Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Deus me vê

Deus me vê. Eu sei disso e ainda assim finjo que não sabes de tudo, como se um coração pudesse esconder-se de quem o formou.
Mas não posso. Não há canto em mim que o Senhor desconheça, por mais que eu insista em cobri-lo.

O que não compreendo é que, vendo tudo, ainda me desejas. Me desejas como estou agora, não no que eu poderia ser um dia. Este que sou agora, quebrado como estou, é o que queres.

Como Adão, que temeu porque se viu nu diante de ti, e cobriu-se de folhas que nada escondiam. Também eu sou assim. Teço as minhas próprias folhas, e sei que és tu quem as vê murchar antes mesmo de eu terminar de costurá-las.

E quando a vergonha tenta afastar-me de ti, corro; mas para onde correria eu, que não estivesses lá primeiro?
Esperei que fosses embora. Tu ficaste. Sempre ficaste.

Não sei o que o amor contém, nem tenho palavra que o alcance por inteiro. Só sei que és tu quem o define, e que ainda que eu tente me esconder de quem me formou, nunca encontrei lugar algum onde já não estivesses primeiro esperando por mim.

Aquele jeito que você me olhou
Varreu meu pensamento
Todas as coisas sairam do chão
E eu me esqueci de tudo

E antes que eu me desse conta
Já era seu meu querer
Foi como o sol que desponta
Uma montanha dourada
Na terra do faz de conta
Pra me banhar de prazer

Mas o vazio que você deixou no meu apartamento
Quase transbordou meu coração
Meu mundo ficou mudo
Você foi pra tão distante
E eu quero tanto te ver
Por isso não se espante se numa noite bela
Aquela estrela brilhante em sua janela bater

Um dia eu estava conversando com um anjo e um demônio
O anjo me falava como somos importantes como fazer o bem nos fazia feliz
Do outro lado o demônio me dizia o prazer que é a vida na escuridão da alma prazer sem limites a vida sem regras sem lei somente o prazer de viver a vida na liberdade
O anjo veio e me diz que graças tem uma vida sem lei sem coordenação do bem e do mal onde você pode ser o rei mas um rei solitário um rei sem súditos um rei sem amigos apenas um rei de mim mesmo onde eu seria o rei o bobo da côrte o juiz o rel o carrasco e no fim seria julgado por mim mesmo e seria condenado e executado e morto por mim mesmo ou apenas pegaria uma pena leve de apenas uma vida toda na escuridão dos meus pensamentos o de o maior demônio sou eu mesmo e no fiz eu iria ver que existe regras e lei até mesmo no inferno da minha própria mente


DHP

Escolhida para Cuidar


Para muitos eu era o ninguém que ninguém via,um rascunho torto perdido na vida. Carregava no peito o peso de ser diferente,e doía ser estrangeira até de mim mesma.


Mas Deus...aaah, Deus!!!! Viu onde ninguém enxergou, tocou onde ninguém ousou tocar, e chamou pelo nome quem o mundo não chamou.


Ele levantou pessoas ao meu redor
como faróis em noite sem lua, mãos que me enxergaram quando eu já duvidava de mim, e Deus soprou meu nome nos ouvidos dessas pessoas para que me escolhessem , mesmo sem me conhecer.


E quando Deus ordenou, tudo se alinhou. O que era fim virou começo,
o que era ferida virou caminho, o que era eu… virou propósito.


Hoje eu ainda curo o que um dia doeu em mim, toco vidas, escuto histórias,
sou voz onde antes havia silêncio.


Porque aos olhos de Deus, aquela que era “ninguém” sempre foi escolhida.

Às vezes, olho para o espelho e sinto que ele conhece alguém que eu ainda não encontrei. Vejo um rosto, mas nem sempre me reconheço nele. Passei tanto tempo procurando valor na superfície que esqueci de escutar o que existe por baixo dela. Talvez a morte do ego não seja perder quem somos, mas deixar partir quem nunca conseguimos ser. Talvez só depois disso a gente consiga olhar o próprio reflexo sem pedir que ele nos diga o nosso valor.

03.08.2026

Se souber pouco na sua profissão, atenha-se ao mais seguro.

Desse modo, ainda eu não seja considerado inteligente, passará confiança. Aquele que sabe pode se arriscar a fazer o que quer, mas saber pouco e arriscar-se é jogar-se voluntariamente no precipício. Quando se sabe pouco, é melhor seguir pela estrada principal. Deve-se manter o caminho reto e não faltará o caminho firme. Em todos os casos, sabendo ou não sabendo, a segurança é mais prudente que a singularidade.

Eu passei um tempo andando no escuro,
procurando não achar as respostas.
Eu era a causa e a saída de tudo,
e eu cavei como um túnel meu caminho de volta.

Neste exato momento, se o livro da vida me concedesse um único desejo, eu não hesitaria: pediria para me transformar em um pequeno passarinho — discreto, de asas firmes e coração leve. Voaria pelos céus em silêncio, guiado apenas pelo desejo de pousar suavemente em sua janela. Ali, por breves segundos, eu te observaria com ternura, sem perturbar tua paz, apenas existindo na tua presença.

Mas não seria um pássaro qualquer. Carregaria comigo uma fragrância singular, sutil e envolvente — um aroma que ninguém mais poderia perceber, exceto você. Ao senti-lo, teu coração reconheceria, sem dúvida, que aquele instante, aquele voo, aquele perfume... era meu. Leoni T. Steil

“Eu conclamo a juventude de hoje que não se torne aquela juventude que perseguiu sempre os grandes homens, aquela juventude que perseguiu Sócrates, aquela juventude que perseguiu os pitagóricos, aquela juventude que levou à condenação à morte a Anaxágoras, mas sim aquela juventude que apoiou Platão, que apoiou Aristóteles no Liceu, que apoiou Pitágoras no seu Instituto, aquela juventude estudiosa, aquela juventude que dedica o melhor de sua vida para formar o seu conhecimento, aquela juventude que quer ser capaz de assumir as rédeas do amanhã, e não a juventude que quer apenas ser uma massa de manobras de políticos demagógicos e mal-intencionados, uma juventude de agitação, mas sim uma juventude construtora, uma juventude realizadora, uma juventude que lance para a história da humanidade os maiores nomes e os maiores vultos."

(Aula de agosto de 1965)

Conheço meu potencial e tudo o que posso entregar, mas eu me pergunto: você é digna?

Tem que ter disposição. Prometa-me a sua alma e eu a faço arder como chamas meteóricas. O meu afeto não cabe em medidas humanas. Quis compará-lo a um astro, pensei em Netuno. Netuno, não. Netuno ainda é um lugar, ainda conhece fronteiras. O que eu ofereço não orbita, invade. Alimentaria você para além do espaço e do tempo, até que confundisse a minha presença com a gravidade que mantém os corpos de pé.

E então, no dia em que eu diminuísse a intensidade por um único instante, você chamaria isso de ausência. Não porque eu tivesse ido embora, mas porque acostumar-se ao excesso transforma qualquer sobra em abandono. É assim que nascem os dependentes: primeiro recebem o infinito, depois aprendem que o infinito também cansa.

Eu sei o que causo. Em mim, antes de qualquer outro. Toda luz exagerada cobra seu preço de quem a acende. Não existe estrela que queime sem consumir a própria matéria.

Mereço passar por isso? Claro que sim. O karma que carrego eu mesmo financiei. Assinei cada parcela sorrindo, como quem acredita que algumas dívidas nunca vencem. Hoje pago tudo com juros compostos de memória.

E eu já sabia. Sabia quando prometi mais do que um coração consegue sustentar. Sabia quando fiz do afeto um espetáculo, como se amar fosse incendiar tudo ao redor para provar que havia calor. No fundo, sempre soube que quem transforma o próprio peito em sol acaba condenado a viver cercado de planetas frios.

Talvez o meu maior castigo nunca tenha sido perder alguém. Foi ensinar as pessoas a sentirem falta de uma versão minha que nem eu consigo habitar para sempre.

Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.

Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.

Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.

Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.

Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.

Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.

Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.

E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.

Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.

Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.

Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.

De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.

Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:

“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”

E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.

Título: Protesto


Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!

A INVEJA DO MEU EU: -- Ao entrar, a cena me paralisou: ela estava sentada à mesa com duas crianças. Um garotinho de três anos e uma menina de seis. O que me aterrorizava não era a presença deles, mas a verossimilhança brutal que compartilhavam comigo. Nos gestos pausados, na inclinação do rosto e no brilho do olhar, eram versões latentes de mim mesmo.
Lembrei-me do meu verdadeiro lugar: sempre defendi a ideia de que todos os personagens e lugares que sonhamos são imposição dos nossos desejos e vontades; cada pessoa é nada mais que um reflexo de nós mesmos.


Juliano Assis

Eu tenho uma mania engraçada. Toda vez que eu digo algo no sentido de brincadeira ou zoação, no final da frase eu tenho que dizer "nossa" de uma forma bem rápida e abafada. Tipo quando você faz "hum", um som com a boca fechada, mas usar "nossa" no lugar.

Não sei quando foi que isso começou, mas parece alguma forma de garantir que a pessoa entendeu que é uma brincadeira? Kkk não sei.

⁠Metamorfose

Eu trilhei vários caminhos
Já tive vida severa
Eu vivia a reclamar
Mas dominei minha fera
Hoje eu vivo bem melhor
Mudei, não sou mais quem era.

Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023

⁠Às vezes rindo sozinho
Sem saber qual o motivo
Eu fico sem entender
Mas dá pra vê que estou vivo.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024

⁠Quando estou meio perdido
E triste, sem alegria
Eu me encontro e me alegro
Nos braços da Poesia.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024

Eu não busco a perfeição
Procuro a simplicidade
Pra eu poder atingir
A minha totalidade.

⁠Santo Antônio do salto da Onça RN
24/04/2024

Eu já peguei trem errado
E fiz uma descoberta
Quando achei tá enganado
Cheguei na estação certa.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN

Eu acho muito bonito
E também muito decente
Ver alguém ajudar outro
Desinteressadamente.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
07/09/2025