Poemas sobre Luz
Luz e Salvação
Evan do Carmo
Em Belém nasceu
uma luz que veio brilhar
num mundo mergulhado em escuridão.
Com humildade
veio nos salvar.
Em seu sacrifício
deu-nos redenção.
No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.
Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.
No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.
Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.
I. A Origem e o Olhar Infantil
Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
III. O Despertar da Primeira Molécula
O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.
Segredos da Alma...
Dona dos olhos que emanam luz
Tez clara, jeito sóbrio e sereno
De mulher sempre bem vinda
Onde chega e razão dos lamentos ao sair
Mulher que trás no peito materno
Um coração que derrama temporais de bem
Voz que cativa, não pelo tom, mas pela fala
Que sempre surpreende e me abala
Dona de meus sentimentos libertos
Que não conhecem amarras nem silêncios
Somente entregas e quereres
Que silentes, a ti pertencem
Senhora do tempo passante
Décadas de ferrenha distância
Que impediu voltarmos
Naquela esquina onde anoitecendo
Eu, inda vagando pela adolescência
Sem noção, leigo de valores
Flexado pelo arruinante ciúme
Não me dei conta de dar-lhe flores
E a vida seguiu seu rumo
O tempo foi o carrasco das memórias
E a consciência vilã de meus enganos
Impôs a minh'alma, incuráveis danos
Jardim de Luz...
Meu jardim, apaixonado jardim
Chegou em minha casa
Vindo de trem de algum lugar
De um rincão ou de uma ribeira sem fim
Dele, brotavam versos
Construindo silenciosas poesias
Como embarcá-lo de volta
Se nem sei onde nasceu e floresceu
Sem cor, sem flor, sábio das coisas do amor
Se admirava com si e as estrelas
Que flutuavam no negro que foi azul
Quantas vozes ouviu em cada morada
Quantas vezes se apaixonou
Se deleitando no arrepio do vento vindo do sul
Nada era longe, nem roça nem céu
Não conhecia geleiras ou fogueiras
Não temia o que sabia e nem o que desconhecia
Era jardim de alma alva
Dessas que floresce luz em sua raiz
Vi a luz, do seu olhar
Bem, punhei a faca do luar
Na espada, dum guardanapo qualquer
Com ou sem mim
Continuará, mulher
Enchi, de sóis sua lua
Bem tal como, dei antes
Toda sua
Mas nem tem, porquê
Você saber o quê
Que tem, assim
Eu preciso de você
Meu amor
Seu clarão, apaga a luz na escuridão
E acende novamente, a luz que clareia
A imensidão
E me faz viver
Com ou sem você
Com ou sem você
Luz Própria
Não vou apagar a minha luz porque existem pessoas que fogem do que brilha.
Vou brilhar mais, até incomodar, até que a opinião do outro já não seja necessária.
Vou apenas brilhar.
Por mim.
Para mim...
Porque cama de hospital e caixão são individuais.
Somos responsáveis pelo que entregamos, não pelo que recebemos de volta.
Não vou me diminuir para caber no mundinho de ninguém.
Quem ama não limita os seus passos; ao contrário, corre para alcançar.
Antes, eu escrevia textos, declarações apaixonadas e recebia um simples “joinha”.
Hoje, os textos viraram poesias, músicas, crônicas — e são postados para todos.
Não vou parar de escrever.
Vou escrever mais.
Vou escrever melhor.
Quem sabe, em algum lugar, alguma palavra minha possa tocar o coração de alguém.
E, quem sabe, possa ajudar.
Porque, se a minha luz incomodar alguns, que ela, pelo menos, possa iluminar o caminho de outros.
' TE DESEJO A LUZ DO SOL '
Para o dia que começa a clarear,
Te desejo a luz do sol
Para neles arejar,
que a luz do sol em tua vida,
todos os dias venha te iluminar.
Te amei desde o primeiro dia,
Te amo até no momento presente,
Te lembro em toda poesia.
Amarei-te eternamente !
Seja feliz na tua caminhada;
Que se transforme em alegria
as tristezas, o dissabor ;
No jardim do teu coração
Possa florescer uma linda flor.
Que ao pôr do sol de um lindo dia,
Tu venhas lembrar, desse amor ,
Que te amou imensuravelmente
Mas que tu abandonou....
Te desejo a paz de um mundo melhor,
do nascer sol até quando ele se pôr .
*Para Dona Célia - 100 anos de luz*
Hoje Cabrália Paulista silenciou,
um sino tocou diferente no céu.
Partiu Dona Célia, aos 100 anos,
gloriosa, vitoriosa, como viveu.
Não foi minha catequista de sala,
mas foi catequista da minha infância inteira.
Com seu terço na mão e fé na alma,
marcou uma geração inteira.
Ah, Dona Célia, que saudade já faz,
do seu sorriso manso, da sua oração.
Queria ter corrido para o último abraço,
ter dito o quanto marcou meu coração.
Você foi igreja, foi casa, foi história,
foi a fé ensinada com amor e com jeito.
Uma mulher que plantou eternidade
em cada criança que passou por seu peito.
Que o céu te receba em festa, Dona Célia,
como você merece, com cantos e luz.
Você nos ensinou o caminho da fé,
agora descansa nos braços de Jesus.
Obrigada por tudo. Você nunca vai embora,
enquanto houver uma criança rezando.
Cabrália te chora, mas o céu te comemora:
sua história será eterna, e seguirá nos guiando.
_Com saudade e gratidão eterna,_
_Uma menina de Cabrália que nunca te esqueceu_
*Mileidi da Janirda*
Luz da Estrela
Eu vim das estrelas, De um lar onde o amor é brisa suave, Onde o tempo dança em silêncio, E a alma floresce em paz.
Aqui, neste chão que ainda busca luz,
Minha essência brilha serena, Como um farol gentil na noite, Que guia corações perdidos ao lar.
Mesmo quando o mundo parece frio, E a injustiça tenta apagar meu brilho, Eu carrego o calor da estrela — Um abraço eterno de luzes,
Que sussurra: “Eu pertenço,
Eu sou luz que nunca se apaga,
Um viajante do cosmos,
Um coração que sabe amar.”
A Arte da Necrofagia
O homem já não caça.
Habita corredores de luz artificial,
onde cadáveres repousam
sob o brilho estéril das vitrines.
Não há grito.
Não há perseguição.
Não há olhos fitando olhos
antes do fim.
A morte lhe chega limpa.
Lavada em conservantes,
selada a vácuo,
temperada com ervas
para que a consciência
não reconheça o odor da ruína.
E então mastiga.
Mastiga distraído,
enquanto conversa sobre o tempo,
sobre dinheiro,
sobre a próxima manhã.
Como se não houvesse um corpo
silenciosamente desfeito
entre seus dentes.
Há um necrófago refinado
sentado à mesa da civilização.
Usa perfume,
traja linho,
ergue taças em celebração
sobre túmulos invisíveis.
Especializou-se na arte
de consumir a morte
sem precisar contemplá-la.
Porque o homem moderno
não suporta o peso daquilo que devora.
Por isso cobre o cadáver com molhos,
renomeia músculos como iguarias,
transforma vísceras em tradição
e sangue em mercado.
O abutre, ao menos,
desce faminto sobre a carne exposta
e não profana a verdade do apodrecimento.
Mas o homem…
o homem embalsama a própria cegueira
e, com requinte, a serve quente no jantar.
A manhã se abre, serena e dourada,
E a vida me chama, de luz enfeitada.
Respiro profundo, contemplo o que há,
E agradeço a Deus por me deixar estar.
Por mais um dia, por mais uma chance,
Por cada caminho, por cada romance,
Pelos bons momentos, pelos que virão,
Pela força guardada dentro do coração.
Agradeço o sol que desperta no céu,
O vento que passa, tão doce e fiel,
A taça na mesa, o instante de paz,
E tudo aquilo que a vida me traz.
Nem tudo foi fácil, nem tudo sorriu,
Houve noites escuras, o medo surgiu.
Mas cada batalha deixou sua lição,
E fez mais profundo o meu coração.
Hoje eu não peço riqueza ou poder,
Só peço coragem para agradecer.
Que eu saiba enxergar, em cada manhã,
O milagre escondido no simples que há.
E se o amanhã vier diferente de mim,
Que eu tenha esperança, do início ao fim.
Pois enquanto houver vida, haverá gratidão,
E enquanto houver fé, haverá direção.
Então ergo a taça ao dia que nasceu,
Ao dom precioso que a vida me deu.
Sem medo do tempo, sem pressa de ir:
Obrigado, meu Deus, por mais um dia existir.
Sandro Paschoal Nogueira
Fotografar é silenciar o tempo por um instante e transformá-lo em eternidade: a luz torna-se memória, o olhar vira emoção, a ausência renasce como lembrança e a vida permanece, para sempre, em forma de poesia.
Werinton kermes
Liberdade também é ver a luz de cada ser em meio as trevas.
Ser insultado pela escuridão e assim mesmo poder enxergar.
bom dia...
sim, é de manhã.
e lá vem o sol, devagarinho,
espalhando luz pelas frestas do mundo
e, quem sabe, iluminando também
aquele cantinho do coração
que a noite deixou meio escuro.
que este novo dia chegue sem pressa,
trazendo paz para os pensamentos,
amor para os encontros
e esperança para aquilo que ainda não aconteceu.
porque todo amanhecer carrega uma espécie de promessa: a de que a vida, apesar dos seus tropeços, ainda pode inventar caminhos bonitos.
que hoje a gente tenha olhos para perceber
as pequenas delicadezas,
coragem para atravessar o que for difícil
e fé suficiente para continuar acreditando
que dias melhores estão vindo.
e se o sol está brilhando lá fora,
que ele encontre também morada aqui dentro.
que seja um dia de luz,
de paz
e de esperança.
09.09.026
Um verso pra quem pediu
Dedico um poema pra você meu bem
Porque me vem da alma uma luz
Que ilumina cada linha que eu risco, pensando em você
Escrevo um poema pra você minha amiga
Porque o meu coração chama por você
Em cada cair da noite e raiar do sol
Escrevo este verso que dedico a você
Porque o meu coração virou um livro aberto
Desde que o meu olhar cruzou o teu,
Numa tarde em que o meu pestanejar tornou-se mais colorido
Ao ver você galopar diante de meu horizonte.
Se for por paixão,
Deixe que me apaixone
Pelo verso que escrevo e dedico pra você
Senão,
Deixe-me apaixonar-me pelo seu jeito de menina
Porque o verso que escrevo e dedico pra você
Levará o meu cantar, sempre que o silêncio invadir o seu ouvido
Então
Ouve estes versos que escrevo e dedico pra você
Eu o fiz hoje que sinto o coração contente e
Transbordante de tanta felicidade e saudade de teus lábios
Escrevi o verso que me pediste,
Sem rimas nem rigor poético.
Apenas, com palavras que me vêem na alma
21 de Agosto de 2006
Ser benfiquista não é uma escolha, é ser tocado directamente na alma por uma luz intensa.
É ouvir a voz que vem do coração, transmitindo uma paixão incomensurável.
Ser benfiquista, é ter sangue puro que preenche cada espaço nas veias.
É Andar no vale da Morte e não temer mal algum.
É atender ao chamamento cuja rejeição é Sim.
Carrega Benfica
25/12/25
Caminhos de luz
É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz
Onde a Luz Aprende a Sentir
Antes da luz,
existia um silêncio tão profundo
que nem mesmo o tempo
sabia para onde caminhar.
Então nasceu a vida —
pequena, frágil, inexplicável —
com um coração aprendendo
a transformar ausência em esperança.
E foi assim que o mundo começou:
uma luz tocando outra luz,
um olhar encontrando abrigo,
uma alma percebendo
que não nasceu apenas para existir.
Porque viver
não é somente atravessar os dias.
Viver é carregar tempestades no peito
e, ainda assim, oferecer flores.
É conhecer a noite
sem esquecer que existe manhã.
Há sentimentos
que não cabem em palavras.
São como estrelas:
ninguém consegue segurá-las,
mas basta levantar os olhos
para saber que estão ali.
Talvez seja isso a vida:
uma breve chama
acesa entre dois infinitos.
E talvez o sentimento
seja a razão pela qual ela continua acesa.
Pois enquanto houver alguém capaz de amar,
de lembrar,
de sonhar mesmo depois da dor,
a luz nunca terá desaparecido.
Ela apenas terá encontrado
outro coração
para nascer novamente.
Coração de fogo
Coração de Luz
Coração que vive
Dentro do meu peito
Ainda que eu não queira viver
Cansado
Ele vive!
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