Poemas para uma pessoa que te feriu
Eu sei, existem angústias
E tons azuis em minh'alma
Eu sei que existem espinhos e feridas
Que tentam me tirar a calma
Contudo, eu me alegrarei
Podem acontecer infelicidades na estação
Como um lírio na primavera, eu abrirei meu sorriso
Não importa a situação
Com júbilo cantarei, mostrando meu riso
É que eu sou bandida
Erva venenosa
Eu sou uma cobra
Pronta pra atacar
Eu sou traiçoeira
Não sou flor que se cheira
Se mexer comigo
Eu vou me vingar
Devo dizer que sempre preferi
os versos feridos pela prosa
da vida, os versos turvos
que tornam mais transparentes
os negros palcos do tempo, a dor
de sermos filhos das estações
e de andarmos por aí, hora após
hora, entre tudo o que declina
e piora. Em suma, os versos
que gritam: Temos as noites
contadas. E também
os que replicam:
Valha-nos isso.
Não são as suas feridas que vão curar as feridas
dos outros, as suas feridas são apenas pra lembrar que
são as feridas de Cristo que curam as dos outros e as
suas.
Após a lida...
Supero com a força de minha raça
Cicatrizes e feridas que trago nas mãos
Restadas da lida diária em incerto destino
Ais ecoam reiterados nos dias inglórios
Mas, meu sustento vem do canavial
A paga é parca, mas é a que resta
Só e exausto, a noite corre a me socorrer
Me entregando a lua sobre o fruto que semeei
Viajo livre e solto em minha imaginação
Onde não cabem limites: corro e brinco
Reparo uma estrelinha saliente a piscar
Retribuo silente, como a brincar de amar
CACTOS FERIDOS
Arrancaram-se os cactos
onde era o nosso ninho.
E cortaram-se os espinhos!
Perdi meu diamante nas brumas
de uma noite triste!
Desfolharam a flor estranha,
a mais bela do jardim!
Talvez o tempo! O tempo!
E, nossa casa tão sonhada,
ao som de tristes ventos,
em horas caladas se desmoronou...
Não seremos o que sonhamos:
“Pobrezinhos, de mãos dadas
a andar pelos caminhos...”
Bastavam-nos nossos cactos
onde fizemos um ninho!
Talvez o tempo... O tempo!
Roubaram nossa morada
e a arremessaram aos ventos!
Talvez o tempo... O tempo!
Poeminha do mar.
Jogo n'água
a mágoa,
Jogo no mar.
Mágoa não sabe nadar !
Ah! Mar ...
Leva a mágoa pra longe de mim.
Ah! Mar ...
Me dá de volta alegria
Me dá energia
Me ensina a magia
Do ir e voltar.
Poeminha do rio
Eu sonho.
Eu sonho e me derreto em lágrimas.
Eu sonho e me afogo em mágoas.
Eu sonho e me transbordo em rio.
Eu rio.
Eu rio e me renasço em fé.
Eu rio e me refaço em pé.
Eu rio e te envolvo em laço.
Te enlaço...
Não ha um espaço pra mim no mundo
Onde desejo ficar,
não te odeio, nem guardo mágoa,
só não te vejo pois deixou marcas, poupo meu coração de tuas garras,
sei que como amigo posso ficar,
mas te ver com outro é de rasgar o coração,
Meu orgulho fala mais alto,
não mendigo amor, nem atenção, mesmo querendo ficar perto,
evito, para não machucar mais o coração.
Escrevo pra minha alma respirar
Escrevo pra minha alma não se afogar em tanta mágoa
Deságuo em palavras para salvar minha alma
É aí que encontro minha calma.
Eu sou mal
Como o inferno em teu coração
Como a mágoa durante o verão
Trouxe a selva tamanho animal
Eu sou bom
Feito o leito dos peitos suaves
Seus carinhos de mãos tão afáveis
vem do mar o amor desse som
Tua sentença cai-me em viva
carde podre, mas o sol d'outro dia
envelhece o ar da palavra maldita
Sois filho de meu Deus que dizia
Algo sobre essa velha tal de Ira
Amarás o inferno dessa ilha?
Ela era um bicho sem maldade e tão cruel consigo
Sorrir parecia lhe ferir, se a felicidade não fosse alheia
Transformava monstros em anjos e convivia bem com cada um deles
Doou aos miseráveis até o que não tinha
Curou sozinha as suas próprias dores
Encurralou os seus desejos num canto qualquer da vida
Mendigou amores e farejou traições
Sofreu com cada decepção e debochou de todas elas
Transformou em comédia os seus maiores dramas
Viveu tentando ser outra, ouvindo que mudar era necessário
Mas ela acreditava na essência que ninguém via
E por isso, mesmo exausta, seguia
Não se arrependeu do que cativou sendo errada
E não renuncia ao que conquistou sem ter nada.
Isso é o suprassumo que abastece o olimpo
Nada muito limpo, tudo muito sujo
Tudo vira suco, mágoa vira vinho
Tô por mim sozinho, tô por todo mundo
Não tenha mágoa do seu irmão pelo comportamento defensivo dele em algumas situações.
Se formos analisarmos as rosas elas são lindas e perfumadas, mas pra chegarmos a ela temos que passar pelos espinhos primeiro.
Os espinhos são nossas proteção não só contra nosso inimigo ou predador mais também contra tudo aquilo que de alguma forma tenta nos ferir mesmo que as vezes não tenha sido essa a intenção mais mesmo assim nossos espinhos nos defendem automaticamente.
Antes de falar ou fazer qualquer coisa contra seu irmão mesmo que você pense e tenha certeza que você tem toda a razão.
Lembre-se: Que na Rosa... A Cada espinho quebrado ou arrancado fica uma cicatriz pra sempre.
Decisão precipitada mágoa!
Ser impulsivo mágoa!
A impulsividade de nossas decisões mágoa, sabia?
Não adianta ganhar o céu quando se perde o chão, quando se perde o rumo.
Palavras ditas ao vento não voltam.
Pensamentos revelados denunciam a verdade subliminar implícita no outro, imperceptível a olho nu.
Acredito, agora mais do que nunca, que as relações a dois é pura perda de inocência. Quanto mais você se relaciona com as pessoas mais “safo” você fica em não se decepcionar.
Decepções só magoam os inocentes.
Explica aqui uma coisa: qual o seu problema?
Com que ferro fere?
Com que ferro quer se ferir?
Estive com a febre
E me pediam pra sorrir
E então sorria o dente amarelo
Num gesto tão belo e tampouco sincero
Num ato moderno de abraço ao caos
Que instala o interno de seu hospital
Fraterno é o erro de tal
Fraterno é o erro de tal
