Poemas que Falam de Realidade
A prática mais importante na filosofia estoica é a distinção entre o que
podemos mudar e o que não podemos. Aquilo sobre o que temos
influência e aquilo sobre o que não temos.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
Que horas são?
Hora dos abandonados...
Hora dos degredados...
Hora dos apaixonados...
Hora dos que andam à noite...
Hora dos papos furados...
Hora dos perdidos, desavisados...
Hora dos mal acompanhados...
Dos que buscam encontrar...
E não são encontrados...
Que horas são?
Hora em que o tédio abate sem cessar…
Hora das conversas vazias...
Das conversas dos bêbados em sofreguidão...
Hora daqueles que escondem suas tristezas , de sua solidão...
É a hora que vejo tantos sorrisos...
E que percebo tantos corações contritos...
Que horas são?
Hora dos que morrem sem amar…
Hora daqueles sempre a procurar...
Hora dos que se entorpecem...
Dos que gargalham alto...
Hora dos copos cheios...
Dos trabalhadores assalariados...
Que escondem sua insatisfação...
Hora das mesmas mesmices rotineiras...
Das almas e sombras alheias...
Que horas são?
É a hora de quem sonha...
De quem a tudo ama...
De quem tem a inocência...
De planejar e poder crer...
Que tudo será bom...
Mesmo que nada aconteça...
Que horas são?
É a hora do mistério...
De acreditar que tudo será bom e diferente...
E que no meio de tanta gente...
Hora que o doente...
Pede para sarar...
Que horas são?
Hora da saudade...
Do flete sem maldade...
E se há, disfarça...
Hora das sombras que se formam...
Dos hipócritas cheios de santidade...
Perante a realidade...
Que fingem ignorar...
Que horas são?
Das conversas vazias, sem precisão...
Hora perante o que os homens fazem...
Escondendo-se atrás da sobriedade...
De todas as vidas, abstratas ou concretas...
Verdadeiras ou falsas...
Eu sofro sem penar a vida...
Parado no cais de onde nunca parto...
Ao acaso, sem âncora...
Vagando no tempo...
Apenas sonhando...
Em ser mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
O Peso das Escolhas
Já parou pra pensar em como a vida é feita de escolhas? Parece óbvio, mas às vezes é assustador perceber o quanto cada decisão que tomamos molda o que somos e para onde vamos. Desde as coisas pequenas, como o que comer no café da manhã, até as grandes, como quem escolher amar, que caminho seguir, ou até quando desistir.
O problema é que a gente nunca tem certeza. Sempre existe aquela dúvida, aquele "e se". E se eu tivesse dito algo diferente? Escolhido outra direção? Apostado mais em mim mesmo? É quase inevitável ficar pensando no que poderia ter sido. O passado tem um jeito cruel de se pendurar na gente, como um peso que a gente carrega sem perceber.
Mas a vida é isso: errar, aprender e seguir. Porque, no fundo, não existe escolha perfeita. Existe o que a gente faz com o que escolheu. E, mesmo nas decisões erradas, há lições que transformam quem somos. Cada erro é uma curva no caminho, e é nessa estrada torta que a gente vai descobrindo o que realmente importa.
A verdade é que o futuro não vem com garantia. Ninguém tem as respostas certas. Tudo que a gente pode fazer é seguir com coragem, fazer o melhor com o que tem e lembrar que tá tudo bem se não der certo sempre. No final, o que pesa mais não são as escolhas que a gente fez, mas as que a gente nunca teve coragem de tentar.
A finitude, quase sempre na vida,
Vem com a saúde diminuir e a idade a aumentar...
Por mais que a vida seja querida,
A realidade, é que um dia tudo vai se acabar...
Na vastidão da experiência humana, encontramo-nos em uma encruzilhada onde as sombras do engano se entrelaçam com a luz da verdade. Duas sendas se revelam: uma convida-nos a acreditar no que não é verdade, uma dança ilusória que seduz corações crédulos. A outra, por sua vez, insinua-se na recusa em acreditar na verdade, um enigma tecido pela negação obstinada.
Acreditar na ilusão é render-se à encantadora narrativa que pinta realidades fictícias. É um mergulho nas águas turvas da fantasia, onde a mente, como navegadora incauta, é levada por correntes de ilusões sedutoras.
Por outro lado, a recusa em aceitar a verdade é uma jornada sombria, um labirinto onde a mente, qual guardiã da própria prisão, nega-se a enxergar as verdades que se desvelam diante dela.
Um principio daquele que exerce a fé : -
Obediência a verdade
Este princípio cura todas as enfermidades.
Aplaudidos sejam aqueles cujo os olhos não enxergam a cor cinza e pálida ao seu redor.
Louvados sejam aqueles que tenham contemplado muitas experiencias satisfatórias em sua vida, e assim preenchido o seu vazio com algo significante, para lembrá-los de agradecerem por estar vivos.
E que sejam poupados, os miseráveis que viram a verdadeira face desta terra, de viver está vida novamente.
Ser fiel a si mesmo é o primeiro passo para não se perder no outro. Quando quem amamos não está, percebemos o quanto a vida é dura — e curta. Esperar finais felizes parece ingênuo diante da realidade que insiste em nos quebrar.
Mas há força na dor. As partes que se quebram revelam quem realmente somos. A ausência do outro escancara a necessidade de presença de si. E quando dizemos “nunca mais”, talvez estejamos, enfim, dizendo “agora, sim” — para nós mesmos.
Existe uma diferença entre acreditar no impossível e acreditar em si mesmo.
Existe uma diferença entre ser ingênuo e ser sensato.
Existe uma diferença entre alimentar utopias e alimentar sonhos.
Existe uma diferença entre fantasia e realidade
Quando a gente delimita muito bem essas diferenças, fica fácil nos permitir. Nada nos impede de fantasiar, isso é até saudável, mas saber que nem tudo que se fantasia pode ser transformado em realidade é fundamental para a nossa saúde mental e felicidade.
Então, permita-se! Se existe 1% de possibilidade vai lá e coloca 99% de trabalho e faz acontecer, caso contrário não perca tempo, o seu bem mais precioso tentando transformar pedra em flor.
Inocência é achar que somos capazes de andar pela vida sem esbarrar em alguma dor, sem colidir com a ingratidão, sem tropeçar na deslealdade e em alguns desafetos.
Bobagem é crer que não seremos alvo do egoísmo, da inveja e da maldade humana.
Infantil é acreditar que hora ou outra não vamos ser atingidos por palavras com calibre suficiente para fazer sangrar o coração, ferir a nossa alma e até matar algum sonho frágil.
Ingenuidade é esperar que a vida pare para passar a mão na nossa cabeça, para vir curar nossas feridas. Não, ela não vai! Você é quem vai ter que fazer isso sozinho. A vida não é um paraíso e quanto mais cedo aprendermos isso, menor será o sofrimento que é inerente à própria vida.
CAMARIM
E quando o palhaço entrava
No centro do picadeiro
A plateia delirava...
Todo o público aplaudia,
A criançada gritava,
Era muita euforia!
Ele era, afinal,
Um artista fenomenal
Ninguém mais e ninguém menos
Que o Palhaço Alegria,
Com todo o seu talento,
Com toda a sua magia.
Ao ver tamanha energia
Que do circo emergia
O Palhaço Alegria
Alegre também se via.
A tristeza em seu peito,
Esta era apenas sua,
Guardava-a muito bem,
Não contava pra ninguém.
E após aplausos sem fim
Lá atrás, no camarim,
O palhaço meditava:
“Sei que a arte imita a vida...
Mas que bom também seria,
No tocante à minha parte,
Se ao menos algum dia
A vida imitasse a arte”.
GAROA
Pois há gente que labuta
Por toda uma eternidade
Sonhando, algum dia,
Alcançar a felicidade.
Confunde tal sentimento
Com vitória ou com sucesso
Sem perceber que ele é parte
E não o fim de um processo
Ser feliz é desfrutar
Das gotinhas da garoa
Ao invés de esperar
Um temporal pra se encharcar
Você é seu próprio juiz
Então, decida ser feliz!
Agora sou eu e o meu vazio,
Agora sou eu comigo mesma,
Agora sou eu e a minha tristeza,
Agora sou eu e a minha melancolia,
Agora sou eu e o meu martírio,
Agora sou eu e a minha culpa,
Agora sou e a minha solidão,
Agora sou eu e a minha dor,
Agora sou eu e a minha indecisão,
Agora sou eu e a minha insegurança,
Agora sou eu e a minha bagunça,
Agora sou eu e a minha raiva,
Agora sou eu e o meu desamor,
Agora sou eu e a meu ódio,
Agora sou eu e os meus olhos tristes,
(os quais eu tanto escondi)
Agora sou eu e meu estado de depressão,
Agora eu não me escondo mais,
Agora sou eu e a minha raiva,
Agora sou eu e a minha revolta,
Agora sou eu e a minha culpa,
Agora sou eu e a minha negligência,
Agora sou eu e a minha rebeldia,
Agora sou eu e os meus nãos,
Agora sou eu e eu,
Agora sou eu com minha reorganização,
Agora sou eu e o meu choro,
Agora sou eu e o meu vazio,
Agora eu só quero estar com o meu eu,
Agora eu só quero saber de mim,
Agora eu estou mal,
Sei que um dia eu estarei bem,
Mas agora, eu só quero me ser no agora, eu só quero me ser e me fazer existir!
Agora eu só quero acolher o meu Vazio.
Te amei, mas não deveria ter amado. Te esperei amando, e amando esqueci, que não sabia amar.
Atrapalhei seu amor com minha presença, acreditei que sobre nós, havia uma sentença. Foi te amando, sem saber amar, que descobri não me entregar.
O amor é lindo aos meus olhos, a imaginação de cenas que nunca hão de acontecer, a dor da cogitação do sofrimento, a verdade que transparece à ilusão.
Se porventura agora me amardes, o que farei sem saber te amar!? Tua paciência me acompanharia? Ou de lado iria me deixar!? Sem saber amar, eu te amo, e se souberes amar, me amarás não sabendo amar, pois, é te amando que tento todo dia me lançar.
Superação
Não diga que sabe.
Diz assim?
Vou tentar! Vou fazer! quem sabe eu possa superar a realidade?🤔
AÇÚCAR
Sempre quis ir pra fora da curva;
Deve ser querer aparecer.
Eu roteio essa órbita,
Eu não quero falar sobre empatia na internet - eu quero ajudar a menina com as malas.
Eu não quero apontar caráter - Eu quero ser coerente.
Eu não quero sorrir nas fotos - Eu quero sorrir pro gari, pras crianças, pros cachorros, pro meu chefe, pra quem precisa e pra quem não precisa.
Noutro dia um moço sentado no chão com um cobertor retalhado gritava no morno da calçada paulistana: "- Hoje é dia 2???? É dia 2???"
Eu quero parar, olhar ele nos olhos e dizer: "- Mas eita, JÁ? Não é 1, não? Nossa senhora, moço. Já é dois, mesmo."
Assim foi, assim é, assim será.
Eu desenho por fora das bordas,
Eu quero entender o porquê de vocês gostarem tanto dessa música.
Ouve essa aqui também.
Eu pego o caminho detrás,
Eu quero admirar minhas amigas; tão inteligentes... e quero que conheçam um pouco da minha sensibilidade.
Eu ligo os pontos do avesso,
Tenho sido linchada, demitida, excluída, vexada e abandonada. Tudo por chorar demais. As pessoas não sabem como se sentir a meu respeito - parece que me amam, me odeiam, tudo junto.
Pode ser que eu sou metade amável, metade odiável, mesmo - ou pode ser esse movimento.
Odioso que eu faço.
Gracioso.
Infindável, inerte ou cansativo.
Eu começo pelo fim,
A gente poder surfar nas afetividades sem o ódio do movimento;
Eu como o doce antes,
Eu tô tentando mexer o açúcar que tá no fundo.
Ajuda aí.
Vi Cianci
Sabe desde que nasci vejo a mesma estória sendo contada tudo vai melhorar você vai viver bem a pobreza vai diminuir desta vez vai dá tudo certo ,tenho visto a população acreditando nessas alegorias desde sempre ,mais nada acontece o pobre vive sem nada dão migalhas do bolo da fartura, colocam pessoas para regular sua existência, você, nasce,cresce e morre sem nunca ter vistos nada.
Uma covardia o que estão fazendo com muitas gerações e gerações está sendo massacrada por esses.
Temos que nos liberta disso .
Diga não a boiada humana
Diga não a falta de humildade
Diga não falta de empatia.
Tudo tem dois lados...
E cada lado mais dois lados
Na infinita ilusão
Da nossa pobre percepção
E a verdade...
- Perdida
Na binária realidade -
É o ponto de encontro
Disperso
Em versos diversos
De cada universo.
Vida:
Uma espiral sem fim nem começo quando tentamos nos destacar percebemos que já há pessoas assim.
A vida é um mar onde só se pode navegar em busca de uma terra em um mar sem fim
