Poemas sobre Água

Cerca de 5826 poemas sobre Água

⁠Minha raça é nordestina
meu sustento vem do chão
minha água é cristalina
da fonte do ribeirão
quem vê de longe não imagina
que essa cor de azul piscina
vem do céu do meu sertão.

Inserida por guibson

⁠Eu moro lá.
Sou filha da Mãe d'água,
nascida do recanto mineiro,
criada no cheiro de manga madura,
com o sol costurado na pele.
Lá, o tempo dança diferente,
com ginga de feira e reza de esquina.
É onde a saudade passa o café devagar
e o vento sussurra histórias antigas.
Eu levo no peito um pedaço de céu,
um cheiro de chuva quente na terra,
a risada que brota sem razão,
e o silêncio de quem sente demais.
O mundo me chama —
mas a alma resiste,
fica um tanto presa
nos pés descalços da infância,
na areia que não sai da memória.
Mas quem mora lá sabe:
a gente nunca sai por completo.
O coração fica — pendurado
numa rede qualquer de fim de tarde.
E quando me perguntarem de onde sou, vou dizer com um sorriso que entrega tudo:
"Eu moro lá... sou filha da Mãe d'água."

Inserida por leila_venturas

⁠Quebrei-me em cacos e fiquei no pó, sedenta da água da vida que só Deus pode dar.
Peço que Ele me molde como barro, transformando-me em um vaso novo, delicadamente esculpido em suas mãos.
Em profunda busca interior,
procuro me conhecer verdadeiramente, encontrar o sentido e o propósito da minha existência.
Percebo que, por muito tempo,
me doei aos outros para evitar
olhar para minhas próprias dores,
para o meu verdadeiro eu.
Dentro de mim arde uma necessidade, não de religiosidade vazia, mas de espiritualidade viva,
que transcende a matéria e
me aprofunda em Cristo.

Inserida por RuthyannePrietsch

⁠Recomeço

É verdade...
Uma hora, a água vai secar
E o leite esfriar, o moinho vai parar
O vento não vai soprar
A ferida vai sarar, os abraços vão se acabar.

Mas, uma hora, tudo isso vai passar
O coração palpitar, o leite esquentar
O vento vai voltar, os abraços, recomeçar
E a ferida?
Essa ninguém quer saber,
Deixa pra lá...

Uma hora, o que era importante
Nada mais será;
Uma hora, o seu beijo falta não fará
Um sorriso acabará, mas outro nascerá...

Uma hora, tudo cansa, você descansa
E, logo, tão novamente,
Cansará, mesmo cansado
Assim é o coração,
Ora cansa
Ora está apaixonado...

Inserida por HAMILTONRONISON

⁠Tudo é movimento
a água vira vapor,
vira gelo que espera,
vira rio que leva e lava,
vira chuva que cai e rega.

tudo é transformação.
fases,
estados,
o mesmo corpo em transição.

a matéria muda —
não se perde,
se refaz.
a essência escorre
pra nunca mais
ser igual.

Inserida por mardoniobarros

⁠No monte alto, o oceano cinza se estende
Com cheiro de maresia e água de coco doce
A brisa suave sopra, trazendo sossego
De um lugar longe, onde o cuscuz branco é gosto
E o vento leve acaricia a terra de barro e areia

Inserida por srtacas

⁠No coração das matas, onde os rios serpenteiam, veias do Brasil,
Corre, livre, a água da vida,
Que brota da terra, viajando,
Até o coração do país.
Nos tesouros perdidos, em que um povo se resgata,
Os caboclos bradam.
Nas lendas da Amazônia e nas senzalas,
Ecoa, forte, o grito ancestral de resistência.
Mistérios antigos, escondidos no seio das florestas,
Gente que fala com as árvores,
Que entende o canto dos ventos e a língua dos animais,
Conhece os caminhos das águas, do céu e da terra,
Esta, nossa pele sagrada,
Resistente ao esquecimento, jamais se renderá,
Nem será dobrada pelo medo.
Esta é a terra da Ararajuba,
Das belezas do Rio de Janeiro,
Mas também da Revolta dos Alfaiates,
Onde o sangue da resistência ainda fervilha nas ruas.
E nos cantos africanos, me abrigo,
Na força dos ancestrais que nunca nos deixaram.
Reencontrando a terra que nos gerou,
Erguemo-nos, firmes e imbatíveis,
Com coragem inabalável, raízes que nos sustentam,
Lutamos para assegurar o direito de viver,
E proteger o amanhã,
Na força da mata, nas folhas da Jurema,
Os povos que aqui estavam e os que chegaram,
Ainda resistem,
Guardados pelas forças ancestrais.
A liberdade, a ferro, foi conquistada,
Na carne e nas marcas de um povo heroico,
Que jamais deixou de crer
No axé, na luta,
Na força que brota de sua terra.
Não mais seremos subjugados,
Não seremos apagados nem silenciados,
Porque a nossa voz ecoa,
Mais forte que os grilhões
Que um dia tentaram nos calar.
Ainda lutamos,
Com a clava forte,
A terra é nossa,
E jamais será tomada.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Quando foi que
parou de ensaiar pensamentos no banho,
e apenas deixou a água banhar
suas dores e levar embora
suas preocupações?

Inserida por ShandyCrispim

⁠Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão

Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só

Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar

Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim

Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim

A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor

Inserida por jmsrosa

⁠⁠Oriṣa é como água.
Precisamos estar sempre hidratados.
Porém não adianta tomar 10 L de água.
Tem que ser uma hidratação constante.

Inserida por YALODOSSY2

⁠Estou a navegar
Escutando o barulho da água
É noite e deparo com a intensidade das estrelas
O silêncio preenche minha alma
Medito diante do céu fascinante
E contemplo a beleza da noite.

Inserida por kaike_machado_01

⁠Sou como a água de um rio…
Calada, disfarço minha fúria,
Você olha, acha que é calma,
Mas no fundo… sou abismo.

Tente mudar meu caminho, ouse me parar,
Levante barreiras, cave desvios…
Só não esqueça:
Minha força não se mede na superfície.

Debaixo do que parece paz,
Escondo correntezas traiçoeiras,
Buracos que te puxam,
Te arrastam… te afogam.

Pode tentar me secar,
Gole a gole,
Como quem suga por um canudo…
E quando achar que me venceu,
Surjo, escorrendo onde você menos espera.

Eu sei esperar…
Silenciosa, espero o tempo das chuvas.
E quando elas caem,
Eu transbordo.
Eu invado.
Eu quebro.
Eu retomo tudo aquilo que é meu.

E nesse instante, meu caro,
Só resta dobrar os joelhos,
Pedir perdão ao Deus que te resta…
Porque eu te puxo,
Te abraço nas minhas sombras,
E te mostro que com a força de um rio…
Ninguém jamais deveria brinca

Inserida por adnaline

⁠COBERTOR DE ÁGUAS
Essa água azul de piscina revestida
Em seu corpo, todo o azul combinado
Com a cor dos seus olhos desejados
Com o encanto e admiração fluída.
Essa água doce e saudável te veste
Com refresco e lavagem de alma
Males que se evaporam com calma
Para as profundezas donde vieste.
Teu dulçor afrodisíaco se acompanha
Com a tua essência única, lavando
A dor, trazendo a bonança tamanha.
Você nessa fotografia se expressando
Vejo um lençol de armadura, luta ganha,
Que te faz mais forte se reinventando.

Inserida por luizfelipelimasilva3

⁠Eu expus tudo que sentia por você.
A falta que me fazia como água no Sáara.

Dos desejos intensos, quentes que me consumia em silêncio entre dunas em noites gélidas.

Você mirava-me, mas não esboçava nenhuma reação.

Eu me vi tendo que competir com o desértico seco do seu ego.

Você apenas permaneceu aí, mirando-me enquanto eu me consumia.

Tive esperanças de que minhas miragens fossem reais.

Mas você permaneceu aí, estático.
Vendo-me consumir e desaparecer como poeira no deserto.

Inserida por mileneabreu

⁠Teu pensamento

És uma partícula
Menosprezada,
Assim como
Uma gota
De água
Pelas terras secas.
Não há nada que se
Equipare ás tuas
Angústias infinitas!
E mesmo assim,
Num olhar distante
O gritar
De uma gaivota...
Não sei se é o teu
Pensamento.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

LEMBRANÇAS DE CRIANÇA
Autora: Lourdes Duarte

Olhando a água transparente riacho,
Lembro-me dos banhos quando criança
Sem medo da poluição aproveitava
O encanto que a natureza proporcionava.

Brincadeiras de criança, eu e minha manas
Brincávamos de princesas, num barco a vela
Mesmo em águas rasas de um riacho, sentíamos
O balançar das ondas e o soprar dos ventos.

No riacho de águas claras se via os peixinhos,
E as princesas gritavam, tubarões a vista!
Tudo fantasia, fruto dos livros que líamos
Ou das histórias que a mamãe contava.

Quem dera que aqueles tempos voltassem
Em que o riacho as vezes era o tobogã
Ao deslizarmos nas corredeiras, de águas claras
Enquanto a mamãe gritava, meninas!
Hora de voltar para casa!

Inserida por lourdesduarte

⁠A FORMA DA ÁGUA

Frenética demoníaca obscena
criatura presa secretamente
vida experimental aquática
descoberta por zeladora atenta
encanta-se em aventura fantástica.

Um corpo devasso pelo fogo clama
de animal em pecado então dormente
que solta do lábio misteriosa lama
macabro apraz donzela silente
o pelo na pele fêmea goteja regozijo.

Assassinada por revelar a criatura
pelo ser amado é revivida ao mar
e seguem na forma da água impura.

(Bia Pardini)

Inserida por bia_pardini

⁠Observando do topo de uma cachoeira a queda da água consegui observar com clareza o seu momento de impacto e seu escoamento em direção a muitas rochas, galhos de árvores, lugares um pouco elevados e outros profundos. E cada um destes caminhos por onde ela corria se enchia o suficiente de forma proporcional e precisa.
E segui aquele percurso aonde meus olhos conseguiram acompanhar até que se perderam entre as árvores e as montanhas.

Assim é quando temos fé em Deus, conseguimos enxergar muitas coisas do lugar certo e de maneira certa. Nossa visão não apenas tem a precisão de detalhes do percurso que a sua vida esta tomando. Consegue também ter a sensibilidade de saber que cada obstáculo em sua trajetória ainda que possam parecer limitadas e te impedir que continue, não conseguirá, porque seu destino foi traçado e escrito pelo autor da vida.
Vejo aqui como nossa insignificância é gritante diante daquele que criou tudo e todas as coisas para nossas vidas, porque até para que eu me aperfeiçoe seja em qual área for dependo da sua permissão e Bênção para concluir e exercer com perfeição no lugar que sempre sonhei estar.
E como estas águas que desde queda do alto desta montanha e se tornou uma cachoeira e ao tocar o solo virou um lago e quando encheu escorreu se transformando em um rio até seu lugar final. Mesmo em todo seu percurso desde o nascimento até sua primeira queda conseguimos enxergar que às vezes é necessário cair, sair do topo para que em sua queda você possa produzir vida e beleza a sua volta.
Então não olhe seu início, não olhe o caminho, mas sim olhe lá para o final, aonde quem te chamou a existência, antes mesmo de você estar no ventre de sua mãe, por te conhecer e ter visto em você o que não há em Ninguém.
Ricardo Baeta.

Inserida por RicardoBaeta

O MILAGRE DA ÁGUA!⁠

Deus ouviu a minha prece
feita em fé e oração
pra esse povo que carece
do que vem da plantação
o sertanejo hoje agradece
o milagre que acontece
vindo água pro sertão!

Inserida por GVM

⁠A água por aqui é rara
mas o chão tem qualidade
o poder do sorriso sara
sem medir dificuldade
nem sempre uma vida cara
quer dizer felicidade.

Inserida por GVM