Poemas Nao quero dizer Adeus
Eu não sei mais no que pensar, mi sinto tão só mesmo em volta de pessoas, sorrisos que mi contagia por alguns instantes. Quando chega a noite é a parte que mais dói que machuca e mata com a solidão em volta.
Fico parada sem movimento como se não houvesse vida em meu corpo e só sinto a lágrima escorrendo por minha face e meu peito sendo rasgado silenciosamente.
já chorei tanto, já gritei tanto que simplesmente fico assim, parada sem fôlego pra chorar. por que? porque não tem como explicar são várias conjunções que mi fazem ser prisioneira da solidão constante.
Já gritei pro mundo parar, mais não para eu não suporto mais o fato de ter que viver assim, sendo eu. Eu sem motivos pra viver e sorrir, pra que está aqui sem motivo algum, a vendo só alguns que são só pra mi fazer sofrer.
O quão triste é ter asas e não poder voar?
O porquê de estar preso sem ter feito o crime algum?
Tudo isto pra satisfazer o egoísmo humano, para realizar meros caprichos. Não ouvimos com palavras, Mas eles estão gritando por liberdade, como um inocente pagando por um crime que não cometeu e sem ao menos ter a chance de se defender. Seus cantos que parecem melodia, Na verdade são gritos desesperados de socorro.
Sem chance de fugir, sempre perseguido pelos olhos do vigia.
Cada dia a mais é uma tortura, ter sua liberdade tirada de você, contando os dias para morrer, sem ver a luz do sol e sentir o vento uma vez mais...
A personificação da tristeza são pássaros presos em gaiolas.
boiada
não deixe nada para depois.
pois, o ontem já foi
o agora está sendo
e a saudade cobra os bois...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
A realidade é real mas não existe
e nós, tão reais como ela
coexistimos nela, irrealmente.
Doctorstrangelove
Canto em Versos
O meu poetar une versos
dos amores, dos reversos
porém, não são submersos
nem tão pouco dispersos...
É uma exaltação aos universos:
das trovas, dos mundos diversos
das dores e louvores tão imersos
nas palavras e sigilos complexos
De simples poemas abstersos...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
pena
o bom é que seja leve,
se não poder ser, releve...
e em nossa vida seja breve.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Pedaço
Tem coisas na vida que a gente simplesmente sabe que sempre vão fazer falta.
Não se trata de saudades, desejo, propriedade, enfim;
É sobre continuar andando, só que sem um pedaço.
carão
quem quer só aparência, e não essência,
terá no amor conveniência, e na vida
reticência...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Pessimismo
Não fique triste
Com "a solidão
Ela é a sorte
de excepcionais" do coração.
"O amor compensa a morte"
Amar antes seria sorte
"Vida sem medo, morte feliz"
Amar na vida foi o que fiz.
"Podemos fazer o que queremos,
Mas não querer o que queremos."
Porque nos amaremos
Se afinal não nos teremos.
"Sentimos a dor
e não sua ausência"
Amar demais é dependência
Pode virar carência
O pessimismo não resolve
Só o amor descobre
O que você não quis
Seu coração feliz.
EU ASSIM
Fiz pedaços de mim e me distribuí inteira.
Já não sou mais sozinha.
Em cada canto da cidade eu existo,
Eu resido,
Eu vivo.
Sou assim:
Metade inteira e metade completa.
Não sou por acaso.
Sou o meu próprio suado.
Sou o meu intenso,
O meu avesso e o meu relento.
Em cada parte que me dou,
Eu penso
Em ser um pouco do que sou
E do quem já não estou.
A quem me entrego inteira
Sou a história primeira.
Sim!
Sou essa mesmo, assim:
Assim meio eu,
Assim meio outra,
Mas verdadeira,
Faceira
E louca!
Nara Minervino
INFINITUDE DO "OITO"
O OITO é um número complexo:
não tem começo nem fim.
O OITO volteia e passa sempre no mesmo ponto.
Onde o OITO termina é, exatamente, onde ele recomeça.
Quem tem um OITO tem o infinito!
Nara Minervino
durex sed lex
não acho nem a ponta do durex
quiçá o fio da meada do viver
sempre escrevendo um novo índex
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
bula
a vida não tem ponteiro
marcando o andamento
nem letreiro,
guiando o sentimento
divirta-se!
tudo é momento!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
SONETO DA AUSÊNCIA
O cerrado já não mais é meu confidente
o pôr do sol não mais ouve o meu plangor
os cascalhos do segredo fazem amargor
e a saudade já não mais está condizente
Não mais estou melancólico no rancor
nem tão pouco sou aquele imprudente
e ao vento nada mais contei contente
deixo o tempo no tempo ao seu dispor
Até da recordação eu tenho medo, dor
o entardecer tornou-se inconcludente
e o olhar se perdeu nas ondas de calor
O poetar fez da madrugada noite ingente
carente nas buscas do tão sonhado amor
e hoje o meu eu no cerrado está ausente
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/06/2016
Cerrado goiano
Não desperdice nenhum segundo de sua existência, pois nossa vida, por aqui, não passa de um lapso no tempo, frente à eternidade que se aproxima.
Viva intensamente, nunca deixe para perdoar quando isto ainda é possível.
Não prorrogue mais aqueles projetos de sua vida, que um dia traçaste para tí com tanta inspiração.
Visite mais seus pais e avós, quando
seu Criador ainda permite.
Volte às suas origens, de vez em quando, reveja seus amigos e relembre daquela época que sua felicidade se fazia de maneira fácil e espontânea, e seus sonhos crepitavam em sua imaginação.
(Teorilang)
Não se apegue tanto ao passado, pois este não existe mais.
Liberte-se da corrente do que se foi, pois elas irão impedir
que chegues onde estas.
Desvencilhe-se das amarras do presente presas ao passado, pois perderás sua condução para o futuro.
(Teorilang)
Eu voo lá pro céu
Pra buscar uma estrela pra você
Eu faço uma canção
Pra tentar fazer você não esquecer
Eu paro o mundo
Pra você ficar, cada vez mais perto
E lá no fundo
Eu posso encontrar, de coração aberto
Tudo o que você quiser
SONETO SINGULAR
Não te amo desalinhado como se é o cerrado
tal folhas emurchecidas libertas na sequidão
te amo como o árido clama água, na exaustão
sequiosamente, entre o limite e o estar saciado
O meu amor por ti, está além de ser paixão
dentro de si, é a força do entardecer rubrado
do sertão, se pondo no horizonte enamorado
dando aroma a memória, e fogo na imaginação
Te amo como o vento pelo torto galhado
livre assovia nas forquilhas uma canção
te amo por te amar, pois é de meu agrado
Se não fosse assim, não teria outra forma não
pois, pra te faço este sulcado soneto versado
tão para ti, se tocá-lo, sentirás a vazão da emoção
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano
É tão injusto!
"Esaú não era irmão de Jacob?" diz o senhor. "No entanto, eu amei a Jacó, mas odiei a Esaú." - Malaquias 1: 2-3
Escritura de hoje : Malaquias 1: 1-5
Parece que usamos algumas coisas mais que outras - nossas bocas mais que nossos ouvidos, nossos estômagos mais que nossas mentes. Também parecemos usar a frase "É tão injusto!" Com muito mais frequência do que "Eu sou tão indigno".
Em Malaquias 1: 1-5, lemos sobre o amor de Deus por Jacó e Seu ódio por Esaú. Aparentemente, parece tão injusto, especialmente quando pensamos no tipo de pessoa que Jacob era. Ele enganou seu pai, dando-lhe a bênção que deveria ter sido para seu irmão mais velho, Esaú (Gênesis 27). É fácil pensar nele como um "planejador decadente".
Deus era injusto em amar Jacó e odiar Esaú? Por que Esaú não merecia o amor de Deus? Essas são perguntas válidas e difíceis de responder ou explicar. Mas já consideramos uma pergunta mais básica: alguém já mereceu o amor de Deus? Deus é perfeito e, mesmo nos nossos melhores momentos, ainda lutamos contra o pecado. Ousamos pensar que somos tudo menos que merecedores?
Não sabemos por que Deus escolheu amar Jacó. Mas sabemos que nenhum de nós merece o amor de Deus. Por que Ele nos ama tanto que enviou Seu próprio Filho para morrer por nossos pecados? Nós não podemos explicar isso. Tudo o que podemos fazer é responder em gratidão à incrível graça e amor de Deus. —AL
Refletir e orar
Ele morreu por mim, quem causou sua dor?
Para mim, quem Ele perseguiu até a morte?
Amor incrível! Como pode ser
que, meu Deus, morra por mim? —Wesley
A graça de Deus nos dá o que não merecemos. Albert Lee
