Poemas sobre Luar
O que há de me esperar?
Nada? Nem o luar?
Não há brilho da lua na noite fria e crua.
Cadê minha amiga?
Tão distante... Será inimiga?
Cadê a socialização?
Sempre fico nesta solidão.
Por que ainda penso em melhoria da vida, ainda que ela já está partida?
Como posso ter a brandura se minha mente surra a amargura?
Por que sofrer se com um gatilho posso dar um epílogo nesse meu viver?
Vi a luz, do seu olhar
Bem, punhei a faca do luar
Na espada, dum guardanapo qualquer
Com ou sem mim
Continuará, mulher
Enchi, de sóis sua lua
Bem tal como, dei antes
Toda sua
Mas nem tem, porquê
Você saber o quê
Que tem, assim
Eu preciso de você
Meu amor
Seu clarão, apaga a luz na escuridão
E acende novamente, a luz que clareia
A imensidão
E me faz viver
Com ou sem você
Com ou sem você
Talvez, o Luar
Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.
Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.
Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.
Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.
Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.
O Luar
Às vezes fico a observar o horizonte,
Vejo o sol se despedindo ao entardecer,
E a lua cheia surgindo atrás do monte,
Colorindo com o seu brilho o anoitecer.
Consigo muitas estrelas vão surgindo,
Formando uma lindíssima constelação,
Com um forte brilho prateado refletindo,
Por um imenso universo de escuridão.
Trafegando pelo espaço lentamente,
Como o flutuar de um lindo balão,
Trazendo inspiração em nossa mente,
Deitando sobre a terra um lindo clarão,
Refletindo sobre os rios como um manto,
Bordando nas águas a sua imagem,
Deixando em nosso coração o seu encanto,
E em nossa mente uma bela mensagem.
Du’Art 17/02/2015
Na Luz do Luar, Um Lobo Solitário
uiva para a Lua como um desabafo
por tudo que tem que suportar
sem ninguém do lado.
A Gentileza do Olhar
Rua quase deserta debaixo da escuridão celeste, sem luar, nem estrelas, que poderia ser vista facilmente como um lugar de solidão, triste e arriscado — uma impressão muito negativa.
Entretanto, se for observada por um olhar mais atento, logo será percebida a sua beleza admirável, que de alguma forma está viva: um lindo cenário, nada hostil.
Ornada por algumas luzes artificiais bem posicionadas, que trazem um aspecto muito receptivo, apaixonante, num ar de romantismo sereno e marcante.
Caminhar por ela durante a noite, deve ser bastante aprazível, inclusive na companhia da pessoa certa, dando passos tranquilos, sem nenhum motivo para se ter pressa.
Portanto, a gentileza e a calma também se fazem necessárias para uma observação mais completa, que não permita que as coisas significativas sejam ignoradas.
Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar
Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar,
O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gentilmente a areia da praia, marcada por pegadas de idas e vindas.
O resultado foi um cenário apaixonante, cheio de vida, que provou a magia da ludicidade, atraiu a percepção poética e expôs a leveza da simplicidade.
Parte bela da noite, de uma linda memória construída a partir de uma observação sincera da lua — o grande destaque de um lugar praiano, uma paisagem que liberta.
Luz de um olhar discreto no escuro da imensidão celeste, um belo luar se destacando, propagando uma inspiração reluzente, Selene e o seu encanto obviamente despretensioso,
produzindo uma emoção veemente, simples e empolgante, quiçá, um momento romântico, singular, naturalmente, marcante nas linhas de um pequeno poema, onde cada trecho é cativante,
pelos menos, este foi o meu propósito, uma forma de compensar por meus olhos terem ficado exultantes nesta noite de domingo, um instante de fato satisfatório, que nestes versos e na minha mente continuará existindo.
Em ti tudo vejo..
Vejo em teus cabelos, as belas dunas, que balançam sob a luz do luar..
Vejo em teus olhos, o brilho das ondas do mar..
Vejo em seu rosto, o brilho do sol no mar de Itapuã, onde se encontram apaixonados, areia e mar..
Vejo meu coração disparar, em meio ao teu corpo estar
*Caio Camara Cesar*
O Último Eco do Romantismo
Ainda que as luzes da cidade apaguem o luar, e o tempo corra sem pressa de sentir, eu continuaria a sentar-me à mesa e a criar, versos de um amor que muitos deixaram de ouvir.
Que me chamem de o último romântico da Terra, o guardião de uma chama que teimam em apagar.
Se o mundo lá fora se perder em sua guerra, eu venço os dias no simples ato de amar.
Mesmo que minhas palavras encontrem o vento, e flutue sem destino feito folhas no chão, sei que o silêncio do espaço acolhe o sentimento,
e o próprio universo compreende a canção.
Pois nada que é puro se perde do nada, nenhum sopro genuíno se desfaz em vão.
A vida,
em sua volta sensata e sagrada, devolve o afeto que sai do coração.
E assim escrevo,
sem medo do vazio, falando ao infinito o que a alma traduz em letras.
Se sou o último a cantar à beira do rio, que minhas palavras guardem o restinho de luz!
Luar frio, alma quase imperceptível
aos olhares dos navegantes da vastidão.
Entre sussurros e lamentos ecoados
nas nuvens celestiais da solidão.
Voz que como trovão incandesce
o mármore do inferno de jade;
ao longe, lágrimas de sangue escorrem
mar a dentro, na profundeza sem fim.
Criaturas fantasmas navegam
nos sonhos mansos dos mortos.
Tão belos olhos que mesclam
o ar da planície esverdeada
aos tesouros ocultos
nas areias silenciosas do tempo.
Mares bravejam as terras do norte,
canais de sonhos dentro de pesadelos.
Rios de fogo, clamores de um novo mundo:
prólogo do próprio reflexo da entropia,
envolto num pássaro que paira pelos céus
buscando terras desconhecidas.
E no sentido mais profundo,
onde amantes vivem em estado divergente,
o gelo finalmente derrete
e forma um lago de água doce e límpida.
Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias
tornam-se o algoz de um sonho.
Na muralha do esquecimento,
pende a interrogação sobre a linha massiva das eras.
Soterrada num pesadelo,
minha voz repousa em teus seios.
Tão complexos ares do mundo...
E depois deste mundo, as nuvens
terão chuvas que vêm num assopro do vento?
Pássaros cantando em meio à tempestade
erguem-se soberanos como a fênix.
Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno;
avançamos nas estepes da geleira
para o ermo mais distante do mundo,
para ver seres fantásticos
e suas existências magnânimas e emblemáticas.
A flor que desabrocha no espaço,
entre estrelas dilaceradas que observamos,
será o combustível do futuro para outras galáxias.
Novos mundos dentro do universo
ressoam no alvorecer de um novo iluminismo.
By Celso Roberto Nadilo
A saudade de quem partiu deve ser vivida como uma Sonata ao Luar: calma, profunda, levemente triste, mas infinitamente bela e reconfortante para a alma. O luto não é o fim do relacionamento, é a transformação dele em uma presença invisível que nos acompanha em cada gesto de bondade. Honre os que se foram vivendo a vida que eles gostariam que você vivesse: com coragem, com brilho e com amor. Eles vivem em cada nota que você toca com intenção e com a memória do que foi vivido.
- Tiago Scheimann
VERSOS, CONTOS, MÚSICAS E MODAS
No terreiro do sertão,
Nas veredas do luar,
Nasce o verso feito fonte,
Que não para de cantar.
É a cultura nordestina
Que ninguém pode apagar.
Tem poeta e cantador,
Violeiro de valor,
Que transforma a própria vida
Em semente de amor.
Cada rima é uma colheita,
Cada canto, uma flor.
Os contos passam de boca
Como o vento no roçado,
Misturando fantasia
Com um fato acontecido.
Quem escuta guarda a história
No coração enraizado.
As modas de viola ecoam
Pelos campos sem ter fim,
Falam da seca e da chuva,
Do mandacaru e do alecrim.
Cada nota leva a alma
A um jardim dentro de mim.
Tem aboio de vaqueiro
Rasgando a imensidão,
Chamando o gado disperso
Com coragem e precisão.
É a voz do homem do campo
Abraçando o coração.
A sanfona abre o fole,
A zabumba faz tremer,
O triângulo acompanha
Fazendo o povo viver.
Quando o forró principia,
Ninguém pensa em padecer.
Os mestres da poesia
São estrelas do sertão,
Deixam livros e folhetos
Como eterna inspiração.
Cada estrofe permanece
Feito raiz no chão.
O repente é desafio
De talento singular,
Onde dois grandes cantores
Fazem versos sem falhar.
Quem domina a inteligência
Faz a plateia admirar.
Luiz Gonzaga ensinou
Que o Nordeste tem valor;
Patativa fez do verso
Um jardim de esplendor.
Cada mestre deixou viva
Sua marca e seu louvor.
Dos folhetos de cordel
À viola dedilhada,
Dos romances às cantigas,
Da toada apaixonada,
Tudo forma um patrimônio
Da cultura abençoada.
Enquanto houver um poeta
E um cantor para cantar,
Haverá versos e contos
Para o povo recordar.
Pois o sertão nunca morre,
Só aprende a florescer
E em suas músicas e modas
Ensina o mundo a viver.
Beleza oculta
Celebro cada por do sol ou cada nascer do luar,
Sinto o poder dos rios e dos mares sobre a minha pessoa, então respiro profundamente e agradeço com aplausos,
Percebo o tamanho da beleza das vegetações e me emociono ao ver os pássaros cantarem,
Gosto de tomar o meu café da manhã vendo os animais pastarem,
A naturalidade das coisas e a beleza daquilo que não se pode comprar é saber viver intensamente o hoje, porque o ontem já se foi e o amanhã não sabemos ainda.
O vento balançou
de leve o velho
e tranquilo salgueiro,
e o luar de prata
devagar iluminou
a floresta verdejante
na bela montanha.
Em busca de alguém
há quem ainda cante
a esperança de início,
e também de reinício.
É fato que vivemos
num mundo dançando
em pleno precipício,
O importante é
nunca parar de sonhar.
Em busca do mundo
ideal há quem ainda
persista na esperança
de que ninguém desista.
O luar de prata balançou
de leve o vento
iluminou o salgueiro,
e a floresta de esmeralda
ficou mais radiante
na imponente montanha.
Em busca do giro
perfeito que dance
o Universo inteiro
e que ele de mim
não te faça esquecer,
porque para nós há tempo
e o destino me traga até você.
Luar Crescente que faz
o coração sorrir bonito,
Que ilumina com carinho
a nossa cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
que plena reina no peito.
Com lábios perfumados
de Framboesa-Negra,
É aqui por alguém
aguardo para ter até o Sol
como testemunha
que somos predestinados
a ser um casal apaixonado,
e que há de tratar o amor
com dedicação e cuidado.
O quê há de mais poético
não é de hoje que tenho
para ele preservado,
Ele é meu e eu sou dele,
e será uma festa por
este dia que é tão esperado.
Luar Crescente de madrugada
na minha cidade de Rodeio
atravessando a serena mata
anuncia a queda de temperatura,
Uma companhia que enternura
o silêncio e a poesia profunda.
(O meu coração de procura).
Mas de um céu com luar e estrelado
A escuridão é o que vai sobrar
Do que era tão inocente
Tão diferente pensar.
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
Eu sou a noite,você o luar
Vivo nesse mundo sem poder te tocar,
Mais tu tocasse meu coração
E eu o teu tentei tocar.
Mais e fria feito a noite,
E linda como o luar,sonho
Com nossos corpos se tocando
A tí me entreguei de corpo e alma.
E esperei o mesmo de você
Pois te amo muito ...
E agora o que farei
Para te esquecer ?
