Oh Senhor,
Minha alma se abre como flor ao sol,
E as lágrimas que descem são rios que buscam Teu abraço.
Cada gota carrega meu medo, minha dor, minha esperança.
Em silêncio, Te chamo;
Em cada suspiro, Te entrego meu coração.
Mesmo quando a noite parece infinita,
Teu amor ilumina meu ser,
Como farol que guia na tempestade.
Recebe, Senhor, minha total vulnerabilidade,
Transforma minha fraqueza em força,
Minha dor em luz,
Meu pranto em hinos de gratidão.
Pois em Ti encontro meu refúgio eterno,
Minha paz que excede todo entendimento,
Meu Deus, meu tudo, meu princípio e meu fim.
Mas Deus ainda faz rios correrem em lugares improváveis.
No deserto do Neguebe existiam rios secos que voltavam a correr quando a chuva vinha.
O salmista está dizendo:
Senhor, faz a vida voltar onde tudo secou. miriamleal
Meu Moçambique, hoodoo sagrado,
Terra de rios que murmuram segredos,
Montanhas com ossos de reis antigos,
E veias cheias de ouro, promessas e luto.
Teus olhos brilham — não de esperança —
Mas quando te vendem por trocados,
Trocando terra por silêncio,
Minas por memórias apagadas,
Heranças por contratos estrangeiros.
Ó meu belo Moçambique… tão roubado, tão calado.
Ó Moçambique de tambores calados,
Povo sem cultura, disseram —
Pois ensinaram-te a temer teus deuses,
A negar teus sonhos, teus espíritos.
Chamaram profetas de bruxos,
Chamaram sabedoria de maldição.
E tu, em silêncio, aceitaste:
O sagrado virou pecado,
O curandeiro virou ameaça,
E a alma se escondeu na sombra.
Há grilhões que não se veem,
Mas ainda arrastam teu corpo.
Escravidão não é só corrente,
É esquecer teu próprio nome.
Não serás livre enquanto negares
O dom de andar entre dois mundos,
De falar com os ventos,
De entender o tempo pelo tambor.
Moçambique, não florescerás
Enquanto ajoelhares para um Deus imposto
E um Jesus que te foi reescrito.
Hoodoo, Belo Moçambique,
De incensos e raízes,
De chuva e palavra viva.
Renasce entre os teus,
Grita com tua voz inteira,
Ergue tua sombra e tua luz.
Meu Belo Moçambique…
Desperta.
"A necessidade de crescer sem
mecanismos éticos e critérios
sevalidação na perecivel
superficialidade que limita o
indivíduo intelectualmente
gerando estagnada e previsível
manada manipulável
homogênea celebrada pela
óbvia inversão de valores."
Beleza oculta
Celebro cada por do sol ou cada nascer do luar,
Sinto o poder dos rios e dos mares sobre a minha pessoa, então respiro profundamente e agradeço com aplausos,
Percebo o tamanho da beleza das vegetações e me emociono ao ver os pássaros cantarem,
Gosto de tomar o meu café da manhã vendo os animais pastarem,
A naturalidade das coisas e a beleza daquilo que não se pode comprar é saber viver intensamente o hoje, porque o ontem já se foi e o amanhã não sabemos ainda.
Que saudade de ser criança, jogar vídeo game a madrugada toda, dos rios, andar de bicicleta com um sentimento único, molhar na chuva sem medo de ser feliz, jogar bolinha de gude, andar de patins.
Tenho saudades até das brigas, mesmo do medo de chegar em casa e apanhar.
Vida que segue, só se vive uma vez, quem sabe se um dia não sentirei saudades do agora.
No ventre escuro, onde a luz não alcança,
Correm rios invisíveis, veias do cimento,
Artérias em fogo, veem a vida em dança,
Sangue que é chama, retém o pensamento. Pulsa em mim o mundo em veias entrelaçadas,
Caminhos secretos, mapas do desejo,
Vazios e cheios, de dores entrelaçadas,
O fluxo que sustém o ser, o medo e o beijo. Artérias são versos que a alma entoa,
Poemas vermelhos, sangue do meu mundo,
Vivo no turbilhão deste sangue que arde,
Renovam destinos no âmago . Em cada pulsar, um grito mudo ecoa,
Faísca de vida no silêncio profundo,
Quem sou senão este fluxo imortal,
Entre luz e sombra, vida e ausência? Crueldade e paixão em ritmo voraz,
Artérias: ferida e beijo fatal,
O sangue que carrego é a própria essência,
Traço minha alma em dança final...
Itapema
As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.
O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.
Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.
Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.
Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.
