Poemas Noites Fria
Disse-te adeus -
Nessa noite de Setembro
disse-te adeus, bem me lembro
noite fria, noite calma,
nunca mais nasceu o dia
e passou a ventania
pela tarde da minha alma.
Prendeu-se-te aos ombros
por silêncios, entre escombros
uma noite tão funda,
e porque ficaste tu assim
como se fosse o teu fim
mar parado que me inunda?!
Como se acabasses para sempre
o teu corpo já nem sente
que tudo é frio e nostalgia,
em mim não nasce nada
sou todo água parada
nunca mais nasceu o dia.
Completam-se hoje15 longos dias da sua ausência Avó. Dificil. Saudade. Muita. Tanta.
Conheci você num dia de verão,
A noite era fria e levemente melancólica.
Pássaros dançavam ao vento do norte,
Águas buscavam sua gentil lembrança,
Da vida passada.
O quase toque em minha pele áspera
Deixou caminhos a serem guiados por você.
Vidas ao vento,
Como a cena mais laboriosa de um filme,
Um "eu te amo" desejando ser revelado.
Meu corpo murmurava seu nome
Na escuridão da noite profunda.
Quis você em quatro pétalas de rosa,
Em duas velas sobre o doce,
No cair daquela estrela atrevida,
Nas palavras ditas pelo pecador
Sobre seu pedido já concedido.
A noite fria me apego a seu calor, nas lembranças dos teus beijos, em teus braços me acalento, ao som da tua voz como uma bela melodia pra dormi, nos meus sonhos me recordo ao lhe tocar, em casa beijo sonho com você, nas estrelas do mar conto os dias e as horas pra lhe ver.
Aurenir Rodrigues
Sonhos e Quimeras
Na calma fria que a noite inspira,
Nasce o canto do velho menestrel,
O Vale o acolhe, a musa suspira,
Em quimeras doces, seu doce pincel.
A musa brilha, um quadro encantado,
Monalisa em sonho, sorriso sutil,
O poeta, perdido e enamorado,
Busca a rota do enredo febril.
A melodia distante embala o prazer,
Néctar que invade ternura e paixão,
Mas o tempo cruel insiste em deter
A doce imagem da imaginação.
O amor verdadeiro, fiel e leal,
Alegra e consola em qualquer jornada,
Na dor ou no riso, sempre imortal,
Fugaz não é; é luz consagrada.
Elisabeth, mulher tão perfeita,
Pujança e carinho em harmonia,
Insubstituível, alma eleita,
Que modula minha vida em poesia.
Toda vez que chega a noite fria de escuridão
Eu fico pensando em ti pra aquecer meu coração
Toda noite eu fecho os olhos e sonho contigo
Mas acordo e não te vejo, aí eu dou um grito
Grito de solidão
É o eco que se perde na noite,
Um vazio que fala sem voz,
Companhia fria, que açoite,
Dos dias em que somos só nós.
Silêncio denso, quase um grito,
Que invade a alma sem pedir,
Um abraço ausente, um infinito,
Onde o tempo custa a fluir.
Nas sombras, dança a memória,
Retratos de quem já partiu,
Cada passo, uma nova história,
De um coração que nunca se viu.
Mas na solidão há um encontro,
Com quem somos, no fundo do ser,
Uma chama pequena num ponto,
Que insiste, ainda, em viver.
E assim, na vastidão do nada,
Há um vislumbre de redenção,
Pois mesmo a dor mais calada
Traz um sussurro de comunhão.
No vazio de uma noite fria, meu coração se perde em agonia. cria versos que transbordam paixão, o eco de um amor perdido na vida.
Cicatrizes profundas, marcas do passado,lembranças que teimam em não serem apagadas. Sentado, olhando o cair da noite, antecipo o que é inevitável
Revejo cada minuto que passei com você. Seu semblante triste, delatava o medo que, em vão, você buscava esconder . Quando eu questionei, você disse . Eu sei eu conheço a força inexorável que pode nos afastar, e tenho medo. Conheço as armas e do que ele é capaz. Algumas vezes a mente se perde nas boas lembranças e deixa o meu coração com um gostinho de quero mais.
Boa noite.
É noite, fria escuridão em meu peito
À frente livros em pilha nada dizem
Em suas páginas palavras não há, são como telas
Telas brancas aonde desenho o sorriso quente de seus olhos
Perdendo-me dolorosamente na contemplação
As horas voam madrugada adentro e continuo amortecido
Ouço no fundo, débil, a voz da consciência
Ela protesta, impõe; mas, diante da minha impassibilidade, capitula
O sol desponta e nem assim sinto aquecer-me
Diria a obrigação: - outra madrugada perdida
Diz meu coração: - feliz estou, pois, ainda que em pensamento, de novo a tive do meu lado
O telefone, mudo, insiste em não tocar
Por mais que o mire, por mais que deseje, nega-me o direito de poder lhe falar
Tua lembrança, como uma febre, me acompanha em tudo que faço
A cada minuto, junto à batida do coração, sinto sua presença
Uma dor sólida trespassa todo meu ser
Sinto-a correndo nas veias, como se de mim fosse parte
As vezes chego a invocá-la, como um mantra
Receoso de que, sem ela, o sangue congele e a vida pare
Saudades, suspiro, são tantas que não consigo quantificar
Saudades de você, inteira e completa
De onde vem essa necessidade premente? Este reflexo meu que em ti vejo?
Não sei, não posso e não quero explicar
Só preciso sentir, isto me basta.
Noite
Nessa noite árdua e fria,
O que me resta é solidão
Solidão essa de amor e paixão
Será que a espero ou será que não?
Enquanto a espero lágrimas caiem ao chão e olhando para janela me pergunto: porque acabou?
Éramos um casal tão lindo...
Eu fui um tolo, esse é meu final escupido
Mais uma fria noite chegando,
o sol se pondo no horizonte.
Meu coração aqui, quentinho,
o peito aberto a sua doce espera,
para que nele repouse em sonhos
de estrelas cadentes, desenhando
os nossos nomes na escuridão da noite.
Pesadelo:
Cai o crepúsculo anunciado no horizonte.
O avanço da noite envolve a floresta fria.
O vento serpenteia entre as montanhas.
No centro da vasta escuridão se revelam os segredos dos espíritos que habitam a mata...
Segue o ritmo de um tempo que não é mensurado...
No breu da noite a magia da luz reflete nos seres os tons de prata.
O murmúrio do silêncio evoca o rolar das águas sobre as pedras...
Tocas e cavernas serão abandonadas...
Todos saem sob o camuflado do verde musgo, e os que foram vistos serão devorados...
Corre tempo, corre vida, corre perigo.
Correm as águas, corre o vento, Corre ao abrigo...
Logo vem o clarão da aurora rompendo a escuridão...
Os mistérios se escondem sob as raízes da mata, E na imaginação dos homens que nela habitam...
As cores da montanha agora se avistam...
No coração da floresta, pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Noite Turbulenta
Uma madrugada fria e escura mais nada comparado a escuridão que invadiu o coração, ruídos na rua são irrelevantes ao barulho das risadas que ecoam na memória, a lua deixou de brilhar aos meus olhos, ela se tornou irreconhecível e nada interessante, a menina deixou de querer ser astronauta porque agora seu interesse pelo espaço acabou de morrer, ela se viu em um caminho lindo cheio de flores só não imaginava que os espinhos que encontrasse fosse da mesma flor que ela colheu e cuidou , em meio ao sangue que corria em suas mãos, ela percebeu que a dor que ela sentia pelo espinho tinha machucado também o coração. Ela olhou pra lua sentindo conforto como ela fazia antes mais isso não durou muito tempo o que parecia um sonho aos poucos se tornou um pesadelo... Ela queria acorda mais não era um sonho o que ela tava vivendo era real e a dor era só mais um sentimento que ela desesperadamente fugia com pressa de um dia nunca passar, em meio a corrida ela implorou desesperadamente por um lugar acolhedor mais era impossível quando tudo que ela via era dor. Mais uma vez ela se sentiu sozinha e se trancou, quem sabe um dia ela encontre alguém acolhedor.
Noite fria de outono
Uma fria noite de outono
Onde passo em minha residência
Me cubro na cama para me aquecer
Fico olhando para teto
Pensando em o que pode acontecer
E em que já passou, momentos bons
Mas desejando dias melhores
Não estou indo bem nestes últimos tempos…
Penso em minha mãe em minha família
Momentos engraçados passageiros
Em que nunca pensei que estaria assim hoje
Tenho momentos que pareço ter ninguém
E me lembro de uma garota…
É nada esquece, digo para mim
Ah melhor ir dormir, aproveitar esse frio
Cristal de gelo
Numa noite de madrugada fria e escura,
os meus olhos estão encharcados de sangue,
meu coração bombeia ansiosamente,
meu corpo sofre mutação a todo instante.
Algo quer me levar, algo quer me fluir, as ondas se batem em pedras,
O ruim é você chorar e não sentir tristeza, sorrir e não sentir felicidade.
Oh! Madrugada fria! Quero voltar para as estrelas, quero ver os cosmos se enlouquecerem, jazendo em mim, uma nova história de compaixão, trazendo consigo uma eterna ilusão.
NOITE DE INSÔNIA
Sob a rútila luz da lua no cerrado
Nesta noite de primavera, e fria
Meu tratear, sentinela acoimado
Provoca, acossa e ao sono arrepia
Pende do pensamento um passado
Memória, sussurros e louca utopia
Tal um desalento nuvioso e velado
É está minha sensação, de ti vazia
Na janela o vento na fresta, ali chia
Um perfume seco irrompe o quarto
E cá, um aperto, me faz companhia
E a tua lembrança não fala, se cala
Para um trovador que o amor sentia
Noite de insônia e a saudade entala!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21 novembro 2021, 05'08" – Araguari, MG
Ao Nossos Olhos
Somos feitos de olhares!
Aos nossos olhos estão janelas que se abrem!
Na noite fria o nevoeiro cobre as estrelas que mesmo escondidas nunca deixam de brilhar!
Aas nuvens cobrem a lua virgem e ela tímida tenta reaparecer!
Ao cair da noite raios de sol compensam o brilho perdidio da lua!
Afasta as nuvens e aquece o dia!
Flores no campo se abrem felizes e exalam seu perfume único e doce!
Crianças correm brincando de pique-esconde sob as árvores frutíferas!
Aos nossos olhos vemos a felicidade estampada!
De repente, a chuva cai junto ao brilhar do sol: casamento-de-viúva!
Algodões se soltam de seus galhos e voam sob a brisa suave!
Aos nossos olhos o tempo passa despercebido!
Aos nossos olhos crianças sorriam!
Aos nossos olhos a lua reaparece!
Aos nossos olhos as flores de recolhem
Aos nossos olhos o sol vai-se indo!
Aos nossos olhos as nuvens se dispersam!
Aos nossos olhos as estrelas brilham lindamente!
Aos nossos olhos olhos as janelas se fecham!
Aos nossos olhos a única coisa que nos sobra é o tempo!
Felicidade: aos nossos olhos é o único sentimento que prevalece!
CONTO DE NATAL
Era uma noite fria e escura
Numa aldeia perdida ou talvez esquecida
Em Trás os Montes
Onde uma menina passava o seu primeiro Natal
Depois de chegar de África (Luanda)
Era tudo novo, diferente, frio, escuro
Ela que tinha vivido com sol, calor, praia
Sentia-se perdida num mundo, para ela diferente
A casa dos avós até era muito acolhedora
Mas ela sentia falta da sua casa
Do seu quarto, da sua escola, de tudo
Em casa dos avós, o colchão era de palha
Tinha um cheiro muito esquisito
Lá vivia uma menina sonhadora
Morava com os pais e com os seus irmãos
Era uma noite fria
Às portas da guerra da independência
Que viria muito brevemente a acontecer
Mudando-lhe a vida e marcando-lhe para sempre
Era a noite de Natal não havia presentes
E muito menos a árvore de Natal
Ou o Presépio, mas havia alegria e amor
Os pais davam muito carinho aos seus filhos
Mesmo sem a árvore de Natal e sem presentes
Contavam-se histórias à lareira, o riso era constante
Foi uma noite que nunca mais esqueceu
Aquela menina de dez anos
Numa noite fria e escura, mas quente no seu coração
Era a noite de Natal fria
E gelada numa aldeia em Trás-os-Montes
Passada em casa dos meus avós numa noite de Natal.
Carta ao Vampiro
Nesta noite tão fria e de denso luar,
Espero em calmaria que venhas me amar
Tens a morte na pele e também no olhar,
A beleza de um vampiro que sufoca meu ar.
Percebo que mesmo morto, tão vivo está,
Porem suas veias não vejo pulsar.
Talvesse eu não devesse, mas é inevitável
Apreciar assim o vermelho em seus lábios.
Mas a vida é a morte e a morte é a vida,
Bailamos na noite que é quase infinita.
E quando a última pétala da rosa cair, voltaremos à cripta, descansar e dormir.
A timidez me enfraquece e me deixa sem jeito, mas é isso que penso e também oque desejo.
Com sussuros em seus ouvidos eu repito a rima : "viva, viva a morte da vida!"
na noite fria que não tem mais fim,
em um lugar sem calor e verão,
na oque continua a observação.
um lugar frio sem que o calor possa vir.
e pra quem mora ou de longe vem.
um fio sem fim, lhe convém.
de onde vem o fim.
de uma vida onde todos viveram sem ferir.
pacatas vidas bobas.
sem ambição.
sem emoção.
como flores de papoulas no jardim do éden.
em um lugar sem distancia, no fim do universo.
algo que te vem a progresso, e te faz de esperto.
um fim sem finalizar oque é correto.
ao menos como espero.
Ausência
Foste ausência presente na minha cama fria
Foram tantas noites desabitadas de ti.
Rios fluíam dos meus olhos
encharcando os travesseiros.
A cada dia um pouco morri
afogada em angústia,
mas não feneci.
