Poemas sobre Preconceito
"O tempo passou
e ainda sinto o mesmo preconceito da infância.
Com o passar dos anos, nada mudou.
Mas é compreensível:
a humanidade continua a mesma
— assim como a minha cor."
Preconceito!
Branco, preto, amarelo...
-Tudo é tão singular!
Não entendo!
-Desnecessário defender ou explicar.
Os venusianos são azuis, os marcianos verdinhos, os lunáticos pálidos!
E daí???
Você que vive de preconceito e de amém, tomara que chova todas as cores do arco-íris sobre sua cabeça.
☆Haredita angel
Porque tenho que me calar
se eu nasce gritando?
É iníquo o medo ao preconceito
Não seje um covarde!
—By Coelhinha
Onde a ignorância vê um crime, a biologia vê uma cura.
Onde o preconceito vê um perigo, o ecologista vê uma ponte.
Preconceito
não se trata de simples
questão de pele e suas sugestivas
desconformidades - mas, uma profusão
de falsas hegemonias e discórdias
teimosamente alimentadas e expelidas
pela adversa índole de cada Ser - em que,
a séculos, milênios, nos revezamos
na condição de algozes e mártires
do desafeto!
Tem revolta
Envolta
Em tanto preconceito
Tem conceito
Formado
De tanta revolta
Tem valores
Invertidos
Travestidos de bem
Tem bondade
Disfarçada
Na pena de alguém...
Basta ser!
O preconceito tem cura
o orgulho fica no fundo
a morte vem seca e dura
tudo acaba num segundo
então deixe de frescura
que o frio da sepultura
é igual pra todo mundo.
Os homens ou são cheios de arrogância, ou de estupidez. Se são amáveis, não tem opinião própria.
A invisibilidade da mulher negra dentro da pauta feminista faz com que ela não tenha seus problemas nem ao menos nomeados. E não se pensa em saídas emancipatórias para problemas que nem sequer foram ditos.
O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito.
Só confie numa testemunha quando ela fala de questões em que não se acham envolvidos nem o seu interesse próprio, nem as suas paixões, nem os seus preconceitos, nem o amor pelo maravilhoso.
Há algo no biquíni que faz com as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda a ver!
Não crie preconceitos em relação as pessoas com as quais você se relaciona, deixe as coisas acontecerem naturalmente, assim você vai descobrir que conceitos pré concebidos são sempre equivocados.
É muito mais fácil condenar a vítima do que o opressor, porque nem todos querem se colocar no corpo da vítima. Logo faz da vítima de “vitimista”, como uma pessoa que se esconde por detrás do que muitos veem como um fracasso, ou seja, “ninguém mandou nascer com o cabelo duro, com a pele preta, na favela, como muitos dizem ninguém mandou ser ‘favelado'”. O ser gosta de pisar no outro, principalmente quando ela percebe que o outro se encontra no chão, logo nasce as separações e exclusões sociais.
Temos uma favela marginalizada que nem sempre é aceita no mercado de trabalho. Para muitos o negro ou a negra que luta pelo seu direito, tem de calar a boca, logo o difama de “vitimista”. São tão marginalizados, que não podem muitas das vezes montar uma guia e sair vendendo, que a prefeitura prende, nem sempre pelo fato de ser negro ou negra, mas por ser de menos condições de vida e pertencer a uma classe menos favorecida.
Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não, para quem quer ouvir sim é significa sim para quem espera ouvir não.
