Poemas sobre Pássaros
Não sou místico nem metafísico,
sou de barro, holístico como
Aristóteles, como o passarinho
de Manoel...
Acredito que com o feitiço
das palavras se cria
anjos e demônios
bênção e maldição.
PÁSSARO LIVRE
Ganhei um pássaro branco para criar
me foi dado das alturas celestes
do mais alto pesamento e boa vontade
de Deus para com os homens.
Um belo exemplar, mas a princípio parecia
igual a todos os outros que vivem entre nós
mas este pássaro, com o passar dos dias
se revelou diferente, além de branco
era iluminado, reluzente e feliz.
Meu pássaro branco era livre, vivia solto
em minha casa, gaiola sem trancas
entendi que ele era livre demais para ser meu
não podia pertencer apenas a um lugar
nem poderia ter dono, e eu, só alguém escolhido
para lhe dedicar cuidados e amor paternal.
Meu pássaro branco livre cresceu e ganhou asas
asas fortes, capazes de viajar longas distâncias
assim ele fez, foi conhecer novos horizontes!
Meu pássaro livre também canta
e antes de partir cantou sua canção preferida
para mim, sua canção de celeste melodia
dizia da sua gratidão, revelou seu alto senso
de justiça e lealdade, e no final me chamou de pai.
Dia
O passarinho bebeu água
Na poça da rua
Vigiava o gavião no alto do telhado
Veio o gato deu um pulo
Assustou o rato
No olhar do menino
Uma luz do sol espelha a nuvem
Quem desejar histórias
Contém as nuvens.
Diana Balis
(Pseudônimo da Psicóloga Clínica Gisele Sant Ana Lemos.
ENTARDECER E A LUA
A noite descia como em voo de pássaros,
Em rajadas de flocos coloridos.
Meus olhos se deliciavam, estremeciam,
De prazer e dor.
Como cristalizar este momento?
De que forças retirar o fluído para tal proeza?
Pensamento tolo que me fez perder todo o poente.
Quando dei pela natureza,
A noite me abraçava,
Beijava meus lábios com o nascer da lua.
Espetáculo de noite invernal.
Como deter o astro prateado
No seu lugar de agora?
Para saciar o meu prazer,
Para matar a minha sede de beleza.
Oh maldito pensamento!
Fez-me perder todo o nascer da lua!
Todos os poentes, todo o sol no seu turno.
Todos os verdadeiros voos de andorinhas!
E aqui estou sem saber contemplar.
Desejando obras monumentais da natureza.
Maldizendo o pensamento,
Vi-me num túmulo frio, escuro,
Sem haver sentido o momento de minha morte
Por tanto haver pensado nela!
Conclusão de alma:
O belo está naquilo que se vê e sente
Não no que se quer!
Nov/ 1974
SOBRE A BELEZA
Quando você vê um pássaro, e diz:
__ Ele é bonito!
Isso basta?
Por que perguntar a razão da sua beleza?
__ São as penas, o bico, a localização dos olhos,
a entonação do canto, disposição das pernas?
Não, é o pássaro em si que conta!
Só o pássaro!
A ciência da passarologia não entende de beleza.
Assim acontece com a música, com a poesia
e uma teoria filosófica.
Algumas notas musicais ou palavras
não nos transmitem mensagem de beleza.
Só o todo pode nos tocar.
Na verdade, eu nem sei o porquê dessas palavras...
Posso estar errada.
Mas tudo no mundo pode estar errado.
Eu posso, até, não existir!
Junho/ 1974
Um belo dia o bebê pássaro se atirou do ninho rumo ao solo, meio desajeitado abriu suas asas e alçou voou, por mais desengonçado que fosse, evitou a queda.
Assim é a vida, quando estamos em queda livre, se abrirmos nossas asas e tentarmos, podemos evitar uma catástrofe.
Basta dar o melhor de si e tentar.
O teu sorriso
Parece um raio de sol
A sua voz é igual ao canto dos pássaros
O teu cheiro é aroma suave
O canto dos pássaros
Mostra que a vida pode ser bela
Basta somente ouvir
E abrir a porta do coração
Na intensidade das vibrações
Incentivam a paixão
Que entoam as canções
Dos namorados
No início de uma relação
Eu quero a liberdade dos pássaros
A doçura das flores
Quero o néctar da vida
O cheiro da brisa
O pulsar do toque
Natureza
A tarde em sua pagela
A natureza os pássaros
Uma flor tão bela
Cheiro de mato brisa suave
Perfume de jasmim
Completamente me invade
Chegando a noite
Os grilos estridulam
Ao brilho do luar
As lagartas acasulam
Enfim nasce o sol
Os campos brancos com orvalho
Insetos caminham pelo trio
Desenhando seus atalhos
Liberdade latente
Não aceito!
Contesto!
Os pássaros que levam sementes!
Os vermes que perfuram as terras!
Os peixes que comem dejetos!
Assim és o processo!
Assim como eu, sou o que faço!
Sem nenhuma imposição de outrora!
Carrego minhas cartas, minhas reflexões, meus pensamentos!
Pra seguir um caminho!
Que só eu como sou, sei seguir!
Interferências, só pra quem abre suas cortinas!
Das invasões das vontades do mundo!
Um mundo esfomeado de desejos!
Bagunçado de imposições!
Assim como os pássaros que voam!
Os peixes que nadam!
As baratas que comem restos!
Ando... Ando... com minhas pernas!
Penso... Penso... com minha mente e coração!
Sou livre, uma liberdade latente!
Sou único, com asas de capacidade!
Caminho, com meus sentimentos!
Passarinho na natureza e a liberdade de escrever um pensamento que salte aos olhos, revoi na imaginação e cante no coração que sempre pega o caminho da poesia são coisas de mesma beleza;
pegando o atalho do coração passarinhos livres na natureza...
livre pensamento no verso ao vivo nas palavras; verso filmado na câmera da imaginação leitura ao vivo e a cores ao coração...
Antes, ao passarem por ali, muitos viam aquele pássaro como se livre fosse, embora estivesse absolutamente acorrentado...
Hoje contudo, me pergunto o porquê de o julgarem aprisionado, se finalmente encontrou a liberdade!
Não reside o problema na forma como o vêem, ou ainda nos olhos de quem por ele passa?
Enquanto isso, a ave segue em seus alegres voos! E a turba segue; e para pra olhar.
É assim na vida; e com algumas pessoas; e com algumas aves.
#aindaDetestoRótulos... :/
#AideNósSeDeusnosVissecomoVemos...
(Fabi Braga, 10/10/2014)
Sua liberdade é preciosa, um pássaro engaiolado deixa um céu inteiro em fúria.
Um ser humano enjaulado em sua própria
prisão emocional, esta arriscando sua própria saúde mental...
Pode fazer da minha pele
Teu único abrigo.
Só não se sinta presa.
Assim como os pássaros
Que voam de norte a sul.
Talvez o acaso do vento
Trague você a mim outra vez.
P.s. Amei te ver…
