Poemas Nostalgia

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NOSTALGIA.

Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.

De vez em quando, em noites saudosistas, em horas nostálgicas, em dias chuvosos ou em momentos reflexivos, me permito assistir o nosso filme. Vou para aquele canto na memória assistir a uma sessão especial de cinema. Vou sozinha, escondida, como se fosse algo proibido.
Na tela, as projeções me fazem rir. As suas palhaçadas durante o almoço ou a expressão do seu rosto quando um filme te irritava me fazem gargalhar. Poderia dar replay nesses momentos sem parar. Saiba que, pra mim, eles são antológicos.
Mas, como todo filme, tem aquele instante em que algo dá errado e a gente fica a gritar conselhos aos protagonistas, como se fossem nos ouvir. E essa sou eu, berrando para mim mesma e para você, mas ninguém me dá ouvidos. Quem me dera poder refazer esse roteiro.
Que revés, não? Agora, sendo a espectadora dessa história, vejo cada falha. Cada detalhe que nos passou batido quando éramos os personagens da trama. Uma frase dita com entonação errada sem pedido de desculpas. Um olhar distante, sem o outro querer trazê-lo de volta. Um abismo se formando, sem ninguém tentar impedir ou construir uma ponte que impedisse o afastamento brutal.
Esse é um daqueles longas com final surpreendente (e triste). Se estivesse acompanhada nesta sessão, com certeza veria olhares decepcionados e torcedores frustrados. É por isso que venho só para cá. Para não ter que lidar com perguntas difíceis e em tom indignado do tipo: “Mas por que eles não ficaram juntos?”. De indagações, já bastam as minhas.
Quando as luzes da sala acendem, anunciando o fim da exibição, saio e tranco a porta. Semana que vem, quem sabe, talvez eu volte. Ou no próximo mês. Ou até um novo filme entrar em cartaz. Mas, enquanto isso não acontece, “você e eu” ainda é o meu favorito.

⁠Sim! Te dou apenas o tempo

De fumar um cigarro, se despir de nostalgia...

E por favor ao sair feche a porta

Levando com você todas as lembranças

Que hoje são apenas suas.

Tudo é encanto.
É beleza.
É leveza.

Tudo é formosura.
É fantasia.
É nostalgia.

Tudo é amor.
É emoção.
Tudo é pura sedução.

⁠Eu não me acostumo à tua beleza
Bonito um dia isso poderá passar
E esse agora já vale a nostalgia
E algum dia essa hora irá chegar

Eis aqui uma mulher...
Errante,constante e absolutamente nostálgiga.
Com um desejo louco de gritar e protestar.
São tantas as mazelas que a afligem,eis um mundo de cinderelas no qual ela se firma desde os seus primeiros passos,mundo esse que só ela conhece ou ja esteve la,afinal,mulher é tão somente poesia em matéria.
Exala sonhos,se entrega sem pudores ou medos,vai adiante em prol dos seus e sempre esta disposta a renovar sua capacidade de amar.
Mulher de outrora submissa, hoje nem tanto pois atingiu postos antes nunca sequer cogitados.Boneca,colégio,passeios aos domingos e um desejo involuntário de algo que ainda não lhe chegou.
Mulher da labuta diária ,dos negócios pendentes,de forno e fogão de profissões atipicas antes fora de contêxto aos olhos da sociedade...sempre mulher.
Todas na verdade são meninas crescidas ou não galgando seus lugares ao sol e vivendo de forma que faça enchergar suas indagações e indignações do dia a dia.
Eis aqui uma mulher e um simples desabafo cujo nome é "silêncio" e pseudônimo "lágrima"

Nostalgia é a leveza do som que fixamos em nossas mentes e a alegria do que vivemos na juventude...
É uma saudade prazeirosa e ao mesmo tempo mazoquista de um tempo em que ser feliz era simplesmente estar vivo.
A insegurança do primeiro beijo ,a dor da primeira lágrima e o entusiasmo do primeiro amor!!

Toninho, meu filho
Que tempo esquisito
Que céu-nostalgia
No olhar do infinito.

Que vento, que sombra
Que saudade viva
Que tédio que ronda
Abraçando esta vida
Toninho,
Os anos passaram
As flores se foram.

Agora me resta a lembrança
Da minha emoção com a sua
Chegada no meu coração.

Toninho, eu te sinto
Te abraço no vento
Te beijo no tempo do meu soluçar
São noites e noites de insônia
E saudade querendo te ver
E poder te abraçar.

Meu filho, a chuva é saudade
E a dor é vizinha
Por isso, meu filho
Desnudo de dores
Despido de mágoas
Avante meu filho
Replanta tuas flores!

A Face Humana

Meio ao cenário
Onde todos hipócritas
Fraqueza pandemia
O mundo nostalgia
Olhares não se encontram
Egoísmo a margem do ser
Aparência supera o saber
A vida promiscua
Sentido fútil
Impureza da alma
Caráter ausente
Migalhas de valor
Humanos indefinidos
Corroídos por ganância
Repletos de ignorância

Li um artigo dizendo que nostalgia é quando queremos voltar no tempo, digo uma vontade de viver novamente o que se passou...
Também acrecentaria que nostalgia é uma mistura de saudade e nelancolia, mas na verdade nostalgia é a pura saudade em seu estado real, é como se tivercemos descrevendo a saudade através da nostalgia, penso eu.

A.s... *-;*

NOSTALGIA
Deito-me na solidão
Coração na mão
Desvario ansioso
Peito ferido
Silêncio sem sentido
Suspiro na contramão.
Não há outro lugar para ir
a não ser me assistir
de perto na caverna
vazia de mim.
Um grito sufocado doma
meus sentidos
e me faz refém .
E todos os cantos espelham
sobre meu corpo
o murmúrio
o cansaço
o desaprumo
o enredo nostálgico
de um amor puro
que um dia desenhei
Mas que por um destino atroz ...
Não vivi .
Sob espinhos adormeci .

Só um sopro...
No rasgo do teu olhar,
na melancolia do teu sorriso,
na nostalgia da tua vida!
Apenas um sopro...
Na penumbra da tua sombra,
na raíz da tua saudade,
no silêncio do teu medo!
Não estás morto.
É apenas a tua alma
que não vive!
Frágil, em pedaços se desfez.
Sonhadora, em ilusôes se perdeu!
Só um sopro...
De esperança,
de crença, de felicidade!
Irás ser imortal,
no templo dos Deuses,
no mundo dos lendários.
Porque a tua história,
nâo desfalece no teu perder.
Sobrepõe-se ao teu viver.
É única, verdadeira, lendária!
Só um sopro
e será ETERNA...

Anabela Pacheco

A tarde se despede...
Nostalgia sem clemência açoita as portas do coração,
Meus pensamentos se confundem
As lembranças desfilam na idéia abstrusa
O aroma do tempo desperta a melancolia da hora.
Eu ensaio esquecer a despedida
Meu coração enternece.
A estrada da vida parece longa
Prefiro parar no apoio do momento
Acalentar meu pranto sem constrangimento,
Minha alma frágil lamenta.
Percebo-te longe e fraquejo,
Tento pronunciar teu nome
Meu coração cala na trilha
Sem rumo para encontrá-lo,
Meu amor desfalece...
Meus sentimentos arcam
A coragem brota para afrontar
Meu olhar birra em te buscar,
Extenso é o caminho, mas...
Meu amor vai chegar...

Quando falo em saudade
existe aquela nostalgia,de um tempo
que nao volta sei lá se eu consigo
explicar o que realmente essa palavra significa o que sei é que eu queria estar perto de quem eu amo!
Ai me pergunto:Saudade é bom ou ruim? Sei nao! o que sei é que nao é muito agradavel de se sentir!

coissa de criança


Num grito de agonia
Do aflito a nostalgia
Nos resta a lembrança
Qual festa de criança
A alma sonhou
O corpo vibrou
O aniversário passou
O bolo acabou
O tempo passou
E não mais voltou
Meu corpo chorou
Minh'alma clamou
Mas meu ser notou
Que algo ficou
Certeza de que te amei
Certeza de que me amou

Nostalgias.
Tabaco, frio, conhaque ...
Um tempo onde a solidão
era só um enfeite
no meio de tanta esperança..

Antropofagia
Discernimento
Solidão
Discrepância
Nostalgia
Sentimento
Depressão
SÃO!
A existência nunca é em vão!
Tácitamente
Indesejado
Ácidamente
Futilizado
Paulatinamente
Em perdão

Dó da solidão
SÃO!
Paulo descontente
Tente novamente
Nova mentalidade
Idade da cidade
SORTE!
Sorte ou mais pena
Sábia chávena
Guia a visão
Visa coesão
NÃO!
O amor nunca é em vão!
Masp dualístico
Organismo indigente
Raso e confuso
Osmose complacente
Karma onírico
Raiva inerente
Grito itinerante
SUMA! SUMA DA MINHA MENTE!
Resiliência
Talvez um dia
Um dia tudo se esqueça
O ciclo se complete
Reiniciando a leveza
Repetindo diferente
Diferindo toda mente
Mas até lá
ESQUEÇA!
A vida é uma sobremesa!

Hoje vejo a chuva em nostalgia
leve, devagar, lavando a terra
e trazendo nas gotas a poesia
que sempre ela nos oferece
Hoje, mas somente hoje,
parece que algo nela não é
e que sua melodia ate carece
daquela força e de fé...
O que acontece, não sei,
algo com ela se deu
parodiando o poeta, pensei,
ela mudou ou mudei eu?

NOSTALGIA PATERNA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

- Saudades de você, minha filha.
- Ué, pai; mas estou aqui todos os dias. Que história é essa?
- Saudades de você na cadeirinha da bicicleta. Pedindo para ver canoas no Rio Suruí. Feliz da vida com um presentinho de nada. Chorando porque me ouviu dizer, de brincadeira, que trocaria nossa casinha humilde por uma mansão. Dando gargalhadas gostosas por qualquer brincadeirinha boba. Deitada na rede, lendo livrinhos infantis. Pulando no upa-upa. De olhinhos arregalados, ouvindo minhas histórias. Dormindo ao som das musiquinhas que fiz para niná-la. Gostando de ser chamada de molequinha.
- Ih, pai; por que esse papo agora? Já acabou?
- Não, filha, tem mais...
- Mais o quê, pai?
- Saudades de quando você não perguntava “que história é essa”... nem dizia “ih, pai; por que esse papo agora?”.
- O que mais, pai?
- Já terminei. Agora o beijo de boa noite.
- Tá bom; pai. Beijo. Boa noite.

Tempo

A tristeza assola essa terra
Tristeza sem fim, sem trégua
Nostalgia outonal
Saudade condicional

O vento sopra a poeira do que restou
Trazendo consigo lembranças de um tempo...
Lembranças que vivi...
Lembranças que sempre sonhei...

Tristeza e saudade de tudo
Recordações doces de uma vida amarga
Tempo que não volta...
Tempo que não para...