Poemas sobre arte
Desculpem me os mestres vanguardistas do mundo inteiro mas é muito mais fácil para mim como profissional da arte , caracterizar como o bom e próspero jardim da arte contemporânea de hoje um dos caprichosos, limpos e criativos trabalhos de um dos tantos artesãos que em semelhantes plataformas vários artistas consagrados do passado já beberam em diversas épocas e bebem até hoje.Do que aceitar e reconstruir clássicos conceitos de materialidades por instalações, luzes, motores, sons mecânicos e imagens copiadas e retocadas por photoshop como obras de arte de valor artístico significativo, estético, conceitual e semelhante.
A gemologia no Brasil não merece em monta e nem em criatividade a joalheria que tem. Isto acontece pela quase inexistência do ensino profissionalizante de lapidação e cravação de gemas nacionais brasileiras, um ensino que deveria ser obrigatório pela gigantesca reserva que existe no país detentor de uma das maiores diversidades gemológica de todo o planeta.
Quando vejo em um evento publico uma furtiva mal-intencionada relação artificial de pseudo amizade e cortesia entre um profissional da arte e da cultura com um ou uma política pouco ética devoradora de votos, passo a crer que até na arte, na educação e na cultura já encontramos equivocados propositais de fazem do entretenimento uma plataforma injusta para concorrer ao grave erro social e a confusão cidadã.
Dizem que tudo é força mas só Deus é poder e eu digo sempre que tudo são energias criativas em movimento mas só é Arte o que nos aproxima da Criação.
Todo artista regional das diversas plataformas das artes em busca de novas oportunidades migra para o eixo RJ-SP afim de buscar também uma maior visibilidade. Mas quase a maioria deles sem perceberem em pouco tempo englobam se a metropolização, tornam se marginal e perdem por vez sua tua tão valorosa e preciosa, original identidade.
A bela joia criada por um grande joalheiro nunca é a resultante de uma ideia-criação confeccionada com um amontoado dos materiais, que ainda se tem. Cada bela joia para ser confeccionada diante de uma bela criação, necessita de ligas de metais especificas e diferentes, na dosagem certa assim como a escolha criteriosa de cada gema, na melhor lapidação e o tipo certo de cravação. Na verdade é um conjunto criterioso de elementos, técnicas e saberes que quando são bem direcionados na feitura de uma joia, muitas vezes quando pronta superam se em beleza, harmonia, leveza e originalidade milhares de vezes ao que era a original ideia, na melhor forma imaginada e sonhada.
Na verdade o que a cultura carioca, amazonense e brasileira não sabe é que veio de Lisboa a ideia de todo o calçamento feito com pedras portuguesas, as mesmas que vemos no Brasil, equivocadamente e não originalmente na praia de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro e em Manaus. Mas para quem achou ate hoje que o desenho das ondas, foram feitas pelo contraste das pedras brancas e pretas que seriam exclusividade do calçadão de Copacabana, e que representam as ondas do mar da famosa praia e bairro carioca, ou mesmo na praça em frente ao Teatro Amazonas em Manaus, representando ponto alto turístico manauara que é o encontro das águas de duas cores ocorrido naturalmente entre do Rio Negro com o Rio Solimões, estão todos equivocados. O desenho original se encontra na Praça do Rossio, ao final da Rua Augusta, em Lisboa, Portugal, que é historicamente comprovadamente muito mais antiga que as localidades brasileiras. O que sei é que a calçada de Copacabana, foi realizada um pouco depois de 1922, pois o Hotel Copacabana Palace não ficou pronto a tempo para o aniversario do primeiro centenário da independência do Brasil, 1822 - 1922, como queriam os Guinle e tempos depois um engenheiro discípulo de Francisco Franco Pereira Passos que foi um engenheiro também e político brasileiro, prefeito do então Distrito Federal que era o RJ entre 1902 e 1906, que concebeu a ideia não original de fazer o mesmo desenho lisbonense em Copacabana já que tinha importado as pedras portuguesas. Diante disto fica registrado então para toda cultura brasileira que não conhece o Brasil, a minha humilde homenagem a quem teve a original criatividade da majestosa obra emblemática e por conseguinte ao original criador português, de fato e de direito. Falta me elementos fiáveis para pesquisa mas pelo que acho que sei o desenho original português é alusivo ao fato histórico do Grande Terremoto de Lisboa.
A educação e a cultura em fusão são o forte cimento que alicerça a argamassa estrutural de nossas diferentes e diversas colunas de identidade para a sustentação da verdadeira liberdade, da soberania, da democracia e da unidade, diante da vasta nação brasileira continental.
Uma criação artística sem mensagem direta ou subliminar alguma pode ser comparada a confecção de um maravilhoso abajur instável, sem lampadas e conexão elétrica, nenhuma.
O jovem brasileiro acaba indo buscar ícones, valores, modelos, ideologias e filosofias estrangeiras bem mais visíveis na internet - rede mundial de computadores pela falta do acesso ao conhecimento da arte, da historia e da cultura de sua própria cultura. Ora por outra me deparo com um jovem frustrado por ter buscado tão longe e de forma muito adaptável um valor que agora encontrou por aqui, na ainda hermética cultura nacional brasileira falando suas ideias de forma de simples e objetivo entendimento, singularizando em síntese o seu verdadeiro argumento de vontade, ideal de vida e entendimento que sempre desconheceu. Sendo assim, falta a difusão e melhor propagação dos conteúdos artísticos, históricos e culturais nacionais para que nossa identidade juvenil seja exercida por aqui e com maior vigor. Em contraposição o empresariado da festa visando grandes lucros na industria dos eventos entope o mercado pequeno brasileiro da região sudeste com valores alienígenas, modismos e fanfarras que na verdade a nós não nos acrescenta em nada e não nos diz respeito. A colonia cultural brasileira tem que encaminhar a passos novos de nossa juventude estudantil para a liberdade de metrópole mais que cultural nacional brasileira, que é para todo o planeta....infelizmente só não tanto reconhecida, por aqui.
Para melhores gestões e administrações de acervos artísticos e patrimoniais materiais públicos e privados necessitam de verdadeiros inventários, bem avaliados e discriminados de forma estritamente profissional pois sem eles nada pode ser feito e quando muitas vezes são feitos por curiosos e aventureiros de formas incompletas pouca serventias tem.
A maior e melhor tradição joalheira brasileira é vegetalista. As contas, as sementes, as miçangas, caroços, as fibras, as tramas, as folhas e as flores, as cores fortes e primarias da vida dos tradicionais adornos tribais indígenas de uma cultura original de nossa terra e miscigenados com toda a cultura negra, anos mais tarde em um alto de resistência e união quilombola da favela. Por mais que sejamos um dos maiores expoentes mundiais na produtiva generosidade gemológica joalheira é por meio da livre lapidação e a conjunção de cores vivas harmonizadas criativamente, que nossa arte joia desponta se internacionalmente por tamanha beleza, harmonia inusitada e magistral exuberância. Somos herdeiros e resistência da amazônia por todos os lados de nossa cultura na diversidade indígena, europeia, negra e cabocla, para colorir o mundo com todas as cores.
A Lei de incentivo cultural mudou enquanto tetos financeiros mas de forma incompleta ainda pois deveria estar dito que as empresas que buscassem a lei seriam OBRIGADAS a destinar parte do patrocínio adquirido para os MEGA EVENTOS a projetos menores, principalmente educacionais, a novos produtores, a pequenos produtores e a projetos em pequenos municípios de outros Estados, afastados do eixo-cultural das Regiões SUL e SUDESTE. Tornar os investimentos aos menores compulsório e obrigatório. Porque pelo que foi feito, sem um estudo pratico e por motivação politica, os ajustes irão agravar a situação profissional de todos os atores que participam das produções menores. Mais uma vez a cultura cidadania gerenciada por teorias equivocadas distante da verdadeira realidade artística e cultural brasileira.
Aquele que sabe fazer conta não é um verdadeiro artista, talvez no minimo um economista criativo ou um inventivo matemático.
A educação é sempre a base para qualquer investimento cívico, politico e social democrático verdadeiro. Tudo que difere disto é mais uma sórdida mentira.
Toda avaliação definitiva de qualquer tipo de objeto, ser ou material por uma imagem deve ser encarado como um ato arbitrário de vaidade, uma expressão inconsequente e um achar irresponsável.
Confesso que desde menininho entendi a força das cores e das formas desenhadas por liberdade muito antes de aprender a ler e a escrever. A vida é arte.
