Poemas Noites Fria
Coração Apertado
Noite fria, coração apertado
Pensamento confuso, embaralhado
Insônia não me deixa, por mais que eu tente
Horas e horas, mais o sono não vem
Por que tem que ser assim
Poderia ser mais simples, mais fácil
Ou talvez realmente deva ser assim
Pois tudo o que vem muito fácil não é bom
Mais precisava ser tão complicado e doloroso?
As horas passam e ela não sai da minha cabeça
Fica vagando pela minha mente
Até mesmo no meu inconsciente
Agarro-me as lembranças tentando curar a saudade
Há, que ironia, a saudade só faz aumentar
A cada flash, cada palavra escrita
As lagrimas rolam, rolam, molham...
Mais pensamento positivo, sabe por quê?
Você já ouviu aquela velha frase:
No final tudo Dara certo...
Eu também já ouvi e acredito
Vou deixar o tempo se encarregar de ajeitar tudo
Mais vou fazer minha parte, e tentar não estragar tudo
Novamente !!!
Ocupar minha mente...
Acalmar meu coração...
Fazer tudo diferente...
Ouvir a razão...
Ser capaz de gestos que a agradem
Pensar muito antes de agir
Pois agir no impulso não deu certo
Tentar trazê-la de volta para o meu lado
E aos poucos novamente ser notado
Quem sabe reconstruir o sentimento que se quebrou
Juntar pedacinhos desse nosso amor
Tudo com calma sem desespero
Eu espero conseguir reconquistar
Eu acredito em um final feliz
Cerejas.
Noite fria , lua tímida, eu dançei com meu amor a noite inteira.
Estava linda o meu amor.
Seus lábios vermelhos me lembravam cerejas e eu empolgado sonhava enquanto à beijava .
Noite fria de estrelas infinitas , não existe nesse mundo namorada mais bonita que a minha .
Um canto belo a sua voz me representa , minha pequena.
O seu silencio e seu carinho me acalenta, por voçe quero ser grande e te amar a vida inteira.
No banco daquele jardim, com o seu corpinho colado em mim, noite fria e vento lento, eu pedia você em casamento,
em volta ao relento muitas flores vendo e torcendo pelo nosso casamento, eu sentia emoção e sofria com ansiedade, aquele momento passado parecia uma eternidade.
O seu sim foi regado de muitas emoções de dois corações apaixonados.
[Verso]
A brisa fria tocava meu rosto
Noite de solidão marcado no desgosto
Abandono de um amor tão platônico
Coração agitado num choro irônico
[Verso 2]
Lágrimas de sangue no rosto caindo
Olho pro céu e vou resistindo
Noite escura sem nenhuma estrela
Solidão que vem e me congela
[Refrão]
Solidão gelada entra no meu ser
Coração em pedaços sem saber viver
Amor distante uma ilusão sem fim
Choro sozinho ninguém perto de mim
[Verso 3]
Sinto um vento que me faz tremer
Lembranças me atingem não posso esquecer
Saudades batendo num ritmo de dor
Noite de solidão sem nenhum calor
[Verso 4]
Caminho pela estrada gelada e vazia
Buscando um alento nessa noite sombria
O peito apertado e sem direção
Solidão que bate forte no coração
[Ponte]
O sol não nasce minha alma se perde
Esperanças caiem como folhas de outono
Um amor platônico que nunca aconteceu
Coração partido no frio do abandono
Composição Valter Martins
Noite taciturna e fria.
Recolhe em silêncio nossos desejos,
para devolvê-los no abri das flores
E nos espinhos de cada dia
Noite rotineira das lembranças e utopias
Zombas da minha face rútila, opaca e fria
Lágrima que cai é fulgor na noite, promoção
Estrela que pisca reflete neste sal, imensidão
TROPEADA TERRENA
A noite fria esquenta o pensamento
Todo dia já se vai mais um tento
Se “apocando” as franjas do tirador
Riscado dos lanhaços que levou
Santo fogo que acorda a madrugada
Nos estalos da brasa ensolarada
Avança a sina sobre a escuridão
Em luz que brota da força das mãos
Ritual diário nem sempre compreendido
Mais um mate, tirado de ouvido
Fazendo orquestra com a natureza
Pra ajustar as notas dessa beleza
Que é camperear nesse pago terreno
Sem o temor de repontar os erros
Pro vagaroso tronco da paciência
Sagrada lida, dosada experiência
Que alguma virtude passe por mim
Nessa tropeada que nunca tem fim!
É incrivel como depois desta noite fria,
O dia amanheceu ensolarado.
Não como se fosse uma coisa boa para nós...
Mas como se fosse uma claridade na escuridão que ficou minha vida.
Acredito que um dia ainda iremos nos permitir reecontrar-nos, e viver momentos intensos de pura e limpida amizade.
Acredito tambem que meus dias, serão prosperos longe de ti, por que saberei que não estando comigo, estará sempre melhor. Sinto ainda o amor borbulhando aqui dentro... mas é como a agua no fogão... quando apaga, ela esfria.
E quando esfriar, quero ve-la tão bem quanto como estavamos indo.
Quero ver seu sorriso, raiando como este dia de sol no Inverno. Poder sentir vc proxima a mim, sem precisar de você estar ao meu lado.
Deixo mais uma carta de amor.
"São cartas.
Promessas vazias, conto de fadas.
São cartas.
Na noite fria, sem sua companhia, com suas falácias.
São cartas.
Palavras escritas, vida mal resolvida, no fim, só palavras.
São cartas.
Cartas escritas, tudo as escondidas, no seu jogo de cartas.
São cartas.
Loucuras vividas, os olhos transpiram, enquanto lhe escrevo, minha amada.
São cartas.
Cartas cartográficas, enquanto eu velejo, pelo turbilhão de suas águas.
São cartas.
Quando lancei-lhe minhas fantasias, eu as aprisionei, como cartas em garrafas.
São cartas.
No seu jogo, tens toda a minha alma, porquê pra você, as emoções, no fim das contas.
São cartas..."
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.
Metades de Um Inteiro
Se tua pele não toca a minha, Sou pedra fria à mercê da noite. Se teus lábios não encontram os meus, O gosto do mundo dissolve-se em nada.
Se teus olhos não buscam os meus, O dia se apaga, e a sombra devora. Se teu corpo não envolve o meu, O calor morre, e o vazio se expande.
Se tua alma não se entrega à minha, O tempo estagna, o universo silencia. Porque só existo quando existimos, E no encontro, somos mais que amor.
Doce e alcoólatra como vinho.
Nesse cenário,
asfalto molhado, noite fria.
Luzes acesas, prédios altos.
A cidade cheira a cigarros e vícios.
Essa fumaça exala promessas falsas
e cá estamos nós,
em meio a palavras explícitas
e situações formais.
Me disse que sou diferente,
apesar de nossa diferença de idade.
Esse é um mundo de artistas,
nós somos artistas consequentes.
Falando em arte,
seja minha musa?
A última não valorizou os traços que nela realcei.
Percorreria seu corpo a lápis ou pincel,
te deixo escolher.
Só promete sussurrar a sua resposta,
não como promessas falsas que nos têm.
Sussurra.
Minha mente tá barulhenta demais,
mas eu juro que, se for você,
eu vou conseguir escutar.
Penso em você em um dia ensolarado e uma noite medonho que me faz querer-te mais.
Na noite fria e insípida vinda de um dia ensolarado e cansativo tento te achar na minha cama insensível e tediosa.
Pois sem você se faz infinito o vazio que me atormenta, porem não perco as esperanças de te-la em meus braços e aquecer minha cama.
Batucada
Ventania
Na fronte
Poesia
Desponta
Tranquila
Na noite (fria).
(...)
Pra reaver a esperança
Ainda (criança)
Ilusória
Perdida.
(...)
Entre os sonhos
Mais risonhos
(Quando) te vejo
Espreito
Pelo vão da janela
Entreaberta.
(...)
Num caixilho (coração)
Enquadrado
Pulsando
Vivendo
Sozinho
Na sua mão (Porque te amo!).
Saindo da Ignorância
Capítulo 2
Em 1969, numa noite fria de Fevereiro o céu estava nebulado, chovia alguns pingos de água, no sítio do Valinho os cães do Senhor Ferreira ladravam muito. Até parecia que adivinhavam algo. Eram 4 horas da manhã, quando se deu o que se iria dar. Maria Lúcia acordou de repente, ao sentir a cama a tremer. Disse então a seu marido :
- O que se passa? É um tremor de terra! Temos que ir para a rua!
- Vamos acordar os rapazes e fugir para a rua! Imediatamente foram ambos buscar os 3 filhos, pois a rapariga estava em casa dos tios no litoral Algarvio. Pedrinho ouviu os tachos e os pratos na cozinha, caírem para o chão. Foram para a rua da casa, mas o cismo já tinha passado. Um dos rapazes mais velho, chorava e dizia:
- vai fazer mais eu sei que vai!
- Não vai nada! Disse o pai! Maria Lúcia respondeu:
-Temos que ir ver os meus pais, na casa deles! Foi então ainda de noite, em outro local da serra ver os pais. Mas estavam bem. E nunca vieram, para a rua! Pela manhã verificaram que um galinheiro de alvenaria tinha caído sobre as galinhas e matou algumas delas. Também viram que as galinhas com o pânico, foram pôr os ovos em um caminho no campo, durante a noite. Toda a família teve um grande susto. Sendo assim verificou-se que a casa tinha ficado toda rachada. Depois de falarem com o senhorio, para ele fazer as reparações, este disse que não fazia obras nenhumas. Por isso em 1970, os Ferreira mudaram em Janeiro desse ano, para um sítio no litoral Algarvio de nome Terras de Cima.Arrendaram uma horta, para continuar a fazer a sua agricultura e assim os rapazes mais velhos empregaram-se na hotelaria . Pedrinho só em Outubro desse ano foi para a escola em Terras de Cima. Foi para a escola,quase com 8 anos de idade!
(Continua)
Mário Dias
A chuva que da boas vindas ao verão
Ocorreu na noite fria de domingo,
E na segunda pela manhã
O sol sorria e vida se abria pra nova estação
Segunda que começa com o cantos dos pássaros que voltaram com o término do inverno
Com fim da migração agora todos encontram seu coração!
O lindo sentimento de voltar pra casa,
A doce alegria de formar uma família ...
A grama ainda molhada refletia os raios do sol da manhã.
O cheiro da terra encharcada era a vida se refazendo!
Enquanto o rios esvaziam
Os ribeirinhos tratam de pescar
O período de desova acabou
E peixes grandes ão de passar
Então um recomeço
Pra ser feliz depois da enchente,
Um acalento pra alma
O mês de maio
Mês que acalma...
A terra não há de ficar tão enxuta
No Acre, verão significa menos chuva
A estiagem duram somente alguns dias
Depois de volta a chuva trás alegria...
E então a piracema, fartura no Rio Juruá
Muitos pescam por diversão
Outros pra fome matar!
Numa noite fria
Um bom lugar para aquecer a tez fria
O pensamento que vem e grita
Desenha o elo que nos liberta
E a noite conduz ao nascer do dia
E o ciclo encaminha
A liberdade das trilhas
A lua então decidiu me contar sua história em uma noite fria...
Essa chuva...
Talvez seja pelo fato de encarar seu brilho... Talvez.
