Poemas sobre Frio

Cerca de 4770 poemas sobre Frio

⁠Sinto o frio cair ao anoitecer, como uma neve fina e gélida. Sinto isso há muito tempo.
Através do muro da vida, olho e observo: o túnel está próximo.
Há fogo em meu peito, expressando a angústia que me consome.
Meus olhos estão feridos; o tempo os machuca sem dó, sem piedade.
Ultimamente, sinto-me indiferente, e isso me preocupa.
Sinto um lar cuja base é o ar.
Os dias passam, e já não sinto mais aquele aroma familiar.
O tempo levou até isso.
Eu sinto muito, mas nós não nos queremos mais.
Sem razão, mas com emoção, forças quase sinistras nos atacam.
Estamos presos em um jogo: first life.
O fogo fere, o gelo queima.
A caçada é árdua, exaustiva.
Mataram as coisas boas, e já não há nada para comer.
Corro, procuro um sinal.
Um “sinto muito” surge em bocas que não são as suas.
O final da linha se aproxima.
Sem desculpas.
Sem aquele “perdoe-me”.
Nem mesmo um verdadeiro…
“Eu sinto muito!”

Inserida por yonnemoreno

⁠Tempestade

Vento frio que me traz a solidão,
Sofrimento que habitou meu coração,
Ferimento lavado com a chuva,
Nem me sobraram os sonhos, foram estragados pelas mágoas,
Se hoje meu Rosto tem lágrimas,
Saiba que a culpa é sua.
Vento frio que me trouxe a solidão,
Coração magoado desde então,
Ferimento cicatrizado com o tempo,
Só me sobraram as mágoas,
Naquele dia enxugaram minhas lágrimas, e aquelas mãos não eram as suas.

Inserida por AninhoMedeiros

SEGUINDO SEUS PÓLOS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Estou pronto a nevar, se tiver de ser frio;
sendo assim tudo bem, me preparo pra isto;
posso ter pela frente o pior desafio,
mas a sua vontade já tem o meu visto...

Se trouxer uma cruz, aceitarei ser Cristo;
sou exposto ao seu choque; desencape o fio;
seja tudo e também me tornarei um misto
que no fundo é produto natural do brio...

Aprendi a lidar com seus pólos contrários,
com seu rosto e su´alma de muitos sudários
no mistério afetivo do meu sentimento...

Mas me deixe saber das mudanças de fase;
saberei ser espelho se tiver a base
ou noção sustentável do temperamento...

Inserida por demetriosena

SANGUE FRIO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

De repente o vazio que me toma;
uma grande lacuna sobre o nada
que já teve uma essência, uma coluna,
mas não foi de fumaça; foi de amores...
Quero ter meus sentidos novamente;
coração que não caiba no meu peito;
minha mente repleta em fantasias
e um leito pra mais do que dormir...
Sem amar e também sem ser amado,
sou leão acuado; nau sem mar;
ter pra dar, e pra ter, faz tanta falta...
De repente o repente que me acorda
com a corda no pulso que nem pulsa,
pois o tempo esfriou meu sangue quente...

Inserida por demetriosena

ESTAVA FRIO


Ele surgiu
Com cigarros e cervejas
Usando a mesma jaqueta preta
Ás 5 da manhã
Digitando: Typing, Typing , tek, tek
Com seus dedos de cutículas finas
Escrevendo seus artigos meiaboca
Foi embora pra sempre.
Não experimentei nada
Nem cigarros
Nem cervejas
Nem meia boca

Inserida por Ladyadyforever

⁠Criança...
A arte de amar, sem no amanhã pensar;
o banho frio no verão, após uma tarde inteira a recrear;
a inocência que pode ganhar o mundo, num simples sonho a realizar.

Inserida por marianabertoof

⁠Uma noite de luar com o som do marulhar;
um aperto de mão que não é preciso falar;
o frio na barriga que faz arrepiar;
um bom vinho e alguém para amar.

Inserida por marianabertoof

⁠"Você é meu Sol, mas ainda tô na escuridão.
És meu calor, mas o frio da sua ausência, assola meu coração.
Você é abandono e indiferença e eu continuo sendo amor e paixão.
Sou sua companhia, você é minha solidão.
Seu belo brilho, ao longe, infelizmente não sou capaz de alcançar com minhas mãos.
Não posso te amar por toque, então fiz de ti minha religião.
É você que toda manhã eu admiro, seu brilho ao longe, se tornou meu templo de adoração.
Só restou-me loucura, onde era razão.
Dá manhã, já vejo os primeiros raios, a anunciação.
Vejo meu Sol, mas sei que infelizmente, vou ficar na escuridão...

Inserida por wikney

"O vento frio da noite me extasiava.
Em meio a multidão, desesperado, eu te procurava.
Então naquele momento, eu te encontrei e o ar me faltava.
O meu sonho em vermelho, minha felicidade ao longe, eu avistava.
O coração gritava, minh'alma abalroada.
Tornava-se realidade o que eu tanto sonhara.
Minha alegria, nos meus braços, eu vislumbrava.
A cada beijo, a cada toque, a cada palavra, me desmontava.
E tudo só me dava a certeza que ela eu amava.
Eu daria mil vidas para que aquela noite fosse eternizada.
E as estrelas foram testemunhas de quê, naquela noite, eu amara..."

Inserida por wikney

⁠"Eu realmente não me recordo, se estava quente ou frio.
Só me recordo daquela praça, nosso encontro, suspiro.
Lembro-me meu amor, de esquecer até o meu nome, quando vislumbrei a arcaica igreja e imaginei você saindo dali, de véu, comigo.
O pouco que me recordo, as vezes acho que é delírio.
Lembro-me do aconchego do abraço e da paz que me trazia, aquele seu sorriso.
Eu já me esqueci de viver, amada minha, e o fiz, pois, é só por você, que eu vivo.
Meu Sol, meu ar, meu girassol, meu lírio.
Quando a madruga vem, e me recordo de ti, percebo que, as nossas lembranças, poderiam ser tema de poemas, canções, mil livros.
Rogo, imploro, ao Logos, ao Cristo.
Um dia, um segundo, mil anos, você, comigo.
Lembro-me de tudo, dos nossos momentos, a ternura, os abraços pareciam-me abrigo.
As memórias são prisões, e os sentimentos, castigo.
Levou-me o calor da alma, e sua ausência só me deixou, o frio..."

Inserida por wikney

⁠"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono.
Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono?
Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu abandono?
Mal entrei no seu ringue de desilusão, um olhar foi nocaute, já estou na lona e ainda nem soou o gongo.
Tentar esquecer-lhe é tolice, pra que o whisky, se é o seu beijo, que me deixa tonto.
O perfume me inebria a mente e fico zonzo.
Fazer que não é paixão, é finjir-me de sonso.
És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono.
Acordo na madruga fria, ao léu, atônito.
Tento dormir novamente e não consigo, pois a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."

Inserida por wikney

⁠O inverno do mundo e a primavera da alma

Enquanto o inverno veste o mundo de silêncio e frio, a alma escolhe seu próprio caminho. Nem todas as estações seguem o calendário da natureza, pois dentro de nós, o florescer é eterno.

Lá fora, a neve cobre o chão, gelando passos, silenciando vozes, mas aqui dentro, um jardim desperta, tecendo cores em meio à escuridão.

Quando nos libertamos das amarras da matéria e tocamos a essência mais pura do nosso ser, uma primavera eclode, delicada e infinita, nutrida pela luz da consciência que nunca se apaga.

A primavera não espera calendários, nem pede permissão ao tempo cruel, nasce onde há esperança guardada, sob o véu do inverno, floresce fiel.

O inverno se instala, mas o que sussurra o coração sobre suas próprias estações?

Inserida por fluxia_ignis

⁠Próxima Parada: Estação Verão
Em terras do Norte, frio e Yule, Duendes e fadas dançam ao luar, Elfos na neve, um espetáculo sutil, Chocolate quente nos aquece a sonhar.
Enquanto no Sul, é verão e calor, Água de coco e limão a refrescar, Litha celebra o Sol em esplendor, Na praia, risos e alegria a vibrar.
Ostara se despede com gratidão, Dando lugar à nova estação da magia, É tempo de sonhos e realização, Cada dia um novo conto de fantasia.
Estendemos os braços para o novo, Entre luzes piscantes e canções, Bem-vinda, estação que renova, A promessa de mil emoções.
Feliz Litha, que a luz nos guie, E traga paz a cada coração, Que a magia brilhe e inspire, Celebramos com renovação.

Inserida por fluxia_ignis

A vida me fez desistir de amar
O mundo me tornou muito frio
Muitas vezes já pensei em parar
Cansado de sentir o coração vazio

Mas a vida me deu um presente
E me fez tentar amar outra vez
Não sei isso é coisa da minha mente
Ou se você é a causa dessa insensatez

Quero te amar sem medo de arriscar
Quero ser seu refúgio e ser seu abrigo
Nos dias felizes vamos juntos se alegrar

Nos momentos difíceis quero ser seu amigo
E nesse lance de amor sei que sou aprendiz
Mas quero dizer te amo minha amada Beatriz

Inserida por davidmassari

⁠E do tamanho do infinito essa saudade
Esse frio na alma e o tempo tentando me convencer que só respiro se for por nós dois
As noites intermináveis com meus pensamentos tropeçando nas estrelas
Que um dia contemplei em seu olhar
Tento viver onde meus sonhos terminam
Uma imensidão de juras sem esperança
Só eu sei o tempo em que passo sonhando
Onde sem brilho o sol insiste em me fazer
Querer o impossível ...Voltas e voltas...
E novamente aqui zelando da minha saudade
Meus únicos momentos nossos.
(Z.M)

Inserida por zeni_muniz

Frio

Não vejo chão! Não vejo paredes!
Cadê um braço para aconchegar minhas dores?
Sem lar! Sem ar! Afogado! Engasgado!
Sabem que sou gay! Acho que não sabem que sinto as mesmas dores que eles! Que derramo lágrimas quentes como eles! Que busco afeto como eles! Não sabem? Não enxergam? O frio da rua me anestesia! Meu único consolo! É que estou anestesiado com o frio da rua! Quantos como eu precisarão do frio da indiferença?

Inserida por netomontana

⁠Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.

É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.

Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.

E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.

A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?

No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠Assim como não existe a escuridão, sim a ausência de luz.
Assim como não existe o frio, sim a ausência de calor.
Pode ser que não exista a tristeza, sim a ausência de alegria. Portanto, acenda a luz, se aqueça e se alegre.

Inserida por JuniorLacerda

Tento lhe encontrar sem saber onde procurá-la, gosto desse seu mistério em deixar-me com tanto frio e com intensas saudades.
Então a culpa é de quem, eu canto em português errado e não compreendido, mas do jeito que só você sabe.
Seus delírios assusta-me com sonhos de desejos ardentes que desatam meus estímulos.
Sou o teu mundo, seu porto seguro, teu céu e teu chão, tua água, tua comida todo amor que há nessa vida.

Inserida por JULIOAUKAY

Prefiro ser sozinho e não ter que dar satisfação a ninguém, mas no momento de frio aguardo o dia de ser acordado por alguém com beijos;
Sempre precisei de um pouco de carinhos e atenção para então eu transpassar a carência que me cerca com aflição;
A solidão até que me cai bem nem sempre foi minha, porém me presentearam pelo o que nem sei;

Inserida por JULIOAUKAY