Poemas sobre Esperança de Vida
Sou um eviterno vagabundo,
nesta vida consumida pelo medo;
olho prá vida vejo um tecto moribundo
cheio de restos, de prisão e de degredo.
Apalpo os dias que me passam ao redor,
com a vontade que me dá o velho tacto;
provo premissas sem tempero e sem sabor,
feitas de um rosto macilento e abstracto.
Neste percurso sinuoso aos solavancos,
nesses atalhos procriados nos invernos,
passo barreiras rodeadas por barrancos,
pelas ombreiras lá dos quintos dos infernos.
Fiz-me um ser errante, emaranhado,
deambulando pela dita paz no mundo;
sou fora daqui, sou de outro lado...
Sou um eviterno vagabundo!
Conseguir reconstruir uma vida e recomeçar a busca pelos seus sonhos mostra não só força como também muito caráter.Não importa quantas vezes você precise recomeçar. Saiba o que te faz feliz, tenha disciplina e honra!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe nossa jornada 🙏🏾
Tenhamos fé!
Infelicidade
Um outrem pedindo ajuda sem erguer a mão,
Emite toda a sua angústia reprimida,
Serenamente é outra pessoa sofrida,
E sorridente, em seu estado de lassidão!!
Mal-estar ou bem-estar comum de sofridão?
É o "Alterego e o Amor-Fati" — é a Vida!
É uma ampulheta de sangue — uma ferida
Cicatrizada com o amor e a aceitação...
Esse amor que satisfaz a quem interessa
Aceitar a esperança na promessa
Procrastinadora dessa tal felicidade...
Uma criança que não sofre tanta realidade:
"Às vezes, nos alheios mundo que percorro,
Um adulto rindo, é um infeliz pedindo socorro!"
Enquanto caminho para o cemitério.
Aprendi a não perder tempo com coisas que parecem ter grande importância no momento mas terão nenhuma importância no futuro. Aprendi a não colocar sentimentos em tudo o que brilha porque algumas pessoas não tem brilho próprio; algumas pessoas só brilham porque refletem o brilho dos outros.
Aprendi a não ter muita pressa para mudar de fase. Aprendi a aproveitar cada momento; a apreciar cada detalhe de todo ser que respira e também de toda a criação e feitura Divina.
Aprendi que o melhor dia da vida é sempre o Hoje.
Aprendi que serei esquecido mas não posso esquecer.
Aprendi a plantar lembranças para contar com muitas risadas no céu.🤣🤣🤣
Aprendi a relevar o mau humor dos outros que ainda não aprenderam tudo isso que eu já aprendi.
Aprendi que amar é sentir a dor do outro e fazer algo por ele(a) mesmo sem ele(a) saber.
Aprendi quase tudo o que precisamos saber para viver, e aprendi que para viver, não precisamos de quase nada de tudo aquilo que pensamos precisar.
Pena que perdi tanto tempo para aprender essas coisas.
Mas agora, o pouco tempo que me resta para viver, será muito maior e mais bem aproveitado, que todo o tempo desperdiçado enquanto caminho para o cemitério.
(Robson Bezerra Alves)
Qual o sentido da vida?
Primeiramente...
Descobrir-se como espírito, e buscar a verdade absoluta através da autoconsciência. Valores de alma. Virtudes!
Frequentemente
a vida me chama
para dançar.
Mas a
tendinopatia,
peritendinite,
osteofitose e a
espondiloartrose,
não me deixam
bailar no ritmo.
Cada ser,
tem uma fração da sua vida,
que nos inspira, rejuvenesce,
fortalece e energiza para a vida toda.
Ocupo muito do meu dia tentando entender o que é o tempo. Não me refiro ao tempo como uma abstração humana utilizada para contabilizar momentos, datar lugares, acontecimentos, coisas. Não me interesso por grandezas físicas, dimensões do universo. A dúvida, companheira desse devaneio que consome horas da minha vida, o que o tempo é na experiência humana, a consciência dele, o quanto nos afeta e o quanto nos permitimos ser afetados por ele. A questão: O que é o tempo? Tem a ver com o relógio-calendário? Alguma coisa a ver com o desejo? O que tem a ver com o espelho? É sobre a memória? E se tirássemos o relógio, o calendário, se o desejo se esvaísse, quebrássemos o espelho, perdêssemos a memória? Volto a perguntar: afinal, o que é o tempo?
Prologo do livro Tempo que o Tempo me deu
OCASO DA VIDA
Vai, folha seca, vai, desgarrada
Ao vento em fascinante magia
Vai, que o outono, já evidencia
No fatal balé, de poética toada
Cumpre o destino, meta sagrada
Mudada: sem cor, árida sinfonia
Sem viço, sem a gala da energia
E, a tua pálida força, já crestada
No tempo, a tua mocidade palia
Deixando-te no calor da saudade
Vai, folha delicada, doce poesia
Baila pelo ar desta final liberdade
Realizou a sua crucial biografia...
Ímpar e, cada um de nós há-de.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto 2024, 16’23” – Araguari, MG
Dizem que cidade grande
É o melhor canto que há
Que tem tudo nessa vida
Que se possa imaginar
Mas na roça tem igual
Mais bonito e natural
Basta a gente comparar
.
A cidade tem o carro
O metrô e o caminhão
Não tem pássaro no céu
Não tem bicho pelo chão
A roça tem sabiá
Pato, boi, tamanduá
Cabra, peixe e pavão
.
A cidade tem farol
Com a sua luz acesa
Mas não tem o cintilar
Nem o brilho da beleza
O roçado tem luar
Com estrelas a piscar
No clarão da natureza
.
A cidade tem barulho
O roçado, amenidade
A cidade tem agito
A roça, serenidade
Na cidade, o tempo voa
No roçado, eu fico à toa
Na maior tranquilidade
Vivendo
Vivo a vida,
Sem dopamina
Caminho só,
Na estrada da realidade.
Vivendo a vida
Vivida em horrores
Sofrimento em massa
Pensando se devo estar viva.
Viva a vida
Chorando sozinha,
Num quarto sem amigas...
Sem família...
Sem coragem para aceitar
Sem vontade de viver como alguém vivo,
Vai viva!
Viva ou morra!
No olhar sereno de uma criança, você entende que a vida quanto mais simples, mais significativa, logo, desejo que você
encontre a simplicidade em tudo a sua volta, sendo assim, verá que a felicidade estará lá, esperando pra lhe dar um longo
abraço, daquele que sua dimensão se eleva e tudo faz sentido.
A distância
A distância inóspita do cotidiano, é bela,
Traz consigo mil exemplos, da mente pra fala.
É uma estrada, cheia de lições do agora,
Faz a alma, por vezes, sair mundo a fora.
Muda elementos da sua ótica, talvez uma incógnita,
Se torna um labirinto, que mesmo reto, se transforma.
A banalidade muda os meios, afeta teus anseios,
Diferenças vívidas, compreensão do desigual,
Aceitei o que por lógica, não podia ser real.
A memória se preenche dessas idas e vindas,
É um conto vazio, com a película ilusória.
Se por vezes questionamos o tempo, que a pressa suma,
Se crescemos questionando as causas, que não nos consumam.
Vida idealizada, rotina consolidada,
Passado suprimido, sentimentos adormecidos,
A calmaria que mais parece monotonia,
Um coração em anistia, oculto e em dessintonia,
Contato inesperado...
...sentimentos aflorados
deixando extasiado, eufórico demasiado;
A alegria que se desperta, coração em frenesi que flerta,
Emoções que há muito nem sentia, felicidade que já nem existia,
Fantasias...
...Fantasias que não duram,
Alegria que se esvai,
Coração que gela, dói e se destrói,
Lembrança que traem, machucam, desvaem,
Afeto manipulador, produz Tristeza, solidão, dor,
Sensação que cresce, consome e esmaece, um coração que padece,
rotina uma saída,
Vida que segue, Vida que segue.
Um novo tempo chegou…É Setembro!
Que esse novo mês seja feito de Luz e de Paz!
O inverno ficou para trás… as árvores brotaram e as flores vão nascer…
Nesse setembro permita QUE AS FLORES DESABROCHEM EM SEU CORAÇÃO… Recomece tudo que deixou adormecer no longo inverno…
Na vida é assim: Às vezes passamos por um longo inverno, frio e tenebroso… MAS DEUS SEMPRE NOS CONCEDE A PRIMAVERA, A LUZ, O SOL, O DESABROCHAR DAS FLORES…
Tenha um lindo setembro de muitas flores, cores, alegrias e amores!
SOBRE A VIDA
Abri o meu sonho ao raiar do alvor
E ideei, veio a sorte, então, segui-a
Na ilusão, maciça de colorido vigor
E tão mais venturosa e, com poesia
Fui criando momentos e alquimia
Aos pés da emoção, no tom maior
Assim, no jogo do fado, robusto ia
No sentimento, caminho, no louvor
A gente é realidade, fantasia: lança
Avança, recua e vai na imensidade
Dentro da incerteza e da confiança
No viver tem uma vasta diversidade
Larga vitalidade, tão cheia de dança
Já o passado, uma estreita saudade...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01/09/2024, 14’27” – Araguari, MG
A Vida É Sobre Isso
Quantas coisas você sonhou
Que não saíram do jeito que você queria?
Quantas coisas você aceitou
Que você jamais imaginaria
Ter que dizer sim quando era não
Engolir a seco e não responder
Ter que deixar quieto e abrir mão
Foi a única coisa que restou fazer
Eu sei que essas situações se repetiram
Por muito tempo na sua vida
Eu sei que muitos dos seus sonhos se destruíram
Da maneira mais dolorida
Mas a gente vai aceitando
O que dá pra fazer?
De tudo que você queria ter sido
Quanto daquilo hoje é você?
Você ainda acredita que consegue
Ou já deixou de acreditar?
Você ao menos ainda tenta
Ou já perdeu as forças pra tentar?
Eu entendo a sua raiva
Eu também já me conformei
Jurei que não ia mais nem tentar
Falei que já era, abandonei
Mas escuta o que eu vou te falar
Depois de um tempo eu me liguei
Voltei a arriscar
E o porquê eu te confesso:
Entendi que desistir
Não vai acelerar o processo
É sonhar, a vida é sobre isso
E quando errar, não tem nada errado nisso
Tá tudo bem, só não se cobre tanto
Não deixe a vida perder o encanto
Pois viver, é ter que rasgar planos
Mudar a rota, conviver com os seus enganos
É cair, muito mais que se imagina
É levantar, pois o sonho não termina
Me lembro de um grupo de amigos
que ficou vinte anos se reunindo e sempre faltava alguém.
Toda vez que estavam juntos era só:
– Ué? Hoje o fulano não vem?
Se ia um não ia outro,
quando não cancelavam o encontro também.
Mas no dia que o marcão morreu
No velório não faltou ninguém....
É importante ter cautela ao compartilhar suas intenções amorosas. Assim como amizades superficiais, como as que se fazem em bares, podem não ter a profundidade necessária para um apoio genuíno, revelar seus planos mais íntimos a pessoas que você pensa conhecer ou não conhece bem pode deixá-lo(a )vulnerável a manipulações e até mesmo a perdas significativas.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Viver, sentir...
Em qual etapa da vida, em qual fase, em qual percurso escolhido, substituímos a empatia pela aparência, os sentimentos pelo vazio, o tato pela ausência? Substituímos os valores, nos sabotamos, tornando-nos o inverso do que deveríamos ser, viver, sentir, fazer.
Em qual etapa decidimos percorrer solos áridos, secos, sem brilho, sem cor? Em qual etapa as migalhas já nos são o bastante? Outrora servidos por banquetes fartos, hodiernamente um farelo de pão aqui, um grão de arroz ali já nos basta. A constância se transforma em inércia. O brilho, a cor, o sabor – já não nos interessam.
Em qual etapa esquecemos nossa real essência? Apagam-se as luzes, máquinas do tempo, máquinas sem tempo. Somos regidos pela inércia, pelo jogo do interesse, pela individualidade egóica.
Em muitos casos, o desamor, a falta de diálogo, o tapear dos sentimentos, as cascas adoecidas, a raiz contaminada. Frutos de aparência externa deslumbrante, águas em conta-gotas nos enchem os olhos em um primeiro momento, mas não saciam mais. Acabam por drenar frutos vívidos. A insanidade que está se tornando a vida nos confronta diretamente com as adversidades, nos transforma. Esse caminho não é uma escolha, é uma razão, uma consequência.
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