Poemas Serei So tua
Não me pergunte o que devemos fazer para realizar um sonho, pois eu não sei a resposta. Só sei que é possível.
Só existe Gari porque existe Lixo. Só existe Médico porque existe Doença. Só Existo porque existe Você.
Não adianta você querer amar outra pessoa enquanto você não aprender a se amar. Tem que ser feliz sozinho, tem que sorrir mesmo sem motivos, não depender de ninguém pra ter um dia bom e não, isso não se chama egoísmo, isso é amor próprio. Se você não se amar antes de tudo, não adianta cara, não vai funcionar. Enquanto sua felicidade depender de outra pessoa você vai sofrer.
Daria toda minha liberdade para dar um suspiro mas esse suspiro só com fé posso dar e com amor entender
Sei lá, só acho que se depender do nosso medo, não iremos conseguir nada. Apenas a tristeza de uma solidão.
Em apenas 10 segundos tudo muda.
Só não os sentimentos, que tem que percorrer um grande tempo para serem apagados.
Na verdade, isso que você pede pra eu ser, você só encontrará em outra garota, porque essa dos seus sonhos, não sou eu.
"Só sei que, no momento dos olhares, me senti mais protegida, mais amada, mesmo não sendo, mas me senti."
Quando a postura é correta diante das adversidades não há arrependimentos, só se arrepende quem se deixa levar pela emoção do momento, causando transtornos a si mesmo e ao próximo.
De todas essas coisas. De todas essas malditas coisas, o que me sobrou é isto. O eterno em um só minuto de distração. Foram tantos "eu te amo" ao vácuo. O que sobrou? Ou seria, o que restou? Restos ou sobras? Restos de um amor doente. Sobras de um amor ausente. Sobras de tudo o que poderia ter sido, e não foi. Restos de lágrimas. Restos de palavras engasgadas. Sobras da falta. Sobras do azar. Restos da desilusão do e "se". Sobras da espera. Sobras e restos.
Nada disso me interessa. Só há um lugar onde restos e sobras pertencem. Este lugar chama-se lixo. Atiro-as com força e de uma só vez. Não olho pra trás. Continuo andando...
Diante das esperas da vida deve haver algo que me faça livre. Entre os dedos que batem apressados sobre a mesa esperando a porta se abrir. Os dedos no telefone esperando ele tocar. Os dedos a boca em busca de refúgio consolador da angústia devastadora que consome. Dedos que viram páginas de livros apressados tentando espantar o tédio. Dedos que apertam o controle da TV em níveis frenéticos. Os dedos perdidos em escritas enfurecidas. Dedos que se ocupam, de todas as formas possíveis. Estar a espera é estar presa. Presa entre dedos, presa em laços invisíveis monocromáticos. E eu espero o dia em que a espera me faça livre. Deve haver um acordo, onde o (des)compasso dos dedos esteja condizente com o compasso quase-certo do coração.
Todas as alternativas que surgem diante de mim só confundem os passos. Eles não estão cravados rigorosamente ao chão. Também não seguem seus desvios normais diante da confusão nítida a qual estou. Eles se encontram perdidos. Tenho o mapa em mãos, mas os pés não seguem o comando. Percebo que algo maior paralisa. Medo? Angústia? Melhor parar pra descansar. Pés confusos não me levam a lugar algum. Mente confusa me leva a qualquer lugar e tenho que estar satisfeita com a escolha feita. Não é pra ser assim. Preciso de um norte. Estou ao sul de mim mesma. Estou velejando em ventos contrários. Estou indo pra qualquer lugar. Não há placas, pistas que diga que aquele é o caminho certo. Melhor admitir: Eu não sei o que fazer. Existe pergunta mais honesta do que esta?
