Poemas sobre quem Realmente eu sou
Sou feita de cuidado.
Das palavras que não querem apenas dizer, mas tocar.
Dos gestos que não aceitam o mais ou menos — porque aprendi que o que é feito com verdade precisa ser inteiro.
Sou educadora por vocação, escritora por essência.
Não me contento com o raso.
Busco profundidade.
Quero beleza com propósito, imagem com sentimento, texto com alma.
Tenho um olhar apurado para os detalhes e gosto de transformar o simples em algo memorável.
Sim, sou exigente — mas não por vaidade.
É por respeito ao que acredito, ao que entrego, ao que represento.
Sou ponte: entre o sensível e o profissional, entre o lúdico e o necessário, entre o afeto e a ação.
Sou raiz e voo. Palavra e silêncio.
Não passo pela vida apenas — eu deixo marca.
Não crio só conteúdos — eu cultivo sentimentos.
E isso… não se aprende em qualquer lugar.
É dom. É missão.
É ser quem eu sou: com presença, entrega e amor.
“Poesia nas estações”
— Sou feita de PRIMAVERA, que
desabrocha a luz do luar
— Recorro à solidão para poetizar!
— Sonho poder congelar o tempo para resguardar e perpetuar o momento!
— Me encanto com jardins floridos, um convite ao colibri!
— Visto o melhor sorriso, e saio por aí,
a espalhar ternura, e assim
fechar brechas e fendas, do rancor e da amargura!
— Sou feita de VERÃO, raios de sol, à embelezar!… bronzear!… poetizar!…
— Feito a água do mar beijando areia
— Feito o frescor da brisa, numa
noite de lua cheia, embelezando o céu estrelado,
em um momento de ilusão,
penso até ter visto uma sereia!
— Sou feita de OUTONO, que enxerga a beleza na natureza, das folhas secas pairando no ar, que voam pra lá e pra cá,
acredito que elas são amantes dos poetas, e os seduzem a poetizar!
— Sou feita de INVERNO, a estação dos abraços prolongados!
— Do vento que assovia tinindo, pra todo (lado)
— Da chuva mansinha, da garoa fria que chega plácida.
— Quando o frio se põe entediante, poetizamos, para torná-lo interessante!
Rosely Meirelles
Sou um verso
em construção
na poesia de Deus!
A sílaba que completa
a palavra mais bonita;
a que não rima,
mas não destoa do todo;
a que aguarda,
com paciência, a inspiração
do Poeta!
Sou um verso que vive,
toda sua imperfeição,
acreditando
fazer parte dos planos
perfeitos no poema
do Criador!
28/10/2015
Não sei de nada
e nem faço questão de saber.
Não sou dona da razão
e nem faço questão de ser.
Vivo tentando acertar
com meus próprios erros.
E no fundo
o que mais quero
é VIVER!
NÃO SOU TÃO FORTE QUANTO PAREÇO
Profª Lourdes Duarte
Não sou tão forte quanto pareço. Tento parecer forte a todo momento,
ser aquela que não desiste e não tem medo de enfrentar desafios , suportar as dores e curar as feridas.
Mas na verdade sou uma mulher indefesa, cheia de cicatrizes, marcas dos vendavais da vida. Carente de carinho compreensão, um ombro amigo... Não sou tão independente quanto digo ser, e nem tão feliz como deveria ser. Tenho sonhos distantes, que talvez jamais se realizem, mas continuo sonhando, até o ultimo pulsar do coração.
Quem me vê não diz o que passa dentro de mim. Quem me conhece na verdade não me conhece. Nem eu mesma me conheço totalmente!
Pareço forte, decidida, pra quem olha de longe, mas pra isso eu preciso de alguém que segure a minha mão ...
Afinal, vivemos tentando ser feliz.
É disso que sou feita !!
Fui feita da naturalidade, do abraço fraternal e do amor.
Fui feita dofrescor da natureza
Do olhar com amor , da doçura e da leveza de uma flor.
Fui feita dadelicadeza de gestos , das flores espalhadas pela casa , e dos toques suaves em cada canto.
Fui feita dos mimos , de tudo que alimenta alma e tenta aprimorar o meu ser.
Fui feita do silêncio todas as noites , das musicas orquestradas e da penunbra da noite destilando amor.
Da brisa suave levantando as cortinas e me enebriando de paz e harmonia .
Sou feita do aconchego com a minha propria alma , me dando descanso , quietude e elevando meus pensamentos tdas as noites a excelencia .
Fui feita de sentimentos diversos e coloridos , e me sinto presentiada por Deus .
Fui feita disso, desses encantos que acariciam a alma , destas gostosas delicadezas suavizantes , basta me deixar adentrar.
Quem realmente quis me conhecer , conseguiu saborear destas delicadezas, suavidades e amor .
Quem teve pressa , não conseguiu me descobrir e me conhecer..
Mais tambem não posso deixar de reconhecer que sou amarga , sou juma quando necessito ser.
Simone Vercosa
"E sou o tempo que, avançando, destrói o mundo."
Dialogo do deus Krsna e Arjuna, fragmento extraído do Bhagavad-Gita, XI, 32.
Caminho
Não sou flor o tempo inteiro
Às vezes comigo-ninguém-pode
Já me perdi tentando me encontrar
E acordei com um deserto no peito
Já fui mar, já fui vento
Já fui rima e hoje remo
Não sou flor o tempo inteiro
Mas eu teimo...
Às vezes comigo ninguém pode
Mas trato bem
quem me trata com
respeito
Da noite para dia
Sou poeta ou poesia
Sou o óleo tentando se misturar com a água
Um simples grão areia, que o mar não conseguiu arrastar
Sou uma vírgula, mas também sei ser um ponto final
É difícil confessar minhas fraquezas
Mas eu teimo em buscar a luz para o meu dia, assim fica bem mais fácil viver.
Escuridão pra quê te quero?
Se consigo viver todas as cores.
Hoje posso estar branco e preto
Mas amanhã um arco-íris!
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 02/09/2021 às 14:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
SETEMBRO
Em quantos versos sou capaz de dizer, que a vida é melhor para mim quando estou com você.
Em setembro, entre as flores, e o calor que me queima, desejo tocar profundo no teu coração, com emoção...
Fecho os olhos e aleatoriamente lembro, da minha paixão;
Que nasceu, e nela me perdi, e não mais me achei...
Em quantos setembros já vivi e revivi, tão singelo momento, porque agora, o amor para mim é sereno, cálido sentimento.
Que repousa tranquilo, entre a brisa e o orvalho, que sobeja da noite.
Não sou pessoa perfeita
Uma hora me arrependo
Penso que achei a razão
E com ela vou vivendo
Mas se por acaso errar
Orgulho não vai vingar
Vivo sempre aprendendo
RACISMO !?
Amigo branco , algumas coisas que você DEVE saber :
Quando nasço , sou preto
Quando vou a escola , sou preto
Quando vou ao shopping , sou preto
Quando tenho frio , sou preto
Quando tenho cede , sou preto
Quando estou doente , sou preto
Quando morro , SOU PRETO
E vc amigo branco ?
Quando nasce , é cor de rosa ?
Quando vai a escola , é branco ?
Quando toma sol , é vermelho ?
Quando tem frio , é azul ?
Quando tem medo , fica pálido ?
Quando está doente , fica amarelo ?
Quando morre , fica cinza ?
E é vc que me chama de “pessoa de cor”
- Farias , Samuel
Com fé no que sei e no que não sei
No que sou e no que serei
Sigo hoje forte, mais do que ontem
Minha resistência é voz
E se for preciso
Eu aprendo a ser feroz
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui sou o alvo do rei
Aqui não sou a mulher que quero
E sei que nunca serei
Vou-me embora de Pasárgada
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Aqui a vida é dura
E com a tristeza de tal modo conivente
Que Joana, a (confrangida) de Espanha
Rainha e de astúcia inexistente
Continua a nos reverberar tristemente
Sua imagem injustiçada de frágil e inclemente
E como viverei sem amarras
Andarei de mãos dadas
Estarei do outro lado
Do lado de fora do...aquário!
Meu choro não mais será mar
E quando o amor me encontrar
Poderei enfim sem qualquer temor amar
Mandarei chamar Robespierre, Danton, Marat
Pois mesmo longe daqui, ainda terei um pequeno assunto a tratar
E mandem pintar Delacroix
O sofrer de quem um dia me fez clamar
Vou-me embora de Pasárgada
Em Pasárgada não tem nada
Aqui não existe qualquer civilização
Viver não me é seguro
E tenho comigo a convicção
De que a tantos outros também não
Já não mais temos vontades
Pois morrem na cidade as prostitutas
Que o capital mandou matar
A tristeza sempre dura
Não tem mais jeito
Se por aqui ficar
Em duas ou três noites acabarei por me matar -Aqui sou o alvo do rei-
Aqui não sou a mulher que quero
E sei que nunca serei
Vou-me embora de Pasárgada
Vou-me embora, pois desta tardia alvorada
Vejo que tudo o que me prometera Bandeira
Era uma utopia disfarçada
Vou-me embora, sonho intenso, vou-me embora, raio vivido
Sou uma mulher
Cheia de marcas
E cicatrizes
Que contam a minha história,
Mas nenhuma delas me define
Sou a favor do aborto
porque considero que nenhuma criança
merece ser filha de uma mãe que não a quer.
Posso não ser a primeira escolha de alguém, mas sou uma ótima escolha;
Não sou rico, mas sou valioso.
Não finjo ser alguém que não sou, porque sou bom em ser eu; tenho orgulho de quem eu sou.
Leve-me como sou e eu farei o mesmo ou me veja ir embora.
Não sou escrava dos meus sentimentos
Não sou escrava dos meus desejos
Sou uma mulher que ama viver a liberdade de poder ser...
EU SOU...
Não sou uma pessoa de meios termos… sou de extremos… ou amo, ou não... (não sei odiar, prefiro ignorar).
Brigo quando não estou satisfeita, não sei ser falsa e fingir que tudo estar bem.
Quando falo e não sou entendida… até tento, tento, falo novamente, uma, duas, três vezes, mas quando eu desisto, esquece dificilmente eu volto atrás.
Trilha fechada
Sou trilha no meio da mata fechada.
No labirinto vivo de árvores busco reviver...
No desespero da solidão me disperso
Na seiva que corre nos velhos troncos
Há um tipo de vida que não consigo mais em mim reconhecer.
Medo.
Crepúsculo envolto em segredos.
Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.
Tento no silêncio da mata me refugiar.
Barulhos estranhos... distantes.
Tragédia total do meu ser. Cataclismo.
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