Poemas sobre Água
Perdidos no tempo e no espaço
Só reflexos de espelho
A água evapora
A nuvem cresce
Uma nova notícia na porta de casa
Só agora se sabe do prazo
Apesar do tempo ter asas
Não voa e jamais envelhece
O que destoa é viajar com ele
E nunca mudar em nada
Sempre aquela vibração tão boa
da cadência do som
Em que soam as cordas do tempo
Momento a momento
Um dia a gente, que estava à toa
Fatalmente acorda
E percebe que o tempo envelhece
Friamente, a cara do espelho
A nuvem de chuva caiu
Fim de tarde
Horizonte vermelho
Abelhas rainhas
Foram minhas todas elas
O Sol se põe por trás
dos montes de notícias
Que batiam-me à porta
Eu lia o jornal
Mas jamais atentei pro resumo
MIsturado e torto
O compromisso era comigo
Meu abrigo, meu rumo
Não ligo e não brigo
Nem tenho nada com isso
Assim me acostumo
A olhar
Ver cara do tempo
A cada vez que eu o olho
mais moço
E sem nenhum alarde
Conforme convém-me
devido a ser tão tarde
Agora
Sabê-lo antigo
Molhar-me na chuva
Minha única amiga
Até que o próprio espelho
Que muda, qual cor do cabelo
E sem reclamar pra ninguém
Finalmente acatar-lhe
Assim como eu faço
Os conselhos, de vez em quando
Tendo, enfim, me encontrado
No espaço e no tempo.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia a água corre
Noutro dia ela evapora
Ela chove
E quando ela chove,
Molha o mundo
Agora, molhado
O mundo olha a vida
Desconfiado de que o mundo morre
E percebe que morre
Quando isso acontece
O mais profundo sentimento
Que ao mundo ocorre
É que a vida é momento
E que é preciso viver a vida
Só isso
Voltas inteiras
Volta e meia, morre o mundo
Morreu de palavras pequenas
Água, vapor, ambição, chuva, mundo
Hora, tempo, dor, segundos
Vosso, nosso, teu e meu
Poeira de vida apenas
Sem motivo ou inspiração
Inexiste ação divina
A passar pelo prisma
São só coisas da vida, aos olhares do mundo
Uma coisa triste, embora viva
Mundano, infecundo, molhado,
Imensamente pequeno e perdido
Por vezes, iluminado
Mas somente o lado sem luz
E depois o mundo morre
Morto o mundo
E a gente, para o Universo
É morta a poesia
Pára
Evapora
Eram só versos mundanos
Sem causa divina
Nada muda
E depois de apenas uma pausa
Lá se vai a vida
E depois de apenas uma vida
Lá se foi a causa
Tão bonita e tão plena ela era
...enquanto era escrita.
E nem lida ela foi.
Edson Ricardo Paiva.
A água cristalina
O copo
A colina que se vê de longe
O topo
A alegria de existirem
A gente as vê
Mas o olhar atravessa
São respostas
Goste a gente ou não
São só palavras
A água, por cristalina que seja
Não lhe sabe a essência
Conhece-lhe o gosto quem prova
E surgem só novas perguntas
Não há cor
E seu rosto é inexistente
Abstrata como a dor
Quem a sabe presente
Não nos cabe vê-las
Nem se podem tocá-las
Quem as sente
É tocado por elas
A vista lá do alto da colina
Só conhece quem subiu
E não se pode estar
No topo de todas elas ao mesmo tempo
Mas o tempo é sempre eterno
Pra quem sempre espera
Mesmo que a dor as devore
E que a água se transforme em chuva
Brilhante como as estrelas
E que todas as estrelas chorem
Mesmo que todas as pessoas
Enxerguem a chuva
E não neguem que sejam boas
Apesar de tanta transparência
Ninguém sabe a essência
Do que não é dado saber
Apesar
Da eternidade da espera
Não se sabe nada sobre a eternidade.
Edson Ricardo Paiva.
A Lei da Vida.
No rio do tempo
Outra estação
Outra água evaporou
Choveu
Pode ser que fosse tudo a mesma coisa
A mesma água
A mesma causa
O trajeto do rio era o mesmo
A mesma confusão no mesmo leito
Era a vida a prosseguir do mesmo jeito
Sem pressa
E, se doutra vez, quem segue o rio sabe o caminho
À ninguém cabe o direito
Em pôr a culpa no trajeto
A culpa toda cabe ao rio
Que dessa vez não confundiu direito.
Edson Ricardo Paiva.
Quando você pede
Um pouco d'água ao universo
E ele te responde numa tempestade
Sinta satisfação por esse momento
Saiba, que por pouco que te caiba
Ele pede em troca ao menos tua sede
Não basta ter coragem de querer
É preciso encarar teu medo
Teu receio de ser ouvido
Se teu meio é deserto
Creia, que se um milagre te escapa entre os dedos
Amanhã pode ocorrer
Que a tua realidade
Sejam lágrimas que evaporam
Ao silêncio se responde com silêncio, às vezes
Mas nem sempre há quietude
Pois a dor mais triste que há na vida
É que a diferença entre o sonho e a realidade
Não existe...mas ao mesmo tempo há de ser enorme
Acontece assim, conforme a tua crença
Porquanto, se não tem coragem ou sede
Quando olhar pra primeira estrela da noite
Quando olhar pro céu da madrugada
Nada queira, nem pede nada.
Edson Ricardo Paiva.
Belas horas.
Água de chuva
Parede, pintura nova
Uma ida à janela
Um olhar à rua
As mágoas da vida
Quão belas
eram aquelas manhãs de outros dias
O mundo existia
Aqui, dentro da gente
A julgar pelo olhar a rua
Nada ficou diferente
Por mais que a beleza iluda
Nada ilude eternamente
O que muda é uma coisa que existe
O badalar mais triste
de um ponteiro que acelera
Belas eram aquelas
Horas que passavam todas inteiras
iguais
A parede, a pintura
Alguma coisa pura que existia
e que era mais
Traduzia aquilo que a visão
da água da chuva que caia
Enquanto passava o avião
Um gosto, um sorriso
O linho da mesa posta
A comida do almoço
A vida
Belas eram aquelas
Risadas que compartilhamos
Das horas que não passam mais
Sem que haja um badalar que insiste
em dizer alguma coisa que eu não compreendo
Sim, isso acontece
A chuva às vezes cai ainda
e continua linda
Mas me traz uma mensagem diferente
Quando ela desce
E as imagens que vão surgindo
Não são mais tão belas
Não quanto foram aquelas
Uma ida à janela, outro olhar à rua
E cerrar as cortinas
Outro dia termina pra mim.
Edson Ricardo Paiva
Espelho d'água,
te admirava em minha fantasia de criança,
te olhar me dava imensa sede,
te beber todo, uma saborosa esperança,
mergulhar bem fundo era o meu desejo ousado,
mas minha mãe não me deixava,
eu queria só nadar com cuidado!
Espelho d'água,
os dias me fizeram crescer,
nem me lembro daquela inocência,
despois de tanto passar pelo amanhecer,
Contudo, te vejo e a vontade surge do nada,
a sede sequer passou,
e submergir, permanece como inspiração ousada.
O Soma da Água:
Quero o barulho da água e o sopro do vento.
A imagem do tempo e o cheiro da terra.
O som do riso e a liberdade do poeta.
Quero amar, orar, cantar e dançar sem ser julgado.
No lugar que escolher para derramar ali minhas emoções em palavras.
Sem travas!
Posso?
Respiro e ando, então vou!
Decido e faço, então sou!
Suspiro meus sentimentos.
Disparo minhas gargalhadas.
Longe de tudo quem me julgará?
O som da água!
Um dia foste fogo
N'outro foste água...
Um dia foste abraço
N'outro foste distância...
Um dia foste presente
N'outro foste saudade...
Um dia foste sonho
N'outro foste realidade...
Um dia foste chuva
N'outro foste estio...
Um dia foste ponte
N'outro foste muro...
Em muitas noites foste calor...
Hoje, apenas frio...
O verdadeiro poema
Está no sorriso de uma criança, na água cristalina do pequeno riacho, no abraço sincero e fraterno
Nos sinais de Deus...
*Água sobre a cidade*
Num tempo, São Paulo seca.
Agora, encharcada...
Como se as águas conscientes,
Morando nas profundezas da terra,
Entendessem o seu lugar
para retornarem sempre:
Ora amigas.
Ora bravias.
Matando a sede,
Enchendo casas,
... Ruas
... e as próprias almas!
junho/04
Será que é amor
Telhado furado, uma gota d'água cai no meu colchão
Um pingo de chuva, uma gota do céu, escuto um trovão
Eu sinto na pele um leve arrepio e penso em você
O vento lá fora sopra e trás frio, começo a escrever
Falo de amor, da linda menina que me encantou
Dentro do meu peito, um estranho sentimento, será que é amor?
Eu gosto de água, de rio, de vento, de cheiro de terra molhada, de olhar nos olhos das pessoas e perceber o que elas são longe de toda a loucura cotidiana.
A natureza é algo que nos cura de nós mesmos, de nossos estragos, de nossas erupções, de tragédias causadas por outros e no final por nós.
Ela nos salva de tudo e de nada.
🌻
Tudo o que precisamos agora ...é gradiosamente e apenas isso.
Flores sintéticas
Eu não sei cuidar de flores.
Nunca soube a medida certa de água,
o quanto de sol é demais,
o quanto de sombra é abandono.
Mas sempre apreciei as flores plantadas,
raízes firmes,
folhas dançando ao vento,
vivendo no tempo que lhes pertence.
Há quem as queira em vasos,
presas à ilusão de um cuidado constante,
mas eu prefiro não arrancá-las.
Prefiro vê-las ali,
onde escolheram nascer,
onde pertencem sem precisar provar nada a ninguém.
Flores colhidas vivem menos,
morrem lentamente entre dedos ansiosos,
em jarros de vidro,
em promessas que nunca chegam a desabrochar.
E eu, que já vi tantas flores morrerem fora de casa,
prefiro guardar apenas a lembrança
do perfume que nunca precisei roubar.
Se não sei cuidar,
que pelo menos eu saiba admirar.
E deixar que fiquem onde devem estar.
Se existe Água para Peixe, Solo para Toupeira, Ar para Pássaro e Planeta Terra para Homens Ignorantes, então, deve existir Planeta para Homens Sábios!
Isto é, no Cosmo existem vários lugares e cada lugar é apropriado para uma determinada forma de existência!
Respeite seu cabra
A ração do meu bornal
A água do meu cantil
Sou filho dessa pátria mãe Brasil
Saiba que já estais na mira de meu fuzil
Feriste esse peito varonil
Manchaste as belas cores do meu Brasil
Negaste os filhos desta mãe gentil
Calaste os gritos de liberdade
Que nestas terras, surgiu!
Fugiste a luta do futuro de glórias mil
Que fulgurava nas Américas do meu Brasil!
Entre outros mil, tu eras a certeza Civil
O esplendor desse povo juvenil
Que de braços fortes a tantos já serviu
Eras o elo da liberdade do nosso Brasil
Seu cabra meus braços fortaleceu
Meu amor resplandeceu
Meus olhos se abriu
Respeite os filhos dessa amada, idolatrada pátria mãe Brasil.
... O chicote que mim açoita
Não arde mais que minha esperança
A sede que me mata
Jorra água na minha perseverança.
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
Deus está presente em teu coração?
Deixa-O entrar, e tua vida se transformará do vinho para a água.
Viver melhor é aprender a amar o próximo.
P1- Onde as vibrações ocorrem tem massa, aguá tem massa, ar tem massa, materiais tem massa.
P2- A propriedade da massa é empurrar os objetos e não há experimentos que possa distinguir entre a propriedade da massa e o momento.
P3- A Luz é uma vibração.
C- A luz tem massa e toda forma de vibração é uma interação entre massas, a qual apresenta a mesma propriedade de empurrar as entidades.
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