Poemas sobre Guitarra
Quando eu comecei a me interessar pelo rock and roll o que me inspirou a tocar guitarra foi algo que me aconteceu aos treze anos. Eu persegui a garota mais bonita (que devia ter o dobro da minha idade) por cerca de três meses. Finalmente, quando entrei em seu apartamento ela tocou o disco Rocks para mim pela primeira vez. Eu ouvi o disco quatro ou cinco vezes, esqueci completamente da garota e deixei o apartamento rapidinho. Isso é o que o Aerosmith significa para mim.
Quando a vida me deixa triste, eu toco a minha guitarra. O resto do mundo pode seguir as regras, mas eu tenho que seguir o meu coração.
E o canto daquela guitarra estrangeira era um lamento choroso e dolorido, eram vozes magoadas, mais tristes do que uma oração em alto-mar, quando a tempestade agita as negras asas homicidas, e as gaivotas doidejam assanhadas, cortando a treva com os seus gemidos pressagos, tontas como se estivessem fechadas dentro de uma abóboda de chumbo.
Quero um skate, uma vitrola, uma guitarra, um poster, uma máquina de escrever, um fusca, um telefone de fio azul, uma bolsa de disco, um disco voador, mas me contento feliz da vida com você.
Guitarra
O som de uma guitarra
noite adentro em meus ouvidos
vai ardendo sem sossego
transbordando minha libido...
Quero escutar os segredos
da melodia ensaiada
quero sentir estes dedos
no meio da madrugada...
Quero te ouvir bem baixinho
para em teu corpo sonhar
quero te ouvir na ventania
para contigo me reinventar...
Deus do grunge
Ele nasceu sim, ele nasceu!
Os anjos do rock tocam suas guitarras douradas,
Os rifes de guitarra soam,
Problema com os pais,
Despertou sua fúria,
Uma fúria convertida para sua guitarra,
De sua guitarra vem sua fúria moderada,
O poder grunge está nele,
Uma voz raivosa e jeitosa está vários cérebros,
Mas no primeiro ninguém deu a mínima,
Mas com certeza uma obra prima,
De estrondoso sucesso surgiu seu santificado nome,
No segundo estrondo é tão grande que se ouve nos céus e na terra,
Mas ele sabe que seu tempo é curto,
Mas cada vez se desgasta pouco á pouco,
Casa-se com uma mulher com nome de amor,
Mas o ódio está atrás,
Um casamento movido por amor e ódio,
Mas ele sabe que seu tempo é curto,
De estrondoso sucesso,
Come sua alma pouco á pouco,
Mas santificado seja seu nome,
De estrondo sucesso,
Some, desaparece!
Frases suspeitas e carinhas suicidas,
Um dia aparece,
No chão com sangue na cabeça,
Arma no chão, e sua seringa,
Adeus poder grunge,
Mas ainda estará em nossos devidos corações,
Para adorar e amar o poder,
Sendo ele é imortal.
O meu namorado é da banda
Ele toca guitarra, enquanto eu canto
Meu namorado é legal, mas não quanto eu
Meu namorado tem olhos azuis
Meu namorado é um fumante de quinta categoria
Meu namorado é um cara largado.
Meu namorado curte poesias
Meu namorado não me ama
Meu namorado é um simples sujeito que não me ama
Meu namorado é um babaca que roubou o meu coração, com o seu jeito de tocar guitarra
Meu namorado é um cara lindo que todas as meninas da cidade deseja
Meu namorado é um cara esperto
Meu namorado é um tremendo pegador
Mas o que posso fazer se ele roubou o meu coração?
"ACORDES DE GUITARRA"
"Sabe aqueles dias em que a gente acorda com vontade de 'nada'?
O melhor é poder contar com a sua companhia pra dividir tudo isso.
Embolando na cama, espreguiçando a preguiça, amassando o cabelo;
Escutando aquela mesma música cinquenta vezes, sem cansar, sem sentir.
Você e eu somos como pássaros de uma asa só, unidos por uma corda de náilon.
Precisamos um do outro para alcançar os voos mais altos.
E é só você quem tem o poder de me fazer sentir que a vida é feita de acordes;
Daqueles que você retira da sua guitarra, colorida pelos meus dedos sujos de 'Nutela'.
E me carrega, sem que eu sinta, debruçada no seu colo, numa viagem sem final.
Porque quando estamos juntos, embalados pelo som daquela mesma música,
O mundo abre as portas pra que tudo o que desejamos esteja aos nossos pés".
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Gosto de Skate: Não sei andar de skate.
Gosto de guitarra: não sei tocar guitarra.
Gosto de uma pessoa: ela não gosta de mim.
Falo-te através da minha guitarra com sentimentos sonoros dando-lhe o entendimento em uma escala cromática...
Em alto e bom som explico-me em um compasso com duração de nota pontuada, sem pausas concretas tornando a minha ligadura convencional a você...
Pois eu também amo em bemol e sustenido sem transposição de tonalidade ou tempo... Não me altero com momentos agudos, pois o meu Bend duplo é a técnica de acalentar as minhas ansiedades;
Não demonstre medo mesmo por que o meu tapping consiste na combinação de hammer nos e pull offs para completar a minha harmonia;
Seu beijo se encaixa no meu
Como os teus solos de guitarra
Suas ideais se encaixam nas minhas
Como teu abraço corfotavel
Me sinto no meu lugar
Quando cada abraço teu
E na verdade aquele ar
Aquele ar não se perdeu
O meu ficou em você
E o seu ficou em mim
As trocas do amor
Quando acontecem são assim
Visionário cantador
Com sua guitarra estratosférica
E seu grito cantador
Zé Ramalho segui o verso e a rima
Do iluminado encantador
Avôhai, padinho Ciço, nosso senhor
Abençoai o visionário
Que traz em seu dicionário
Palavras de um poeta cantor
Em sua mente tudo brilha
Quando os cometas se alinham
Se agrupam no seu som
Com seus mistérios e segredos
Desafia sem medo
A filosofia de qualquer doutor
Enquanto o olho cego vagueia
Procurando o matador
Ele saca sua espingarda
De seu alforje de caçador
E no céu tudo se ilumina
Com as luzes de um grã-vizir
Quando o poeta escrevi sua poesia
Espalhando magia
Sobre o chão de giz
É a semente de um poeta
De um visionário cantador
Que semeia no ventre da querubinas
Felinas, o amor
Das mulheres sabe os mistérios
E conhece toda a dor
Delas faz frevo, banquete e flor
Entre a serpente e a estrela
Ali está o grande mistério
Da vida e do amor
Segue a viajar pelo espaço
Com teu som e com teu poetar
Apanha na vila do sucesso
Teu táxi lunar
Segue o verso e a rima
Do iluminado encantador
Pois essa é tua sina
É o que te fascina
O que te faz ser
O visionário cantador
O cego e a guitarra
O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.
Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.
Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.
Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.
Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.
Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.
Do livro "Fernando Pessoa - Obra poética - Volume único", Cia. José Aguilar Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1972, págs 542/543. (Fonte: Projeto Releituras)
