A luz cálida que ilumina a alma e... Celso roberto nadilo

A luz cálida que ilumina a alma e resplandece
é da mesma intensidade que ilumina o dia.
Num raiar púrpura, luzes atravessam os céus,
entregando-se à minha alma.
​No esquecimento do tempo,
vejo-a como a luz cristalina de um riacho,
todavia corrente.
Num fluxo contínuo de beleza hipnotizante,
torna-se evidência aparente
do vazio entre mares,
mistura das águas e dos ventos sussurrantes.
​Bela a luz na madrugada!
Nos separa no extremo desejo,
onde vemos o microcosmo
aonde caminhamos com amor,
pois prólogos surgem — normas rígidas,
nuvem de esperança evolutiva.
​No caminho das estrelas dilaceradas,
pelo amor proibido de navegar
por seres que navegam milhares de anos.
A humanidade maltrata a si própria,
nem conhece a própria identidade de existência.
​Como questionar uma criança
que ainda tem pesadelos com o bem e o mal
diante do fascismo?
E a luz paira sobre o cosmo.
Vemos lágrimas nas partículas espalhadas pelo tempo.
​A luz mostra a beleza da lua
e de nossas expectativas e ilusões.
Como se o universo se visse num espelho,
arrumaria os cabelos,
passaria um batom
e depois fecharia os olhos:
um novo amanhecer iria sobrepor nossos pensamentos.
​Por Celso Roberto Nadilo