Poemas quando eu me Amei de Verdade
Tu és…
Tu estás…
Sinto e vivo a tua luta diária.
Recolho as tuas lágrimas. E absorvo aquelas que não choras.
Eu olho. E vejo. O teu semblante… endurecido.
Eu vejo. E olho. A tímida centelha… no teu olhar.
Não mates o teu sorriso.
Não amordaces a tua vontade.
Do teu peito ferido, como a flor que abre, é o amor que renasce.
Fica. Não partas.
Não partas de ti.
Não partas… tão perto de mim…
Ela pensa que o nosso amor morreu,
ela se ilude com o que é seu,
ela pensa que não,
mas teu coração ainda é todo meu.
Tu vem como quem não quer nada
e me cativa,
me deixa gigante.
Depois me assusta igual alma penada,
me deixa de lado,
me bota na estante.
Sabendo há séculos de ti, a madrugada que desponta no azul da minha alma é a tela de todas as madrugadas que sorriem em mim, onde te pinto e te guardo, num profundo silêncio e suave carinho, como o mar guarda a água e o sal e o rio o seu mistério.
Existo no tempo das estações, na sua poesia contínua e alternada, sendo morada de mim em cada compasso que as pálpebras das gotas da chuva tocam e em cada fragrância aleatória que sinto.
Hoje a tua alma caminhou em mim.
E o Sol iluminou-se de nós, num olhar pelo céu imenso que já se fez.
Existe cor em tudo o que vejo.
Existe abraço em tudo o que faço.
O que me equilibra é o que me move.
O que me move é o que me faz ir mais além.
Nem tão forte como queria.
Nem tão fraca como temia.
Sou fiel a mim mesma.
A mim mesma, no que há de melhor em mim.
Quero ter a certeza de que fui. Ontem.
Quero essa certeza em mim. Hoje.
Quero ter a certeza de que serei. Amanhã.
Verdadeira.
A ideia é não ter ideia
Só assim
Transparentes de nós
Conseguimos mudar
de estação.
O jeito é não ter jeito
Entregar meu microcosmo
Ao universo dos meus pecados
Que não são pecados,
apenas traços de mim
A que melhorar
A que me conhecer
de verdade
A quem desejar
Além de mim.
Ouço muito e de toda gente
Que nem tudo são flores
Pasmos às dores da vida mansa
/ ou de navegadores.
Para essas flores,
Haja campo
Recanto
Amores
Mas com dores!
Ora, pois nem tudo são flores
Não há certezas reais da ilusão.
Está no coração
a chave para a arte
da emoção
Como prosseguir?
Desespero meu querer ser bom
ou meu dia diferente.
Reviro a mão no bolso
e nada encontro
Nenhuma chave
só realidade
Como?
Amanheço meu feriado ensolarado
que logo será chuva
desperto a prova real de quem é a ilusão,
que floresce com quem a cuida
Se não há certezas,
Prossigo assim mesmo,
Não me importa mais
Não fará diferença.
Sou convicto apático
mesmo não o sendo
esse sou eu.
Como quem vai a lugar nenhum
Redirecionando a estrada
No inconsciente me encontro
onde não imaginava me encontrar
Um encontro real e surreal
Como quem passa por mim na calçada
Sem muito movimento
De uma passagem familiar
e reaparece à minha frente.
Não há certezas
Minha confusão mental toma conta de mim
Mas sempre estive assim.
Não há certezas reais
Da ilusão
Como prosseguir?
Bordo meu coração com punhais de falsos diamantes,
quebráveis
tocáveis
superficiais
e eu não ligo
Sereno de mim, som dos campos donde vim
E com ela o invisível
sensível
num minado de mecanicidade social
Não as quero em mim
Como prosseguir?
Sabe! Não quero ser princesa ou rainha, quero apenas ser eu mesma juntar meus pedaços e ressurgir melhor e mais forte, não estou pronta para derrotas ou fracassos, preparo-me para vencer e crescer ainda que tenha que driblar a dor, tremer de medo , chorar por dentro me quebrar inteira.
Eu sei que a felicidade me espera em algum lugar eu só não consigo enxergar este caminho.
Mas eu sei que este caminho existe e esta no mapa da minha existência.
Escrito na minha alma estão as histórias que não consigo apagar.
Sonho com uma vida colorida e completa.
Mas as vezes a realidade faz-me ver cores que não consigo mudar, em exaustão eu sigo buscando o arco íris que o meu coração quer desenhar
Eu poderia me apegar em você, se quisesse.
Talvez eu esteja um pouco apaixonado (a), mas tenho mentido demais para mim nos últimos tempos.
Te carrego num livro, num riso, e por aí vou driblando as borboletas no estômago.
Colori a amizade e só.
Pra falar a verdade, são nessas horas que minto quando digo o “Só”.
E pra que eu não complique ainda mais essa minha mente, já complicada por natureza, decidi me apegar.
E pra que eu termine de me apaixonar, é só você pedir pra eu ficar.
Talvez eu fique.
Eu fico.
Acorda, pois eu ainda agora cheguei...
Deixa a luz permanecer, diáfona.
Vim buscar-te, mansa e eleita,
para te levar no meu manto perlado,
a estrela branca da noite,
em que a noite não existe,
e o dia é uma palavra soletrada.
Acorda, pois eu ainda agora cheguei...
Deixa o sonho reinsistir, idolatrado.
Vim trazer-te, suave e altaneira,
na concha do meu longo regaço,
a galáxia azul dos teus ideais,
em que a luz insiste,
e a sombra é uma porta fechada.
Acorda, pois eu ainda agora cheguei...
Deixa o teu âmago fundir-se no meu.
Vim ocupar-te em mim, louca e sôfrega,
querendo o teu limiar nas minhas mãos,
lançando-te nessa profusão inexplicável,
nessa dor de existir entranhada,
nessa alegria de amar glorificada.
Acorda, pois eu ainda agora cheguei...
Você pode me dizer por que as pessoas se esforçam tanto para esconder seu eu verdadeiro? Ou por que sempre me comporto de modo muito diferente quando estou perto dos outros? Por que as pessoas confiam tão pouco nas outras?
Cada caso é um caso. Muitas vezes levamos tantas rasteiras que a cada passo parece que vamos cair (levar uma rasteira na verdade), ficamos em dúvida mesmo, daí se cria a impressão que todos estão contra nós e tal. Por isso volta e meia devesse confiar desconfiando. Um cão que leva uma paulada (que exemplo trágico), ele não confia mais no agressor - o ser humano é desconfiado por instinto mesmo (é uma forma de defesa).
#Aliçu S
Eu te amo!
Eu durmo pensando em você
Acordo pensando em você
Chego até sonhar no dia que eu irei te ver
Poder dizer que és o meu amor
Que meu coração é teu
O quanto eu te amo (eu te amo )
Deitar me em seu colo
Acordar sendo abraçado
Ouvir seu coração e sentir o seu cuidado
Obrigado por estar ao meu lado quando eu preciso
Por nunca me abandonar
(eu te amo)
Me aceita me por na linha
Me ergue quando eu caio
Me consola quando eu choro
Mesmo sendo precisar se preocupa quando eu demoro
Obrigado meu amor por estar comigo
Sou o homem mais feliz do mundo
(eu te amo)
Pois estou vivo
(Poetas Modernos)
Meu Mundo....Minha Poesia
A vida sem o poema sem a poesia é não viver
Por que sem elas não a sonho e sem elas eu não sonhar
Jamais eu poderia colorir a vida e transmitir amor e alegrias,
como um alimentar da alma.
Como poderia ver o horizonte sem o sonho
Como poderia dizer eu vivo eu amo
Ah minha vida seria nos desenvencilho
das nuvens Negras que cobre a solidão
Seria um caminho com ponto final
por que meu horizonte deixaria de existir.
A bola ressaltava uma e outra vez, num movimento contínuo e perfeito, molhada pela chuva miudinha que pingava sem fim.
O silêncio recortava-se no horizonte e o calor era tímido, molhando-me o corpo, ao qual a roupa já aderia como uma segunda e profunda pele.
De sorriso molhado, soltei a gargalhada, os lábios húmidos e quentes, em uníssono com o ladrar do meu imprevisível cão.
O ribombar de um trovão passou por mim e, algures, bem longe, ouvi o zipar do relâmpago azul e branco cortar o ar e cair.
Todo o mundo recolhido e eu aqui, louca como eu só, deliciando-me na chuva.
Eu homem, menino alma.
Nasci, talvez que por engano,
em uma tal cidade grande,
feita de concreto armado,
cheia de caras e portas fechadas,
mas, meu nascer mesmo, é no campo,
no mato,no torrão do interior.
Nunca vou esquecer,
como é bom, o prazer,
de subir na goiabeira,
pra comer fruto no pé,
ir até os galhos mais altos,
pra namoradinha assustar,
e na hora de descer ?
e pra tremedeira esconder ?
pra vergonhar não passar...
...vou descendo acanhado,
pra baixo todo santo ajuda!
penso eu, atrapalhado, penso também na mamãe,
junto com os carões, que de certo vou levar,
se caio daqui, e não morro,
minha mãe me mata,
e mesmo que não me mate,
triste será meu castigo,
não vou poder ir a praça,
ver televisão com meus amigos.
Balançar muito e bem alto,
numa rede armada,
no caibro do nosso alpendre,
ouvindo minha mãe, afirmar perguntando,
``vai cair daí ô inteligente!.´´
Coisas assim,
só se vivem no sertão,
o cheiro da terra molhada,
olhar da janela a passarada,
a chuva forte chegando, depois,
brincar nas poças de lama,
assim que chuva se foi.
Também não posso esquecer,
dos banhos de rio, cedinho,
antes de ir pra escola,
ficava feliz quando via,
Tânia, minha melhor amiga,
mulher grande,
mas com alma de menina,
vinha logo assuntar,
com uma voizinha mansa, dizia,
pra eu sempre lavar, as zunha e zurêia,
senão chegando em casa
podia, se preparar, pra entrar na ``peia.´´
Acho muito respeitoso,
um filho aos pais dizer,
bença pai,
bença mãinha,
tá aqui, acesa a lamparina no chão ,
pertinho da santa Maria,
enquanto a mãe de joelhos,
pedindo à todos os santos,
rogando à Deus por seu filho,
nunca cair em tentação.
Tenho respeito e amor,
tudo que Deus criou,
do pouco que tenho,
ao pouco que sou,
do pequeno ao maior,
mas me custa muito aceitar,
deixar minha alma lá,
no meu amado interior.
Colares Filho.
Olhei na direcção do horizonte.
Franzi o nariz e ri-me.
As circunstâncias sempre mudam.
Depois de ter superado tanta coisa, de ter conseguido chegar onde estou e de ter entrado em mim, a minha consciência absorve um universo múltiplo como um espelho, clara e poderosa, e é desconcertantemente suave.
Se sou um holograma de mim mesma, onde estarei verdadeiramente?
Se alguém tem tudo,
dizemos que nada ele tem.
Pois se nada ele tivesse,
tudo, com certeza não teria.
...
"Ninguém tem tudo,
pois se alguém tudo diz ter,
ainda lhe faltará nada possuir"
EU (soneto)
Existem vários eus no meu eu
E de tão perdido, anda sozinho
No sonho joga sorte, coitadinho
E assim, sem ter norte, é plebeu
Se sou mal interpretado, fulaninho
É do fado este fardo triste e forte
Tal ímã do azar que rêdea a morte
Bulha quem sou na fé e no caminho
E que destino este agre e de recorte
Da alma esfarrapada e sem colarinho
Que chora os porquês, sem ter porte
Porém, sou o que sou, além do mocinho
Alguém de coração que com amor importe
E que nesta tal vida, andeja de mansinho
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
05'55", cerrado goiano
