Poemas Profundo
Nem toda letra vira música, mas toda dor vira verso.
O silêncio, quando canta, é mais profundo que o universo.
A verdade mora no que se esconde entre as linhas,
Nos vazios que a voz não preenche, mas ilumina.
A gente vai, tropeça, sangra, aprende —
Cada queda, um mapa; cada erro, um norte.
E mesmo quando a noite pesa no peito,
Amanhece. Sempre. O sol se põe no nosso jeito.
A dor? Só o primeiro acorde.
O amor? O refrão que insiste e reverbera.
Pronto pro beijo, pro abraço, pro recomeço,
Porque a vida é um disco riscado que gira no mesmo preceito.
Fantasia de novo, sem porquês, sem escalas:
Os sonhos não pedem licença, rompem as muralhas.
O medo é só tinta escura num quadro em branco —
Apago, recomeço. Tudo se refaz. Tudo é tanto.
O tempo não é linha — é espiral.
Cada volta traz a mesma estrela com luz diferente.
A estrada dobra, mas não some:
Ela é a cicatriz que virou ponte.
E quando o caminho parecer só incerteza,
Lembre: até o deserto guarda o eco de uma prece.
O que nos faz humanos é a fissura, não a perfeição —
O amor que racha, mas nunca perde a canção.
A dor é só o começo.
O abraço? O verso que se alonga no peito.
Fantasia outra vez, sem medo de ser brecha:
Os sonhos são asas. O resto? Só trincheira.
Tudo se refaz.
Tudo se refaz.
Poema - Amor Profundo
A isca é o seu amor
A rede é o seu calor
Acredito no meu potencial
Do mar sai sal
Do meu coração sai rima
Sem você menina
Me sinto solitário
Como um peixinho dentro do aquário.
Passa chuva, passa sol
Jogue o anzol
Pesca o meu coração
Não vai ter ilusão
O meu te amo
É do tamanho do oceano
Igual o golfinho
Quero compartilhar amor e carinho.
No céu profundo, a lua brilha,
Com seu manto de prata a reluzir,
Enquanto o sol, em sua maravilha,
Acorda o mundo, pronto a aquecer.
Você é a lua, tão serena e bela,
Que ilumina as noites com seu suave olhar.
Eu sou o sol, com minha luz amarela,
Que busca seu brilho para sempre amar.
Juntos dançamos em um eterno ballet,
Em ciclos de amor que nunca se vão.
Quando o dia chega, você se despede,
Mas no meu coração, você é canção.
Às vezes distantes em suas jornadas,
Mas sempre ligados por um fio invisível.
Nosso amor é uma história encantada,
Uma sinfonia que nunca é esquecível.
E mesmo quando as sombras se aproximam,
E os desafios parecem nos separar,
Eu sou o sol que sempre ilumina,
E você é a lua que vem me guiar.
Assim seguimos, lado a lado,
Um amor que brilha e não tem fim.
Na dança dos astros, somos sagrados,
Você é minha lua; eu sou seu sol assim.
Noite escura, e há um profundo silêncio na floresta, somente a dança dos vagalumes sobre a macega verde, o cântico silencioso dos grilos entrelaçados nas grameiras, e as corujas fazem os seus sons para anunciar o respeito pela noite, o o urutau com seu cântico assombroso desperta medo e pressentimentos.
Otávio Mariano.
Lágrimas do fundo da alma
Dum rio profundo que clama
Lírios como a paz nos encantam
Frações de alegria que marcam
Lua linda me faz flutuar
Apesar da noite, sem magoar.
Depois de anos de um sono profundo, acordei
E quando pensei maravilhado que veria os campos verdejantes no que havia sonhado
A vida, caminhando em meio as estrelas, me presenteou com a imagem dela
Seu perfume vibrava em mim como todas as respostas que pedi
Ela não só sorria como toda aquela energia para mim
Era o mundo inteiro esperando ela sair do calabouço escuro que ela se escondia
Todas essas pessoas esperavam como a um cometa cintilante a volta daquela mulher
E não esperavam sós… ela sabia de tudo… o plano que não tinha dado certo, e todos os testes eram antes
Onde o caos era só um espelho mal polido
Onde o reflexo da sua luz tremia, mas nunca se perdia
O mundo a queria inteira, mas ela voltava em pedaços de fogo
Cada centelha era um renascimento, cada lágrima um novo acordo
Caminhou descalça entre entre escombros do passado, daquilo que ela chamava de destino, ou aprendizado
Com as mãos abertas, como quem já não teme o divino
Porque ela era o próprio milagre — o improvável vestido de coragem
E no silêncio que antes a calava, agora ecoava a sua verdade
As estrelas se ajeitaram no céu pra vê-la passar
E mesmo o tempo, que tudo julga, teve que se calar
Pois ali ia ela, não mais prisioneira da dor
Mas soberana de si mesma, feita de sombra e flor
E eu, apenas testemunha daquele clarão inesperado
Soube enfim: meu sono era só espera
Pra vê-la surgir, e com um olhar, mudar meu mundo.
O amor verdadeiro é um laço profundo, essencial nos dias de hoje, onde muitos relacionamentos são descartáveis. A fidelidade vai além da traição; é um compromisso emocional. O respeito é reconhecer a individualidade do outro, enquanto a compreensão abre caminhos para a empatia.
Construir uma relação sólida exige esforço e dedicação. É preciso abandonar a superficialidade e investir no crescimento mútuo, enfrentando desafios juntos. O amor é coragem, uma escolha consciente de cuidar e cultivar. Que busquemos esse amor profundo, que respeita, compreende e constrói. Esse é o amor que realmente vale a pena.
Raphael Denizart
Era uma vez um garoto que nutria um profundo sonho. Porém, esse sonho não era apenas uma ilusão; ele era algo real, cuidadosamente planejado e estruturado. O planejamento que ele fez estava voltado para o futuro, mas, curiosamente, esse futuro nunca se concretizou como ele esperava.
Com o passar do tempo, aquele garoto cresceu e se transformou em um homem. Agora, este homem ainda carrega dentro de si os sonhos que, até então, não se tornaram realidade. Contudo, ele sente que a realização desses sonhos está cada vez mais próxima.
Entretanto, essa chegada dos sonhos à sua vida é um processo que requer paciência, porque o tempo, que muitas vezes parece escasso, acaba por se metamorfosear em um futuro novamente. E esse futuro, por sua vez, é uma nova interpretação do que um dia foi um sonho, perpetuando o ciclo de aspirações e o desejo de realização que habita em seu coração.
Maré Ancestral
O quilombo é mar aberto,
profundo e vivo
roda acesa de memórias, de tempos:
os ecos dos ancestrais ressoam,
guiando o povo
na maré da história
e da luta contínua que navega mesmo em tempestade.
Nas encruzilhadas das águas,
entre travessias, cantos e tambores,
seguem,
celebrando a vida,
a força do coletivo.
Solitude e Solidão
Solitude é um abraço sereno,
Um encontro profundo no próprio olhar,
Um silêncio que dança pequeno,
Na paz de quem sabe se amar.
Solidão é um eco vazio,
Mesmo em meio a mil vozes a soar,
Um frio que invade o estio,
Ausência que insiste em ficar.
Entre estar só e sentir-se sozinho,
Há um abismo ou um ninho.
SimoneCruvinel
"O aparente".
Do que se observa, do aparente, quem poderá viajar no íntimo profundo, do que se é inerte, a quem muito sente, a alma saltita de dor, eu sei, inexplicável emoção, varia o tom, do coração cada som, uaua, aiai, as lágrimas esperneiam de todo jeito, o que se parece ser perfeito, acredito, sentimentos são, partes tantas, frangmentos as tontas, ai como dói, eu e você, ele não, imperceptível pela intransigência, do que é ruim e bom, do tudo um pouco, fragmento de vida é o tom.
Giovane Silva Santos.
04/09/2022 14:00hs.
Deus abençoe a todos.
O que acontece com seu coração?
Conexão.
Atração.
Amor profundo.
Almas que vibram juntas num encontro noturno onde em sonhos extravasam o amor...
Que nutre a alma.
Muitas vezes é voz que se cala.
Fala através do olhar.
Deixa esses sentimentos dessguar, feito água correndo no rio...
Deixa a tristeza no passado que não serve mais.
É roupa velha.
Não cabe.
Vista se de novos rumos, horizontes e sonhos...
Vista com esse amor que transborda, transcende, rima, protege...
Seja amanhecendo ou acendendo estrelas, deixe esse amor viver aí dentro de você...
Casa de bons sentimentos.
Sorriso e alento.
O que acontece com seu coração?
É livre.
É luz.
É caminho.
É porto seguro.
É sentido.
É a porta aberta que deixa o amor entrar e feito sol no amanhecer, esse coração sempre vai iluminar...
Nós.
Sóis.
Verso.
Rima.
Canção.
Poesia.
O que acontece com seu coração?
Acontece a magia, todos os dias...
De atravessar mundos, encontrar nos sonhos o amor mais doce e profundo...
Ao despertar no hoje, enxergamos que nada é em vão...
Nem sonho.
É a realidade que nos impulsiona á ir...
Sem ferir.
Sem medo.
Na alma, só há desejo...
De dóis sóis se encontrarem no meio do caminho, dançando a vida que une.
Refaz.
Reescreve.
Reascende
Faz no meio da multidão, se encontrar para amar...
O que acontece com seu coração?
Acontece noites estreladas, amanhecer florido e tardes de céu bonito...
Toma-me ó Vida
em teu regaço extenso,
em teu seio Sagrado e Oculto
num gesto longo e profundo!
Deus!
Vida implantada no meu Rio,
espiral de brilho e memória
onde a morte desvanece!
És Sopro!
Tempo,
Alento,
Vento ...
A pequena sereia não sabia nadar, apesar disso se lançou no mar, seu medo mais profundo virou sua liberdade mas também sua prisão.
No mar aberto não existe outra solução senão, nadar contra ou a favor da correnteza.
O dia passou e a pequena sereia queria voltar, se ver livre daquele grande mar que um dia foi tão almejado a ponto de fazer ela aprender a nadar, porém já não se recordava do caminho, e ninguém poderia lhe ajudar, então a pequena sereia nadou, nadou, nadou, nadou, nadou e nadou até se cansar....
Quando te conheci algo em mim mudou
de um sono profundo o amor despertou
agora, estou com o coração pronto
para sentir o que sempre esteve aqui
nunca mais me privarei
e um espirito livre serei.
Eu tenho caminhos dentro de labirintos verdadeiramente profundo em minha mente.
Na solidão da noite conhemos o brilhar do luar do clarão da noite,para motivar o nosso coração.
Lágrimas derramadas,em uma noite sombria e escura, que se encontra a cura ao vazio das almas perdidas.
No caminho, há muita solidão,no caminho também há paz em nosso coração,a solução é dependente,da nossa ação.
Quão profundo poderá ser um poeta, quão fingidor pode ser um poeta.
Toada de Monsaraz -
Em Monsaraz,
Vila do Alentejo
profundo,
é onde em horas
sombrias e inquietas,
encontro Alma,
sinto Vida …
Foi lá que vim ao
Mundo,
numa casa risonha
d’um Outeiro jocundo …
Serras e vales,
prados e montes.
Um verde florido
que meus olhos
abarcam …
E tanta Vida em redor,
tanta Vida …
Em silêncios imersa,
em quimeras oculta.
Tão contida!
Tão contida!
Sinto quebranto,
um eterno suspense,
“isso” que a eleva
ao seu encanto,
à sua Eterna Primavera …
Ó Deus,
quem dera ser Eterno!
Quem dera …
Para eternamente
contemplar aquela Vila
que me devolve tanta Paz!
Que encanto!
Que perfil!
Quem dera não perder-te,
ai quem dera,
minha alada Monsaraz …
Tanto quis àquela Terra
e tanto lá sofri …
Tenho pudor de o contar,
horror de o recordar!
Passou … passou …
Agora quero, apenas,
Amar, Amar …
Como um pássaro
que voou
ou alguém que vai
abalar …
Nada mais!
E quem quer mais,
vai a pardais,
já dizia aquela gente,
que às vezes mente,
outras não!
E Tu, meu doce Alentejo,
minha Terra sombria,
meu velho destino,
sem verso
nem reverso.
Minha Eterna e
dolente madrugada,
onde sinto o ensejo,
d’onde me vem os
versos,
desperta, agora,
ouve esta Toada,
é hora,
esvai-se a noite,
acorda o dia …
Minha Terra,
tão doce e tão amarga,
tão quente e tão gelada …
… ouve esta Toada …
…. ouve esta Toada …
Minha Terra,
tão amada,
tão amada …
Regicídio -
Numa intensa tristeza, lamento profundo,
no silêncio das Almas, quente e perturbante,
ecoa ao longe, no Palácio da Pena, uma voz distante,
um grito de dor que abrange todo o Mundo …
Vai morto El-Rei a passar! E num eterno segundo,
seu filho, também. Atrás, D. Amélia, palpitante,
de véu negro sobre o rosto, num silencio cortante!...
Piedosa Senhora que leva cravado um punhal tão fundo!
Quão triste e penosa, quão amarga a vossa sorte!
Que até o Mar reza calado, orações de morte,
em severas toadas de límpido cristal …
Ó Senhora tão sozinha, perdoai esta gente fria,
que ao matar aquelas vidas não via que vos feria …
Que agora, a Pátria d’El-Rei, será o Céu de Portugal!
(Ao Regicidio de El Rei D. Carlos e do Principe D.Luis.
Ao Sofrimento da Rainha D. Amélia.
1 de Fevereiro de 1910. Lisboa. )
Um lugar
O dia que estava passado no meu profundo jardim
No Nordeste do Brasil que morava-lá
Onde que eu então sei o que é.
O sol estava quase morrendo
Do final do dia.
Mas os bronzes do lugares escuros,
Veio de um amor fora do mundo.
Uma meiga curiosidade
Que luminava a sabia
Mulher que ligou,
A sua vida pra saber
o que era.
Eu já sabia de tudo
Um lugar do meio
do deserto em nada afinal.
Árvores e flores,
Cinzas e uma boa prosa.
Um lugar do coração
Que lucrou um amor.
Um dia,somente um dia quisera eu dormir o sono mais profundo e esquecer a minha existência com base na ingenuidade de um mundo utópico, onde as pessoas amam umas as outras pelo que são e não pelo poder aquisitivo delas,e viver plenamente todos os sonhos... Sem medo de acordar e viver uma realidade paralela.
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