Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.

Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.

Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.

Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.

Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.

Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.

Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.

E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.

Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.

Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.

Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.

De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.

Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:

“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”

E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.

A INVEJA DO MEU EU: -- Ao entrar, a cena me paralisou: ela estava sentada à mesa com duas crianças. Um garotinho de três anos e uma menina de seis. O que me aterrorizava não era a presença deles, mas a verossimilhança brutal que compartilhavam comigo. Nos gestos pausados, na inclinação do rosto e no brilho do olhar, eram versões latentes de mim mesmo.
Lembrei-me do meu verdadeiro lugar: sempre defendi a ideia de que todos os personagens e lugares que sonhamos são imposição dos nossos desejos e vontades; cada pessoa é nada mais que um reflexo de nós mesmos.


Juliano Assis

Eu tenho uma mania engraçada. Toda vez que eu digo algo no sentido de brincadeira ou zoação, no final da frase eu tenho que dizer "nossa" de uma forma bem rápida e abafada. Tipo quando você faz "hum", um som com a boca fechada, mas usar "nossa" no lugar.

Não sei quando foi que isso começou, mas parece alguma forma de garantir que a pessoa entendeu que é uma brincadeira? Kkk não sei.

⁠Metamorfose

Eu trilhei vários caminhos
Já tive vida severa
Eu vivia a reclamar
Mas dominei minha fera
Hoje eu vivo bem melhor
Mudei, não sou mais quem era.

Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023

⁠Às vezes rindo sozinho
Sem saber qual o motivo
Eu fico sem entender
Mas dá pra vê que estou vivo.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024

Eu não busco a perfeição
Procuro a simplicidade
Pra eu poder atingir
A minha totalidade.

⁠Santo Antônio do salto da Onça RN
24/04/2024

⁠Energias negativas
Delas eu sou desprendida
E das coisas impossíveis
Enfrento, sou destemida.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
26 Março 2025

Papai foi a minha base
Mamãe a sustentação
Se eu sou o que eu sou hoje
Tenho muita gratidão!
Sem eles como meu guia
Eu sei não conseguiria
Esta minha ascensão.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
10/08/2025

Eu acho muito bonito
E também muito decente
Ver alguém ajudar outro
Desinteressadamente.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
07/09/2025

Se você ficar calado
E nunca questionar
Você vai parar no tempo
E o seu EU vai acabar
E virarás múmia humana
Sem atitudes, insana
Serás Zumbi sem pensar.


Gélson Pessoa
Santo Antôniodo Salto da Onça RN
22/02/2026

Faça o melhor do seu Eu
Sem nunca se preocupar
De lhe tacharem ridículo
E tentarem derrubar
Tome sempre atitude
Com sua magnitude
Que sempre irás brilhar.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
25/02/2026

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

Falando com a lua


Eu não sei se é sensato dizer,
mas a lua deve sentir inveja de você.
Porque toda noite, sem perceber,
eu começo a falar de ti até o amanhecer.


Converso com a lua sobre o teu olhar,
sobre o brilho que nenhuma estrela consegue alcançar.
Conto a ela da beleza que existe em você,
e como meu coração se perde só de te ver.


Eu digo que teus olhos têm um universo inteiro,
mais bonito que qualquer céu estrangeiro.
E que teu sorriso, tão raro de encontrar,
faz até as constelações pararem pra admirar.


Às vezes eu tento te transformar em poesia,
escrevo versos pela noite, atravesso o dia.
Mas nenhuma palavra consegue descrever
a imensidão da beleza que existe em você.


Então eu volto pra lua e começo outra vez,
falando de você talvez pela milésima vez.
E quanto mais eu falo, mais eu quero dizer,
porque sempre descubro algo novo pra amar em você.


A lua deve sentir ciúmes, eu imagino que sim,
porque quando ela aparece, você fala mais alto em mim.
Eu olho pro céu, mas é teu rosto que consigo enxergar,
como se tua lembrança aprendesse a me acompanhar.


E não há estrela no céu, nem galáxia a brilhar,
que consiga tua beleza sequer se aproximar.
Porque o universo é imenso, mas eu posso afirmar:


nenhum dos seus mistérios conseguiu superar
a forma como teus olhos me fazem sonhar.


Por isso escrevo, por isso volto a dizer,
por isso passo madrugadas pensando em você.
Porque tua beleza não conhece fim nem versão,


e eu poderia escrever infinitos versos
sem alcançar a dimensão


do amor que existe em meu coração.


Então, se um dia a lua te olhar diferente,
saiba que talvez ela esteja simplesmente


ouvindo eu falar de você novamente.


— Patrick Wallace

Eu admito
Não dá pra te esquecer ou te perder
Se assim eu fizer,então Amar eu não devo merecer e assim tenho dito!
Paris,eu ainda te amo
E é por te amar que longe não posso ficar!
E assim eu amo

Caí muitas vezes
Não posso mentir
Mas posso dizer
Que as quedas que eu tive
Não foram derrotas
Eu caí quando estive a subir.

Amor


Línguas ousam definir-te
como um sentimento.


Eu, intrigado,
pus-me a conhecer-te.


Percebi, então,
que esse amor
de que tanto falavam
era apenas o fogo
de uma chama
de pavio frouxo.


O que resta do amor
quando é consumido
pela chama do desejo?


Essa luz projetada,
ilusória,
que simula
um tênue conforto,
já não satisfaz
o coração de um sábio.


Amor,
assim te chamo.


Recolhe os fragmentos
que ficaram pelo chão.


Vulgarizado
pela língua humana,
esqueceram
que foste
a consciência
de uma construção
que transcende
a vaidade.


Não há confusão.
Não há para onde fugir.


Para ser amado,
basta permitir
que o Amor
bata à porta.


Lança-te
na incerteza.


Jamais me senti
tão livre
quanto ao tornar-me
escravo
d'Aquele que transborda.


O Amor
que me acolhe,
não por quem fui,
nem por quem sou,
mas por aquele
que ainda serei.

Antes eu pensava que precisava de muito,

de conquistas, de bens, de aplausos do mundo.

Hoje percebo que o simples ato de acordar

já me faz inteira, já me faz profunda.

O vazio tentou me convencer do contrário,

mas descobri que até o silêncio tem valor.

Sou feliz por existir, por respirar,

e sei que muitos desejariam estar em meu lugar.

A autoestima, antes frágil, agora é sentença,

registrada em cartório, sem possibilidade de recurso.

Minha alegria é cláusula pétrea,

ninguém pode revogar o que é luz no meu curso.

O amor, em todas as formas, é meu advogado,

a esperança, meu juiz imparcial.

No tribunal da vida, fui absolvida,

por excesso de fé no essencial.

Hoje sou feliz sem precisar de muito,

sou feliz porque despertei outra vez.

E se a vida fosse contrato eterno,

minha assinatura seria: gratidão e paz.

Agora que o dia acabou
O sol se pôs
E eu vi o mais lindo
Pôr do sol
E finalmente, a noite
Chegou rápido
À meia-noite
A luz se apagou
E também, o tráfego na
Estrada
Diminuíra
E Toronto estava quieta
Agora
Também, não há ninguém
Andando
À meia-noite na rua
Espero que todas as pessoas estejam
Dormindo em suas camas à
Meia-noite
Também, eu sei que a noite
É muito longa
Porque Deus fez a noite
Assim
Para nós dormirmos
Além disso, Deus fez as quatro estações
Para que possamos viver nelas
Agora estamos no fim
Do outono
Amanhã será o primeiro
Dia do inverno
E todos os dias está muito frio
Já atrasamos o relógio
Uma hora
E os dias estão mais curtos
Anoitece às 17h
Eu acho isso muito deprimente
Hoje eu fui dormir às
17h
Porque eu já estava cansado

Melancólico


Eu tenho um gosto meio cinza
ando zonza e enjoada.


As vezes escolho ser como as nuvens
ninguém as sente, mas podemos vê-las
e assim, sou eu


Vazia, mas muito densa
as vezes transbordamos e os outros
fazemos sofrer


Mas outras vezes abrimos caminhos
até tarde, ao escurecer.


Então volto a lhe dizer,
ainda sou bastante cinza, e mesmo assim
tem dias que não faço chover.


Queria ser, às vezes
um pouco azul


talvez roxo,
amarelo
e até vermelho.


Mas continuo sendo
Cinza.

Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Porque nada em mim aceita permanecer igual.


Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Não por fraqueza — mas porque evolução exige ruína.


Eu construo.
Eu destruo.
E toda vez que algo em mim morre, algo mais forte ocupa o lugar.


Eu me refaço antes que o mundo tente me refazer.


Como aço eu me desfaço, como espada eu renasço.