Poemas quando eu me Amei de Verdade
Oh! vento
Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.
Rosangela calza
Do silêncio
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.
Da paz
E eu sigo em paz...
quer dizer, então, que não vejo a guerra? Não sou ingênua.
Tenho visto o caos e pressinto o que está por vir.
O porvir... bem, o que posso fazer?
É não atacar ninguém... é não generalizar... é não disseminar ódio pelas redes sociais... já sei que tem gente demais fazendo isso.
Estão esses tão infelizes assim? É a única conclusão a que chego.
Uma pessoa que está em paz e feliz consigo mesma não quer guerra com ninguém.
E você? É da paz ou da guerra?
Estamos precisando demais de pessoas que sentem do lado em que se vê o bom da vida... se continuar nesse ritmo a condução que nos leva vai virar... e é óbvio que todos irão se quebrar.
Eu disse TODOS!
Pertencimento
Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo
Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas
Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.
Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.
Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?
Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.
A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.
Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.
Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?
Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?
Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.
Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?
...Ou será que apenas existimos?
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"Eu sou todas as emoções.
Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
— De nada adianta eu ser o guerreiro mais forte
do império se eu não puder manter segura a
única pessoa que me faz querer viver — ele
continuou, aproximando seu rosto do dela. —
Deixe-me ser o seu escudo, Mei Li. Meu coração
bate apenas por você.
Livro: "O Lírio de Seda e o Guarda de Aço"
Se eu me trato melhor do que você me trata, então não preciso de você.
Não busque algo onde você tem a certeza que não vai encontrar.
Muitas vezes eu comparo a vida a um download.
Às vezes tudo está indo muito bem mas no último segundo há uma falha.
Gira a Roda
O que eu quero agora? Que não me tires a calcinha, que me venha com vontade, que me tenha como se nunca tivesse tocado minha pele ou sentido meu cheiro. Quanto mais você me quer, mais eu quero você; e assim giramos a roda do desejo, eu e você.
SOBRE ESTA ANSIEDADE
Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...
TORMENTA
Se eu soubesse chover...
Não me molharia tanto.
Se eu soubesse sumir...
Seria só um crepúsculo,
Se eu soubesse morrer...
Não doeria tanto.
Mas porque tanto barulho,
Tanta comemoração,
Se todo dia é esta tormenta...
E me derramo todo,
Se sumo e desapareço
Nesse desalento
Se morro a cada momento...
Há um purgatório em mim,
mil poetas se debatem, gritam, choram
e eu escrevo...
há uma caverna com mil morcegos
e eu me penitencio...
Há um purgatório em mim
Mil poetas gritam,
Choram e se debatem
E eu escrevo...
Há uma caverna
Com milhares de morcegos
E eu me penitencio...
Mil poetas habitam em mim
Muitos deles vem das trevas
Podem ver não tenho estilo
Sou uma espécie de purgatório
Para os seus dias de juízo...
EU, O LOUCO E O ANJO
O louco cata o lixo na tarde
Sem saber porque a tarde se esvai,
O anjo cata o louco no lixo
Sem se importar com o tempo
Eu assobio a sinfonia da eternidade
Porque já fui louco,
Já fui anjo
E agora penso que sou Deus...
Não quero ver teus olhos tristes
sob o céu tão estrelado,
o lado que eu gosto do teu lado,
é o lado de dentro quando
eu entro calmo como se o teu coração
fosse minha morada,
beijo teu útero como se fosse meu último desejo,
mas meu último desejo é sempre o penúltimo,
e eu quero sempre esse beijo...
sou triste porque esse é o álibi pra tua presença,
amar-te não é crime,
mas amas este meu lado marte,
esse meu lado triste, vazio, imenso
que comporta a tua presença
com todos os teus pecados
Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.
Chorar dói, é um nó na garganta. Era o que eu pensava, mas hoje, que me permito reconhecer que tenho sentimentos — e, especialmente, no tempo atual, mais intensos que o normal — percebo que chorar não dói. O que dói é o sentimento entalado, se recusando a sair por alguma razão, apesar de querer sair de qualquer forma.
Me intriga como sentimentos podem nos mutilar no âmago do nosso ser quando somos tão taciturnos. Dores explícitas são dores, mas as ocultas são torturas. Te fazem agonizar amargamente, de dentro para fora. Culpa, tristeza, insegurança… a cada parte do seu corpo, se espalhando feito uma praga, bem devagar, lá no fundo, se certificando de que não sobrará nada para recorrer à recuperação.
Você está sentindo isso, e sabe onde vai dar. Prematuramente, você ainda pode evitar, mas escolhe arriscar. Machuca. Você se machuca. Você morre de dentro para fora, sem propósito, sem felicidade, sendo o aconselhador dos tristonhos quando se está mais destruída do que alguém que já se destruiu.
Quer saber? Chorar dói sim. A garganta fecha, as lágrimas caem, dilacerando meu rosto, o coração dói. Não acredito nesse papo de chorar de felicidade. Quem se submete a tanta dor por estar feliz? Afinal, eu não sei. Talvez nunca tenha estado tão feliz a esse ponto, mas não irei pedir para que alguém me faça feliz, ou pedir a um ser divino para me ajudar. Afinal, eu falo tanto que um pedido de ajuda passaria despercebido, assim como tudo o que eu falo passa despercebido diversas vezes. Mas, como dizem, é só tomar um remédio pra calar a boca, e fica tudo bem para eles. Não me atrevo a dizer para ninguém: há segredos e dores que morrem conosco.
Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.
Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...
Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.
Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.
