Poemas quando eu me Amei de Verdade

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SINA DE POETA


A noite já chegou
e eu aqui estou
na solitude do silêncio


abro a porta
fecho os olhos
tua imagem vem
em minha mente


sinto teu perfume
e tuas mãos
te abraço no vazio
tudo é mera ilusão


abro os olhos
olho o céu
chamo por ti em vão
tudo é escuridão


fecho a porta
procuro um papel
uma caneta
e cumpro minha sina…
esta sina de poeta.

Inserida por Tioanastaci0

Término.
Com ele foi diferente, sabe?
Não foi como uma facada.
Talvez porque foi eu quem decidiu o fim.
Mas na conversa foi uma decisão mútua.
Na verdade não.
Eu decidi terminar,
Mas quem tinha deixado de amar não tinha sido eu.
Foi eu quem percebeu, claro
Também foi eu quem resolveu tomar uma iniciativa sobre esse fim iminente.
Talvez tenha sido sua decisão.
Afinal foi você quem resolveu deixar de dizer.
Você dizia tantas vezes, mesmo quando eu ainda não estava pronta para dizer de volta.
Você dizia sem hesitar.
Você me esperou.
Eu me joguei rápido demais com medo de você se cansar.
Mas acho que esse acabou sendo meu erro.
Queria entender por que você parou de dizer.
É óbvio que é porque parou de sentir, mas...
Por que parou de sentir?
Eu só queria ouvir mais uma vez, antes de me permitir chorar e seguir em frente.
Só mais uma vez você dizer, que me ama.

Inserida por JoniUto

ESTIAGEM NUM SONETO

Eu grito por chuva, intensa e forte
pra encharcar o cerrado ressequido
tão sofrido, que clama num alarido
por gota d'Água, num altivo porte

Eu vozeio pelo vento desmedido
soprando humidade num suporte
pra este chão carente e sem sorte
chovendo vida, e o vivo permitido

Também a natureza uiva de morte
aos céus, que acabe o sofrer infindo
tombando a chuva sem ter recorte

O sol regente do sertão, intervindo
se faz ufano, intenso, num aporte...
E a chuva, ah! Essa, não vai caindo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Nublado

Será só porque o dia está nublado
É que eu não sinto vontade de viver?

Será por eu eu ver os camaradas
Partirem sem saber para onde, nem porquê?

Será por eu descobrir a inutilidade
Do fazer ou não fazer?

De onde é que vem
Essa falta de vontade de viver?

Carlos Galdino – São Paulo 31.10.2019

Inserida por carlos_galdino

SONETO COM CHARME

Moço, se no tempo, velho eu não fosse
Onde a dor da saudade a apoderar-me
As recordações a virarem um tal carme
E a lentidão em mim se tornarem posse

Ah! Aquelas vontades já me são adarme
O que outrora me era tão suave e doce
Num gosto acre o meu olhar tornou-se
O espelho, um revérbero, a desolar-me

O meu espírito a tudo acha tão precoce
Já o corpo, cansado, soa em um alarme
Na indagação a juventude que o endosse

Da utopia ao caos dum tão triste arme
Envelhecer, como se não fosse atroce
Então, vetusto, tenhas arrojo e charme!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2016, 18 de novembro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Alforria

Seria bom, eu queria
Ter uma afeição tua
Uma palavra à revelia
Nada ouço ou vejo na rua
Noturnal, duma noite vazia
Só a lua solitária, fria e nua
me fazendo companhia...
Mas a saudade é sua
ou é minha?
Não importa a quem valeria
se a vida é torta
e reta é a sabedoria
do tempo. Se viva ou morta
a prosa da poesia.
O que voga é o que o amor reporta
aí sim, a paixão tem harmonia
e a permissão, na solidão, exporta...
Alforria!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO NA CHUVA

Quantas vezes, pés descalços, enxurrada
A minha infância, na inocência eu brinquei
Águas em versos, chuva molhada, sopeei:
Quantas vezes eu naveguei na sua toada?

Na narração me perdi, no tempo maloquei
As lembranças ali no passado deixada
De memórias fartas, meninice, criançada
Aqui no peito guardada, e nelas estarei...

Céu cinza do cerrado, nuvem carregada
Deixa chover, pois só assim eu alegrarei
Da varia recordação da pluvial derivada

Pingo a pingo, trovoada, no outrora voltei
Água na cara, cachoando na alma calada
De saudades, neste soneto na chuva, falei!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Linha

Eu poeto de mim, daqui
nesta câmera surreal
por este fio vocês dai
numa transmissão corporal

por esta linha dual, agruras
em diversas camadas
solidão sem gravuras
felicidades sem risadas

assim, nesta comunicação
de passa e repassa, a voz
camuflada de significação
em versos mansos ou feroz

que se imprime da emoção
num linguajar em cadência
lembranças e boa paixão
na alma em total evidência

em cada trova um avesso
do reverso do meu daqui
cada verso o meu confesso
para vocês daí...

Instantâneos do meu poeta imerso...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Eu não preciso rodar o mundo para me tomar uma pessoa realizada.
Eu já me tornei isso estando ao seu lado.
Porque meu mundo é você.

Inserida por rodolpho_pimentel

Brisa de praia (Autoral)


Logo eu acordei e já senti falta do seu olhar
Tão azul, azul quanto a cor do mar
E em compasso com as ondas do teu cabelo
Sentia uma brisa que preenchia meu corpo inteiro
Fecho os olhos e já começo a lembrar
De nós dois deitados na areia de frente ao mar
E logo eu começo a lembrar
Do som da sua risada em compasso com o som do mar
Pego na sua mão e sinto a tranquilidade
Tão leve que me trás a paz de verdade
Nós dois deitados olhando o pôr do sol
Contigo eu nunca me sinto só
A lua que reflete em seu olhar
Me mostra aonde eu sempre quero estar
Nas ondas da praia eu só quero te beijar
E nas ondas do mar eu quero me afogar
Vi na vida um motivo pra sonhar
Teu olho azul, azul da cor do mar
Seguro na tua mão e olho pro teu olho pequeno
E isso me faz sentir tão sereno
Quero ser feliz nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar
Sinto esse vento no rosto
E com ele a vontade de te ver de novo

Inserida por otavio_martins

Você não sabe como eu te amo e não existe palavras, gestos ou atos que consigam expressar o meu amor por você.
Tenho medo de que você me deixe algum dia, mais isso eu não quero pensar
Prefiro viver o agora é poder te amar

Inserida por Mariaclara999

O que realmente desejaria

É que eu queria inflamar minha fé, colocar a esperança de pé, alimentar as expectativas, fazer vigorar a juventude viva, ser cheio do espírito do senhor, a honra constatada, sobre cada camada, cada flecha lançada, de vida, brilho no olhar, prazer de lutar, uma figura radiante, integra e constante, porém eu sou cheio de contradição, ao que sonho viaja na contramão, razões, motivos, talvez, o berço machucou, o horizonte escureceu, a cegueira prevaleceu, burlou a boa conduta, poesia culta, nada, o diabo filho da cuca, deixa a mente maluca, um dia ou nunca, é poesia nua que escrevo, nesse corpo febril, viaja a arte, cada parte, transpiração que arde, o tempero do pensamento é vasto, cheio de argumentos, diga algo você a minha poesia, tudo bem, filho quem sabe um dia, serás e viverás o que realmente desejaria.

Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

Talvez eu nunca mais consiga sentir
E sentir é tão profundo
Mais afundo que existir
Talvez eu jamais entenda o porquê deste amor
Que é um tanto devastador
E tira horas de mim
Talvez tenha amado sozinha
E essa picuinha de te querer pra mim
Talvez você apenas responda por dó ou por onda
Apresento-me como a mais desencanada
Mais que nada
Sou até abobada por gostar de você
Que loucura e insanidade pura amar quem não te quer
Mesmo sendo uma linda mulher
Mesmo ele me tendo por completo
Mesmo tendo dado tão certo
E quando nos temos é tão magico
Se não fosse trágico
Saber que jamais terei você.

Inserida por isis_soler

eu que nada sou.
que nada sei.
só tenho de mim
o meu corpo.
e faço dele,
histórias que
jamais conseguirei
contá-las.

Inserida por rubobrobsky

Sonho

Eu tenho um sonho
Talvez mudar o mundo com palavras
Talvez falar muita coisa sem dizer nada
Abrir o meu pensamento e fechar a minha alma
Lidar com o coração
Porque as vezes se engana

Eu tenho um sonho
De acordar e ratificar tudo
Não esperar muito dos outros
E tentar compreender o meu mundo
Exprimir cada sentimento
Com um sorriso no rosto
E abraçar cada minuto
Como é suposto

Eu tenho um sonho

Inserida por AltinoSilva

Uns choram, alguns falam
Eu aqui simplesmente me calo
Meu sofrimento é em segredo
Minhas lágrimas são invisíveis
E minha melancolia acompanha
A longa decaída do meu ser
Até o ponto de dizer
"Morri por dentro"

Inserida por CastelhanoWolf

Se eu lhe dissesse eu te amo
Você ouviria a continuação da minha fala?
As minhas palavras teriam valor?
Todos os meus poemas, versos e pensamentos
Você poderia vê-los e revê-los?
"Não, não e não". Já posso escutar
Bem sei que...
não compreenderia o que sinto

Inserida por CastelhanoWolf

Eu me cuido, eu me amo, eu me valorizo e assim eu consigo cuidar de quem precisa de mim. Mas precisamos reconhecer que sem o Amor da Família, sem a Dedicação dos Amigos e Sem a Cooperação da Comunidade não somos Nada.

Pois eu Amo minha família , me dedico aos meus Amigos e respeito Todos os Seres Humanos, Independente de qualquer diversidade que possuam.
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Cassia Guimarães

Inserida por cassia_guimaraes

SORTE (soneto)

Na minha má sorte, a boa é pendente
Eu nunca inferi por que. Não entendia
Nos prados do fado estava ausente
Indaguei a vida por que era. Não sabia

Na quimera do meu dia, fui inocente
De uma tal timidez íntima e correntia
Que o passar do tempo foi em frente
E as venturas pouco tiveram cortesia

E assim, o sonho se fez bem distante
O vario momento me foi um instante
E por eles pouco soube dessuar valor

Sinto, sem, no entanto, ser dissonante
Que se fiquei ou se eu passei avante
O importante é que fui e serei amor...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Atemporal

Eu te amo, amo sem exceção.
Dizem que sou louca
Por tal declaração, mas não
Sabem do ano que carrego
Por você dentro do meu coração.

Para uns o amor é um fardo,
Mas que amor é esse
Que te leva para baixo.
Amor de verdade te leva,
Te leva para o alto, te eleva.

Para outros o amor é passageiro,
Onde estão somente de carona.
Caroneiros que são, não
Sabem, nem vivem o amor
Verdadeiro.

Digo a ti meu amor, que seja,
Apenas que seja amor.
Que seja infinito enquanto durar,
Porque juro a ti amor eterno.

Mesmo em face do teu pranto,
Farei das minhas lágrimas
O mar a te conduzir com
Amor e zelo até o fim.

Inserida por leandromacielcortes