Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Sou muito lógica, o que me permite enxergar os detalhes mais estranhos e perceber com clareza o que os outros ignoram.

Sou ousada e ingênua às vezes. Sou sensível ao mesmo tempo que forte. Sou doce e quando precisa dura. Mas são essas coisas que me tornam tão simples e tão complexa.

Sou um lobo solitário que ama o luar mesmo sabendo que este é um amor impossível.

Elogios não me elevam, críticas não me abalam. Sou o que sou e não o que falam.

Sou como qualquer pessoa. Se me corto, sangro. Também fico envergonhado facilmente.

Sinto-me derrotada pela minha própria corruptibilidade. E vejo que sou intrinsecamente má.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco. 1998.

Se me pedem para que me descreva, sou como uma pintura de Van Gogh, bela e densa, definitiva e tensa.

Não sou solteira. Estou simplesmente à reserva para aquele que merece todo o meu coração, porque eles dizem que coisas boas levam tempo.

Não consigo escrever poesia: não sou poeta. Não consigo dispor as palavras com tal arte que elas reflitam as sombras e a luz, não sou pintor... Mas consigo fazer tudo isso com a música...

Sou desses que não entende indiretas. Que não percebe as coisas à sua volta, o que está bem na sua cara. Sou desligado, desleixado. Presto atenção em quase nada. Desculpa o meu jeito, o meu mau jeito, a minha falta de jeito.

Sou fã das voltas que o mundo dá. Não adianta, por mais idas e vindas, ah, meu amigo... O mundo gira!

Quer saber? Cansei. Cansei de correr atrás. Não preciso disso. Não sou segunda opção nem de você de ninguém. Se me quer, me procure. Se sente saudades, demonstre. Você pensa o quê? Que eu não percebo? Acha mesmo que eu te amo tanto a ponto de me humilhar por atenção? Hahaha, depois a boba aqui sou eu. Cansei. Depois não diga que eu não avisei.

Não sou capim para estar na boca de Vaca e muito menos ração para estar na boca de cadela.

Então me obrigo a sorrir pra que ninguém perceba e aceno e sou bastante convincente.

Além disso, sou terrivelmente instável e entender as minhas reações é coisa que às vezes nem eu mesmo consigo. Não posso mentir a você, não quero. Mas por favor não fantasie, menina, não seja demasiado adolescente. Como eu te escrevi várias vezes, é no nosso encontro, cara a cara, olho a olho, que as coisas vão se definir. Veja se você consegue separar o sonho da realidade. Anel, por exemplo, é um sonho. É um sonho que trago comigo há muito tempo e que comuniquei a você? E que não é hora ainda de ser realidade, porque não tenho absolutamente nada além da minha cuca? Você me entende? Menina, menina, tenho uma ternura enorme por você? E para mim é muito difícil isolar essa ternura da razão, quando te escrevo. Como fiz agora. Talvez tenha te parecido duro ou demasiado frio. Mas acho, honestamente, que você não deve se arriscar a ter uma tremenda decepção, depois de um ano inteiro de sonhos. Nós vamos nos ver, nós vamos conversar, sair juntos, provavelmente nos tocar? E de repente tudo pode realmente ser. Ou não. Mas de jeito nenhum quero, sei lá, ser irresponsável ou não medir as conseqüências dum negócio que pode ser muito sério. Já não sou o mesmo, como você também não é. Endureci um pouco, desacreditei muito das coisas, sobretudo das pessoas e suas boas intenções.

Sou o veneno, o mel e o sal...o ódio, o amor e o mal! Me descreva como quiser, receba de mim o que merecer...

(...) saudade daquilo que fui e, sei, não sou mais e nunca mais voltarei a ser. Mais logo afasto essas coisas da cabeça. Só trazem tristeza, reavivam coisas que eu não queria mais sentir. Essas lembranças passam pela cabeça sem se deter. São humildes, parecem esperar um aceno para caírem sobre mim. Quase nunca faço esse aceno; ela desaparecem, deixando um gosto e um cheiro muito leves de poeira, armário aberto depois de muito tempo, lençol limpo, café preto com broa de milho.

Mas será que sou menos santo do que os outros só porque escolhi fumar um baseado e tomar umas cervejas com meus manos? Antes de encontrarmos a paz mundial precisamos encontrar paz nessa guerra que acontece nas ruas. Meu evangelho do gueto.

Sei que sou quieto, e que devo falar mais. Mas se soubesse as coisas que passaram pela minha cabeça, você saberia o que significou de verdade. O quanto somos parecidos, e como passamos pelas mesmas coisas.

Sou no mínimo uma menina que sonha com um futuro feliz, e no máximo a mulher que busca esse futuro!