Poemas sobre Relógio

Cerca de 1611 poemas sobre Relógio

⁠Nem sempre a vida segue o nosso relógio.

A gente quer pra agora… mas Deus, com Sua sabedoria, trabalha no tempo certo.
E esse tempo, às vezes, inclui esperas, silêncios, recomeços e até portas fechadas.

Mas é nesse compasso divino que as coisas se alinham.
É quando a gente entrega e confia, que o tempo Dele começa a agir.

Nada é por acaso.
Tem orações que ainda não foram atendidas porque Deus está preparando não só a bênção, mas o nosso coração para recebê-la.

O que hoje parece demora, lá na frente fará sentido.
Porque tudo tem o seu tempo certo,
e o tempo de Deus… é sempre perfeito.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Dizem que os idosos dormem pouco,
acredito que seja porque
o nosso relógio biológico,
sabiamente, compreende
que o viver é uma dádiva
e por isso, quanto mais tempo
vivermos em cada dia,
mais seremos agraciado
pela esse maravilhoso presente
chamado de vida.

⁠Relógio parado

Noite silenciosa
Misteriosa lua
Vestida por dentro
Por fora nua

O vento sopra perguntas
Percorre a multidão
Faz barulho no pensamento
Faz desabrochar o coração

A lua toda bela
Até parece que zela
O sono de alguém...
Os sonhos
E o andar dela

Ilumina a rua e a janela
Noite sem sono
Sem plano
O tempo voa
Às horas não
Autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 29/11/2021 às 19:00 hrs

Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues

Tique-taque, faz o relógio, e do que devemos brincar agora?
Tique-taque, faz o relógio, agora o verão vai embora. (...)
Tique-taque, faz o relógio, e todos os anos voam.
Tique-taque e, muito em breve, você e eu devemos morrer.⁠
(Madame Kovarian)

⁠tic-tac, o tempo está passando
tic-tac, o relógio não para
o nosso momento está acabando
mas lembre-se,
eu te amo garoto, mesmo que eu não te veja nunca mais
eu fechei os olhos, encostei no seu peito e escutei seu coração bater tão alto
que parecia que era meu
e foi o melhor som que já escutei
então eu fechava os olhos e ia te ver,
para escutar o som do amor outra vez
mas tudo que ouvi
foi o tic-tac, o barulho do último grão de areia caindo
que indicava que a gente tinha acabado
mas garoto, o meu amor por você não passa
espero que nosso tempo reinicie
eu aproveitarei melhor
e direi tudo que não tive coragem,
mesmo se o relógio não permitir.

"Se eu olhasse o relógio, ele diria: hora certa para ver as coisas como elas realmente são."

"Vez por outra, em vez de tentar harmonizar os ciclos, é bom aceitar o caos."

A vida é assim, num dia estamos no lixo; no outro, em capas de disco.

Os ponteiros do relógio entre os minutos e os segundos são inúteis quando marcam um tempo imaginário...


Enquanto nós obedecemos, nos iludimos até; não estamos indo, mas voltando.

O Relógio e a Lâmina
Juvenil Gonçalves


Nas entranhas do tempo, um relógio sangrava,
Cada tic uma lágrima, cada tac uma cava.
Em mármores frios, a ampulheta virada
Vertia seu pó sobre a carne cansada.


A lâmina, imóvel, sobre o altar do instante,
Brilhava em silêncio — vestal cortante.
Não corta a pele, mas sim a memória,
E inscreve nas veias a cicatriz da história.


No espelho estilhaçado de um ontem perdido,
Vejo o reflexo de um ser já partido.
Sou o que fui — e por ser, já me ausento,
Um nome sussurrado no sopro do vento.


A morte não grita, apenas aguarda,
Com olhos de sombra e face bastarda.
É mãe e madrasta, no mesmo compasso,
Nos embala em silêncio — no mais frio regaço.


Ó tu que respiras, crês que és inteiro?
Não passas de sombra num véu passageiro.
O relógio e a lâmina — gêmeos em dor —
Contam teus passos em direção ao torpor

A experiência não habita no relógio, nem se conta em anos, mas sim, ela revela-se no saber fazer.


Não é o tempo que faz a experiência, mas o saber fazer com o tempo que se tem.

"Se avexe não"!


O relógio de Deus não para, o tempo DELE não é o nosso tempo, inexoravelmente o seu dia vai chegar: ore, creia e confie.

Ciclos que Não Cabem no Relógio


Não é no calendário que a vida se escreve,


É no impacto daquilo que a alma recebe.


Há anos que duram segundos, sutis,


E segundos que abrem abismos sem fim.


Nem todo ciclo começa em janeiro,


Alguns se iniciam num olhar verdadeiro.


Outros nascem quando tudo desaba,


E a alma despida só sente e não fala.


Há despedidas que marcam começos,


E encontros que duram só por excesso.


Há primaveras que brotam no luto,


E invernos que chegam sem aviso e sem escuto.


O tempo real não vive nos ponteiros,


Mas nos suspiros contidos, nos travesseiros.


É no corpo que chora sem saber por quê,


É na alma que insiste em permanecer.


Os ciclos da vida não seguem o relógio,


Eles vêm com amor ou partem com ódio.


São ondas internas, marés do sentir,


Nos puxam ao fundo, pra depois emergir.


Tem dor que é mestra, tem medo que guia,


Tem perda que limpa a alma vazia.


E quando parece que tudo é ruína,


A alma, em silêncio, germina.


Assim, seguimos — sem saber quando ou por quê,


Mas sentindo que algo em nós quer nascer.


Não somos linha reta, somos espiral,


Vivendo o eterno num tempo sem igual.


CONCEIÇÃO PEARCE

Inúteis

Os ponteiros do relógio entre os minutos e os segundos são inúteis quando marcam um tempo imaginário... Enquanto nós obedecemos, nos iludimos até; não estamos indo, mas voltando.

"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.


Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.


O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.


Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...

Tu só tens que acreditar
cada segundo que passa é o relógio da tua vida que está a contar.

Por isso, orgulha-te, valoriza-te,
pega a visão de que podes ser melhor e continuar.
Tu vieste para realizar o que ainda estás de pé para concretizar.

⁠Quando estou com você parece que o tempo some
O relógio perde o compasso no seu nome
Seria eu perdido nesse espaço que me consome
No seu abraço sou gravidade presa
Na teoria onde a luz se desfaz na beleza
Meu mundo gira e nem a luz escapa
No seu beijo o universo se apaixona e me agarra
Horizonte de eventos
Sou refém dessa magia
Do seu perfume nasce minha galáxia vazia
Seria a força do cosmos que nos alinha
Ou é você que redefine toda a minha linha
Relatividade de amor
Tudo se avizinha
No seu lado o tempo é uma ilusão
Cada segundo é uma nova constelação
Meu mundo gira e nem a luz escapa
No seu beijo o universo se apaixona e me agarra
Horizonte de eventos
Sou refém dessa magia
Do seu perfume nasce minha galáxia vazia

"O relógio marcava cinco e trinta da tarde e o sol logo desapareceria mais uma vez sobre o oceano. A cor intensa e profunda do azul do mar reforçada pela luz solar evocava sentimentos de confiança e estabilidade. Uma paz, nunca sentida antes, invadiu os corações dos dois apaixonados".


CARTAS DO ATLÂNTICO
Tony Oliveira

⁠O que se pode esperar de um tempo inesperado?
Relógio parado,
tempo nublado,
suspiro cansado...
Lembranças de um momento amado.

Poema- teu corpo, meu destino
Te quero agora, sem relógio, sem tempo,
sem medo, sem dúvida, sem freio...
Te quero inteira, quente e entregue,
como o sol deseja o mar ao fim do dia.


Teus lábios são fogo que acende meu peito,
teu cheiro, meu vício, minha perdição.
Teu gemido é música que guia meus
passos,
e teu corpo... a estrada onde me perco sem
volta.


Cada curva tua é um segredo que desvendo,
com a ponta dos dedos, com a sede da
boca,
e a cada suspiro que roubo de ti,
mais eu sei... és meu tudo, minha louca.


Me deixa te amar sem medidas, sem pressa,
faz de mim tua casa, abrigo, teu céu,
te quero em suspiros, gritos e sussurros,
teu corpo no meu, um poema cruel.
Cruel porque nos devoramos,
porque não há amanhã, só agora,
porque cada toque é fogo na pele,
e cada beijo é promessa que implora.


Te amar não é escolha, é destino,
é desejo que me queima sem fim.


E se o amor tem nome, tem rosto, tem pele...
ele mora em ti.
Te quero sem pressa, sem medo, sem fim,
como se amar-te fosse a única verdade em mim.


Teu corpo é poesia escrita nos traços do tempo,
um mistério que meus dedos desvendam,
uma estrada onde meu coração caminha
e nunca deseja voltar.


Teu cheiro é brisa que embriaga meus sentidos,
teus lábios, doces como o mel mais puro,
tua pele, um santuário que minha alma busca,
onde cada toque é prece, e cada beijo, cura.


Quero perder-me no brilho dos teus olhos,
encontrar refúgio no calor dos teus abraços,
escutar tua voz baixinho, bem perto,
sussurrando meu nome como um segredo sagrado.


Não és apenas desejo… és encanto,
és ternura, és febre, és paz.
És tudo o que um homem pode sonhar,
tudo o que o amor pode ser.


E se ainda duvidas do que sinto,
fecha os olhos e sente meu toque,
pois nele, encontrarás tua resposta…
sou teu, sou teu… e sempre serei.

A beleza e o tempo caminham lado a lado, transformando-se a cada volta do relógio. O tempo não tem pressa, mas também não espera por quem ficou para trás. A beleza, encantadora e perfeita, é a pintura dos olhos e o desejo de todos. Ela busca se renovar a cada novo dia, correndo contra um tempo que não para.


A cada amanhecer, a beleza começa a murchar lentamente. Mesmo quando a vaidade se enfraquece, ela resiste e não recua. Porém, enquanto o tempo avança em passos silenciosos, a beleza não acompanha sua evolução — e testemunha sua própria decadência.


Tudo passa. A cada ciclo, os dias se encurtam, e a beleza, enfim, conhece o fim de seu reinado.

Tecnicamente, tudo é uma perda de tempo...


Queiramos ou não, o relógio corre para todos — e ninguém tem como segurá-lo. A grande questão não é se estamos perdendo tempo, mas como estamos perdendo. Porque, no fim, cada escolha é uma entrega, cada caminho exige renúncia, e cada segundo gasto não volta.
E se é assim, por que desperdiçar vida em lugares que nos diminuem? Por que insistir em conversas que esvaziam, em pessoas que drenam, em rotinas que matam o espírito?
Se tudo é perda, que ao menos seja uma perda que valha a pena.
Perca tempo amando intensamente, criando memórias que fazem o peito vibrar, escolhendo aquilo que traz brilho ao olhar. Perca tempo se conhecendo, se reconstruindo, se curando.
Perca tempo com aquilo que alimenta a alma — não com o que a sufoca.
Porque o tempo sempre vai embora.
A diferença é o que você escolhe deixar com ele.