Poemas sobre a Morte
....um ponto final na poesia,
.....a morte da musa, o grande poema.
.........suspenso na eternidade
.................o silêncio irreprimível,
............entre ecos do acaso...
...........a fuga do poeta...
.....enigma inconfessável.
SENTIDO, PRA QUÊ?
Sentido, qual é o sentido
da vida, da morte,
da guerra e da busca
pela paz?
Cada vez que vejo,
leio ou penso sobre
a guera, e seus motivos fúteis
sobre os seus mortos
concluo que nada faz sentido
nem a vida, nem a morte
nem a guerra, nem a paz
que nunca se alcança.
Depois de chegar a esta conclusão
o que um homem deve fazer?
Lutar pela paz, confortar
com a esperança celeste
os enlutados, vítimas das guerras
inúteis e cruéis ou calar
diante do absurdo diário
ao perceber que ninguém se preocupa
se outros genocídios estão em curso
no oriente, ou se uma guerra nuclear
pode nos exterminar a qualquer momento?
O que estamos fazendo aqui
seres racionais, expectadores passivos
da nossa própria destruição?
As ideologias religiosas nada conseguiram
para educar os homens no caminho
da paz, da ética e da justiça
o que se vê são etnias se matando
cada uma com um deus diferente
mas semelhantes em sua inutilidade.
Ainda é igual a barbárie teológica
entre professos cristãos e muçulmanos
homens de QI elevado pregam a supremacia
das raças, e proclamam o intelecto humano
superior ao instinto animal.
Encontrar o sentido para vida
talvez seja apenas mais uma tentativa em vão
ensinar as crianças que todos os homens são iguais
já que que os homens não dão ouvidos
são instruídos, doutores em arrogância
todos são peritos em pregar a diferencia
entre pobres e ricos, negros e brancos.
Não compactuo com esta humanidade
desumana e intolerante,
quero o raiar da inocência das crianças
quero preservar o mundo perdido
onde o pão pode ser divido em partes iguais,
onde a flor não precisa ser arrancada
para se presentear alguém
como forma de demonstrar afeto.
Assim deve viver todo poeta.
"Quanto a mim
já me livrei das garras da morte
tenho apenas os pés calejados
de esperança
que ainda caminham
rumo à eternidade da espera
... não sofro mais de ansiedades."
A dor do viver é mais cruciante,
mais incômoda e dolorida
do que a dor da morte.
A dor da morte é certa, curta,
infalível e repentina,
traz a paz e o sossegar do morimbundo,
do enfermo, do desvalido.
Enquanto que a dor de viver é incerta,
imprevista, demorada e dolorosa...
...consciência viva, constante,
de uma natureza-morta..
"Assim como a morte, o amor não pode ser explicado, cada um o conhece de uma maneira. Portanto, não se pode entrar no amor e na morte mais de uma vez e viver para narrar os fatos, assim como é impossível entrar duas vezes no rio de Heráclito..."
Evan do Carmo
MORTE À METAFÍSICA DA MORAL
"Se existir de fato, como dizem as religiões,
um paraíso ou alguma recompensa pós morte, esta deveria ser dada a todos os homens que viverem algum tempo aqui neste inferno."
MORTE LEVE, NÃO DOLOROSA
Assim dizia um poeta,
este poeta que não era triste
nem viva sorrindo à toa
o poeta não era de muitos amigos,
tampouco de muitos amores.
Contudo, ao atingir a maturidade,
quando se viu saciado de dias
falou em uma conversa com Deus,
Deus esse que ele pouco incomodava
com suas necessidades de homem mortal.
Então disse o poeta, sem nenhum traço de melancolia:
Eu, de fato posso concluir com bastante satisfação
que a vida me foi agradável, até muito mais além
daquilo que eu desejava. Usufruiu de quase tudo
aquilo que é possível ao homem desfrutar:
tive filhos e esposa-amante.
Fui contemplado com o dom maior
reservado aos deuses entre os homens,
música e construção, poesia e espiritualidade,
fui pai e avô, usei com equilíbrio
tudo que dá prazer a carne e ao espírito.
Tive tempo e coragem para declarar meu amor
a quem de fato o merecia. Fui bom amigo,
marido dedicado e leal.
Fiz música e poesia para todos,
nunca calei diante da injustiça
em bora a tenha cometido em algum momento
por confusão mental e falta de critério..
Sempre tive coragem moral para defender minhas convicções
para pedir perdão e conceder a quem de mim necessitou,
creio que agora estou concluso, no verso e na prosa.
Então que a morte seja breve, embora leve não possa ser,
mas para mim não será dolorosa.
Evan do Carmo 13\12\19
“Eu creio que a morte seja uma punição
Muito severa pelo erro de Adão,
Morremos pelo pecado,
Por um prazer consumado no jardim da redenção.
A vida, sem fantasias ou utopias poéticas
É de fato a arte do desencontro.
Ser feliz é um evento raro, quase impossível,
Fato que não ocorre sem suas consequências inevitáveis,
E sempre se dá com efeitos penosos para quem ama.
Perder é parte comum entre quem ama e quem se deixa ser amado.
E sofrer não pode ser barreira intransponível
Para nos impedir de amar...”
Vaidade angustiante
Nos enaltecemos por termos consciência da morte
como algo certo, como sentença inexorável,
escrita pela mão do caos.
Não há razão para ter vaidade
sobre este conhecimento prévio.
Contudo, almejamos
que esta certeza absoluta se torne,
mesmo que por algum tempo,
uma dúvida prazerosa.
As ondas da morte quebraram ao meu redor; Enxurradas de homens imprestáveis me apavoraram.
As cordas da Sepultura meenvolveram; Os laços da morte me confrontaram.(...)
2- Samuel 22:5-6
(...) Os homens céticos, os intelectuais rejeitam a bíblia, mas acham Shakespeare e Goethe gênios, desconhecem a fonte onde ambos beberam.(...)
Pobres mortais.
SORTE
O que é a sorte
diante da sentença de morte
dos humanos?
A sorte é a probabilidade
de estar vivo, enquanto outros
morrem
A sorte mora entre números
pares e ímpares.
Entre o evento natural a todo ser vivo
enquanto o caos joga a moeda e escolhe cara ou coroa.
O poeta
Seus versos carregam as dores do mundo,
a vida, a morte, a paixão, a saudade.
Sua alma é feita de sonhos profundos,
da poesia é a mais fiel amante.
Do amor e da dor, ele tira inspiração,
das flores, das estrelas, da natureza bruta.
Cria mundos imaginários, sem noção,
formando rimas, poesias, em sua conduta.
Ao encantar seus leitores, ele se renova,
renasce em cada verso, em cada estrofe.
Seus olhos brilham com o sol ou com a chuva, sua alma inspirada pela arte nunca sofre.
E assim, o poeta segue sua jornada,
no labirinto da vida sempre em busca
de palavras que possam ser combinadas,
em versos perfeitos, de beleza e luta.
Que seu legado seja eterno, imortal,
pois sua alma viva habita em cada verso.
O poeta é a voz do povo, o som vital,
que ecoa pelos séculos em universo.
Sacrifício de Jesus
Neste dia tão sublime
Da morte do meu senhor
Eu relembro com carinho
Seu ensino, legado e amor
Por ele ter me amado
Antes de eu o conhecer
Por ter se desfigurado
Da ecelsa perfeição
Por deixar seu habitat
Sua vida junto ao pai
Por compaixão e piedade
Veio ao mundo por vontade
Pra salvar os seus irmãos.
Ao longo de sua vida
Cristo sempre ensinou
O amor, a paz, a justiça
Para todos ao redor
Mas foi no fim da jornada
Que mostrou sua bravura
Ao sacrificar sua vida
Pela redenção da criatura
Com a coroa de espinhos
E as chagas em seu corpo
Levou sua estaca de tortura
Sofrendo em cada passo
Mas mesmo assim, não desistiu
Não deixou o medo vencer
Ofereceu-se em sacrifício
Para nos fazer renascer
Seu sangue derramado
Lavou as nossas culpas
Sua dor nos trouxe alegria
Sua morte trouxe a salvação
E agora, em seus passos
Seguimos com amor e fé
Levando o seu ensinamento
Com coragem e permanente
Do ocidente ao oriente
Na brevidade da vida, a morte leve,
Um sopro suave em nossa existência,
Como uma bola de neve que se move,
Num vai e vem que escapa à nossa ciência.
Passamos pelos dias, como o vento,
Numa dança fugaz de alegrias e dores,
E assim seguimos, num eterno movimento,
Em busca de sonhos, em busca de amores.
Mas eis que a vida foge em seu trajeto,
E a morte, silente, nos abraça enfim,
Como uma roda nos esmaga com efeito.
A cada instante, somos lembrados assim,
Que a vida é breve, o tempo é suspeito,
E devemos viver cada momento, até o fim.
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
Tentei me jogar da ponte
Mas a morte segurou minha mão
E disse que a graça da morte é esperar a ida e não antecipá-la
Continuar entre os vários
tipos de Morte de cada dia
como a Ilha Deserta
da nossa Santa Catarina.
Independente da maré ser
o forte rochedo, a coragem,
a Ressurreição e o reinício
diante de todo o desafio.
Crer que o tempo jamais
será o seu inimigo,
e tenha fé no seu caminho.
Não importa se está sozinho,
o Sol do Universo sem você
perceber guia o seu destino.
A Perseguição
Não vai me separar do Seu amor
Nem a morte nem a vida
Principado Potestades
Não vão me separar
Nem o presente
Nem o futuro
Nem altura, profundidade Vão nos separar
Eu fui comprado
E quem me comprou
Foi o Seu Amor
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