Poemas sobre Horizonte
Do alto de seu esplendor
de um horizonte qualquer,
chegam os raios de sol
aquecendo o nosso viver
nova manhã, esperança irradia,
refeitos do cansaço, seguimos
para onde o dever anuncia
Além do Vale
No silêncio do vale onde a névoa se esconde,
há olhos que veem além do horizonte.
Enquanto outros param na sombra e na estrada,
há quem enxergue a luz na jornada.
O vale é profundo, feito dúvida e medo,
mas quem vê além, não se prende ao enredo.
Não teme a curva, nem a escuridão,
pois carrega no peito sua própria visão.
Enquanto alguns ficam, presos ao chão,
outros atravessam com o coração.
Porque ver não é só abrir os olhos,
mas sentir o mundo sem ter os contornos.
Então siga em frente, sem medo do breu,
pois além do vale, há um céu todo seu.
O café e a alma
Em cada manhã que surge no horizonte,
Desperta-se a cidade com um ritual constante,
O aroma do café, quente e envolvente,
Penetra os lares de forma aconchegante.
Na xícara pequena um universo se esconde,
Memórias e sonhos, cada gole responde,
Aquece o coração, desperta a mente,
É o néctar divino que nos faz presente.
Nos encontros de amigos, nas conversas triviais,
O café é testemunha de momentos especiais,
Um elo de união, um convite ao sorriso,
Transforma cada instante em algo preciso.
No silêncio da noite, ao som da solidão,
O café me abraça, dá paz ao coração,
Companheiro fiel de noites insones,
É ele que acalma os meus demônios.
De terras distantes, em grãos selecionados,
Traz consigo histórias de tempos passados,
Cada gole uma viagem, cada cheiro uma lembrança,
O café, tão simples, nos dá esperança.
Que nunca nos falte esse elixir encantado,
Que une e separa com um trago apressado,
O café, poesia líquida, essência da vida,
Nas manhãs, nas noites, em cada despedida.
DA MINHA JANELA
Dá minha janela
Visualizo o horizonte
Flores desabrochando
No alto daquele monte.
Vejo em meu estado lúcido
A paisagem que passa
Na visão do inconsciente
Um banco vazio na praça.
Tento ouvir de longe
O canto de um passarinho
A minha inspiração
Desfilando pelos caminhos.
Vejo a chuva respingando
Molhando a minha tristeza
Aqui da minha janela
Embrenhada na natureza.
Vejo o meu passado
Em lugares distantes
A saudade insistindo
Muito mais que antes.
Autoria Irá Rodrigues.
Sou Humano
Sou um homem simples, com os pés no chão e o olhar voltado ao horizonte, mas carrego em meu peito sonhos vastos como o céu. Minha missão é clara: fazer coisas maravilhosas e extraordinárias para que meu povo encontre a felicidade verdadeira.
Quero levar a cultura como quem leva água a corações sedentos, oferecendo letras, histórias e ideias que floresçam em mentes áridas. Que cada palavra semeada transforme-se em liberdade, em esperança, em luz.
Sou humano, e por isso, também sou vulnerável. Mas é na minha humanidade que encontro força. Se tropeço, levanto com mais coragem. Se erro, aprendo com humildade. Porque cada passo, por menor que pareça, é guiado pelo desejo de construir um futuro melhor para todos.
Ser humano não é apenas existir — é amar, criar e lutar para que os outros também possam sonhar. E é isso que sou: um sonhador teimoso, determinado a fazer da simplicidade o caminho para o extraordinário.
SOL E CHUVA
No horizonte, o sol se ergue,
seus raios dançam sobre a terra,
a vida desperta, cores se intensificam.
Mas a chuva, em sua sabedoria,
desce suave, alimenta as raízes,
traz frescor, renova o ar.
Doce contraste entre luz e sombra,
um abraço de opostos,
onde a vida se equilibra,
e a esperança floresce em cada gota.
teus olhos verdes, uma floresta inteira e uma grama que se estende ao horizonte.
tuas palavras tão sábias, mas com tanta dor, querida.
você me fez entender o sentido, os motivos, os por quês e a profundidade humana.
teu coração tão sofrido, mas tão belo, meu anjo loiro.
meus braços se coçam para tocar os teus intimamente em cada abraço e pele.
quero me fundir com a tua.
te beijar lentamente até que tu se vá e você perceba que estar comigo é o seu lugar.
tua voz macia canta ao pé do meu ouvido.
tua feição relaxada enquanto dorme ao meu lado, me provoca arrepios.
meus dedos traçam cada pedaço do seu corpo com cuidado e atenção.
e não me canso nunca de te olhar.
de ver você lendo livros e livros, dançar pela casa, vibrar com cada novo trabalho
e eu fico aqui do outro lado te vendo sorrir e me sentindo o homem mais sortudo por te ter e por você ser tão minha e eu ser tão seu.
você me deixa sem palavras, e eu me pego pensando: como ter mais dela? como segurar ela de forma leve para que nunca se vá? como beijar os lábios mais docemente? como fazer amor com ela de uma forma que ela sinta meu amor entre os poros, entre cada curva, em cada verso? como fazer ela me encontrar na poesia que é vê-la?
Vejo o horizonte pela minha janela
Na frente tem apartamento e atrás favela
Não fui criado mas me sinto parte dela
A humildade sempre esteve nas vielas
Meus olhos já viram o nascer e o morrer de muitos dias. Já se perderam na vastidão do horizonte e encontraram abrigo no brilho de um olhar. Carregam histórias que não ouso contar, cicatrizes invisíveis que o tempo não apaga.
Cada par de olhos que cruzo é um universo: alguns, tempestades inquietas; outros, brisas que acalmam. Há olhos que gritam em silêncio, e outros que escondem segredos atrás de um brilho ensaiado. Eu aprendi a escutar com os olhos, porque a vida nem sempre fala – às vezes, ela apenas olha de volta, esperando que eu entenda.
E no fim, o que são os olhos senão espelhos do que nos tornamos?
Calado simplesmente -
Ao despertar a vida parece-me hedionda,
um barco sem horizonte nem Luar...
Será talvez por ver nas vagas ondas
uma imensa vontade de naufragar.
Quando desperto dormem as fontes
e as gaivotas ao vento perdem penas
a saudade manifesta-se nos poentes
e eu visto todo o corpo de poemas.
Às vezes o silêncio sabe a chuva
e o peso do destino sobre os ombros
cheira a malvasia, sabe a uvas,
parece um cair de tarde sobre pombos.
Ninguém me há-de saber os medos
os que trago em abismos infinitos
a frieza retesada dos meus dedos
e a agonia penitente dos meus gritos.
Porque a vida na verdade é uma pluma
em que sou um vendaval, subitamente,
talvez nunca seja coisa alguma
sendo eu calado simplesmente.
Depois de ti, uma nova luz brilhou,
Um novo horizonte, um novo amor fluiu.
E ainda assim, quando em ti penso, amor sinto,
Em cada lembrança, um suave tintilar de afeto distinto.
Adoro tua presença, tão serena e cativante,
Em nossos diálogos, o encanto constante.
Tuas palavras, como pérolas, reluzem em sapiência,
E em cada momento contigo, encontro plenitude e consciência.
És o bálsamo que cura, o refúgio que acalma,
Em teus olhos, a paz que acalenta e acalma.
E ao te ver, a rifa do destino se cumpriu,
Minha pupila dilata, o coração se inebria, o amor ressurgiu.
Ah, que doce é desejar e ser desejado,
E contigo, é na eternidade que vejo meu legado.
Pois em teu ser, encontro meu porto seguro,
És tu, até além do tempo, meu amor puro e futuro.
Hoje vi uma linha que não era um horizonte.
ACIMA tinha crença em fé, um caminho e motivação, vontade com esperança, paz com confiança, modos com condições, condicionando se por estarem em condições.
ABAIXO tinha busca pela fé, não para ter, mas para doar, doar o pouco que tinham e para perder o muito que carregavam. Perder a solidão, a fome, a tristeza, a pobreza, a doença, a rejeição e o medo.
No vasto horizonte de nossas vidas, muitas vezes erramos ao acreditar que o paraíso se perdeu nas névoas do passado, em dias de juventude dourada e em noites de sonhos não realizados. Mas o verdadeiro paraíso se desdobra diante de nós, aqui e agora, em cada batida de um coração disposto a amar e a se entregar.
Enfim, “tarde demais” foi apenas um sussurro de ontem, um eco de tempos que não reconheciam o poder do presente. Hoje, ainda temos tempo—tempo de amar profundamente, de esculpir momentos de ternura e de transformar cada segundo em uma celebração do amor.
Deseje, sim, ser amado, mas deseje com igual ardor doar-se por completo. O amor verdadeiro não se limita à recepção; ele floresce plenamente quando também damos de nós mesmos, quando nossa essência é um presente aberto ao outro. Liberte-se desse amor que jaz aprisionado em seu coração, deixe-o voar livre, para que possa iluminar os cantos mais sombrios do ser amado.
Neste mundo, a prisão não são as obrigações diárias, nem as prioridades que nos guiam, mas a incapacidade de expressar plenamente o amor que carregamos. A verdadeira liberdade não se encontra apenas em doar-se, mas em se permitir viver o amor em sua mais pura forma—livre das amarras do medo, da insegurança e do silêncio.
Existem homens apaixonados que se sentem presos em seus próprios pensamentos, enclausurados por uma consciência que hesita em se revelar. Mas aqueles que se atrevem a expressar, a viver e a respirar o amor em cada gesto e palavra, encontram a verdadeira liberdade, mesmo que residam nos subúrbios do convencional.
Portanto, não olhe para trás em busca do paraíso perdido. Ele está aqui, à sua frente, nas possibilidades infinitas do hoje. Ame com consciência, com expressão, com a coragem de quem sabe que ainda é tempo de ser livre, de ser pleno, e, acima de tudo, de amar sem limites.
O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão, No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.
O sol, em sua jornada diária, emerge no horizonte como um renascimento, um parto contínuo que dá luz à força do feminino. Assim como uma mãe que se esforça para dar segurança aos seus amados, o sol brilha com a intenção de iluminar e aquecer a todos. No entanto, mesmo com seus esforços incansáveis, muitas vezes seus raios são recebidos por olhos distantes, que não enxergam sua verdadeira essência. A luta do sol é voraz, sempre em movimento, nunca estática, um lembrete poderoso de que a batalha pelo reconhecimento e pela valorização do feminino é constante e profunda, mas também repleta de beleza e renovação a cada novo dia.
...cá estamos com a sabedoria inextinguível que é ser mulher, sempre esperando um novo amanhecer.
@poeticainterstelar
No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.
O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.
Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.
Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.
A linha do horizonte não é a reta final,
é só um traço criado por nossos olhos.
Continue caminhando, e verás o novo!
