Poemas que falam sobre Renascer
Renovação da vida
No clarão da lua pelos caminhos,
Percebi o sorriso lindo de uma criança,
Ouvindo o canto dos passarinhos,
Com um olhar brilhante de esperança.
Em uma noite quente só de camisa,
Deixando a tristeza longe e esquecida,
Sentindo a fresca aragem da brisa,
Curtindo a mais linda essência da vida.
Em minha frente um cristalino regato,
Com as suas águas direcionadas ao mar,
Varrendo nas areias da praia o mato,
Reluzindo o brilho na clara luz do luar.
A escuridão do infinito contada em verso,
Com o mais lindo ponteado de estrelas,
Iluminando a amplitude do universo,
Trazendo-nos o mais simples prazer vê-las.
No mais seguro segredo da vida,
Observo o lindo germinar da semente,
Em uma terra de adubos desprovida,
Onde tudo cresce incessantemente.
Vejo na manhã o orvalho sobre a relva,
Tornando uma passarela que encanta,
Que seja na cidade ou mesmo na selva,
Em qualquer ponto o sol se levanta.
Com ele as lindas flores se desabrocham,
Perfumando com seu aroma a atmosfera,
Por entre as folhas novas que ali brotam,
Anunciando a beleza da primavera.
No perfeito complexo ciclo da natureza,
A metamorfose é variada e constante,
Onde as cores desfilam a sua beleza,
Com o mais luxuoso brilho radiante.
Fazendo com que todo broto se renova,
De certa forma a levar a vida adiante,
Pelas mãos do Criador que as aprova,
De maneira a nos fazer consciente.
Para nas dores ajudarmos a um irmão,
Extraindo do coração toda bondade,
Na certeza de cumprirmos a missão,
De estritamente levarmos a felicidade.
Du'Art 18/ 07 / 2015
Uma vez li que o renascimento acontece da seguinte maneira, sempre que fazemos mudanças significativas em nossas vidas, temos a oportunidade de renascer.
Então a cada decisão, escolha, oportunidade, decepção, melhoria, pioria e tantas outras coisas inerentes ao viver, temos a opção de renascer mesmo que de uma forma subjetiva, ainda assim é possível.
Desejo renascer por muitas vezes e que a cada experiência eu consiga melhorar, mas não para os olhos dos outros e sim melhoras que passem a ser intrínsecas e que me ajudem a mostrar um pouco do que enxergo, um pouco do que desejo e muito do que eu sou.
E olhava fixamente o mundo, com aqueles olhos de primeira vez.
Como quem sangra a bagagem do peito, só pra se sentir preencher.
Re-preencher.
Ontem eu morri!
Impiedosamente, correm as horas,
E como a tudo e a todos, elas me levam,
Em sopros viventes, levam auroras,
E trazem a vida, que por ora me relvam.
Assim como os dias, ontem eu morri,
Foi-se para sempre, um eu que inexiste,
Mas, logo cedo, ao sol eu sorri,
Renascido do resto, minha vida resiste.
A morte é a cura, que brota da dor,
E a fé que se renova, quando recomeça,
A vida ressurge, tão bela quanto o amor
E usa a força, que a esperança empresta.
Por mais escura e fria
que tenha sido a noite,
ela sempre se vai
deixando um novo amanhecer,
portanto, ao abrir os olhos
ao novo dia que renasce
precisamos olhar tudo
como se fôsse a primeira vez,
fazendo de conta que a vida
recomeça ali, numhorizonte de esperanças,
onde avistamos os primeiros raios de sol
a brindar-nos com um Bom Dia!
Eu sei que o coração é verdadeiro,
eu também sei que apesar de toda mazela continuar com o pé na lama
pode-se sucumbir a mesma.
Mas queremos nos eternizar nas coisas.
Porém sei que apesar de todos os conceitos,
tudo é pré-conceito, tudo é suposição,
e caímos no `` só sei que nada sei´´...
ILUSÃO
Se foi em vão
Se sabe ou não
Se achas vão me estarrecer
Quando tu vai
Em mim recai
A certeza de outra vez sofrer
E outra vez passa
Mas perde a graça
A cada fria ilusão
Por coisa tal
Me tornei mau
E acorrentei meu coração
Culposa ilusão
Colhendo cores
O outono é a estação exultante da policromia que aconchega o coração, onde a natureza nos ensina através do desprendimento que vivemos em um mundo de impermanência e fragilidade, onde uma das leis da vida é o desapego, pois é através do "deixar ir" que nos permitimos uma das maiores dádivas da vida: o renascer do que há de florir em nós.
Soraya Rodrigues de Aragão
E quando já não havia mais forças
para lutar, ela simplesmente se
entregou e deixou o seu corpo
queimar. E das cinzas suas asas
novamente se ascenderam, e como
uma fênix todos os seus poderes
renasceram.
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Uma vida tosca
Chapada e fosca
Sem sentido
A pedido, repedido
na aniquilação da essência
Que me solapa a digna existência
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Quero ser livre dos padrões
Das grandes e antigas paixões
Porque viver preso
Viver teso
Nesta louca rigidez
Me impede, me tortura, me rouba a fluidez
Eu não tenho medo de viver a morte,
Eu tenho medo de viver na morte
A morte de tudo, do sentido
Do vivido
Do extraordinário
Do que me é primário
Temível é este muro, tão duro
este lugar do silêncio escuro
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Que me apaga me judia
Me gira, me rodopia
Em um circular de padrões
Eterna armadura de tensões
“Faz o que te mandaram”
E eu segui o que me ensinaram
“Vai vai” me diziam
Aqueles que não sabiam
E hoje, meu amigo,
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte.
Lilian Scortegagna
O INÍCIO DE UM CORPO LIVRE
Isolado em seus pensamentos, preso por julgamentos..
Deixado pra crescer em um quarto escuro e frio
Assim tornou-se um ser hostil
E a cada noite que chegava..a ira naquele belo corpo consumia sua alma
E um novo ser se transformava
Á criatura jaz
Agora, apenas uma carcaça..
Velha, magara e macabra.
Com lindos olhos vermelhos que choravam de raiva
Se olhava no espelho e não se encontrava
Perdido ele estava.
Enquanto seu espírito vagava pela escuridão
O corpo libertava-se em movimentos de contorção
Preparando-se pra quebrar as algemas da opressão.
Sou fênix
Você me fez, perder o foco
perder o rumo e a direção.
Por você abri mão de mim,
de meus ideais de minha intuição!
Mas hoje aprendi a lição
Busquei meus sonhos
Voltei a planejar e versar
Voltei a lutar!
Agora estou mais forte
Munida de experiência
sabendo que sou eu
quem faço minha sorte.
E agora meu bem,
ninguém me barra,
porque sou fênix
Sobrevivente do caos!
É preciso perdoar...
Perdoar pode vir antes do esquecimento, pode vir junto e até depois...
Só não pode deixar de aflorar!
Podemos perdoar mesmo tendo ganho a batalha, justa ou injustamente: pode ser uma forma de deixar o outro em paz e viver sem arrastar correntes.
Se perdemos, eis o grande trunfo nas mãos: perdoar torna-se a vitória de quem perde. Só esses conseguem renascer de verdade, trocar as roupas da alma para novos sorrisos.
Quando a gente perde e perdoa, deixamos a cargo do universo clamar por nós a vingança mais linda: mostrar ao outro que aquilo não era o seu único tesouro e ironicamente, você nem queria tanto mesmo aquilo!
Quando o que levam de nós é imaterial, intangível, estaremos certo de que não levou quase nada, já que temos a infinita capacidade de brotar de novo com paz, alegria e temperança.
Perdoe e seja muito mais feliz!
Nem todo dia será fácil, mas todo dia pode ser abençoado.
Você é mais forte do que imagina.
Sua história está sendo cuidada por um Amor que não falha.
E mesmo quando nada muda por fora, algo já começa a renascer por dentro...
(Jorge Tolim)
“Sou dessa terra, daqui ninguém me tira.
Tenho raízes profundas, fortes e longas.
Colocam fogo, passam o facão e a motosserra.
Mas eu resisto e renasço sempre, sempre e sempre”
Somos Deuses
Somos cinza e fogo no ventre da história,
eco de estrelas na carne que sangra,
nossos passos moldam a glória —
mesmo caídos, a alma não manca.
Erguemos mundos do barro e do sonho,
na palavra, no gesto, na dor que renasce.
Mesmo no abismo mais medonho,
um deus em silêncio ainda se faz.
Não por coroa, nem por trono ou ouro,
mas porque criamos, curamos, amamos...
Somos deuses — de barro e de couro —
mortais... mas imortais quando ousamos.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
O Ataúde da Humanidade: Elegia aos Tempos do Fim
Vivemos a era da devastação.
O tempo sombrio da decomposição moral,
Do apodrecimento do caráter,
Da aniquilação do humanismo.
Matam-se inocentes com frieza,
Exterminam-se animais com crueldade,
Incendeiam-se florestas com ganância.
O planeta clama, e a humanidade não escuta.
Num cenário de sombras e cinismo,
Só restam a sensibilidade e a coragem
Daqueles que ousam insurgir
Contra os desmandos do poder vil,
Contra o fuzilamento do povo
Pelas mãos podres da corrupção,
Orquestrada por políticos desonrados
Que sangram a nação com sorrisos cínicos.
Somente Deus — o Eterno Juiz —
Pode resgatar o povo brasileiro
Desta destruição em massa,
Deste meteoro moral que colidiu
Com a alma da humanidade.
Já não há pudor:
Tudo se tornou permissível, torpe,
Rastejando nos escombros da maldade.
Agora, só nos resta esperar
O dia do infinito da existência,
Onde os homens serão julgados
Pelo tribunal da eternidade,
Sepultados no ataúde da escuridão,
Perseguidos pelos fantasmas
Que eles mesmos criaram.
A sociedade morreu há tempos.
O que vemos hoje são apenas as cinzas da podridão,
Espalhadas pelo vento da indiferença,
Retornando das profundezas do descaso
Para assombrar os vivos,
Difundindo o terror,
Erguendo altares à selvageria.
Mas ainda há uma esperança:
Na resistência de poucos,
Na chama que não se apaga
Nos corações que não se rendem.
E nessa fagulha, talvez,
O renascer da luz.
Mulheres!
Temos capacidade, temos a força de constituir família!
Temos a força de gerar vidas, temos a força, de continuar levantando a cada rasteira da vida ...
Temos força até para superar o preconceito!
Marlise Julião
Dor
faca de dois gumes
que se transforma
arte
poesia
metamorfose
passado, presente, futuro
a mais benigna
maçã envenenada
Dor
uma palavra pequena
que carrega tanto
o ser
o renascer
quem fui
e quem serei
depois de ti?
