Poemas sobre o Mar
Eu olho o mar
do mesmo jeito que olho para você
com o mesmo sentimento de se jogar
nessa profundeza do seu coração.
Quero ver o que está ai,
sentir o que sente.
Viver o que vive,
só quero saber no seu oceano.
Nunca escrevi sobre o mar;
Nunca escrevi sobre o sol e nem a terra
Nunca escrevi sobre oq eu gosto de verdade
Acho que eu nunca fui eu mesma,
Talvez eu acabei deixando o que eu mais gostava para trás e perdido a pessoa que Eu queria ser quando crescesse
Eu nao queria ser um astronauta, atriz, modelo ou veterinária
Eu queria ser tudo o que eu nao sou hoje, ser algo q eu me orgulho
Quando criança pensava que seria alguém doce que todos gostavam e que escrevia sobre os mares e o sol ardente e as terras desconhecidas
No final virem alguém amargurada que poucas pessoas suportam e que nunca teve a coragem para escrever as maiores aventuras de todas e publicar ou participar de um simples concurso de poesia
Talvez eu ainda pudesse tentar
e dessa vez, deixar o sol entrar
sentir a terra sob meus pés machucados, e nela, os sonhos que deixei guardados e somente dessa vez não deixar o mar me levar para dentro da sua profundidade sem fim
Pai, onde vives?
Entre as estrelas, as flores e o mar?
Posso encontrar-te depois da morte?
Ou enquanto eu viver, Vós ireis existir?
Estou a tentar encontrar-te.
Olhei através do terreno, inspirando ventos e brisas
Pai, onde vives?
Estou à tua procura.
Eu tenho tentado o céu mais alto
Tenho tentado nos meus sonhos
Qual é a distância que nos separa?
Pai, onde vives?
Conheces a minha voz?
Consegues ouvir o barulho que eu tenho dentro de mim?
Tu és toda a beleza!
Mas será que Tu podes ser mais do que aquilo que eu vejo e sinto?
Pai, onde é que Tu vives?
Serás Tu mais do que a doce história
que eu próprio me disse?
Para além da terra mágica
Dá-me um longo abraço
Sabe a minha verdade?
Consegues e compreendes o meu amor?
Por favor, onde é que Tu vives?
Encontrar-te-ei depois da Morte?
Ou apenas enquanto eu viver...
“Seja grato a quem mexe com teu “brio” porque só está te ajudando a crescer”
Ney P. Batista
Mar/02/2021
Amar na terra dos humanos.
Amarga vida de enganos.
A mar de tantos sentimentos.
A morte enfim extingue os nossos planos
A vida e como o mar,
Altos e baixos feito a maré.
Numa contante sem tosquenejar,
O que há de ser enfim será?
O mar, meu amado, minha fonte de inspiração
Tu és a calma que enche o meu coração
Juntos, esquecemos todas as dores e tormentos
Amor ao mar, amo te amar
Amor ao mar, oceano sem fim
Teu abraço me envolve como doce brisa ao ar
Amor ao mar, és meu refúgio e paz
No teu azul, ouverde mar sou livre para amar.
[Introdução instrumental] [instrumental] [Pré-introdução]
No brilho do olhar, há um mar de informações. Podemos tantas coisas presumir, porém jamais saber o que se passa nos corações.
[Introdução] Sob as luzes do alvorecer, tanta coisa para observar, mas nem tudo a dizer.
[Verso 1] Dia após dia entre tristeza e alegria. Assim segue a vida, cada instante um fato novo, preenchendo a História do nosso viver.
É mesmo assim, entre planos e improvisos, muito difícil compreender.
[Verso 2] Não perca tempo e mergulhe neste mar, nas intensas ondas de emoções, comece a surfar.
Só se vive uma vez. O tempo não espera, faça a sua vida uma primavera. Muitas flores a desabrochar, intensas emoções e corações para amar.
[Coro] Leve leve, seja o seu viver, entre planos e improvisos jamais queira retroceder. A vida é um instante, intensas as emoções, mas só se vive uma vez, e cada instante é importante, no meu no seu, nos nossos corações.
[Coro] Leve leve, seja o seu viver, entre planos e improvisos jamais queira retroceder. A vida é um instante, intensas as emoções, mas só se vive uma vez, e cada instante é importante, no meu no seu, nos nossos corações.
[Construção instrumental]
[Introdução] [saxofone e piano finalizando]
Foi beirar o mar
Fez companhia as ondas digitarem
sobre a areia
Foi uma palavra sobre outra
Fez verso com areia
Foi o som da rima quebrar
Fez espuma pensar
Foi leitura no rosto
Fez a azul o pano de fundo
Foi uma palavra...
Foi uma palavra...
Sobre a outra
Foi beirar o mar
Não remova o passado !!
A água do rio que corre pro mar nunca voltará de novo do jeito que ela esteve com vc ,pois se fosse assim ela por voltar salgada não mataria a sede de viver com muita vontade de viver e renovar
Quase Nós
Éramos dois rios que queriam o mar,
mas corriam por margens opostas.
Dois tempos que nunca se encontram,
duas almas quase dispostas.
Nos olhos, havia promessa.
Nos gestos, carinho e abrigo.
Mas o mundo — cruel em seus mapas —
não traçou o mesmo caminho.
Faltou tempo, sobrou sentimento.
Faltou coragem, restou lembrança.
Vivemos no eterno “e se...?”,
no espaço entre o medo e a esperança.
Não foi falta de amor, eu juro.
Foi excesso de mundo, talvez.
Fomos poesia sem rima no fim,
história que o destino desfez.
E mesmo longe, ainda sinto
teu nome sussurrar no ar.
Fomos quase. Quase tudo.
Mas o quase não sabe ficar.
Ouço respiro do mar
que tantas vezes
me viu chorar
Ouço respiro do mar
que no infinito me fez sonhar
Ouço o respiro do mar
que perto me fez esperar
Ouço o respiro do mar
O Resgate
"Gaivotas alinhadas à beira mar,
Com toda sua pompa e circunstância,
Esperando o momento perfeito para voar,
Espera, até um peixe pegar,
Você tenta fotografar,
Mas esse é o momento perfeito para o horizonte buscar,
Então você espera até outra leva chegar,
Outras vêm e vão,
Na imensidão,
Não importa, num lapso de memória
Volta a lembrança,
Daquela circunstância
Em que uma das gaivotas parece te fitar,
Até te acompanhar,
Faz um balé em dança
Mas, mais uma vez, você perde o momento de clicar,
Encantada com aquela cena, com toda a exuberância,
A água está mansa,
Muitas gaivotas pousam e se vão,
A fotografia perfeita não saiu, não
Mas da memória jamais será apagada
Toda aquela abundância
De seres a embalar
O sonho de criança
Tentando apenas uma flagrar.
Ah, quem me dera!
Aos tempos de criança voltar!"
(Viviane Dona da Silva)
Esse poema havia se perdido, achei que jamais conseguiria reescrevê-lo, claro que não ficou como o original, mas ao menos consegui desenvolvê-lo após uns quatro anos... Foi um momento de muita reflexão em que fiquei perplexa diante de tanta beleza da natureza! Na verdade, só voltar àquele momento com um gravador em minhas mãos já bastaria! Mas, voltar à infância, quem não gostaria?!
Estamos tão mergulhados sob o mar da nossa angústia que nos desesperamos por pedir socorro de onde nada virá.
Por muitas vezes, descobrimos que pessoas decepcionam, expectativas iludem e confianças são destruídas.
Nos descobrimos sós e desamparados de uma forma tão repentina que não temos tempo de reagir e nem de nos preparar para o impacto que virá.
Apenas começamos a afundar em um mar de tormento e lágrima.
Nem sempre teremos alguém ao lado para frear nossos anseios, nossas desilusões.
Bem, isso é inevitável.
Todos passamos por algo assim em algum momento.
Apesar de tudo isso, devemos entender que não chegamos até aqui sem luta.
Nós estamos aqui, vivos e fortes, porque tivemos de contar conosco e tornar-nos resilientes da forma mais dolorosa possível.
Mas não podemos nos iludir em achar que somos auto suficientes em tudo, pois mesmo com nossa garra e vontade de viver, poderemos contar com algum tipo de apoio, afinal, mesmo que a maioria se afaste nos momentos mais difíceis, sempre teremos aquelas pessoas fantásticas que estenderão suas mãos para nos puxar de volta.
Potencial Submerso
Você é um mar de águas claras, cheio de peixinhos, pedras brilhantes, água fresca.
Mas está em uma caverna, escondida.
Quando o mundo se revolta, você se encontra com o sol — mas te encontram também.
E te sujam.
Não deixam você ser quem você é.
Não deixam sua beleza se exaltar, muito menos aproveitam sua água fresca.
Matam seus peixinhos.
Te enchem de lixo.
Você simplesmente não consegue ser o melhor de você.
Não consegue ser você mesma.
Você tem tanto potencial...
Não há palavra para definir a tua grandeza na amizade que você representa à mim;
Sua lealdade é maravilhosa ao meu ego que transparece quais querem as dúvidas que agora se faz tão longe que nem sei onde anda;
E também não há ninguém como você por isso que compreendo a sua fidelidade para melhor entender a sua boa amizade para com minha vida;
Nosso descaso de nossa própria estupidez naufragou em um mar sem águas e fazendo que perdêssemos o sentido do amor verdadeiro;
Toda indiferença celebrada pela desunião que se forjava em vaidade promiscua que achávamos certo pela ambição incerta;
É fato contaminarmos com epidemia nosso esquecimento e lembranças de uma pequena aberração que se escondeu por ilusões;
Eu não vou naufragar nesse mar de ilusões e não vou perecer nessa terra de espinhos, mas vou vencer com as experiências adquiridas com as provações;
Não vou mais chorar pelo que eu perdi, não vou mais errar com juras negligentes ou promessas não cumpridas;
Com imagens não tão certas que me fizeram cair, sei que devo me render pelo sentimento bondoso que me acalenta dando-me o refrigero em minha alma.
