Poemas que Rima com o Mundo

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Todo mundo dizia que ele nunca foi com outra, o que era com ela.
E ele dizia a mesma coisa. E tantas outras bonitezas de se ouvir. Demonstrações públicas de um afeto que transbordava.
Eram tão diferentes, e se completavam mesmo assim.
Tipo encaixe perfeito. De bocas, de quadris e de vontades.
Ela bossa nova, ele rock and roll.
Ela Florbela Espanca, ele Friedrich Nietzsche.
Ela intensidade, ele equilíbrio.
Ela poeta, ele inspiração.
O tempo que cura, também afasta. As diferenças que completam, também minam um relacionamento.
A poesia virou rotina, as palavras bonitas faltaram, o que era doce, realmente acabou.

Ele ausência. Ela silêncio. Os dois, saudade.

Todo mundo tem um anjo.
Um guardião que nos protege.
Não podemos saber
que forma vão tomar.
Um dia, um velho.
No outro, uma garotinha.
Mas não deixe as aparências enganá-lo.
Eles podem ser tão cruéis como qualquer dragão.
Podem não estar aqui pra lutar nossas batalhas,
Mas, sussurram em nosso coração.
Lembrando que somos nós.
Que cada um de nós que tem o poder
sobre o mundo que criamos.
Podemos negar que nossos anjos existam...
Nos convencer de que não podem ser reais...
Mas eles aparecem de qualquer maneira.
Em lugares estranhos.
Em tempos estranhos.
Podem falar através de qualquer personagem que possamos imaginar.
Gritarão através de demônios se precisarem...
Nos chamando...
Nos desafiando a lutar.
Você vê, sua luta pela sobrevivência...
Começa agora mesmo.
Você não quer ser julgada?
Não será.
Acha que não é forte o bastante? Você é.
Está com medo? Não fique.
Você tem todas as armas que precisa. Agora, lute!
Quem honra aqueles que amamos
pela vida que vivemos?
Quem envia monstros para nos matar
E, ao mesmo tempo,
canta que nunca vamos morrer
Quem nos ensina o que é real
e como rir das mentiras
Quem decide quem vai viver
ou morrer se defendendo?
Quem nos acorrenta e quem tem a chave
que pode nos libertar? É você.
Você tem todas as armas que precisa.
Agora lute!

Sucker Punch

Nota: Sucker Punch (2011)

"deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já me joguei no mundo
deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já pus os pés no fundo
Se você cair não tenha medo
O mundo é fundo
Quem pisar no fundo encontra a porta
Do fim de tudo
Bem junto da porta está São Pedro
No fim do fundo, fim do fundo
Findo!"

Eis que hoje me sinto como o esgoto do mundo.

Parece trágico, dramático, exagerado.

Pense: o esgoto faz parte da civilização, é uma consequência inevitável.

Logo, eu sou inevitável no meu estado de hoje.

Como inevitável, não implica em imutável. Posso deixar de ser/sentir-me como um esgoto.

Todavia, para tal, seria indispensável duas atitudes:

1) Evitar que resíduos continuem a ser despejados em mim, que como pura, torno-me esgoto do mundo. Isso acontece porque ele joga tudo de que precisa livrar-se para mim. Não faz sentido ir ao passo dois antes de cumprir este passo. É um passo muito válido porque eu poderia ser boa e especial se não fossem essas bactérias e substâncias patogênicas despejadas e mim. Tais como raiva, rancor, impaciência, arrogância, desmazelo, opressão, dentre outros.

2) Uma vez que já sou esgoto, preciso de um sistema de tratamento específico para livrar-me desse estado. Quem sabe, um pouquinho de atenção dos mais íntimos, quem sabe, visualizar uma luz no fim do túnel, quem sabe, sentir que não é uma ilusão a idéia de que posso voltar a ser pura em meu “núcleo” mais completo e simples, quem sabe, ser útil ao mundo.

Neste momento, há de se voltar ao passo um. Porque dá muito trabalho tratar das águas residuais do mundo - o esgoto. Então, seria bastante imponderável permitir tornar-me esgoto novamente e precisar trabalhar nisso. Permanecer repetindo, repetindo, repetindo…Realmente, não compreendo a lógica disso, apesar de ser o comportamento mais comum.

Pensar a respeito dessas sugestões pode desinfetar o mundo de muitos esgotos que não precisavam estar nesse estado, mas sim, abarrotados de funções positivas e brilho cristalino.

Eu vejo o mundo melhor no futuro
Eu creio num novo começo de era
Essa força que nos domina, o amor
vai nos permitir exterminar a fera

Almany Sol

Para aqueles que acreditaram no fim do mundo e para aqueles que não acreditaram: nosso mundo acaba várias vezes no espaço de uma vida. Mas sempre temos a chance de recomeçar, dando outros sentidos para as marcas que carregamos, sentidos que nos permitam criar novas versões de nós mesmos ou pelo menos olhar para a atual com mais generosidade. Um dia, porém, o meteoro chega. E chega para todos, sem que nenhum de nossos tremendos esforços e vastas ilusões seja capaz de mudar o final.

São muitos os pequenos fins de mundo – e desconfio que os grandes apocalipses nos distraem dessa verdade, como tantas outras manchetes em neon que nos cegam dia após dia. É um pequeno mundo que acaba quando já não podemos contar com a ignorância que nos fazia viver como se houvesse sempre amanhã. É um pequeno mundo que acaba no primeiro cabelo branco ou na primeira queda, na primeira ruga ou na primeira dor na coluna. É um pequeno mundo que acaba no momento em que percebemos que já não seremos bailarinas clássicas ou jogadores de futebol ou escreveremos o romance que mudará a história da literatura universal ou faremos a descoberta que nos levará ao Nobel – no exato instante em que descobrimos que precisamos adaptar nossos grandes planos. (...)

A cada um desses pequenos apocalipses temos a chance de recomeçar. Partidos, aos pedaços, às vezes colados como um Frankenstein de filme B. Enquanto o meteoro não chega há sempre um possível que podemos inventar. Se os anúncios de fim do mundo servem para alguma coisa, além de fazer piadas e encher os bolsos de alguns espertos, é para nos lembrar de que o mundo acaba mesmo. Não em apoteose coletiva, com dia e hora determinados, mas na tragédia individual, sem alarde e sem aviso prévio, que desde sempre está marcada na vida de cada um de nós.

Meus votos de Natal e Ano-Novo pós-apocalipse são: não adiem os começos, porque o fim já está dado.

Eliane Brum
Malditos maias! Época, 24 dez. 2012.

O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se.

Imprevisibilidade da Vida, por Saramago

"Saí da minha caixinha.
Vi um mundo cruel
Voltei.
Nunca mais saí."

"Sal de tus límites, cesa de fingir que eres igual a todos, muéstrale al mundo ese tesoro que es tu diferencia.""

"Saia de teus limites. Cessa de fingir que és igual a todos e mostra ao mundo esse tesouro que é tua diferença."

[...]
e, por um momento, eu quase me esqueci de onde vim,
deixando-me influenciar por um mundo que não é, nunca foi, e nunca será o meu.

Eu vim pra este mundo com o destino traçado...
Gaúcho loko de bueno, gaudério bem largado...
Me atiro e me bandeio pra qualquer lado...
Sou muito manso, mas difícil de ser enganado.

Você acorda, seu mundo inteiro está invertido
É apenas diferente, e você tem que
Você sabe, você só tem que ir com isso
Isso é simplesmente crescer
E não veja de uma forma negativa
E se eles veem isso como se fosse dado a você
Quer dizer, tanto quanto o tempo pode ser louco
Você vai sentir
Como é onde você deveria estar
Você não vai se sentir fora de lugar mais
Você vai sentir como é aí que você deveria estar
Você não tem que fingir que é fácil o tempo todo
Você apenas deixa ir e cresce com isso
E você não pode se segurar no antigo você
Ou ao velho isso, ou o velho aquilo
Porque você muda
E não é mudar de uma forma ruim
Apenas mudando porque é isso o que acontece na vida
Você cresce
Todo mundo segue adiante
Você está apenas aprendendo
Você fica fiel a si mesmo
Mudar não é uma coisa ruim, e nunca foi
Mas no final do dia, você sabe
Você é a mesma pessoa
E onde está seu coração
Isso não muda.

⁠Ainda aqui estou


Estou sozinha num mundo cheio
Presa na minha própria gaiola,
Sinto-me vazia e incompleta
com o necessário para sobreviver.
Choro com olhos secos,
encarcerada na minha mente
na qual a alma não sabe se sente,
se mente ou permite-se desvanecer.
Feridas que não se veem,
Palavras que não foram ditas,
carente de demonstrações de amor.
Corpo existente que não se deixa viver.
Olhos que encaram furtivamente,
boca cozida por linhas passadas,
mãos que tremem de tanto cerrar,
cabelo forte que agora se encontra a ceder.
Pulmões esgotados de ar limpo procurar
e se em alguns momentos de felicidade
dou por mim a alucinar
a escuridão aparece para dela não me esquecer.
O meu sangue levado pelo mar,
minhas alegrias a voar pelo vento,
pés na terra a enterrar,
porém, estão as minhas dores a permanecer.

Não se martirize por causa das pressões do mundo moderno.
Não deixe que a ansiedade vire sua bússola.
Não se compare.
Não se afunde no palco dos outros.

"Quando eu recito ou quando eu escrevo uma palavra, um mundo poluído explode comigo e logo os estilhaços desse corpo arrebentado, retalhado em lascas de corte e fogo e morte (como napalm), espalham imprevisíveis significados ao redor de mim. [...] uma palavra é mais que uma palavra, além de uma cilada. Agora não se fala nada e tudo é transparente em cada forma; qualquer palavra é um gesto e em sua orla os pássaros de sempre cantam apenas uma espécie de caos no interior tenebroso da semântica. [...] Escrevo, leio, rasgo, toco fogo e vou ao cinema."

Torquato Neto, in Os últimos dias de paupéria

Mudar o mundo

Meu coração está cheio de amor
Mergulhado em muita tristeza
Sofre minha alma com imensa dor
Ao ver o mundo destruindo a pureza

Paro e reflito sobre tudo o que vejo
E surge um sentimento tão profundo
Descobri que o meu maior desejo
É ser instrumento para mudar o mundo

Talvez seja um sonho impossível
Talvez o mundo não queira mudar
Mas para quem crê no que é impossível

Sempre valerá a pena tentar
E que a mudança comece no Brasil
Como essa nação nunca antes viu!

Pra quem percebeu que é necessário melhorar o mundo... meus parabéns.
Pra quem sentiu vontade de melhorar o mundo... meu respeito.
Pra quem conseguiu ou pelomenos tentou melhorar o mundo, mesmo que com o mais simples dos gestos, ou com a menos notória das atitudes... minha eterna admiração

"O mundo está doente,e não estou só falando do Coronavírus, as pessoas andam tristes, vazias de sentimentos, os nervos em frangalhos, destilam agressividade e amargura em quem ousar discordar dela.
Todos temos nossas dores e problemas, não custa nada tentar ser gentil, ser a palavra que conforta, dar um abraço. .Ainda acredito no bem, não deixe ele ser extinto, se viu, sentiu compaixão,cuide como nos diz Lucas 10,33-34.
Às vezes acho que não sou daqui, pois não consigo passar indiferente a dor de alguém que sofre, não tenho muito, mas o pouco que eu tenho eu divido se você precisar.
E todos nós temos nas mãos o remédio que precisamos, que ele nos reumanize e possamos ver nosso próximo como um irmão, é o AMOR, use sem moderação, ele faz milagres, e transforma vidas. "

Em um mundo cheio de hipocrisia e futilidades, ser diferente é uma proeza.

Você tem preço ou valores?

O cara mais livre do mundo


O amor era amargo, mas não doía. Era saber que ele nunca ligaria, mas apareceria pra aguentar meu corpo cheio de cicatrizes e evitar comentários infelizes sobre o dia. Era nunca ter rancor, não carregar tijolos e não lutar contra o invisível. Ia além das portas de igreja, anéis de compromisso e dos sonhos de família, porque era presente, existia enquanto pulsava estrondoso na hora, não tinha pretensões. Não tinha escolha.
É por isso que hoje eu entendo que essa coisa – o amor, vai além das declarações e das flores em datas especiais. É compaixão e sinceridade. É querer sem possuir, e aceitar (com franqueza) quando alguém não está pronto.