Poemas que falam sobre Renascer
Já fui queimada na fogueira
e rotulada de todas as maneiras.
Já fui dada como louca
e privada de votar.
Fui julgada pelo meu estilo
e por não querer engravidar.
Ainda sim, eu não desisto,
do direito de ser, pensar e estar.
Para viver à minha maneira,
estou sempre disposta a lutar,
nem que isso signifique
morrer e renascer,
para então continuar.
Grito de guerra
Em meio às ruínas, me calo
E os tempos sombrios
Emitem estrondos ofensores.
Fazem de cada pedaço espatifado,
De algo que antes era sadio,
A se tornarem entulhos inferiores.
E como se locomover
Onde o peso parece me vencer,
Em cada fragmento que se perdura?
Tudo parece estar a um passo de morrer,
E o jeito é ver melancolia distorcer
O final que não há mais cura.
Envolvida no temido escuro
Ouço vozes intactas,
Que insistem em constantes sussurros.
Embora soam abafadas
Aquietam o sentimento de apuro,
Vindo de uma canção que promete seguro.
E com o resto de confiança,
A intensidade começa a ecoar
Me recordo das velhas lembranças,
Da glória que sempre buscava em almejar.
Seus ritmos repetidos
Me fazem querer te escutar cada vez mais,
Meu interior abriga seus gritos
E melodias da essência que me satisfaz.
Então seja bem-vinda,
Ó doce e brava sinfonia!
Abale minhas estruturas como quiser,
Afinal, você sempre foi minha.
Me faça pulsar para o renascer,
Assim fortaleço seus hinos de motivação,
Transformo razões em batidas com emoção,
Pois isso é que me fará sentir viva outra vez.
Composições que soam em tons potentes,
Onde acendem o pavio apagado.
Me recupero em faíscas flamejantes,
Provocando um estouro inacreditável.
Aos poucos, reparo os danos quebrados
Combatendo o que não é mais tão implacável.
Ah, meu grito de guerra adormecido,
Que ressurge em agitos independentes.
Te eternizo em meus tempos destruídos,
Para me refazer com suas trovas confiantes.
Quando duas almas se unem num só coração,
é o AMOR nascendo, renascendo... de uma só raiz.
Flávia Abib
Deixa
Deixa ir
Deixa vir
Deixa acontecer
Deixa a vida fluir
Sem adormecer
Pra poder ver
Pra poder crer
E poder ser
A vida bonita que há em você
Deixa viver
Viver em harmonia com todo o ser
Todo dia é um bom dia
Só basta crer
Pois sua alegria
Esta em você
Viva em crer
Crer que o amanhã
Pertence a você
Faça acontecer
A vida bonita que há em você.
Quando não era nada, eu te vi
Mesmo com o cabelo alto e as pernas enfeitadas, eu te vi
Enxerguei muito além
Mesmo sem músculos, mirrado, eu te vi
Enxerguei muito além
Mesmo depois de descobrir suas fraquezas, eu te vi
Mesmo depois de quebrar suas barreiras, eu te vi
Enxerguei muito além
Mesmo depois de ficar temporariamente cega, eu te vi
Mesmo depois de todas as brigas, eu te vi
Enxerguei muito além
Mesmo depois dos degraus alavancados, eu te vi
Mesmo depois das noites mal dormidas, eu te vi
Enxerguei muito além
Mesmo depois que você ficou cego, eu te vi
Mesmo depois de sentir tudo, eu te vi
Enxerguei muito além
Assim
Mesmo depois de chorar, eu me vi
Mesmo depois de lutar, sobrevivi
Mesmo depois de morrer renasci
E agora mesmo depois de você eu me descobri
E me enxergo muito além.
Eu quis te encontrar
E quando te encontrei
Perguntei
Por onde você andava
E você sutilmente respondeu
Eu estava ao seu lado
Mas que confusão é essa que não te deixa
E que ansiedade é essa que não me deixa
Eu só queria estar aí
São quase duas da manhã
E a quase um mês você disse
Aparecerei de repente, as três horas da manhã
E eu espero até hoje...
Nem sei se um dia isso irá acontecer
Às vezes penso que não
Outras vezes penso que sim
Minha mente não para
E o meu coração dispara
Ah sim sou uma eterna adolescente
Que sonha, que vive e espera
Seu cheiro ainda está em mim
Eu vivo assim
Revivendo, remoendo e crendo
Que o seu ombro ainda me espera
Que sua mão ainda me procura
E o mais importante....
Que o seu coração também dispara
Fazendo você lembrar que ainda tem
Aquela capacidade de sentir sensações
Que acreditou que não sentiria mais
Estamos vivos, e seu olhar, sua boca, suas mãos
Me inspiram e me fazem renascer
Venha comigo descobrir esse novo mundo
Eu te espero....
Sentimentos
O dia seria esse número de horas sem mais nada,
Caso da trêmula esperança fosse fato, vazio.
Que culpa tenho eu em ver cores ao vento?
Sentimentos...
Nada me comporia sem toques cheios de luz
Nem sobraria pedaço feliz, nalgum sorriso sequer,
Se eu não expurgasse a bruta realidade.
Que procuras errantes, livre farsante corre gente,
Onde pousa em gaiolas do destino, morte quente.
Não sabe das horas fazer, de tempo senão morrer.
No chão endurecido que amoleço ao viver...
Meus sonhos!
Sem contar do tempo que se foi, nem do que se vem,
Quantos de mim decidem então renascer?
Renasceu em mim o amor perdido, no
Instante em que meus olhos Cruzaram os seus... não lembrava mais que havia me
Amado um dia... novamente me Recordei de quem eu era, Das coisas que gostava, e também de todo O amor que ainda havia em meu ser.
Sou eternamente grata :)
Uma vez li que o renascimento acontece da seguinte maneira, sempre que fazemos mudanças significativas em nossas vidas, temos a oportunidade de renascer.
Então a cada decisão, escolha, oportunidade, decepção, melhoria, pioria e tantas outras coisas inerentes ao viver, temos a opção de renascer mesmo que de uma forma subjetiva, ainda assim é possível.
Desejo renascer por muitas vezes e que a cada experiência eu consiga melhorar, mas não para os olhos dos outros e sim melhoras que passem a ser intrínsecas e que me ajudem a mostrar um pouco do que enxergo, um pouco do que desejo e muito do que eu sou.
E olhava fixamente o mundo, com aqueles olhos de primeira vez.
Como quem sangra a bagagem do peito, só pra se sentir preencher.
Re-preencher.
Ontem eu morri!
Impiedosamente, correm as horas,
E como a tudo e a todos, elas me levam,
Em sopros viventes, levam auroras,
E trazem a vida, que por ora me relvam.
Assim como os dias, ontem eu morri,
Foi-se para sempre, um eu que inexiste,
Mas, logo cedo, ao sol eu sorri,
Renascido do resto, minha vida resiste.
A morte é a cura, que brota da dor,
E a fé que se renova, quando recomeça,
A vida ressurge, tão bela quanto o amor
E usa a força, que a esperança empresta.
Eu sei que o coração é verdadeiro,
eu também sei que apesar de toda mazela continuar com o pé na lama
pode-se sucumbir a mesma.
Mas queremos nos eternizar nas coisas.
Porém sei que apesar de todos os conceitos,
tudo é pré-conceito, tudo é suposição,
e caímos no `` só sei que nada sei´´...
ILUSÃO
Se foi em vão
Se sabe ou não
Se achas vão me estarrecer
Quando tu vai
Em mim recai
A certeza de outra vez sofrer
E outra vez passa
Mas perde a graça
A cada fria ilusão
Por coisa tal
Me tornei mau
E acorrentei meu coração
Culposa ilusão
Colhendo cores
O outono é a estação exultante da policromia que aconchega o coração, onde a natureza nos ensina através do desprendimento que vivemos em um mundo de impermanência e fragilidade, onde uma das leis da vida é o desapego, pois é através do "deixar ir" que nos permitimos uma das maiores dádivas da vida: o renascer do que há de florir em nós.
Soraya Rodrigues de Aragão
E quando já não havia mais forças
para lutar, ela simplesmente se
entregou e deixou o seu corpo
queimar. E das cinzas suas asas
novamente se ascenderam, e como
uma fênix todos os seus poderes
renasceram.
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Uma vida tosca
Chapada e fosca
Sem sentido
A pedido, repedido
na aniquilação da essência
Que me solapa a digna existência
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Quero ser livre dos padrões
Das grandes e antigas paixões
Porque viver preso
Viver teso
Nesta louca rigidez
Me impede, me tortura, me rouba a fluidez
Eu não tenho medo de viver a morte,
Eu tenho medo de viver na morte
A morte de tudo, do sentido
Do vivido
Do extraordinário
Do que me é primário
Temível é este muro, tão duro
este lugar do silêncio escuro
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Que me apaga me judia
Me gira, me rodopia
Em um circular de padrões
Eterna armadura de tensões
“Faz o que te mandaram”
E eu segui o que me ensinaram
“Vai vai” me diziam
Aqueles que não sabiam
E hoje, meu amigo,
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte.
Lilian Scortegagna
O INÍCIO DE UM CORPO LIVRE
Isolado em seus pensamentos, preso por julgamentos..
Deixado pra crescer em um quarto escuro e frio
Assim tornou-se um ser hostil
E a cada noite que chegava..a ira naquele belo corpo consumia sua alma
E um novo ser se transformava
Á criatura jaz
Agora, apenas uma carcaça..
Velha, magara e macabra.
Com lindos olhos vermelhos que choravam de raiva
Se olhava no espelho e não se encontrava
Perdido ele estava.
Enquanto seu espírito vagava pela escuridão
O corpo libertava-se em movimentos de contorção
Preparando-se pra quebrar as algemas da opressão.
Sou fênix
Você me fez, perder o foco
perder o rumo e a direção.
Por você abri mão de mim,
de meus ideais de minha intuição!
Mas hoje aprendi a lição
Busquei meus sonhos
Voltei a planejar e versar
Voltei a lutar!
Agora estou mais forte
Munida de experiência
sabendo que sou eu
quem faço minha sorte.
E agora meu bem,
ninguém me barra,
porque sou fênix
Sobrevivente do caos!
É preciso perdoar...
Perdoar pode vir antes do esquecimento, pode vir junto e até depois...
Só não pode deixar de aflorar!
Podemos perdoar mesmo tendo ganho a batalha, justa ou injustamente: pode ser uma forma de deixar o outro em paz e viver sem arrastar correntes.
Se perdemos, eis o grande trunfo nas mãos: perdoar torna-se a vitória de quem perde. Só esses conseguem renascer de verdade, trocar as roupas da alma para novos sorrisos.
Quando a gente perde e perdoa, deixamos a cargo do universo clamar por nós a vingança mais linda: mostrar ao outro que aquilo não era o seu único tesouro e ironicamente, você nem queria tanto mesmo aquilo!
Quando o que levam de nós é imaterial, intangível, estaremos certo de que não levou quase nada, já que temos a infinita capacidade de brotar de novo com paz, alegria e temperança.
Perdoe e seja muito mais feliz!
