Poemas Profundo
Tornaste mais vivas
todas as cores,
elevaste toda a beleza,
tornaste mais profundo o prazer.
Amo-te mais do que à vida,
meu amor, meu deslumbramento.
O Amor
O amor é um sentimento complexo, misterioso e profundo, que nos desafia e nos transforma. Ele chega de repente, às vezes quando menos esperamos, e se instala como um calor suave ou um turbilhão de emoções. O amor é tudo isso: tanto uma calma serena quanto uma força avassaladora.
Amar alguém é ver além do que os olhos mostram. É enxergar beleza nas imperfeições e acolher a vulnerabilidade do outro. É querer cuidar, apoiar e, ao mesmo tempo, dar liberdade para que cada um cresça. O amor verdadeiro é aquele que não prende, que não exige perfeição, mas que se alegra com a presença e com o simples estar junto.
Mas o amor também pode ser doloroso. Ele carrega a incerteza, o risco de perda e a necessidade de deixar ir quando necessário. E, ainda assim, vale a pena. Porque o amor nos ensina sobre nós mesmos de uma forma que poucas coisas conseguem. Ele nos desafia a ser mais pacientes, a entender o outro e, principalmente, a encontrar força dentro de nós para continuar, mesmo quando o caminho não é fácil.
No final, o amor é uma experiência que, de uma forma ou de outra, sempre deixa marcas. Ele nos ensina sobre alegria e dor, sobre confiança e entrega. O amor transforma, constrói e, mesmo quando parece que chegou ao fim, continua em nós como uma memória viva, como um aprendizado profundo que carregamos para sempre.
Então, mesmo quando o amor se despede, ele permanece de alguma forma. Porque amar é também um ciclo, que nos prepara para sermos cada vez mais completos, mais compreensivos, e, quem sabe, mais prontos para o próximo amor que a vida pode trazer.
Soneto do Mar
Profundo e vasto, o mar guarda em segredo,
Mistérios calmos sob as ondas frias,
Resplandecentes sob o azul, sem medo,
Murmúrios que ao vento o céu confia.
As ondas dançam com gentil cuidado,
Se curvam, se erguem, vão ao infinito,
Como um amante ao toque encantado,
Num doce e eterno abraço restrito.
Oh, mar bravio, fiel e sereno,
Guardião do céu e do vento errante,
Tu és o palco e a cena do eterno.
Nas noites calmas ou na fúria distante,
Ecoa em mim, sem voz e sem retorno,
O teu chamado profundo e terno.
Sombras do passado
Aos dezesseis anos, um amor profundo,
Roubado pela morte, um destino cruel.
Perdi a fé, o amor, a confiança,
Me larguei no mundo, sem direção.
Me tornei o que odiei, um assassino fardado,
Largado pela corporação, sem apoio.
Encontrei-me na saúde mental, um refúgio,
Onde vozes, ansiedade, e carinho, eram o remédio.
Pensei que me curei, mas errei novamente,
Confiei em amigos, que se tornaram inimigos.
No enterro, palavras de ódio, um aviso,
"O próximo será você", a dor retornou.
Erros se acumulam, a terapia me chama,
Choro, esvazio, mas a dor permanece.
Em um coração quase curado, a sensação,
De falta de pertencimento, uma ferida que não cicatriza.
A dor assombra, um fantasma do passado,
Um lembrete de erros, de amor e perda.
Mas ainda há esperança, uma luz no fim,
Um caminho para a cura, um novo começo.
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da noite vazia,
Onde a lua sussurra sua melancolia,
Habita um coração cansado e ferido,
Por anos de dor, sozinho e perdido.
As ondas do mar vêm beijar a areia,
E levam segredos que ninguém anseia.
Mas, no horizonte que nunca se alcança,
Há apenas o eco de uma esperança.
Os dias passam, sempre tão iguais,
Memórias que pesam, lembranças fatais.
Sonhos que morrem antes de nascer,
Num corpo que vive, mas não quer viver.
O vento murmura histórias de outrora,
E o peito responde: “não há mais agora”.
Olhos que fitam o vazio sem fim,
Como se ali encontrassem um "sim".
E, mesmo cercado de imensidão,
O vazio permanece como prisão.
Pois, no final, o que dói verdadeiramente
É saber que o mundo segue indiferente.
Profundo demais pra relacionamentos rasos
Superficialidade deixo pros superficiais.
Prefiro, com consciência, boiar na minha solidão,
Não pra me perder, mas pra encontrar minha salvação
A DOR DE NUNCA TER SIDO AMADO
Na penumbra da alma, um vazio profundo,
Caminho por trilhas aonde o amor não chegou,
Sonhos desfeitos, um eco fecundo,
Da dor silenciosa que o tempo ignorou.
Olhos que buscam em rostos estranhos,
Esperanças despidas, promessas que o vento levou,
O toque de mãos que nunca foram sonhos,
A carícia sutil que o destino negou.
Nos sussurros da noite, a tristeza se aninha,
E a solidão abraça meu ser com fervor,
Cada lágrima caída é uma história que brilha,
Um lamento abafado, um grito de amor.
Ah, como é cruel essa ausência constante,
Um amor que não nasce, um desejo que arde,
As lembranças de momentos que nunca foram antes,
Cercam meu coração, numa dor que não tarde.
Mas mesmo na dor, há beleza escondida,
Um aprendizado profundo, um crescer em meio à dor,
E quem sabe um dia, nessa vida perdida,
O amor que busquei venha, suave, me encontrar.
Assim sigo em frente, com a esperança a pulsar,
Pois mesmo ferido, o coração ainda crê,
Que o amor, como um sol, pode um dia brilhar,
E a dor de nunca ter sido amado, enfim, se desvanecer.
Te vi;
Me entreguei;
Me apaixonei;
Te vi outra vez;
Mergulhei profundo nos seus olhos verdes castanhos;
Te amei;
Te vi outras e outras vezes;
Corpo sobre corpo, pele, cheiro e beijos;
Me desesperei;
Te vi, te senti, te beijei, te amei, te amo;
De mãos dadas caminhamos;
Quero ir além de mim, de você, de tudo;
Sorrisos, olhares e silêncio;
Socorro!
O Peixe-Diabo e o Céu
No ventre escuro do mar profundo,
onde a luz não ousa morar,
um peixe sonhava com um outro mundo,
um horizonte que nunca pôde tocar.
Não queria frio, não queria sombras,
nem o eco sombrio da solidão.
Queria o azul das águas de cima,
queria o brilho na imensidão.
Sussurros vinham nas correntezas,
falavam de luz, falavam de cor.
E o peixe, inquieto, rompeu a noite,
nadou sem medo, nadou com dor.
A subida foi luta, foi quase presa,
foi fome, foi fúria, foi aflição.
As garras do abismo tentaram prendê-lo,
mas ele seguiu sua intuição.
Subiu, subiu, subiu, e o peso sumia,
o mar tornou-se quase ar.
E então, num salto, num último fôlego,
rompeu a linha, e o céu pode tocar.
E lá no alto, onde a luz brilhava,
sem forma, vasto e sem direção,
o peixe viu, sem nada a enxergar,
que o céu sempre esteve em sua escuridão.
Em teus olhos, um mar de azul profundo,
Onde a alma se perde, em sonhos sem fundo.
Em teu abraço, um aconchego sem fim,
Um paraíso a dois, onde o amor nos conduz.
Ass CÍCERO LYRA
Em meio ao ruído do mundo,
Teus olhos são meu silêncio profundo.
Uma troca sutil, um olhar que diz,
Que em cada batida, a vida se faz feliz.
Nossos corações dançam em harmonia,
Como notas de uma doce melodia.
Sinto que estamos ligados por fios invisíveis,
Uma conexão que transcende os possíveis.
Teu sorriso ilumina até os dias nublados,
E em cada risada, somos entrelaçados.
Nossas almas se falam em um idioma só,
Um laço eterno que nunca se desfaz.
Na simplicidade de um toque sutil,
Encontro o universo, o infinito em um perfil.
Cada conversa é uma viagem sem fim,
Nela, descubro o que há de melhor em mim.
A conexão que temos vai além do físico,
É uma dança sagrada, um amor místico.
Duas metades que se tornam inteiras,
Um elo forte que supera as barreiras.
Então aqui estou eu, com meu coração aberto,
Celebrando essa ligação que me faz tão certo.
Pois amar você é viver em plenitude,
É sentir na essência a verdadeira magnitude.
Poema: "Mármore"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
em mármore profundo o fogo arde,
superaquecendo o meu peito, onde existe o inferno.
nele meus demônios me torturam,
desmembrando e mutilando tudo que há dentro.
certo de não haver escapatória, choro em vão,
certo de não quebrar correntes, já não me movo mais.
as luzes já piscam,
os avisos são ignorados,
e já aceito,
não há nada de excepcional em meu ser.
Quão
Quão profundo foi o teu?
Quão perdido ficou o meu?
Quão real foram os teus?
Quão iludido fui eu?
Quão forte bateu o peito teu?
Quão vazio ficou o meu?
Quão breve foi a entrega tua?
Quão eterno restou em mim?
Quão fácil foi a partida tua?
Quão difícil é a minha?
Quão leve foi libertar-te?
Quão preso ainda estou?
Arrependimento
Hoje meu peito dói, um peso profundo,
Arrependimento ecoa, um lamento fecundo.
Pelo que já não tem como ser remediado,
Minhas amizades se foram, um mundo desolado.
Os poucos que ficam, em sombras, se escondem,
A confiança se esvai, como o tempo responde.
Estou fraca, um reflexo do que eu fui,
E a credibilidade se foi, um eco que não flui.
Fui ao fundo do poço, mergulhei na mentira,
Envolvi meus amigos, numa teia que delira.
Agora estou só, na solidão que me abraça,
Um mar de arrependimento, que nunca se disfarça.
Amigos se vão, como folhas ao vento,
E tudo será história, um triste momento.
Fui vilã do enredo, mesmo sendo no fim,
Carrego a dor da perda, um eco de mim.
Que a vida ensine, que a dor é um farol,
A iluminar os caminhos, mesmo em meio ao sol.
E que, ao olhar pra trás, eu possa ver,
Que o arrependimento é só um passo a aprender.
Da sua vida, sempre sentirei tudo,
Nos momentos de alegria, nos de lamento profundo.
Quando tudo vai bem ou quando tudo vai mal,
vejo em seus olhos a dor, o peso, o sinal.
Do perfil do Jão, sua tristeza reflete,
um grito mudo que na alma se repete.
Sinto muito essa vida que tem que passar,
pois a mim preferiu apenas enganar.
Te vejo surfar nas ondas da ilusão,
mas nesse mar, não serei a sua canção.
A correnteza te leva, sem rumo, sem paz,
e eu fico à margem, onde o amor não se faz.
A Sublime Transcendência do Amor Perene
É no silêncio profundo, onde o tempo se aniquila,
Que se entrelaçam os olhares, imersos na infinita partilha.
Nos dedos que se encontram, como o fio invisível da existência,
O toque é eternidade, a carne se dissolve em resistência.
O amor verdadeiro não é mero vestígio,
Mas a essência que permeia, imortal em seu rito.
É o calor da alma que se transmuta em matéria,
E o perfume das promessas, exalando a imperiosa quimérica esfera.
No abraço, o ser se funde em um só corpo,
Onde cada respiração é um cântico solene, exposto.
As palavras tornam-se ecos, mas são silenciosas e plenas,
Sendo a boca apenas o ponto de transgressão das amarras pequenas.
O som da respiração é o zéfiro que acaricia,
E cada suspiro é a poesia de um amor que se eterniza.
Os lábios se tocam, e o gosto do beijo é a epifania do enigma,
Onde o desejo é sacramento, e o corpo, pura magnífica enigma.
É a cor do infinito, que se vê na aurora do ser,
A textura do silêncio que se torna a própria razão de viver.
O amor verdadeiro é o fogo alquímico, que purifica o abismo,
Onde o coração se eleva, transcende, e se torna o próprio cinismo.
Quando o mundo se desfaz nas sombras do cansaço,
É no abraço do amado que se encontra o espaço.
O amor verdadeiro não se apega ao efêmero,
Mas navega nos rios da alma, profundo e etéreo.
Em cada passo, é a perda e o encontro, o eterno movimento,
É o gosto da entrega, o aroma do discernimento.
A sinfonia do ser se dissolve no outro, numa dança inaudível,
Onde o amor verdadeiro se faz sublime, impossível, infundível.
Em meio à sombra que me abraça,
Sinto o peso da tristeza a me consumir,
Um abismo profundo, uma praça,
Onde a esperança parece desistir.
Mas em meio ao caos, há uma chama,
Teu amor é o farol que me guia,
Teu sorriso, minha doce trama,
A razão do meu viver, a melodia.
Às vezes, pergunto se realmente me amas,
Com medo de perder o que é meu por direito.
Sou feito de inseguranças e dramas,
Nessa luta constante, sou só um sujeito.
A dor que carrego é um peso tão forte,
Mas você é a luz que ilumina meu ser.
Se você partir, será minha morte,
Um mundo sem ti não consigo entender.
Sou pegajoso porque temo o vazio,
A solidão que me espera na esquina.
Teu amor é meu abrigo, meu desafio,
E sem ele, minha alma se destina.
Por trás do sorriso que tento mostrar,
Há um coração que grita em silêncio.
Amo-te tanto que não posso negar,
Que você é meu tudo, meu único senso.
Então fica comigo nesta jornada incerta,
Te prometo lutar e ser mais forte.
Pois enquanto houver amor em nossa porta aberta,
Eu encontrarei coragem para enfrentar a sorte.
Poesias: Deus nos amou primeiro.
Quão imensurável é essa graça inefável, esse dom tão profundo que nos alcançou em meio ao caos, à tristeza e à dor. Deus nos amou primeiro, antes que o amássemos, e nos trouxe de volta à vida através de Seu eterno amor.
Ele é nossa fortaleza, nosso Senhor e redentor, que nos chama a cada instante para retornarmos à santidade, ao primeiro amor.
Sua bondade, a expressão mais pura de Sua santidade, nos redime, capacita e fortalece em meio às nossas adversidades, conflito e clamor.
Autor: Leonardo Pimentel Menin
